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L’OBJET, SUPPORT DE LA VOLONTE DE LA CAUTION

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SECTION 2 : LA PROTECTION DE LA CAUTION PAR L’OBJET ET LA CAUSE

A) L’OBJET, SUPPORT DE LA VOLONTE DE LA CAUTION

Ao mesmo tempo que cresce o Turismo Cultural e Religioso, também se assiste ao desenvolvimento acelerado da tecnologia com os avanços do hardware, software e dos fluxos da informação através da Internet. Apesar da crise sentida praticamente em todo o mundo, a aquisição e utilização de dispositivos móveis tem vindo a crescer exponencialmente (Palumbo et al., 2014). Em Julho de 2015, cerca de quatro milhões de aplicações móveis estavam disponíveis nas diversas app stores (lojas de aplicações) (Statista, 2015a). Em 2014 foram descarregadas 138.809 milhões de apps por smartphones e tablets e prevê-se que em 2016 os

downloads atinjam os 224.801 milhões (Statista, 2015b). Segundo o International

Telecommunications Union (ITU) (2014), agência das Nações Unidas, especialista em tecnologias da informação e comunicação, em 2014 59,78% da população mundial era utilizador individual da Internet. A dependência da utilização destes dispositivos na vida das pessoas relaciona-se com o facto de quererem e terem que estar always connected, ou seja, ligados a todo o mundo em qualquer lugar (Palumbo et al., 2014). O mundo das aplicações móveis é enorme, todos os dias saem para o mercado novas aplicações e atualizações das que já existem, isto deve-se ao facto de que os seus conteúdos dependem da importância que o utilizador lhes dá bem como da plataforma de uso.

No caso particular do Turismo, a aliança entre este setor e as Novas Tecnologias, contribuiu para que os turistas se tornassem mais sofisticados, exigentes e críticos no que diz respeito ao processo de decisão, o que provocou a transformação deste setor numa atividade intensa em conhecimento e informação (Turismo de Portugal, 2015c). O PENT (2012) destaca que é visível a dependência da utilização das novas tecnologias na geração atual, influenciando também outras gerações, seja com o acesso às redes sociais ou com a proliferação das aplicações móveis, tornando-se assim urgente o esforço das empresas na adopção de ferramentas e devido conhecimento de modo a desenvolver estratégias de comunicação e distribuição respondendo aos desafios atuais apresentados pela evolução tecnológica. O desenvolvimento de aplicações móveis com as suas características de conveniência, personalização e facilidade de uso fazem com que este meio seja um canal importante na área de marketing (Lu, Mao, Wang, & Hu, 2015). Já em 1934, Schumpeter argumentava que a tecnologia e a inovação são dois aspetos fundamentais para a formação da economia e que as empresas devem adaptar-se às mudanças tecnológicas de modo a tornarem-se competitivas. De facto, as tecnologias móveis produziram efeitos na acessibilidade à informação em tempo real e a Internet transformou totalmente a oferta turística (Buhalis & Law, 2008). Por outro lado, as tecnologias da informação e comunicação facilitam a partilha de informação entre as empresas, destinos turísticos e potenciais visitantes (IPDT, 2008).

No mundo tecnológico que se vive atualmente, não só se verifica que o uso do smartphone se tornou essencial no uso diário para pequenas tarefas como também os turistas alteraram o modo de planear as suas viagens (Kim, Lehto, & Morrison, 2007; Neuhofer et al., 2014; Wang et al., 2014). Segundo estudos do Turismo de Portugal (2015b), as transformações que

este setor sofrerá no futuro estarão relacionadas com a adoção da tecnologia na vida das pessoas, como planeiam, reservam, usufruem e partilham a experiência das suas viagens. Observando as lojas virtuais de aplicações de cada plataforma, verifica-se o número avultado de aplicações que existem sobre destinos turísticos, hotéis, restaurantes, museus entre outras que permitem a pesquisa rápida por parte do utilizador e reserva facilitada para o produto ou serviço que pretende. Segundo Buhalis (2000), as agências turísticas devem adaptar os seus serviços com a evolução das tecnologias e desempenharem novas formas de operar no setor, caso contrário correm o risco de perder mercado.

Wang and Xiang (2012) realizaram um estudo em que identificaram 12 categorias de aplicações para iPhone, específicas para viagem, sendo estas relativas a conteúdos com informação de voos, guias turísticos, agências online, facilitadoras (por exemplo procura de pontos Wi-fi, hora local, postos de gasolina baratos, etc.), guias de atrações turísticas, entretenimento, procura de restaurantes, tradutores, guias de transportes locais, realidade aumentada, conversor de moeda e câmara em tempo real. Os investigadores também realçam no mesmo estudo, que o touch screen permite um diálogo entre o utilizador e o mapa, sendo que algumas aplicações nem precisam de acesso à Internet para fornecerem informação e que também existem aplicações com a funcionalidade “push notification” (notificações) para alertar o utilizador sobre factos importantes. De facto as aplicações móveis são um grande potencial na área do Turismo providenciando mecanismos de informação, entre outros serviços turísticos, ao utilizador (Oh et al., 2009).

De acordo com Wang et al. (2014), o uso do smartphone tem grande impacto na experiência do turista, devido ao uso de apps socais, de entretenimento e de informação que lhes permite estar sempre em contato com a família e amigos, partilhar a experiência da viagem, alterar as atividades de visita durante a própria viagem. Neste estudo, os investigadores também verificaram que os turistas utilizam o smartphone e aplicações apropriadas para se manterem em contacto com a família e amigos.

Figura 2-6: Relação do utilizador com o uso do smartphone durante a viagem Fonte: Adaptado de Wang et al. (2014)

Uso do Smartphone Mais ligado à família Mais informado Facilidade de planeamento de viagem

Com a forte tendência a que se assiste do uso da Internet como canal de comunicação, informação e comercialização, assim como o aparecimento de novos canais de comunicação e sistemas de reservas e de pagamento, a crescente importância das redes digitais e do acesso à cultura presente na partilha e no acesso aos conteúdos online, faz com que o turista tenha num maior controlo na comparação de preços e produtos, na pesquisa de informação e na aquisição de produtos turísticos e culturais aumentando o conhecimento prévio sobre os serviços e destinos e tornando-o simultaneamente produtor, ator e espectador (Buhalis & Law, 2008; Turismo de Portugal, 2015a). As aplicações móveis permitem que o utilizador possa planear, pesquisar e partilhar a sua experiência e com esta ferramenta ainda pode inspirar-se, escolhendo atrações e predefinindo a sua visita (Lapointe, Guimont, & Sévigny, 2015). Com esta evolução visível da relação Tecnologia e Turismo, deve-se aceitar a evolução e aplicar a inovação resultando numa mudança cultural contribuindo para a inspiração, ao fácil acesso à informação e reservas online, à partilha e ainda mais à experiência da viagem (Buhalis & Law, 2008; UNWTO, 2011). Gavalas, Konstantopoulos, Mastakas e Pantziou (2014), revelam que os Sistemas de Recomendação cada vez mais são aplicados de modo a reduzir a sobrecarga de informação e fornecendo recomendações de viagens aos turistas que são utilizadores de dispositivos móveis, de modo a enriquecer a experiência turística, aconselhando assim conteúdos de multimédia e sensíveis ao contexto. Perante estes factos abrem-se oportunidades para o mercado do Turismo, sendo que os agentes turísticos devem estar atentos às motivações e estímulos que prendem o turista ao destino escolhido (Turismo de Portugal, 2015c) e apostar na inovação tecnológica de modo a atingir a satisfação dos turistas e assim aumentando a competitividade (Lapointe et al., 2015).

As principais conclusões retiradas da pesquisa sobre a utilização da tecnologia móvel no Turismo encontram-se resumidas na Tabela 2-3.

Tabela 2-3: Resumo da pesquisa sobre a utilização das novas tecnologias no Turismo Referências Principais Conclusões

Gavalas et al. (2014)

O Turismo tem sido uma das áreas onde os Sistemas de Recomendação têm vindo a ser testados, sendo integrados em aplicações móveis que captam o contexto pessoal, social e ambiental e em função disso enviam recomendações ao utilizador.

Oh et al. (2009)

Os sistemas móveis devem ser adaptados de forma eficaz de modo a responder às necessidades dos turistas, essencialmente aos que viajam frequentemente, fornecendo assim informações personalizadas

Referências Principais Conclusões

Schieder et al. (2013)

As entidades responsáveis pelo Património da Humanidade têm vindo a investir na comunicação e no marketing da propriedade através dos sistemas móveis de comunicação.

Tan, Foo, Goh, & Theng (2009)

Desenvolvimento de sistemas com base nas preferências e necessidades do utilizador.

Dan Wang et al. (2011)

Os turistas substituem outros meios de comunicação pelo uso do

smartphone quando viajam, pois estes equipamentos têm

capacidade para fornecer as informações necessárias e personalizadas ao utilizador, aumentando assim a satisfação durante a visita turística.

Wang et al. (2014)

O uso do smartphone altera substancialmente a experiência turística, logo as agências de Turismo devem estar a par das tendências tecnológicas e adaptar as suas ferramentas e criar serviços com base na localização do turista.

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