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B. Economie du sport professionnel

6. L’évolution du modèle de financement du sport professionnel en Europe

6.5. Les raisons de la transition du modèle SSSL au modèle MMMMG

Como já foi abordado, ao referirmos o género na liderança, aludimos a um conjunto de qualidades masculinas ou femininas que são independentes do sexo. A agressividade, a independência, a objectividade, a lógica, a racionalidade, a assertividade, a ambição e a impessoalidade são, a título exemplificativo, características atribuídas, de uma forma geral, ao sexo masculino. Krorac-Kakabadse refere que “(...) men debate more, are judicial and rational in the making of a moral choices (1998: 351-352)”.Por outro lado, a emoção, a sensibilidade, a expressividade, a colaboração, a intuição, a receptividade, a gentileza, a empatia e a submissão são características mais do foro feminino. Qualidades femininas centradas na emoção/intuição são contrapostas às masculinas baseadas na racionalidade/ competitividade (Fierman, 1990, Vecchio, 2002), pelo que permitem a argumentação que perspectiva a liderança masculina como sendo transaccional, orientada para tarefas de gestão e a liderança feminina como transformacional, dirigida para a educação/ formação/crescimento.

Nesta linha de pensamento, deparamo-nos com duas abordagens distintas no que concerne ao género versus estilo de liderança: o género determina o estilo de liderança e/ou o género é independente deste.

A abordagem de que o género determina o estilo de liderança assenta na tese da socialização. No que diz respeito a esta perspectiva, o processo de socialização desenvolve

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características e valores, na mulher, que tornam os comportamentos de liderança distintos da liderança tradicional. A educação dos filhos, os cuidados maternais, oenvolvimento na gestão do espaço familiar confere às mulheres capacidades de liderança que, à partida, os homens não possuem (Coleman, 2003, Korac-Kakabadse, 1998). Neste sentido, a acção feminina orienta-se para as relações e o consenso, segundo as expectativas sociais para os papéis a desempenhar pelo seu género. Esta abordagem alicerça-se em investigações que pretendem justificar as diferenças entre as lideranças femininas e masculinas.

Rosener (1990) desenvolveu um estudo aprofundado, na década de noventa, abrangendo homens e mulheres na liderança com formação de base, educação, idade e trabalho análogos. Esta investigação concluiu algumas tendências nas lideranças femininas: comportamentos mais democráticos e transformacionais, valorização do trabalho de equipa e atenção individualizada relativamente às pessoas. As lideranças masculinas assumem, em contrapartida, comportamentos paternalistas e/ou autoritários.

Por sua vez, Bass (1998), Druskat (1994), Korac-Kakabadse (1998) e Yammarino (1997)notaram,nas lideranças femininas,uma preponderância no estilo transformacional, nas suas múltiplas dimensões: influência, carisma, inspiração, estimulação intelectual e consideração individualizada. O desempenho da mulher em funções de liderança caracteriza- se pela comunicação e pela implementação de relações interpessoais. Comparativamente, a liderança masculina caracteriza-se como sendo de cariz transaccional.

Estudos desenvolvidos por Fierman (1990) e Hope-Arlene (1999) em contexto educacional realçaram a habilidade feminina na construção de um espírito de grupo sólido que permite a estruturação de verdadeiras equipas de trabalho e de um ambiente laboral consistente. Referem, ainda, que as líderes escolares femininas são mais hábeis na implementação do poder com e através das pessoas (power through e power within) delegando poder e fomentando a participação de todos. Neste sentido, o empowerment enquanto marca da liderança transformacional contrasta com o desempenho da liderança masculina onde predominam comportamentos de domínio de controlo – power-over.

Para além das características já assinaladas, Coleman (1994) aponta divergências quase que imperceptíveis de liderança masculina e feminina nos moldes como interagem com

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o grupo. Assim, salientou que as mulheres são mais colaborativas mas refere um aspecto que contradiz os autores anteriores ao afirmar que os homens delegam mais.

Inúmeros estudos, contudo, constatam que o estilo de liderança é independente do género (Butterfield e Powell, 1981; Ronk, 1993; Kolb, 1999). Esta perspectiva alicerça-se na tese de que ambos os géneros patenteiam comportamentos análogos em relação à liderança quanto ao cumprimento de tarefas de liderança e interacção com os indivíduos. Em contexto escolar, manifesta-se, de igual modo, a não existência de evidências nítidas de comportamentos diferenciados entre os dois géneros, verificando-se aliás uma perfeita convergência na forma como se exercem os estilos transformacional e transaccional (Carless, 1998; Ferrario, 1994; Maher, 1997; Komives, 1991).

Salientando-se a natureza inconclusiva do debate anterior, se o género determina ou não o estilo de liderança, concluiu-se que o que interessa são os resultados. Acresce o facto do contexto organizacional ser de capital importância na adopção de um estilo de liderança predominantemente feminino ou masculino. É pacífico afirmar que determinados contextos e culturas favorecem características tradicionalmente denominadas de masculinas ou femininas, consoante o caso. Se por um lado, o contexto militar requer competências do domínio masculino, já as áreas da educação e da saúde são mais favoráveis às características femininas. Destaca-se igualmente a importância dos liderados, da sua cultura e das suas necessidades, na avaliação que fazem à actuação do líder. Se a acção do líder contribuir para o preenchimento das necessidades dos seus seguidores, a sua prática é avaliada favoravelmente.

Hofstede (1980) e Mueuen – Bae (1998) concluem que o estilo de liderança adoptado por um indivíduo em particular no seio da organização pode ser mais função da cultura do que do género. Um clima organizacional caracterizado pela competição, a mudança e a conflituosidade exige do líder contemporâneo a flexibilidade suficiente para adoptar comportamentos e competências eficazes, independentemente de estas características serem femininas ou masculinas. Neste aspecto, os líderes actuais necessitam de saber ultrapassar o seu próprio género biológico e ser capaz de combinar o que de melhor as características femininas e masculinas lhe podem dar.

Hall (1996) e Pounder e Coleman (2002) argumentam a favor da flexibilidade de actualização dos líderes, capazes de mobilizar as características que medeiam entre os estilos

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transformacional e transaccional e exercer as competências denominadas femininas e masculinas, respectivamente.