Cat´ egories faibles enrichies sur une cat´egorie
2.1 Rappels sur les rel` evements de diagrammes
As organizações das seqüências realizadas pêlos alunos entre o meio escolar e o meio familiar, comunitário, profissional, concretiza-se através do Plano de Formação. Inicialmente no Brasil, na Escola Família Agrícola capixaba nos primórdios da experiência denominado de Plano Pedagógico, posteriormente chamado de Plano de Curso Orgânico numa tentativa de dar organicidade a todo o conteúdo curricular do curso da EFA. Atualmente é denominado Plano de Formação, constituindo-se na síntese da política de formação da EFA. Elaborado com base em temas geradores, o Plano de Formação envolve
todas as disciplinas ministradas nas séries dos cursos oferecidos. Nele encontram-se distribuídos de forma progressiva os conteúdos curriculares, dispostos de forma interdisciplinar e com base nos temas geradores, de maneira a contemplar os conteúdos mínimos das disciplinas exigidos pela legislação escolar e presente nas ementas de cada uma delas. Nele consta ainda os objetivos de cada tema a ser trabalhado e as atividades a serem desenvolvidas nas sessões no meio escolar e no meio familiar, comunitário e sócio- profissional próprios de cada tema de estudo como: as visitas e as viagens de estudos, os cursinhos, as palestras, as intervenções, as experiências em casa ou na escola, as atividades de retorno que se constituem no que os monitores das EFAs chamam de as atividades vivenciais.
Gimonet4 defini o Plano de Formação como a prática organizada pela alternância, integrando por um lado, as finalidades que norteiam a missão educativa da EFA: autonomia das pessoas, formação integral, desenvolvimento do meio. Mas, ele leva em consideração por outro lado, as metas concretas que as famílias e os jovens querem alcançar como, por exemplo, passar numa prova, inserção profissional. Assim entre o pólo das finalidades e o pólo dos alvos (objetivos), situa-se a longa cadeia do Plano de Formação. Sendo necessário aliar o porque do sentido e o que do programa. Ele ressalta que são primeiramente as finalidades educativas que dão sentido à planificação da alternância, e isso não se constitui num problema para a EFA, que constantemente em intervalos regulares, costuma interrogar-se sobre os valores que as animam, como exemplo: Que pessoas nós queremos promover? Para que sociedade? Então as respostas aludidas a essas interrogações, é que guiam a aplicação dos dispositivos de formação, os porquês precedem o como.
Buscando concretizar os objetivos, ou as metas estabelecidas conjuntamente entre formadores e administradores da associação, a EFA deve utilizar-se dos meios e relações que ocupam o campo da alternância. Os principais meios são:
- As atividades: trabalhos de estágios, estudo de caso, estudo dos meios, visitas de estudos, temas de pesquisa à caráter social, familiar, profissional;
4 Palestra proferida no módulo do Desenvolvimento Sustentável numa sessão do Mestrado Internacional “Formação e Desenvolvimento Sustentável”.
- Os documentos de aprendizagem: Planos de Estudo, Caderno de Pesquisa, de empresa, fichas pedagógicas:
- Os instrumentos de ligação entre os diferentes parceiros: Caderno de Acompanhamento, documentos de avaliação.
Acrescentemos a isso as relações entre as pessoas da rede educativa da Escola Família Agrícola:
- Aquelas que se referem às famílias: reuniões de pais, visitas de monitores;
- Aquelas que incluem os mestres de estágio: visitas, reuniões, discussões telefônicas; - Aquelas que animam a EFA: reuniões da associação, de conselhos, de comissões; - Aquelas que requerem um caráter mais pedagógico ou organizacional: coordenação dos
palestrantes, avaliações;
- Aquelas que se referem ao acompanhamento dos jovens: acompanhamento individual para sua orientação, avaliação de grupo.
Sendo que a utilização articulada e equilibrada dos meios e das relações coloca o campo da alternância em cultura. Gimonet defende ainda que é necessário um Plano de Formação debatido, escrito, desenhado. Constituindo-se assim num referencial comum para trabalhar em equipe, com os administradores, com o comitê de pilotagem, com as outras Escolas Famílias. Passando assim do plano inserido na cabeça àquele fixado na parede. Fazem parte da sólida cultura interna da EFA algumas características próprias como: saber trabalhar no registro de empírico de forma as vezes assistemática, a pequena equipe, o espaço compartilhado entre vários monitores, a prática pioneira da alternância, o costume de relacionar-se com os mestres de estágios. Tudo isso às vezes, não contribuem para a formalização e a sistematização das coisas, embora seja bom entender-se utilizando meias palavras, mas, o implícito possui seus defeitos e qualidades. Gimonet destaca ainda três motivos para a elaboração do Plano de Formação: a) os monitores não são fixos ou eternos nas Escolas, b) da mesma forma que alguns podem deixar a instituição, outros chegam inexperientes, c) há também a necessidade de acompanhamento e da avaliação do equilíbrio entre os tempos de ensino e as atividades do meio, buscando detectar as deficiências afim de corrigi-las.
Ele sugere algumas referências para a construção de um Plano de Formação: primeiro trabalhar no global mais do que no detalhe, segundo criar um vasto carnê de bordo a ser consultado em vez de um volumoso documento a ser lido e terceiro levar em conta um ciclo completo de formação em vez de pequenas unidades de tempo. Ele ressalta ainda que de forma mais concreta as ações de formação podem se reagrupar em função dos diferentes planos que cobrem o calendário do ciclo, existindo assim:
- O plano do vivido que compreende as atividades de estágio e o conjunto dos trabalhos em campo;
- O plano das intervenções das pessoas-recursos (palestras dos profissionais, visitas de estudos);
- O plano dos conteúdos disciplinares que propõe o referencial do diploma; o plano das avaliações.
- O plano das avaliações em grupo e da orientação individual; - O plano de animação.
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Sendo que cada um desses planos pode compor por si, de maneira cronológica, e desenvolvidos em tempos mais ou menos fortes em função dos períodos do ano. Evidentemente que dentre essas ações, algumas são mais decisivas do que outras em função das necessidades e prioridades da realidade de cada Escola em particular. Ele ressalta ainda a importância de após ter apresentado paralelamente e cronologicamente os diferentes planos de formação, de se refletir sobre as coerências transversais que unem esses planos.
Assim, de acordo com (Silva, 2000, p. 181):
É o Plano de formação que possibilita adaptar o currículo da EFA à realidade de vida dos seus alunos, relacionando os assuntos a serem estudados nos períodos letivos e fundamentando os planos de ensino e de aula. Busca-se com ele, uma organicidade do conteúdo curricular dos cursos. Tendo como ponto de partida a formulação dos objetivos gerais do curso e objetivos específicos da região, realiza-se um levantamento das questões de interesse dos agricultores que, por sua vez, avança para uma
divisão dos temas em unidades de ensino e, para a programação das sessões escolares. Nesse processo de adaptação do currículo da EFA à realidade de vida dos seus alunos, vários instrumentos metodológicos são conjugados na construção da Pedagogia da Alternância.
4.2.2 O Plano de Estudo