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Reconstruction de l'attracteur

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Section 3. Mesure de la dimension des attracteurs

I. Les objets fractals

2. Reconstruction de l'attracteur

Estratégias são as formas utilizadas pelas enfermeiras para o enfrentamento de situações, procurando satisfazer cer­ tos objetivos. As estratégias tendem a ser formas de compor­ tamento mais elaboradas, podendo ser conscientes ou não, pro­ curam atingir determinados fins dentro de um plano com metas parciais e/ou globais. Especificamente, as enfermeiras deve­ riam racionalizar estratégias para atingirem os objetivos de­ terminados pela profissão, ou seja, promover, manter e recupe­ rar a saúde da clientela de acordo com os princípios éticos e legais. Também é esperado que enfermeiras façam uso de seu conhecimento psicológico, social, motor, político para mobili­ zar novas perspectivas, sentimentos e comportamentos em relação à profissão.

A Tabela 10 demonstra que as enfermeiras assistenciais parecem dispender maior esforço para mudar as situações de sua prática, bem como as atitudes resultantes de estresse. Os dados demonstram também que estas se dividem entre o assumir e o enfrentar (deixando de assumir atividades que não lhe se­ jam próprias). Algumas depoentes estão lançando mão da educa­ ção, para conscientizar funcionários, clientela e outros a

respeito dos direitos e das responsabilidades na conquista de qualidade nos serviços.

TABELA 10 - Distribuição da frequência dos Elementos Consti­ tutivos da sub-categoria Estratégia, por função das Respondentes, em relação à Responsabilidade no Próprio Exercício Profissional.

ESTRATÉGIAS e FREQUÊNCIA DE RESPOSTAS POR FUNÇÃO ELEMENTOS TOTAL ENSINO ASSISTÊNCIA ADMINISTRAÇÃO

Assumir 33 08 (6) 14(7) 11(3)

Educar 24 10(6) 11(7) 03 (2)

Enfrentar 24 10(6) 11(6) 03 (1)

Proteger 13 06 (4) 06 (6) 01(1)

Acomodar 08 04(3) 04(3) 00(0)

Estratégia de Assumir Responsabilidades no Desempenho do Próprio Exercício Profissional:

Assumir: é quando a enfermeira toma para si, os encargos e atribuições que seriam incumbências de outros profis­ sionais.

Com a determinação legal da consulta de enfermagem sur­ ge a necessidade de apontar um plano diretivo para a assis­ tência a ser seguida e melhorar a fundamentação buscando a aplicação prática dos muitos marcos teóricos já desenvolvidos. Para tanto, as enfermeiras esperam que a aplicação de metodo­ logia científica de trabalho clarificará seu papel junto a equipe e clientela, contudo, percebe-se que a avaliação do bem-estar oferecido e as condições disponíveis para fazê-lo estão em sentidos opostos.

"0 papel da enfermeira não está bem delimitado, acho que com o processo de enfermagem, a gente consegue estabelecer os limites, é preciso estudar muito para prescrever..." (ID. 19 A)

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O predomínio das atividades administrativas e da pressão institucional sobre a prática, e as condições inadequadas, evidenciam que as enfermeiras necessitam de ter como aliados pacientes mais esclarecidos quanto aos padrões de cuidados de saúde.

"A gente tenta fazer o melhor possível... são coisas que não tem nada a ver com nossa função ou formação. Às vezes sou uma espécie de relações públicas do hospital..." (ID. 21 ADM)

"A enfermeira que trabalha no posto de saúde, no hospital ou na escola, tem a função imediata e p ri­ mordial de educar e não só ensinar, para que a cli­ entela se mobilize, e possa desencadear ações que revertam em conquistas políticas, mostrando que a enfermagem não se restringe às atividades curati­ vas. .." (ID. 23 E)

Dentro de um campo vasto, como a Ética, faz-se necessária maiores discussões a respeito dos tópicos que envolvem a bio­ ética, mais especificamente também a ética dos profissionais da saúde. Isto será possível através da valorização e criação de comissões éticas multidisciplinares, que transponham ques­ tões internas de auto-protecionismo, que acabam por encobrir o mau profissional e as condições que expõem a riscos a clientela.

"No posto temos que saber de tudo desde a lâmpada queimada, temperatura da geladeira de vacinas, dos problemas com os vigias, se tem receituários médi­ cos, a dentista não acha nem a chave do consultó­ rio, todos vem a mim..." (ID. 03 A)

"No meu serviço eu ocupo um cargo que não seria para a enfermeira, mas do médico, é uma responsabilidade muito grande ficar fazendo a profilaxia da raiva humana, decidir se vai fazer vacina ou não..." (ID. 12 A)

Estratégia de Educar face às Responsabilidades no Desempenho do Próprio Exercício Profissional:

Educar: é a busca e oferta de informação pelas enfermei­ ras a respeito dos cuidados de saúde. Elas organizam e incen­ tivam os indivíduos a reivindicarem melhoria da qualidade da assistência enquanto um direito.

Outros depoimentos apontam estratégias sobre formas de enfrentamento, enfatizando não somente a habilidade técnica, mas a habilidade interativa. Algumas finalidades do cuidado de enfermagem poderão ser atingidas, segundo as respondentes, através do ensino, e para isto faz-se necessário que a en­ fermeira saiba se comunicar.

"É importante ser conhecedor do conteúdo teórico, ter destreza manual para desenvolver habilidades técnicas, ter clareza do que quer executar e assu­ mir, mas tem que ser comunicativo. Não adianta v o ­ cê conhecer, se você não sabe comunicar ou não vê a função educativa como importante..." (ID. 17 E) "O médico tem o dever de esclarecer sobre o diag­ nóstico. Eu posso fazer orientações a respeito dos cuidados..." (ID. 15 E)

"A enfermeira deve ter junto à clientela uma função educativa que é desencadeadora no enfrentamento de todo um sistema, logo, ela tem a função primordial de educá-lo, não só ensinar, para que ele se mobi­ lize e faça alguma coisa..." (ID. 23 E)

A estratégia de educar aponta também para a necessidade de educarem-se para estarem melhor preparadas no desempenho das suas responsabilidades.

"Preciso estudar mais, sinto falta de maiores in­ formações sobre liderança e para prescrever, quero fazer um curso de especialização." (ID. 11 A)

"As enfermeiras não têm estudado para prescrever e assumir integralmente a responsabilidade pelo que prescreveram, elas tem restrições e dificuldades próprias, por exemplo, prescrevem restrição hídrica mas não sabem de quanto e nem por quê." (ID. 16 A)

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