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Argument du petit objet

Cat´ egories faibles enrichies sur une cat´egorie

2.3 Argument du petit objet

Depois da Segunda Guerra Mundial, que terminou no ano de 1945, começaram a acontecer mudanças muito profundas na agricultura do mundo todo. Algumas invenções usadas na guerra, especialmente máquinas e produtos químicos, passaram a ser usados em larga escala na agricultura. Estas mudanças chegam ao Brasil a partir dos anos após 1950, aumentando a modernização da agricultura brasileira, introduzindo a mecanização e os insumos químicos. Mas é nos anos após 1960 que entra em cheio no Brasil, trazida dos Estados Unidos da América, este novo modelo tecnológico de produção agrícola e pecuária, chamado de Revolução Verde.

Estas novas tecnologias mudaram completamente as formas de produzir e os jeitos de viver dos agricultores. Recebeu o nome de Revolução Verde porque mudou completamente o jeito de produzir na agricultura e prometia esverdear toda a terra com produção de alimentos. Os que criaram a Revolução Verde diziam que iria aumentar a produção e a produtividade agrícola, iria produzir tantos alimentos que acabaria com a fome no planeta. Na verdade a Revolução Verde é um programa de desenvolvimento do capitalismo na agricultura e na pecuária, que se baseia na produção voltada para o lucro e para o mercado através principalmente: a) Da genética vegetal com produção e multiplicação de sementes híbridas ou melhoradas, resistentes a doenças e pragas; b) Da aplicação de novas técnicas agrícolas ou tratos culturais como aplicação intensiva de adubos químicos e venenos; c) Da mudança da infra-estrutura agrícola e aplicação de mecanização pesada e intensiva em todas as atividades possíveis; da genética animal com animais de raças melhoradas, uso de antibióticos, hormônios e produtos químicos.

A Revolução Verde teve várias fases. Nós estamos entrando na terceira fase, que é a chamada Agricultura Científica, também conhecida como Agricultura de Precisão, Agricultura Biotecnológica ou Agricultura Transgênica, que se utiliza as pesquisas desenvolvidas pelas ciências, aliadas à técnica, gerando uma tecnologia financiada por governos e grandes empresas, a serviços desses grupos, ou seja, uma minoria. Mas é

importante a gente conhecer as outras duas fases anteriores para entender bem como nós chegamos onde estamos hoje.

6.2.1 A Primeira Fase da Revolução Verde de 1960 a 1990:

Podemos destacar como sendo as principais características dessa primeira fase: As Grandes Lavouras de Grãos, A Industrialização da Agricultura, A Política de Crédito, a Monocultura e A Assistência Técnica.

a) As Grandes Lavouras de Grãos se refere ao chamado modelo extensivo de agricultura onde a produção cresce aumentando a área plantada. b) A Industrialização da Agricultura – Com a Revolução Verde, a agricultura se transformou numa atividade de empresários e ramo de negócios para as indústrias de revendas de máquinas, sementes melhoradas e insumos químicos – adubos e venenos. O produtor perde importância e força política e passa a ser cada vez mais explorado. A agricultura produz renda que fica na mão de empresários e não retorna para quem produz. c) A Política de Crédito – Feita para financiar a indústria de máquinas, implementos e insumos e não o agricultor. O crédito voltado mais para os grandes e médios, obrigava o agricultor a plantar só alguns produtos, empurrando o povo para a monocultura, obrigava a comprar também todo o pacote tecnológico. d) A Monocultura – Todo o esquema montado levou o agricultor a pensar que iria ficar rico plantando um só produto, que era o que tinha financiamento, assistência técnica, a cooperativa para armazenar, sementes selecionadas, adubos e venenos à mão. Isto levou a monocultura em vastas regiões do país e os pequenos agricultores a se desfazer de suas culturas de subsistência. Plantavam um só produto e iam no mercado comprar o que consumiam. Começou assim a grande desgraça dos pequenos agricultores. A Assistência Técnica – Paga pelo governo, organizada em todo o país, mas com o objetivo de vender o pacote tecnológico da Revolução Verde. O papel dos técnicos era chegar até o agricultor e convencê-lo a abandonar completamente as formas de produção que ele conhecia e entrar na monocultura, usar o adubo químico, ficar dependente da mecanização pesada e utilizar venenos para controlar pragas e doenças das lavouras.

6.2.2 A Segunda Fase da Revolução Verde de 1990 a 1999:

A primeira fase desse modelo de agricultura acabou entrando em crie. Isto levou ao surgimento de uma nova fase dentro do mesmo modelo tecnológico da Revolução Verde, com as seguintes características: o plantio direto com uso de herbicidas, a rotação de culturas, a construção de microbacias como técnica para contenção de erosão e conservação de solos, o uso de novas máquinas e equipamentos mais sofisticados, incorporando a informática, a busca pelo aumento da produtividade como forma de superar a crise da agricultura e dar resposta econômica aos agricultores, o controle de pragas com o uso massivo de herbicidas, o manejo de culturas próprias para cobertura de solo, a passagem da monocultura para a bicultura (combinação de dois tipos de culturas), o uso maciço de inseticidas, fungicidas e herbicidas no controle de pragas e doenças.

6.2.3 Características da Terceira Fase da Revolução Verde:

- Métodos rigorosos de controle da produção agrícola e pecuária, através de satélites. É a chamada agricultura científica, agricultura de precisão ou agricultura biotecnológica. - Tudo acontece com o controle e a precisão de uma fábrica. Por exemplo, na produção

de ovos, o alimento passa em frente às galinhas imóveis, através de correias, enquanto os ovos e o esterco saem por outras correias ou na produção de soja, saberemos quantos grãos foram plantados em um hectare e pode-se controlar ponto por ponto da lavoura onde produziu mais ou menos através de um computador que vem na colheitadeira capaz de acompanhar a quantidade produzida. Este computador, por sua vez, está ligado a um equipamento de geoprocessamento por satélite que mostrará exatamente em que local da propriedade produziu menos para descobrir que problemas o solo tem naquele local exato.

- Usa os recursos científicos da biologia molecular e da engenharia genética para fazer mudanças em laboratórios no núcleo vivo das plantas e animais - no gene – criando plantas e animais com características que não existem na natureza. São os transgênicos, plantas e animais com características genéticas modificados com tecnologia de laboratório.

- Aplicação destas tecnologias caras e controladas pelas indústrias multinacionais dos agroquímicos através de grandes empresas agropecuárias ou da integração de alguns pequenos agricultores e algumas agroindústrias. A grande maioria dos agricultores, especialmente os pequenos e médios, estarão fora da produção com este modelo de tecnologia. A terceira fase da Revolução Verde vem para excluir os pequenos e médios que resistiram até agora.

Diante do exposto podemos concluir que os agricultores pesquisados pela Escola Família de Vinhático, através das respostas dadas às questões no plano de estudo “A Influência do Clima nas Atividades Agropecuárias, sofreram influências das duas primeiras fases da Revolução Verde. Pudemos constatar isso nas respostas às perguntas relativas à comparação onde os agricultores constatam que ocorreram mudanças no clima e no meio ambiente da região onde eles vivem. Na análise deles as causas que provocaram essas mudanças foram os desmatamentos, a monocultura, a poluição, a pouca umidade do ar, as caçadas, as queimadas, o uso abusivo de produtos químicos, e o surgimento de novas técnicas de exploração do meio. Com exceção da pouca umidade do ar, que na nossa opinião é uma conseqüência e não uma causa, das caçadas e das queimadas que têm relação com a questão cultural, as outras causas citadas pelos agricultores têm ao nosso ver estreita relação com as duas primeiras fases da Revolução Verde”.