3.3. Phase d’identification des PME responsables
3.4.2. La méthode de collecte des données
3.4.2.5. La recherche documentaire
A amostra deste estudo foi constituída por 56 idosos do sexo masculino com 69,1±5,0 anos de idade. Todos os sujeitos tinham uma vida independente e residiam no mesmo Concelho (Maia, Portugal). Todos os sujeitos foram convidados a inscreverem-se nos programas de exercício e a participarem voluntariamente.
Antes de iniciarem o protocolo experimental, os sujeitos foram submetidos a uma sessão de esclarecimento sobre o estudo, os seus procedimentos e os potenciais riscos decorrentes da realização do exercício e dos procedimentos de avaliação. Posteriormente, foi pedido a todos os que, voluntariamente, manifestaram desejo de participar no estudo, que assinassem uma declaração de consentimento informado. Nessa declaração, estavam explicados os objectivos e os procedimentos de avaliação e controlo do estudo e os potenciais riscos associados. Além disso, antes do início do programa, todos os elementos da amostra apresentaram uma declaração médica, atestando que não apresentavam contra-indicações, relativas ou absolutas, para a prática de exercício.
Os indivíduos da amostra foram seleccionados, tendo em conta os seguintes critérios:
a) Critérios de inclusão:
• indivíduos do sexo masculino;
• idade entre os 65 anos (incluindo) e os 79 (incluindo);
• sem problemas ao nível da marcha e sem uso de auxiliares de marcha; • sem perturbações graves ao nível do equilíbrio;
• sem experiência de quedas, pelo menos durante o último ano.
b) Critérios de exclusão
• doenças neurodegenerativas; • perturbações cognitivas;
• desordens músculo-esqueléticas; • hipertensão severa;
• obesidade mórbida; • diabetes;
• arritmias, história de angina, enfarte agudo do miocárdio, cirurgia coronária, doença valvular;
• fumadores.
Posteriormente, os sujeitos recrutados para o estudo e que cumpriam os critérios de inclusão nos programas de exercício, integraram por sua escolha, os grupos experimentais 1 (EXP1; n=18) e 2 (EXP2; n=18); aqueles que não tendo manifestado desejo de participar nos programas de exercício, mas que manifestaram concordância em realizar os procedimentos de avaliação previstos, integraram o grupo controlo (CONT; n=20).
Após o recrutamento e selecção da amostra, foram ainda considerados critérios de exclusão do estudo: a) a ausência a mais de 20% do total das sessões do programa de exercício, e/ou a mais de 9 sessões consecutivas; o aparecimento de qualquer tipo de patologia de foro ortopédico que implicasse a utilização de qualquer meio auxiliar na locomoção (n=1), e a ausência a 2 momentos de avaliação consecutivos (n=7). Assim, a amostra final passou a ser constituída por 48 indivíduos (Quadro 7).
Quadro 7. Características da amostra final, em baseline.
N Idade Peso Altura
CONT 17 67,0 ± 5,8 77.6 ± 8.7 1,69 ± 0,5
EXP1 15 71,7 ± 4,7 76.1 ± 11.1 1,67 ± 0,5
EXP2 16 68,5 ± 3,5 73.2 ± 11.2 1,66 ± 0,8
Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas, entre os três grupos, nas variáveis apresentadas no Quadro 7.
foram avaliados antes, durante (8 em 8 semanas) e após a aplicação dos programas de exercício, a toda a amostra (ver Figura 1).
Semanas
Baseline
0-4 4-8 8-12 12-16 16-20 20-24 24-28 28-32
Pós-teste
EXP1 Programa de AERO
[2 x AERO meio terrestre + 1 x AERO meio aquático]
EXP2 Programa de exercício combinado (AERO + LOCAL)
[1 x AERO meio terrestre + 1 x AERO meio aquático + 1 x LOCAL]
CONT
AFunc
Sem programa de exercício
AFunc
Momentos de avaliação da AFunc durante os programas
Figura 1. Desenho do estudo.
Programas de exercício
Os programas de exercício foram desenvolvidos com o objectivo de melhorar todas as componentes da AFunc, tendo em conta o nível de aptidão inicial dos
participantes, em concordância com metodologias utilizadas em estudos realizados anteriormente (para mais refs. ver [40, 43-45]). Em todos os exercícios escolhidos, foi tida em conta a sua aplicabilidade, a sua especificidade, a segurança e a facilidade de aprendizagem.
Assim, foi elaborado um programa de exercício AERO para o EXP1, consistindo em 3 sessões semanais, sendo 2 dessas sessões realizadas em meio terrestre, e 1 sessão em meio aquático. Este programa foi planeado, procurando que a intensidade fosse moderada (12-14 na escala de percepção subjectiva de esforço de Borg [46]), e dividido em 4 blocos diferentes. Os blocos foram desenvolvidos e aplicados em forma piramidal: o bloco I, para as primeiras 8 semanas; o bloco II, para as semanas 8 a 16; o bloco III, para as
semanas 16 a 24; repetindo, depois, o bloco II nas semanas 24 a 28, e repetindo o bloco I nas semanas 28 a 32 (ver Figura 2). Todas as sessões de AERO foram constituídas por: (i) um período de aquecimento com a duração aproximada de 10 minutos, onde se incluíram a caminhada e exercícios de flexibilidade; (ii) um período com maior incidência na componente cardiorespiratória, com a duração aproximada de 15 a 25 minutos (ver progressão na Figura 2), onde se incluíam caminhada e/ou o jogging a uma intensidade percepcionada como confortável (para refs. ver Falcónio et al. [47]); (iii) um trabalho ligeiro de resistência muscular, com a duração aproximada de 8 a 10 minutos, onde se incluíam 3 exercícios resistidos (3 séries, 15 a 20 repetições) com o uso de bastões e/ou do peso da massa corporal ou da resistência da água (ver Quadro 8); (iv) um trabalho específico de flexibilidade, com a duração aproximada de 8 minutos; (v) alguns exercícios de coordenação e equilíbrio; e, (vi) no final, um período de recuperação activa, englobando, exercícios respiratórios e de flexibilidade.
Figura 2. Pirâmide dos blocos, e da progressão da duração do período da
componente cardiorespiratória, do programa de AERO.
Quando as sessões de AERO eram desenvolvidas no meio aquático, estavam ainda contemplados exercícios de agilidade sob a forma de jogos (e.g.
Bloco I 0-8ª semana 15 min. Cardio. Bloco II 24-28ª semana 20 min. Cardio. Bloco II 8-16ª semana 20 min. Cardio. Bloco I 28-32ª semana 15 min. Cardio. Bloco III 16-24ª semana 25 min. Cardio.
estafetas, jogo do apanha, entre outros), com a duração aproximada de 10 minutos, sendo realizados após o trabalho de flexibilidade e antes da recuperação activa. As sessões tiveram a duração aproximada de 60 minutos, e foram sempre supervisionadas por um instrutor profissionalmente qualificado.
Quadro 8. Exercícios resistidos do programa de AERO (para refs. ver Delavier [48]).
Exercícios Músculos Bloco I
Elevação anterior dos braços com bastão*; Adução/abdução vertical dos braços**; Elevação alternada do joelho;
Abdução/adução da coxa;
Deltóide;
Peitoral maior, peitoral menor, deltóide e trapézio; Oblíquo externo, quadricípite femoral e tensor da fáscia lata;
Glúteo médio, pectíneo, grácilis, adutor longo e adutor magno.
Bloco II
Flexão lateral do tronco* ou remada cruzada**; Prensa de ombros com bastão pela frente*; Extensão/flexão dos braços no plano vertical (remada vertical)**;
Agachamento com apoio *;
Elevação do joelho + extensão da perna**.
Recto abdominal, oblíquo interno e oblíquo externo; Deltóide, grande peitoral e tricípite braquial;
Tricípite braquial, deltóide, grande dorsal, trapézio, rombóides, infraespinhoso, redondo maior, redondo menor e bicípite braquial;
Grande glúteo, bicípite femoral, semitendinoso e semimembranoso;
Recto abdominal; oblíquo externo, quadricípite femoral e tensor da fáscia lata.
Bloco III
Flexão do tronco com elevação alternada dos joelhos;
Flexão de braços + prensa de ombros com bastão pela frente*;
Extensão/flexão dos braços no plano horizontal (remada horizontal)**;
Agachamento sem apoio*;
Extensão/flexão da coxa + abdução/adução da coxa**.
Oblíquo externo, quadricípite femoral e tensor da fáscia lata;
Deltóide, tricípite braquial e bicípite braquial;
Grande peitoral, rombóides, trapézio, grande dorsal, erectores da coluna, deltóide, braquiorradial, bicípite braquial e Tricípite braquial; Grande glúteo, bicípite femoral, semitendinoso e semimembranoso;
Grande glúteo, glúteo médio, pectíneo, grácilis, adutor longo e adutor magno.
O programa de exercício, desenvolvido para o EXP2, incluía sessões de exercício iguais às anteriormente descritas. No entanto, substituiu-se uma das sessões de AERO no meio terrestre por uma sessão de LOCAL, utilizando equipamentos de resistência variável. As sessões de LOCAL, para desenvolver a força, foram planeadas para atingirem intensidade moderada a alta, com aumento progressivo e piramidal da intensidade da carga externa (ver Figura 3). Todas as sessões de LOCAL foram desenvolvidas nas instalações desportivas da Autarquia da Maia, e conduzidas e supervisionadas, pelo menos, por um instrutor profissionalmente qualificado. Cada sessão teve uma duração aproximada de 60 minutos, e iniciou-se sempre com exercícios de alongamentos e um pequeno aquecimento (em bicicletas ou tapetes de marcha ergométricos), com a duração aproximada de 10 minutos.
Figura 3. Pirâmide da progressão da carga das sessões de LOCAL.
A parte principal das sessões foi constituída por um circuito de 7 exercícios (ver Quadro 9), realizados em aparelhos de resistência variável convencionais (da marca Panatta® modelo fit 2000 line). Para além dos exercícios realizados nestes aparelhos, os indivíduos realizavam, também, depois de terminarem todas as estações do circuito de treino, exercícios no solo, para os grupos
0-8ª semana 65% 1RM (3 séries, 10-12 reps.) 28-32ª semana 65% 1RM (3 séries, 10-12 reps.) 16-24ª semana 75% 1RM (3 séries, 8-10 reps.) 24-28ª semana 70% 1RM (3 séries, 8-10 reps.) 8-16ª semana 75% 1RM (3 séries, 8-10 reps.)
terminavam com um período de recuperação activa, que incluía exercícios respiratórios e de flexibilidade.
Quadro 9. Exercícios resistidos das sessões de LOCAL (para refs ver Delavier [48]).
Exercícios Músculos Prensa de peito Prensa de pernas Latíssimo Extensão de pernas Prensa de ombros Flexão de pernas Flexão de braços
Grande peitoral e tricípite braquial Quadricípite femoral e grande glúteo
Grande dorsal, redondo maior e bicípite braquial Quadricípite femoral
Deltóide e tricípite braquial
Bicípite femoral, semitendinoso e semimembranoso Bicípite braquial
Uma vez que seria de esperar que a força máxima aumentasse com o decorrer das sessões de LOCAL, foram controlados os valores de 1RM, de 8 em 8 semanas (5 medidas no total, ver Figura 1, pág. 68), permitindo, desta forma, controlar a evolução deste indicador, e ajustar, periodicamente, a intensidade de treino, em função dos valores actualizados de 1RM [49, 50].
No sentido de controlarmos a intensidade alvo dos diferentes programas de exercício, registámos os valores da percepção subjectiva de esforço através da escala de Borg [46], a todos os intervenientes nos programas e em todas as sessões. Posteriormente, calculou-se a média aritmética dos valores de percepção subjectiva de esforço para cada bloco de treino, reportados por todos os intervenientes, e em todas as sessões de exercício (ver Quadro 10).
Quadro 10. Intensidade das sessões de exercício, avaliada através da percepção subjectiva de
esforço, usando a escala de Borg (média ± desvio padrão). Bloco I 0-8ª semana Bloco II 8-16ª semana Bloco III 16-24ª semana Bloco III e II 24-32ª semana AERO meio terrestre 12.1 ± 1.4 11.0 ± 2.9 12.9 ± 1.5 12.4 ± 1.2 AERO meio aquático 13.2 ± 0.7 13.7 ± 0.8 13.6 ± 0.8 13.3 ± 1.2 LOCAL 13.4 ± 1.3 14.1 ± 1.5 14.0 ± 1.4 13.6 ± 0.7
Avaliações
Como instrumento de avaliação da AFunc, foi utilizado o Fullerton’s Functional
Fitness Test (FFFT), desenvolvido por Rikli e Jones [3]. Esta bateria de testes
foi desenvolvida e validada para o sexo masculino (0.81<r<0.98, para todos os testes [3]), para avaliar, indirectamente, os parâmetros fisiológicos das funções cardiorespiratória e neuromuscular, que suportam a AFunc dos idosos [3, 51]. Os
parâmetros da AF e os respectivos testes do FFFT são descritos no Quadro 11.
Quadro 11. Bateria de testes do Fullerton’s Functional Fitness Test [3].
Parâmetros da AFunc Teste
Flexibilidade dos membros superiores Back scratch
Flexibilidade dos membros inferiores Chair sit-and-reach
Força dos membros inferiores 30-s chair stand
Força dos membros superiores Arm curl
Agilidade / Equilíbrio dinâmico 8-ft up-and-go
Aptidão aeróbia 6-min walk
Todos os testes do FFFT são fáceis e rápidos de administrar, requerem pouco equipamento, pouco espaço, consomem pouco tempo e são seguros, e agradáveis, para a população idosa em geral [51].
Os protocolos utilizados foram aplicados da seguinte forma (para refs. ver Rikli e Jones [3]):
Back Scratch
• Objectivo: medir a flexibilidade dos membros superiores; • Equipamento: régua com 45 cm de comprimento;
• Descrição da tarefa: o participante deve estar de pé, colocar a mão preferida atrás do mesmo ombro, com os dedos estendidos, tentando alcançar o meio das costas, o mais possível. A outra mão deve estar colocada atrás das costas, com a palma para fora e com os dedos estendidos, na tentativa de tocar ou sobrepor os dedos médios das duas mãos. Não é permitido agarrar as mãos uma à outra. Devem ser executadas duas tentativas de prática antes do teste, para se definir a mão preferida, e o teste deve ser executado duas vezes, registando-se o melhor resultado. É registada a distância (positiva ou negativa)
Chair Sit-and-Reach
• Objectivo: medir a flexibilidade dos membros inferiores;
• Equipamento: cadeira, com aproximadamente 43 cm de altura, e régua, com 45 cm de comprimento;
• Descrição da tarefa: O participante deve estar sentado na extremidade da cadeira, mantendo a perna preferida (perna na qual o resultado é melhor) estendida à frente da bacia, com o calcanhar assente no chão e o pé flectido, e a outra perna flectida com o pé bem assente no chão. O participante deve deixar cair o tronco sobre as pernas, lentamente, com os braços estendidos, e as mãos, uma por cima da outra, com os dedos médios coincidentes e a tentarem alcançar a ponta do pé. A distância alcançada deve ser mantida por dois segundos. O movimento deve ser feito em expiração. Devem ser executadas duas tentativas de prática antes do teste, para se definir a perna preferida, e o teste deve ser executado duas vezes, registando-se o melhor resultado. É registada a distância entre a ponta do pé e a ponta dos dedos médios, distância esta que pode ser positiva, se o participante exceder, no seu alcance, a ponta do pé, ou negativa, se o participante não alcançar a ponta do pé.
30-Second Chair Stand
• Objectivo: medir a força dos membros inferiores;
• Equipamento: cronómetro, cadeira estável, sem apoio de braços, com aproximadamente 43 cm de altura;
• Descrição da tarefa: a cadeira deve estar colocada contra uma parede, de forma a impedir que se mova. O participante deve estar sentado no meio da cadeira, com costas direitas, pés bem assentes no chão, e braços cruzados com os punhos no peito. Ao sinal, o participante levanta-se e coloca-se na posição de pé, e volta a sentar-se. Este movimento deve ser repetido o maior número de vezes possível em 30 segundos. Devem ser executadas de uma a três repetições, antes do teste. É registado o número de vezes que o participante se levanta, em 30 segundos.
Arm curl
• Objectivo: medir a força dos membros superiores;
• Equipamento: cronómetro, cadeira sem apoio de braços, halter de 8 libras;
• Descrição da tarefa: o participante deve estar sentado na cadeira, com as costas encostadas ao dorso da cadeira, pés bem assentes no chão, e com o lado dominante do corpo, mais próximo do lado de fora da cadeira. O alter deve estar na mão dominante, com o braço estendido ao lado da cadeira, e com a palma da mão orientada para a cadeira. Ao
sinal, o participante executa uma flexão do braço, com rotação da palma da mão para o ombro, e, de seguida, executa a extensão completa do braço, voltando à posição inicial. O participante deve executar o maior número de repetições possíveis, em 30 segundos. Devem ser executadas uma ou duas repetições antes do teste. É registado o número de flexões do braço, que o participante executa em 30 segundos.
8-Foot Up-and-go
• Objectivo: medir a agilidade e o equilíbrio dinâmico.
• Equipamento: cronómetro, fita métrica longa, cone e cadeira sem apoio de braços com aproximadamente 43 cm de altura.
• Organização: a cadeira deve estar posicionada contra uma parede de forma a que não se mova, e numa área desobstruída, de frente a um cone, a 2.44 m de distância. À volta do cone, deve estar, pelo menos, uma área de 1.22 m desobstruída.
• Descrição da tarefa: o teste começa com o participante completamente sentado na cadeira, com as costas direitas, pés bem assentes no chão, e um pé ligeiramente à frente do outro, e com as mãos nas coxas. Ao sinal, o participante deve levantar-se da cadeira, caminhar (sem correr), contornar o cone, e voltar a sentar-se o mais rápido possível. Deve ser dada uma tentativa de prática antes do teste, e este deve ser efectuado duas vezes, registando- se o melhor resultado. É registado o tempo que o participante demora a levantar-se, a contornar o cone, e a voltar a sentar-se.
6-Minute Walk
• Objectivo: medir a aptidão aeróbia;
• Equipamento: cronómetro, fita métrica longa, 4 cones, giz e cadeiras;
• Organização: deve ser preparado um circuito plano e rectangular, de 50 metros, marcado em segmentos de 5 metros;
• Descrição da tarefa: ao sinal, o participante deve caminhar o mais rápido possível (sem correr), em torno do circuito, durante 6 minutos. Podem ser testados dois ou mais participantes de cada vez, com um intervalo de 10 segundos entre cada um deles. Se necessário, pode parar a meio do teste, descansar e voltar a caminhar. Devem ser dados avisos do tempo, aos 3 minutos, 4 minutos, e 5 minutos, e devem ser dados encorajamentos. No final, o participante deve caminhar lentamente durante algum tempo. Deve ser efectuado um teste de prática, no dia anterior ao teste final. É registada a distância total percorrida pelo participante, durante os 6 minutos (através do registo do número de voltas ao circuito), arredondada à marcação de 5 metros mais próximas.
Análise estatística
Realizou-se, previamente, o estudo exploratório dos dados, de forma a avaliar os pressupostos da análise estatística. Para verificar a normalidade da distribuição, foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk, recorrendo-se igualmente à análise dos índices de assimetria e de curtose [52]. Nas situações de não normalidade, optou-se por efectuar uma transformação logarítmica [53].
No sentido de facilitar a interpretação da evolução dos valores médios de 1RM, procedeu-se a uma análise dos ganhos percentuais (força relativa) acumulados entre o baseline e os diferentes momentos de avaliação. Para a comparação entre os valores médios de força relativa, em função do tempo, utilizou-se um modelo geral linear para medidas repetidas [53, 54]. Para ambos os procedimentos, os pares de médias foram comparados através do teste de
Bonferroni [53, 54].
A comparação entre os valores médios das variáveis do FFFT para os diferentes grupos e momentos foi realizada através de um modelo misto linear, uma vez que nos permite incluir os valores omissos [54, 55]. Foram, ainda, estabelecidas linhas de tendência polinomiais para o desempenho nos testes do FFFT.
Todos os dados foram analisados, usando o software estatístico SPSS ® 15.0, e para a apresentação gráfica, recorreu-se ao software estatístico STATISTICA
3.1.3. Resultados
No Quadro 12, apresentam-se os valores médios e respectivos desvios padrão registados nos diferentes testes do FFFT, efectuados em 5 momentos de avaliação, pelos 3 grupos da amostra.
Quadro 12. Valores médios (± desvios padrão), das variáveis relacionadas com a AFunc, nos 5 momentos de avaliação.
Os resultados do modelo geral linear para todos os testes do FFFT, para os diferentes grupos e em função dos diferentes momentos de avaliação, encontram-se no Quadro 13. Semanas baseline 8 16 24 32 Back sratch (cm) CONT -17.5 ± 10.1 -19.0 ± 11.2 -20.2 ± 11.6 -19.3 ± 11.1 -20.5 ± 10.4 EXP1 -25.1 ± 11.7 -24.0 ± 8.7 -24.3 ± 8.5 -21.0 ± 9.2 -19.4 ± 8.8 EXP2 -18.0 ± 9.1 -18.3 ± 9.6 -14.6 ± 9.6 -14.6 ± 9.6 -11.9 ± 9.6 Chair sit-and-reach (cm) CONT -10.8 ± 8.5 -11.3 ± 8.7 -13.4 ± 9.6 -15.8 ± 8.9 -15.5 ± 8.7 EXP1 -7.0 ± 12.4 -4.6 ± 10.9 -5.6 ± 11.0 -6.8 ± 9.7 -3.1 ± 7.5 EXP2 -5.9 ± 11.8 -0.7 ± 9.6 -1.9 ± 10.6 -3.5 ± 12.0 -0.7 ± 12.3
30-s chair stand (reps.)
CONT 13.9 ± 1.7 14.6 ± 3.3 13.6 ± 1.6 13.2 ± 2.0 12.9 ± 2.1 EXP1 15.2 ± 3.3 15.2 ± 3.3 14.7 ± 1.6 14.6 ± 1.5 17.0 ± 4.4 EXP2 15.9 ± 2.1 16.9 ± 2.9 16.4 ± 3.2 16.1 ± 3.3 18.3 ± 3.8
Arm curl (reps.)
CONT 19.0 ± 2.6 18.9 ± 3.0 18.5 ± 2.4 17.5 ± 2.0 17.3 ± 2.8 EXP1 17.9 ± 3.5 19.4 ± 4.4 19.0 ± 3.8 18.2 ± 3.2 20.1 ± 3.2 EXP2 19.4 ± 3.6 22.7 ± 5.1 23.1 ± 4.0 21.1 ± 3.8 23.2 ± 3.1 8-ft up-and-go (segundos) CONT 6.2 ± 0.7 5.8 ± 0.7 6.1 ± 0.8 6.2 ± 0.7 6.3 ± 0.9 EXP1 6.3 ± 0.9 5.7 ± 0.6 5.9 ± 0.9 6.0 ± 0.5 5.8 ± 0.6 EXP2 5.9 ± 0.9 5.2 ± 1.1 5.5 ± 1.1 5.5 ± 1.0 5.3 ± 0.7
6-min walk (metros)
CONT 578.8 ± 58.9 578.3 ± 56.8 575.7 ± 60.3 580.3 ± 62.4 559.8 ± 65.1 EXP1 538.3 ± 49.0 564.6 ± 50.9 571.1 ± 42.8 579.0 ± 47.8 567.8 ± 56.8 EXP2 591.3 ± 80.8 609.4 ± 80.0 617.7 ± 77.7 613.4 ± 76.7 616.9 ± 70.8
Quadro 13. Modelo misto linear para os testes do Fullerton’s Functional Fitness Test. F p Grupo 7.3 0.001** Momento 1.1 0.371 Back Scratch Grupo x Momento 0.7 0.723 Grupo 23.6 0.000** Momento 0.6 0.631 Chair sit-and-reach Grupo x Momento 0.6 0.769 Grupo 27.8 0.000** Momento 1.5 0.204 30-s chair stand Grupo x Momento 1.4 0.226 Grupo 25.2 0.000** Momento 2.3 0.067 Arm curl Grupo x Momento 1.9 0.075 Grupo 11.5 0.000** Momento 2.8 0.031* 8-ft up-and-go Grupo x Momento 0.4 0.901 Grupo 9.8 0,000** Momento 0.7 0,587 6-min walk Grupo x Momento 0.4 0,922 ** p<0,01; * p<0,05.
Foram identificadas diferenças significativas entre grupos para todos os testes (p<0,05). Em geral, O EXP2 mostrou uma melhor prestação nos diferentes testes do FFFT. Foram ainda identificadas diferenças significativas entre momentos para a variável 8-ft up-and-go. No entanto, não foram identificadas diferenças significativas para a interacção grupo x momento, facto que sugere que as diferenças entre grupos tiveram a mesma magnitude ao longo dos momentos.
De seguida, apresentam-se as linhas de tendência para cada teste do FFFT. Na Figura 4, encontram-se as tendências do EXP1 (r2=0,94) e EXP2 (r2=0,98) em melhorar o seu desempenho no back scratch, ao longo do tempo. Em sentido oposto, o CONT mostra uma tendência negativa no seu desempenho (r2=0,91). Para este teste, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas, em baseline.
0 8 16 24 32 -30 -25 -20 -15 -10 -5 (cm) Back Scratch semanas CONT EXP1 EXP2
Figura 4. Linhas de tendência polinomial de 3º grau para os diferentes grupos no desempenho do back scratch, ao
longo dos 5 momentos de avaliação: CONT (r2=0,91); EXP1 (r2=0,94); EXP2 (r2=0,98).
Na Figura 5, encontra-se a evolução dos diferentes grupos no desempenho do
chair sit-and-reach, ao longo dos 5 momentos de avaliação.
0 8 16 24 32 -20 -15 -10 -5 0 5 (cm) Chair Sit-and-Reach semanas CONT EXP1 EXP2
Figura 5. Linhas de tendência polinomial de 3º grau para os diferentes grupos no desempenho do chair sit-and-reach,