Section 1. Comportements et mécanismes
II. Les mécanismes d'évolution des prix
1. Analogie avec un marché de concurrence pure et parfaite
O MAAe_TDC é composto de três etapas, conforme descrito no Quadro 4. Quadro 4 – Descrição das etapas do programa de intervenção.
Etapas Descrição das atividades Objetivos
Avaliativa
Aplicação do MABC-2, DCDQ- Brasil e PEGS 2ª edição.
Identificação do TDC e dos déficits nas áreas motoras e eficácia motora percebida Escolha da meta da
aprendizagem
Definição da meta de aprendizagem feita pela criança diante das possibilidades de atividades motoras oferecidas pela PEGS 2ª
edição.
Intervenção acompanhada
24 atendimentos com fisioterapeuta
Desenvolvimento das habilidades motoras e autorregulatórias, considerando a meta de
aprendizagem escolhida para promoção do aumento da autoeficácia.
Intervenção
orientada 12 atendimentos de orientação
Desenvolvimento de habilidades autorregulatórias buscando a independência
para o alcance da meta de aprendizagem e o aumento da autoeficácia. Fonte: elaborado pela autora (2019).
4.1.3.1 Etapa Avaliativa
Na Etapa Avaliativa ocorre a identificação do TDC, a caracterização dos prejuízos de desempenho motor e eficácia percebida da criança, e o estabelecimento da Meta de Aprendizagem. Tanto a identificação do TDC quanto a caracterização dos prejuízos da criança dão-se sob o ponto de vista dela, do professor e dos pais/cuidador.
Na fase pré-intervenção são aplicados os instrumentos: bateria de testes motores da MABC-2, lista de checagem da MABC-2, EDM, DCDQ-Brasil e PEGS 2ª edição. Desses instrumentos, são reaplicados na pós-intervenção somente a bateria de testes motores da MABC-2, EDM e PEGS 2ª edição.
Através do sistema de entrevista do PEGS 2ª edição, ao identificar as atividades motoras em que a criança julga-se menos eficaz, o entrevistador solicita à criança: (1) que fale sobre o contexto em que realiza essas atividades, com que frequência, o que a faz ser difícil e (2) que escolha a tarefa que considera mais importante no seu cotidiano e que desejaria muito melhorar com a intervenção. São apresentados, então, aqueles cartões em que a criança se julgou “muito parecida com a criança menos competente”, para que ela faça a escolha. Caso esses cartões sejam em número menor que 4, são incluídos também os cartões em que a criança se julgou “pouco parecida com a menos competente”. Dessa forma, é feita a escolha da Meta de Aprendizagem, numa estrutura de ação centrada na criança.
Com a escolha da Meta de Aprendizagem, o programa de intervenção da criança é elaborado conforme os componentes da tarefa e as Metas de Tarefas delineadas para cada item do PEGS 2ª edição, conforme Quadro 3.
Ao final dessa etapa avaliativa, é possível a construção de um plano de tratamento, individualizado, que leve em consideração os prejuízos no desempenho motor da criança e a Meta de Aprendizagem escolhida.
4.1.3.2 Etapa de Intervenção Acompanhada
A Figura 2 esquematiza a estrutura do atendimento de intervenção acompanhada. Figura 2 – Esquema dos procedimentos da Intervenção Acompanhada pelo fisioterapeuta.
Fonte: elaborado pela autora (2019).
O atendimento é composto por pré-teste da meta de tarefa, preparação, treino direcionado à meta, modelação por vídeo, estabelecimento de autoinstruções e pós-teste.
No pré-teste da meta de tarefa é solicitado à criança que se faça a meta de tarefa proposta para aquela sessão. Esse desempenho é filmado para uso posterior, na modelação. O sucesso da criança na meta de tarefa executada é observado e medido, de acordo com o que foi proposto no quadro 3 ou no plano de tratamento individualizado.
A preparação é constituída de exercícios relacionados aos componentes da tarefa meta e ao controle do estado emocional da criança. Podem ser realizadas atividades de respiração, relacionadas a estímulos sensoriais, de fortalecimento muscular, flexibilidade muscular, condicionamento físico, entre outras. Nessa fase do atendimento são trabalhados os elementos voltados para estrutura e função corporal.
A modelação é feita através da filmagem, em que a própria criança é seu modelo. Para isso, ela realiza a tarefa proposta como meta de tarefa e é filmado o seu desempenho no pré-teste. A criança assiste ao vídeo, buscando identificar as principais condições a serem modificadas para que obtenha mais sucesso no desempenho. A criança pode
escolher o momento de assistir ao vídeo (se antes ou depois do treino direcionado à meta) e pela retirada ou não dos erros (auto-observação ou automodelação).
Durante a modelação, ela é estimulada a realizar a autoavaliação de seu desempenho e à construção de frases autoinstrutivas que deverá utilizar durante a prática da tarefa motora no treino direcionado à meta, buscando focar nos principais elementos necessários para se obter o sucesso na execução da tarefa.
No treino direcionado à meta é realizado o treino da meta de tarefa utilizando as autoinstruções construídas no momento da modelação. Nessa fase são trabalhados elementos orientados à atividade (visto que a meta de tarefa é um desmembramento da meta de aprendizagem).
As condições do treino deverão levar a criança ao sucesso no desempenho, trazendo a experiência subjetiva que favorece o processo de construção de sua autoeficácia. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional têm o papel fundamental da mediação para o sucesso de motivação do participante.
Ao final da Intervenção Acompanhada ou após atingir a meta, a proposta é realizar a prática num contexto real (escolar, familiar ou entre amigos) como forma de avaliar a retenção daquela habilidade aprendida e auxiliar a criança na generalização do resultado obtido para contextos diferentes daqueles no qual foi treinada (terapêutico). Nessa proposta, observa-se a orientação à participação de todo o processo de intervenção. O contexto de participação a ser trabalhado é dependente do tipo de Meta de Aprendizagem escolhida pela criança e o ambiente em que ela sente maior necessidade de que essa participação seja estimulada. Essas informações são coletadas na aplicação do PEGS 2ª edição, conforme está previsto no manual do sistema de entrevista (item 3.4.6 desta tese).
Reuniões com pais ou outras pessoas significativas no cotidiano da criança são fundamentais logo no início da Intervenção Acompanhada, caso o terapeuta sinta necessidade e a família ou outros membros se sintam motivados. Essas reuniões terão o objetivo de aumentar os comportamentos positivos dessas pessoas na relação com a criança e, especialmente, no reforço ao que acontece de positivo no dia a dia do participante, com foco nas oportunidades de participação nas atividades diárias em casa. Em qualquer circunstância é abordado junto ao responsável o objetivo geral do trabalho, o conceito de autoeficácia e habilidades autorregulatórias, a importância do comportamento positivo deles na construção da autonomia da criança para participação em diferentes atividades.
A dimensão do contexto no Programa de Intervenção proposto é abordada tanto pela sua orientação à participação quanto pelo conceito da reciprocidade proposto por Bandura entre a tríade comportamento, pessoa e ambiente, que vai ao encontro do modelo proposto por Green e Payne (2018). Através das estratégias utilizadas na sua estrutura de prática, busca-se o aumento das experiências sensório-motoras e das possibilidades de participação da criança com TDC em ambientes reais e significativos, tanto pela melhora no repertório motor quanto pelo empoderamento de sua aprendizagem através do treino de habilidades autorregulatórias, experiências relacionadas à autoeficácia e autonomia para escolha. Dessa forma, a criança poderá também promover mudanças nas suas ocupações que ocorrem nos ambientes com os quais se relaciona e sobre a perspectiva e atitudes de seus agentes sociais (família, professores e pares).
4.1.3.3 Etapa de Intervenção Orientada
Para a intervenção orientada, a criança deverá escolher outra meta de aprendizagem ou continuar com a mesma meta, caso ainda não tenha sido atingida. Após a definição da meta de aprendizagem para essa etapa, o profissional constrói o plano de tratamento com as metas de tarefas.
Nessa etapa, a criança não realiza a preparação e treino direcionado à meta junto com o profissional, sendo constituída, portanto, de pré-teste, modelação por vídeo, construção de autoinstruções e pós-teste.
Através da modelação por vídeo, a criança elabora as autoinstruções sobre aspectos fundamentais para alcance da meta de tarefa. A partir daí a criança estabelece o momento em que realizará o treino direcionado à meta em seu cotidiano, considerando as orientações do profissional, as autoinstruções e seu automonitoramento. Esses procedimentos serão seguidos em todos os 12 encontros propostos para essa etapa. Dessa forma, a criança poderá desenvolver suas habilidades autorregulatórias, considerando sua participação ativa no processo de planejamento para o alcance de uma meta desejada e menor nível de mediação do profissional.
4.1.4 Categorização dos procedimentos do Programa de Intervenção segundo os