3.3 Mesures d’incertitudes liés aux facteurs de risque
3.3.5 Autres mesures de risque
Para cada tratamento (‘nápoli’, ‘nápoli’ enxertada, ‘Kokuyo’ e ‘Kokuyo’ enxertada) foram marcados 70 frutos recém polinizados.
De cinco em cinco dias foram retirados de cada tratamento cinco frutos; no material Kokuyo, enxertado ou não, foram realizados sete coletas (até 35o dia) e no material nápoli, enxertado ou não, foram realizadas nove coletas (até 45o dia).
Nestes frutos foram avaliados, em cada época, seu peso, diâmetro, comprimento e brix.
O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições.
3.14.4. Caracterização dos frutos no ponto de colheita
A fim de caracterizar os frutos, foram comparadas as médias dos parâmetros avaliados (comprimento, diâmetro e brix) dos tratamentos no ponto de colheita (30 dias após a marcação da flor para Kokuyo e Kokuyo/enxertada e 40 dias após a marcação da flor para Nápoli e Nápoli/enxertada).
O experimento foi inteiramente casualizado com quatro repetições. Os resultados foram submetido à análise estatística e as médias dos tratamentos comparadas pelo teste de Tukey.
3.14.5. Peso dos frutos
Com a finalidade de determinar com maior precisão o peso médio dos frutos, foram pesados 15 frutos de cada tratamento em 6 épocas distintas de produção.
O experimento foi realizado em blocos ao acaso com seis repetições. Os resultados foram submetidos à análise estatística e as médias dos tratamentos comparadas pelo teste de Tukey.
3.14.6. Frutos manchados
Em determinada época da produção percebeu-se um aumento da quantidade de frutos manchados, notou-se que algumas das manchas desses frutos tinham o formato da corola.
Resolveu-se então realizar um experimento a fim de determinar se a queda ou não da corola influenciava no aumento do número de frutos manchados.
Foram marcadas 40 flores onde foram retiradas manualmente as pétalas (corola) e 40 flores sem retirada manual das pétalas (corola), independentemente da enxertia.
No momento da colheita, 30 dias após a marcação para Kokuyo e 40 dias para Nápoli, foram colhidos 25 frutos de cada tipo (com e sem retirada da corola).
Os frutos colhidos foram avaliados a fim de determinar a existência ou não de frutos manchados.
O experimento foi conduzido em delineamento de blocos ao acaso com quatro repetições, 25 frutos para cada repetição. Os resultados foram submetidos à análise estatística e as médias dos tratamentos comparadas pelo teste de Tukey ao nível de significância de 1% de probabilidade.
3.14.7. Acompanhamento nutricional
Para acompanhar o estado nutricional das plantas, a cultura foi previamente dividida em três fases: vegetativa (antes do início do florescimento), florescimento (plantas no máximo do florescimento e antes da primeira colheita) e frutificação (plantas no pico de produção).
Nestas épocas, colheram-se 8 folhas recém expandidas, para feitura de cada amostra, sendo que para cada tratamento foram realizadas três amostras.
Estas amostras foram acondicionadas em sacos de papel e secos em estufa de circulação forçada de ar a 65-70°C, até atingirem peso constante. Em seguida, as folhas foram moídas em moinho tipo Wiley e acondicionadas em sacos de papel.
Foram determinadas as concentrações nas folhas das plantas de N, P, K, Ca, Mg e S expressas em g.kg-1 e as de Zn, Fé, Cu, Mn e B expressas em mg.kg-1.
Foram realizadas também coletas de frutos, dos tratamentos, com a finalidade de analisar a composição química destes. Foram colhidos 8 frutos de cada tratamento. Os frutos após a colheita foram lavados em água corrente, em solução de detergente a 0,1% e em água destilada, pesados e posteriormente cortados em pedaços menores e colocados para secar, em sacos de papel, em uma estufa a 70°C com circulação de ar forçado por 14 dias. Após foram realizadas as pesagens e moídos em um moinho mecânico e armazenados em sacos de papel. Realizou-se este procedimento três vezes, como repetição.
A parte laboratorial e de análise dos dados foram realizados nos departamentos de Produção Vegetal e de Ciência do Solo da Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu/UNESP.
3.14.8. Medidas de trocas gasosas
As medidas de trocas gasosas foram realizadas com sistema fechado portátil de fotossíntese, com analisador de CO2 por radiação infra-vermelha (“Infra Red Gás Analyser – IRGA”, Modelo Li 6200, LI-COR).
O equipamento possui uma câmara onde são feitas as medidas da assimilação de CO2 (fotossíntese) e liberação de vapor d'água, através dos estômatos da folha (transpiração).
As medidas de trocas gasosas foram efetuadas na região mediana de folhas bem desenvolvidas, com o limbo foliar completamente expandido. Para a obtenção desses dados, foram escolhidas, ao acaso cinco folhas bem distribuídas e iluminadas da copa da planta. Cada folha medida permaneceu em equilíbrio dentro da câmara, de um a dois minutos.
Dentro da Câmara do “IRGA” procurou-se utilizar sempre fluxo de fótons de no mínimo 600 µmol.m-2.s-1.
Com a finalidade de comparar a influências do porta-enxerto na berinjela, foram realizadas medidas das taxas de fotossíntese (A), condutância estomática (g), transpiração (E) e eficiência no uso da água (A/E), isto comparando-se a berinjela enxertada a de pé franco.
Com a finalidade de comparar a berinjela Híbrido Nápoli com a Híbrido Kokuyo, foram realizadas medidas durante o dia (09:00, 12:00, 14:00 e 16:00 hs) das taxas de fotossíntese (A), condutância estomática (g), transpiração (E), eficiência no uso da água (A/E) e concentração interna de CO2 na folha (Ci).
3.14.9. Uso de Isótopos Estáveis
Ainda estudando a fotossíntese da berinjela, utilizou-se o 13C como "traçador", pois devido a sua baixa concentração no CO2 atmosférico, quando uma planta é colocada em um ambiente com uma grande concentração deste isótopo, os carboidratos formados também serão ricos neste isótopo, o que alterará o sinal na leitura do espectrômetro de massa.
De acordo com a metodologia indicada por Vasconcellos1, colocou-se uma folha em um ambiente fechado, transparente e de volume conhecido (2,0 L). Retirou-se 1,5 mL do ar ali existente, adicionou-se 1,5 mL do CO2 enriquecido com uma maior quantidade de 13C (aproximadamente 99% de 13C). Deixou-se 30 minutos e retirou-se do ambiente fechado (câmara transparente). Aproximadamente 6 horas após retirou-se o ramo onde se encontrava a folha e separou-se este em amostras distintas, constituídas pelas diferentes partes do vegetal. Estas partes conforme vão sendo separadas do ramo, são secas em nitrogênio líquido, acondicionadas em sacos de papel e armazenadas em estufa de circulação forçada de ar a 65-70°C.
Posteriormente as amostras foram moídas em moinho criogênico (SPEX - modelo 6700), á base de nitrogênio líquido, de forma a torna-la bem uniforme (com granulometria de "talco").
1 VASCONCELLOS, M.A.S. (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, UFFRJ), Comunicação pessoal,
A partir deste preparo, as amostras foram submetidas a uma linha de combustão, sob fluxo constante de oxigênio, como descrito em Ducatti (2000), para conversão do material orgânico em CO2.
O CO2 coletado dessa conversão foi analisado em um espectrômetro de massa para razões isotópicas (IRMS) Finnigan MAT modelo delta S, tendo seu resultado da discriminação isotópica expressa em δ ‰ (delta per mil). Esse valor representa a variação natural da razão isotópica de carbono ([13C] / [12C]) da amostra, comparado com a razão isotópica do carbono de um padrão. O valor de δ ‰ é dado pela fórmula: δ ‰ (amostra, padrão) = [(Razão isotópica da amostra - Razão isotópica do padrão) / Razão iisotópica do padrão] X 103.
Aplicou-se esta metodologia em três folhas totalmente expandidas, sendo que foram realizadas outras três folhas modificando alguns passos, visando aperfeiçoar a metodologia.
Nesta nova metodologia coloca-se a folha em ambiente enriquecido com uma maior quantidade de 13C (aproximadamente 99% de 13C), deixa-se 30 minutos, abre- se a câmara transparente, espera-se alguns segundos, fecha-se novamente e repete-se o enriquecimento desta câmara, deixando por mais 30 minutos. Outra modificação é o tempo para que ocorra a translocação, nesta segunda metodologia deixa-se aproximadamente 24 horas.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1 Desenvolvimento da planta. 4.1.1 Altura das Plantas
O Quadro 02 mostra a análise da variância da altura das plantas para 14, 35, 56 e 98 dias.
A análise de variância da altura das plantas detectou diferenças significativas entre os tratamentos estudados, em todas as épocas analisadas (14, 35, 56 e 98 dias após o transplante).
QUADRO 02: Resumo da análise da variância (Quadrados médios e coeficiente de variação) da altura das plantas de berinjela aos 14, 35, 56 e 98 dias após o transplante. São Manuel/SP, 2000.
QUADRADOS MÉDIOS CAUSA DA
VARIAÇÃO GL 14 (DAT) 35 (DAT) 56 (DAT) 98 (DAT)
Tratamentos 3 67,534** 270,134** 568,391** 4219,207**
Blocos 3 3,075 21,037 17,738 30,452
Resíduo 9 2,566 8,923 4,756 19,436
Total 15
CV (%) 8,703 5,085 2,398 2,812
Considerando que houve diferença significativa entre os tratamentos, nas quatro épocas avaliadas, foi feita a análise de variância das médias para estes tratamentos, conforme se pode observar no Quadro 03.
QUADRO 03: Média das alturas das plantas em centímetros e coeficiente de variação dos tratamentos, para os 14, 35, 56 e 98 dias após transplante. São Manuel/SP, 2000.
Altura da Planta1 (cm) Tratamentos
14 (DAT) 35 (DAT) 56 (DAT) 98 (DAT) Nápoli 12,83 B2 48,05 C 93,59 B 188,67 A Nápoli/Enx. 19,42 A 62,34 AB 104,55 A 179,88 A Kokuyo 18,67 A 57,30 B 75,67 C 122,00 C Kokuyo/Enx. 22,71 A 67,30 A 89,96 B 136,67 B
CV (%) 8,700 5,09 2,40 2,81
1Dados originais (média de 3 plantas em 4 repetições)
2Médias seguidas da mesma letra, na coluna, não diferem estatisticamente entre si, pelo teste de Tukey, ao nível
de 1% de probabilidade.
Observando-se as médias das alturas das plantas atribuídas aos tratamentos (Quadro 03), aos 14 dias após o transplante percebe-se que houve diferença estatística a nível de 1% de probabilidade e que somente o tratamento Nápoli mostrou-se estatisticamente inferior dos demais.
Quando da avaliação aos 35 dias após o transplante, nota-se novamente que houve diferença significativa ao nível de 1% de probabilidade, onde os tratamentos Kokuyo/enxertada e Nápoli/enxertada mostraram-se superiores, o tratamento Kokuyo mostrou-se estatisticamente semelhante ao tratamento Nápoli/enxertada e superior ao tratamento Nápoli que novamente diferiu de todos os outros, apresentando uma menor altura.
Aos 56 dias após o transplante o tratamento Nápoli/enxertada mostrou-se estatisticamente superior aos demais, os tratamentos Nápoli e Kokuyo/enxertada não diferiram entre si e foram superiores ao tratamento Kokuyo.
Para a avaliação realizada aos 98 dias após o transplante, pode-se observar que os tratamentos Nápoli e Nápoli/enxertada foram estatisticamente superiores, e o tratamento Kokuyo/enxertada mostrou-se superior ao tratamento Kokuyo.
O Gráfico 01 mostra as curvas de altura dos tratamentos, nos 14 pontos avaliados.
GRÁFICO 01 – Curvas das alturas das plantas de berinjelas, utilizadas como tratamentos, em avaliações semanais até os 98 dias após o transplante. São Manuel/SP, 2000. 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 7 14 21 28 35 42 49 56 63 70 77 84 91 98 D ias A ltu ra (c m ) kokuyo kok./enx. Nápoli Náp/enx.
Pelo Gráfico 01 verifica-se que todos os tratamentos apresentam um crescimento lento nos primeiros trinta dias, sendo que após este período ocorre um crescimento mais rápido, cerca de 40 dias para os tratamentos que apresentam o híbrido Kokuyo e cerca de 55 dias para os tratamentos que apresentam o híbrido Nápoli.
Após este período, de crescimento rápido, todos apresentam novamente uma fase de crescimento lento.
No início do experimento os tratamentos com o híbrido Kokuyo mostram-se maiores, entretanto com o desenvolvimento das plantas, os tratamentos com o híbrido Nápoli apresentam um porte mais elevado.
Com relação à influência da enxertia, percebe-se que para o híbrido Nápoli o porta-enxerto mostra-se significativamente favorável ao aumento do porte da
planta, entretanto esta tendência vai diminuindo conforme o desenvolvimento das plantas, chegando ao fim do experimento sem influência.
O inverso ocorre com o híbrido Kokuyo, onde no início do desenvolvimento o porta-enxerto não tem influência significativa, passando a ter conforme a planta vai se desenvolvendo.
4.1.2 Número de Nós
O Quadro 04 mostra a análise da variância dos números de nós encontrados nas plantas, para 14, 35, 56 e 98 dias após o transplante.
QUADRO 04: Resumo da análise da variância do número de nós encontrados nas plantas de berinjela aos 14, 35, 56 e 98 dias após o transplante. São Manuel/SP, 2000.
Quadrados médios Causa da
variação GL 14 (DAT) 35 (DAT) 56 (DAT) 98 (DAT)
Tratamentos 3 1,185* 108,901** 111,412** 115,561**
Blocos 3 0,527 4,451 2,445 7,020
Resíduo 9 0,325 1,287 4,946 3,866
Total 15
CV (%) 11,771 5,981 5,569 2,657
*Significativo ao nível de 5% de probabilidade pelo teste F. **Significativo ao nível de 1% de probabilidade pelo teste F.
As análises das variâncias dos números de nós, feitas aos 14, 35, 56 e 98 dias, detectaram diferenças significativas entre os tratamentos estudados, em todas as épocas analisadas, desta forma, foi feita a análise de variância das médias para estes tratamentos, conforme se pode observar no Quadro 05.
QUADRO 05: Média dos números de nós encontrados nas plantas e coeficiente de variação dos tratamentos, para os 14, 35, 56 e 98 dias após transplante. São Manuel/SP, 2000.
Número de nós1 Tratamentos
14 (DAT) 35 (dias) 56 (dias) 98 (dias) Nápoli 4,21 b2 12,84 C3 32,88 B 71,06 BC Nápoli/Enx. 5,00 ab 16,44 B 39,78 A 68,67 C Kokuyo 4,67 ab 22,92 A 41,59 A 80,92 A Kokuyo/Enx. 5,50 a 23,67 A 45,50 A 75,33 AB
CV (%) 11,77 5,98 5,57 2,66
1Dados originais (média de 3 plantas em 4 repetições)
2Médias seguidas da mesma letra minúscula, na coluna, não diferem estatisticamente entre si, pelo teste de
Tukey, ao nível de 5% de probabilidade.
3
Médias seguidas da mesma letra maiúscula, na coluna, não diferem estatisticamente entre si, pelo teste de Tukey, ao nível de 1% de probabilidade.
Observando-se as médias dos números de nós das plantas, (Quadro 05) aos 14 dias após o transplante, percebe-se que houve diferença estatística a nível de 5% de probabilidade e que o tratamento Nápoli embora não tenha diferido estatisticamente dos tratamentos Kokuyo e Nápoli/enxertada mostrou-se estatisticamente inferior ao tratamento Kokuyo/enxertada.
Quando da avaliação aos 35 dias após o transplante, nota-se que houve diferença significativa ao nível de 1% de probabilidade, onde os tratamentos Kokuyo/enxertada e Kokuyo não diferiram estatisticamente entre si e mostraram-se superiores, o tratamento Nápoli/enxertada foi superior ao tratamento Nápoli.
Aos 56 dias após o transplante o tratamento Nápoli novamente diferiu, estatisticamente a 1% de probabilidade, de todos os outros, apresentando um menor número de nós.
Para a avaliação realizada aos 98 dias após o transplante, pode-se observar que os tratamentos Kokuyo e Kokuyo/enxertada foram estatisticamente
superiores, e o tratamento Nápoli mostrou-se estatisticamente semelhante ao tratamento Kokuyo/enxertada embora não tenha diferido do tratamento Nápoli/enxertada.
O Gráfico 02 mostra as curvas do número de nós para cada tratamentos, nos 14 pontos avaliados.
GRÁFICO 02 – Curvas dos números de nós encontrados nas plantas de berinjelas, utilizadas como tratamentos, em avaliações semanais até os 98 dias após o transplante. São Manuel/SP, 2000. 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 7 14 21 28 35 42 49 56 63 70 77 84 91 98 D ias kokuyo kok./enx. Nápoli Náp/enx.
De acordo com Gráfico 02 percebe-se, em todas as fases avaliadas, que os tratamentos com o híbrido Kokuyo apresentam um maior número de nós em comparação com os tratamentos com o híbrido Nápoli.
Com relação à influência do porta-enxerto no número de nós, nota- se que para o híbrido Kokuyo o porta-enxerto não teve influência significativa, entretanto para o híbrido Nápoli o porta-enxerto teve influência, aumentando o número de nós.
4.1.3 Diâmetro do caule
Com a finalidade de seguir o desenvolvimento da região da enxertia, foram medidos os diâmetros do caule no ponto médio da enxertia, abaixo (03 cm do solo) e acima deste (10 cm do solo); entretanto a fim de comparação entre os tratamentos, avaliou-se somente o diâmetro acima do ponto de enxertia (10 cm acima do solo)
QUADRO 06: Resumo da análise da variância do diâmetro do caule a 10 cm do solo, nas plantas de berinjela aos 14, 35, 56 e 98 dias após o transplante. São Manuel/SP, 2000.
Quadrados médios Causa da
variação GL 14 (DAT) 35 (DAT) 56 (DAT) 98 (DAT)
Tratamentos 3 0,015ns 0,083ns 0,067* 0,576** Blocos 3 0,001 0,021 0,134 0,073 Resíduo 9 0,004 0,020 0,011 0,028 Total 15 CV (%) 15,742 12,541 6,750 6,864 ns Não significativo
*Significativo ao nível de 5% de probabilidade pelo teste F. **Significativo ao nível de 1% de probabilidade pelo teste F.
QUADRO 07: Média do diâmetro do caule a 10 cm do solo1 e coeficiente de variação dos tratamentos, para os 14, 35, 56 e 98 dias após transplante. São Manuel/SP, 2000.
Diâmetro do caule (cm) Tratamentos
14 (DAT) 35 (DAT) 56 (DAT) 98 (DAT) Nápoli 0,45 a 1,31 a 1,60 ab1 2,70 A2 Nápoli/Enx. 0,46 a 1,21 a 1,68 a 2,81 A Kokuyo 0,33 a 1,01 a 1,38 b 2,03 B Kokuyo/Enx. 0,40 a 1,03 a 1,50 ab 2,19 B
CV (%) 15,74 12,54 6,67 6,87
1Dados originais (média de 3 plantas em 4 repetições)
2Médias seguidas da mesma letra minúscula, na coluna, não diferem estatisticamente entre si, pelo teste de
Tukey, ao nível de 5% de probabilidade.
3Médias seguidas da mesma letra maiúscula, na coluna, não diferem estatisticamente entre si, pelo teste de
A análise da variância do diâmetro do caule, acima do ponto da enxertia, (Quadro 06) detectou diferença significativa apenas a partir do 56º dia.
Na análise das médias (Quadro 07) pode-se observar que nas avaliações aos 14 e 35 dias não houveram diferenças significativas, na avaliação realizada aos 56 dias após o transplante, observa-se que houve diferença significativa a 5% de probabilidade, onde o tratamento Kokuyo embora não tenha diferido dos tratamentos Nápoli e Kokuyo/enxertada mostraram-se inferior ao tratamento Nápoli/enxertada.
Na avaliação realizada aos 98 dias após o transplante, houve diferença significativa a de 1% de probabilidade, e mostra que os tratamentos Nápoli e Nápoli/enxertada não diferiram estatisticamente entre si e foram maiores que os tratamentos Kokuyo e Kokuyo/enxertada que também não diferiram entre si.
De acordo com o Gráfico 03 pode-se observar que o diâmetro do caule é pouco influenciado pela enxertia, mostrando a facilidade do pagamento da mesma.
GRÁFICO 03- Desenvolvimento do diâmetro do caule (cm), acima do ponto de enxertia (10 cm do solo), para os tratamentos, em avaliações semanais até 98 dias após o transplante. São Manuel/SP, 2000.
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 7 14 21 28 35 42 49 56 63 70 77 84 91 98 D ias cm kokuyo kok./enx. Nápoli Náp/enx.
GRÁFICO 04 - Desenvolvimento dos diâmetros do caule, acima (10 cm do solo), abaixo (03 cm do solo) e no ponto de enxertia para o híbrido Nápoli. São Manuel/SP. 2000.
D iâm etros 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 7 14 21 28 35 42 49 56 63 70 77 84 91 98 D ias cm acima no ponto abaixo
GRÁFICO 05- Desenvolvimento dos diâmetros do caule, acima (10 cm do solo), abaixo (03 cm do solo) e no ponto de enxertia para o híbrido Kokuyo. São Manuel/SP. 2000.
D iâm etros 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 7 14 21 28 35 42 49 56 63 70 77 84 91 98 D ias cm acima no ponto abaixo
Com a relação aos materiais utilizados percebe-se que o híbrido Nápoli apresenta diâmetro de caule maior que o híbrido Kokuyo.
Isto se deve provavelmente pelo porte das plantas, pois como o híbrido Nápoli, apresentam um porte mais arbóreo quando comparado com as plantas do híbrido Kokuyo, que apresentam um porte mais herbáceo (isto será comprovado quando do estudo da arquitetura das plantas), esta apresentam um caule de maior consistência.
Nos Gráficos 04 e 05 temos a representação dos diâmetros do caule acima (10 cm do solo), abaixo (03 cm do solo) e no ponto de enxertia para os híbridos Nápoli e Kokuyo, respectivamente.
Pode-se notar que tanto para o híbrido Nápoli como para o híbrido Kokuyo a enxertia comportou-se da mesma maneira, demonstrando uma boa compatibilidade nos dois casos, o que pôde ser comprovado pelo alto índice de pegamento da enxertia (95,6%).
4.1.4 Número de flores
Semanalmente foram contadas as flores existentes em cada tratamento, e as médias dos dados obtidos encontram-se no Quadro 09. Para a visualização das causas de variação, as análises de variância foram desdobradas e estão no Quadro 08.
QUADRO 08: Resumo da análise da variância do número de flores nas plantas de berinjela aos 14, 35, 56 e 98 dias após o transplante. São Manuel/SP, 2000.
Quadrados médios Causa da
variação GL 14 (DAT) 35 (DAT) 56 (DAT) 98 (DAT)
Tratamentos 3 --- 6,355** 6,552** 107,796**
Blocos 3 --- 0,176 1,250 0,280
Resíduo 9 --- 0,235 0,3117 1,510
Total 15
CV (%) --- 20,580 12,322 14,690
QUADRO 09: Média do número de flores e coeficiente de variação dos tratamentos, para os 14, 35, 56 e 98 dias após transplante. São Manuel/SP, 2000.
Número de flores1
Tratamentos
14 (dias) 35 (dias) 56 (dias) 98 (dias) Nápoli --- 0,85 B2 4,85 AB 9,35 B Nápoli/Enx. --- 1,78 B 6,20 A 15,30 A Kokuyo --- 3,31 A 3,38 B 3,94 C Kokuyo/Enx. --- 3,48 A 3,70 B 4,88 C
CV (%) --- 20,58 12,32 14,69
1Dados originais (média de 3 plantas em 4 repetições)
2Médias seguidas da mesma letra, na coluna, não diferem estatisticamente entre si, pelo teste de Tukey, ao nível
de 1% de probabilidade.
Em todas as fases em que existiam flores, houve diferença significativa entre os tratamentos, na avaliação aos 35 dias após o transplante, quando do início do florescimento, os tratamentos Kokuyo e Kokuyo/enxertada não diferiram entre si e mostraram maior número de flores (estatisticamente ao nível de 1% de probabilidade) que os tratamentos Nápoli e Nápoli/enxertada, que também não diferiram entre si.
Aos 56 dias após a transplante, novamente os tratamentos diferiram a nível de 1% de probabilidade, entretanto diferindo da fase anterior os tratamentos com o híbrido Nápoli, apresentaram um maior número de flores que os tratamentos com híbrido Kokuyo, embora o tratamento Nápoli ainda não tenha diferido estatisticamente dos tratamentos Kokuyo e Kokuyo/enxertada.
Na avaliação dos 98 dias após o transplante, os tratamentos voltaram a diferir estatisticamente a nível de 1% de probabilidade e mostraram que o tratamento Nápoli apresenta um maior número de flores que os demais tratamentos, o tratamento Nápoli/enxertada mostra-se superior aos tratamentos Kokuyo e Kokuyo/enxertada que não diferiram estatisticamente entre si.
O Gráfico 06 mostra as curvas dos números de flores para cada tratamentos, nos 14 pontos avaliados.
GRÁFICO 06 – Curvas dos números de flores encontrados nas plantas de berinjelas, utilizadas como tratamentos, em avaliações semanais até os 98 dias após o transplante. São Manuel/SP, 2000. -2 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 7 14 21 28 35 42 49 56 63 70 77 84 91 98 D ias kokuyo kok./enx. Nápoli Náp/enx.
Nos tratamentos Kokuyo e Kokuyo/enxertada a floração inicia-se aproximadamente uma semana antes que os tratamentos com o híbrido Nápoli, entretanto os tratamentos com o híbrido Kokuyo atingem uma certa estabilidade de flores semanais logo no início de sua floração (segunda semana).
Já, os tratamentos com o híbrido Nápoli continuam a aumentar o número de flores a cada semana, desta forma já na quarta semana de avaliação os tratamentos Nápoli e Nápoli/enxertada passaram a apresentar um maior número de flores.
Com relação a influência da enxertia, esta tem forte ação no aumento de flores do híbrido Nápoli, enquanto que para o híbrido Kokuyo a enxertia não tem efeito significativo no aumento do número de flores.
4.1.5 Correlações
No Quadro 10 encontramos, dentro de cada época, todas as possíveis correlações, a significância, o valor de t e o coeficiente de correlação.
Na avaliação realizada aos 14 dias após o transplante somente apresentou correlação estatisticamente significativa (5% de probabilidade) a correlação entre o número de nós e a altura das plantas, com uma correlação positiva e não muito forte, apenas 58,38%, mostrando que no início o número de nós nas plantas era diretamente proporcional a altura desta planta.
Aos 35 dias após o transplante, com exceção da correlação entre a