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La formule « concentration de commerces »

l’appellation « centre commercial »

Z. A.C 169 , de zones commerciales, de zones d’activités marchandes, de complexes commerciaux 170 ou comme nous l’avons mentionné précédemment de lotissements commerciaux 171 Selon cette

2.1.2 La formule « concentration de commerces »

A inserção das TDCA na escola vem acompanhada de um leque de desafios e problemáticas. No entanto, para compreender melhor o processo, faz-se necessário identificar o potencial intrínseco às tecnologias e todo o contexto em que a escola está inserida, reconhecendo o trabalho realizado pelos atores que fazem parte da comunidade interna e externa à escola.

Entender esse contexto, juntamente com as diversas formas representativas da comunicação proporcionadas pelas tecnologias disponíveis na escola, bem como estabelecer o diálogo entre as formas de linguagem midiáticas, são desafios para a educação atual, uma vez que a informação e o conhecimento passaram dos muros escolares e foram democratizadas.

Para Lopes (2005, p.33),

As tecnologias digitais trazem consigo como marca a necessidade de redefinir o que entendemos sobre humanidade, vida e, no caso específico da aprendizagem, a partir de um novo fundamento epistemológico, os sistemas complexos. Pensar na presença das tecnologias digitais nos processos de aprendizagem supõe reestruturar as formas de conhecer, aprender e criar mais próximas aos novos significados que a complexidade apresenta.

Tendo em vista que o acesso à internet está cada vez maior, até mesmo quando nos referimos aos alunos das escolas públicas, há que se incluir nas ações de hoje as tecnologias digitais e a internet, uma vez que estas vêm causando mudanças na educação, desenraizando o conceito de aprendência, no que concerne à aprendizagem e suas relações com tempo e o espaço, ultrapassando os bancos e muros escolares.

Segundo o Suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD, 2008), sobre “Acesso à Internet e Posse de Telefone Móvel Celular para Uso Pessoal”, foi constatado que, em três anos, o percentual de brasileiros de dez anos ou mais de idade que acessaram ao menos uma vez a Internet pelo

computador aumentou 75,3%, passando de 20,9% para 34,8% das pessoas nessa faixa etária, ou 56 milhões de usuários, em 2008.

Para isso, é necessário domínio no que tange ao uso de tais recursos e dos procedimentos metodológicos, dentro de uma proposta condizente com a realidade do aluno e com suas expectativas.

Percebemos que, com a expansão da Internet, houve uma maior comunhão dos conhecimentos elaborados, chegando a um estágio antes não imaginado, mas ao mesmo tempo essa expansão ocasionou, de certa forma, o esvaziamento das relações sociais mais consistentes. Atualmente, os sujeitos sociais estão se relacionando com um número maior de pessoas, mas essas relações tornam-se mais “descartáveis”, pois com um único clique é possível acabar com uma “amizade” e nenhum sentimento ser desencadeado por tal atitude.

À medida que a escola reelaborando-se a partir dos recursos tecnológicos disponíveis aos processos educativos (ensino-aprendizagem), os sujeitos educativos (professores e alunos) vão aderindo ao movimento cultural da cibercultura a partir da elaboração de aprendizagens colaborativas em rede, favorecendo o que Lévy (2000) chama de coletivos inteligentes. A cibercultura pode desenvolver a sociabilidade, a organização, a informação, o conhecimento e a educação, requerendo novas posturas, comportamentos e modos de vida, de forma dinâmica e interativa no dia-a- dia por meio das tecnologias digitais, mais precisamente da internet.

De acordo com Assmann (2005, p. 34), “as tecnologias digitais favorecem novas interações entre agentes humanos e técnicos e fazem emergir novas formas de aprender, fundamentadas muito mais nos sentidos, sentimentos e emoções”. Nessa perspectiva, as TDCA podem vir a despertar o interesse dos aprendentes para aprendizagens real/virtuais mais significativas (aberta, colaborativa, compartilhada), fazendo com que a sala de aula se torne um ambiente mais prazeroso e, consequentemente, suscitando práticas educativas (de aprendência) mais produtivas para a qualidade do ensino, o fortalecimento da esfera pública, as expressões das competências argumentativas do agir comunicativo, a racionalização do mundo vivido escolar e, por oportuno, a emancipação humana no cenário dos coletivos e redes digitais de inteligência.

Seguindo esse pensamento, Almeida (2000, p.02) diz que:

O ambiente de aprendizagem deve propiciar ao aluno desenvolver e reconhecer a sua autonomia no processo de aprender, expressando sua autoria naquilo que aprende fazendo, estabelecendo novas relações, vivenciando conflitos e buscando a sistematização de conceitos.

Essas mudanças proporcionam a formação e a construção das identidades culturais e sociais na sociedade, pautadas em comportamentos distintos, valorizando as interações entre os sujeitos, mas que não deve ser vista como a solução para todos os problemas de aprendizagem. Entretanto, o educador deve estar consciente de que a inserção das tecnologias digitais é mais um meio que tem para utilizar a favor da sua prática pedagógica, podendo favorecer a compreensão e o contexto formativo da Geração Y, isto é, net generation que, hoje, encontra-se no ensino médio e na universidade.

Não obstante, vivenciamos o tipo da “desconstrução”, pois a ressignificação e a busca de novos fundamentos para a educação tornam-se desafio de todos, principalmente do professor, como o agente do lócus onde as coisas acontecem em termos de aprendizagem, ou seja, a sala de aula, seja real ou virtual.

Lopes (2005, p. 50) ratifica esse pressuposto dizendo que:

[…] o desafio é a construção interativa de metodologias que facilitem ao docente a mediação entre diferentes diálogos, nas diversas áreas de conhecimento e que, ao mesmo tempo, compreenda a co-evolução do ser humano em harmonia com o universo.

Na fase evolutiva da sociedade da informação, ambientes virtuais de aprendizagem (AVA), através das redes digitais, constituem verdadeiras árvores do conhecimento, lembrando dos princípios levynianos, praticamente “aniquilando” as redes hierárquicas formalistas, e dando vazão às redes criativas, perfazendo a interatividade, a luta pela inclusão digital dos seus atores sociais, extinguindo barreiras, ampliando a comunicação, dentre outros fatores. Portanto, é possível afirmar que inserir tecnologias intelectuais na educação é, de certa maneira, proporcionar um dos grandes passos (não o decisivo) para empreender processos educativos além dos micro e dos macro sistemas imperiosos de uma ordem político- econômica global que, no cenário da escola brasileira, não pode mais funcionar como política pública educacional que cuida muito mais da forma discursiva,

elaborativa e retórica, do que das práticas complexas no terreno da esfera pública do mundo vivido escolar.

Assim, podemos dizer que as tecnologias digitais propõem grandes e novos desafios, como também oportunas possibilidades quanto ao empreendimento de aprendizagens “sem amarras” diante das complexas teias com que a sociedade contemporânea conclama competências, habilidades e atitudes que valorizem a evolução da personalidade, da cultura e da sociedade na escola e na juventude do/no ciberespeço.

5.2 O CIBERESPAÇO NA SALA DE AULA OU ESTUDANTES