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Imagerie d'un gaz atomique plan

2.5 Remarques et questions ouvertes

3.1.2 Imagerie d'un gaz atomique plan

Como vimos nos dois primeiros capítulos, um dos principais factores que impulsiona- ram o redescobrir da prática dos banhos de mar na Europa foram as descobertas científicas dos médicos de então, que viram na utilização do banho frio uma forma de tratar e de preve- nir determinado tipo de enfermidades. Estas descobertas foram acompanhadas do desenvol- vimento de várias áreas científicas, como a geologia, a oceanografia, a climatologia, a medi- cina e a higiene, que ganharam um grande impulso durante o século XVIII.

Segundo Alain Corbin, foi a obra de John Floyer, A História do Banho Frio (1701- 1702), a precursora de toda uma panóplia de tratados sobre os efeitos benéficos da água do mar e o seu modo de utilização. Floyer baseava-se em exemplos da Antiguidade (os estudos de Hipócrates, Celso, Coelius Aurelianus e Galeno) e nos trabalhos de Francis Bacon296 e do médico holandês Hermond van der Heyden para provar que a água fria produziria efeitos benéficos no organismo (“fecha os poros, aviva, comprime e condensa o ar contido nos humores”). O banho frio contribuiria para enrijecer o corpo, constituindo uma prática impor- tante para os povos do norte, possuidores de águas frias o ano todo. O efeito era, além de terapêutico, moralizador – o banho frio corrigia “as maneiras viciosas de viver”, atenuava “a veemência das paixões” e devia, “assim, entrar na educação dos jovens”297. Corbin demonstra como o discurso de Floyer virou moda na Inglaterra dos meados do século XVIII, à medida que as “curas marítimas” se iam divulgando, como se de milagres se tratassem. E um pouco por toda a Europa iam surgindo novos tratados sobre o assunto, sendo os mais importantes o de Richard Russell (1750) – o médico inglês cognominado “o profeta do mar”298 –, e em França o de Maret (1766), que aperfeiçoou o ritual do banho de mar e aumentou o catálogo dos seus benefícios299.

296 “O banho do corpo na água fria favorece a longevidade”. – Citado em A. P. Buchan, Practical observa-

tions concerning sea-bathing with remarks on the use of the warm-bath, London, 1804, p.118. Corbin, p.75.

297 Esta perspectiva era influenciada por uma ideologia ruralista, como bem explica Alain Corbin: “O curista,

longe dos miasmas da cidade, respirando o mais puro dos ares, desfrutando diariamente do espectáculo da dimensão marinha, sentindo o choque das repetidas imersões e entregando-se a exercícios tonificantes, dis- pensa facilmente os prazeres ilícitos, abandona sem queixas a sua vida irregular”. – Alain Corbin, p.84.

298 Corbin, p.79.

As qualidades essenciais apontadas pelos médicos a respeito da água do mar eram a frieza, a salinidade e a turbulência, sendo que as virtudes do ar marítimo começaram também a ser estudadas e divulgadas com o triunfo das teorias de Lavoisier sobre o oxigénio300. Ao mesmo tempo, a urbanização crescente e a preocupação com a saúde do corpo contribuíram para difundir a ideia de que existiam patologias inerentes à vida citadina, mas que podiam ser combatidas pelo contacto sazonal com a Natureza301.

De um modo geral, as praias do Mediterrâneo eram vistas pelos nórdicos como muito menos salubres, devido às doenças que aí proliferavam no ar em razão do calor excessivo302. Isto não impediu que nascesse em Portugal um discurso médico sobre os banhos de mar, que vinha no seguimento dos trabalhos feitos em Inglaterra. Ainda que o país fosse marcado por um contraste entre um litoral Norte predominantemente atlântico e um litoral Sul predomi- nantemente mediterrânico303, a ênfase do discurso médico e da procura de banhos de mar era colocada a Norte do Tejo, pelo menos enquanto se manteve o paradigma da praia fria.

A primeira obra escrita em português sobre a hidroterapia marítima foi, como vimos, o livro de Jacob de Castro Sarmento, publicado em Londres em 1753. Neste trabalho, preten- dia-se divulgar em Portugal os estudos que Richard Russell havia feito em Brighton desde a primeira metade do século XVIII, mostrando como em Inglaterra se havia usado a água do mar, através do banho ou da ingestão, como terapia contra várias doenças. Porém, o autor alertava também para os perigos do excesso de banhos de mar, se deixados ao arbítrio do doente – “A moda, o prazer, a companhia facilitam excessos, que muitas vezes são difíceis se não impossíveis de remediar”304. Isto vem ao encontro do que Helena Machado refere a pro- pósito da íntima ligação entre as elites e a prescrição dos médicos. O autor falava ainda dos efeitos benéficos da água do mar aquecida, traduzindo uma justificação para a existência, no futuro, de estabelecimentos de banhos quentes em algumas praias portuguesas305.

O trabalho de Jacob de Castro Sarmento serviu de inspiração a outros tratados publi- cados em Portugal no começo do século XIX em que os banhos de mar eram referidos: foi o

300 Por essa razão, muitos sanatórios serão construídos junto ao litoral, para aproveitar precisamente os benefí-

cios do ar marítimo no tratamento de doenças como a tuberculose. É o caso da Parede, como já vimos.

301 Corbin, pp.74-85.

302 Veja-se, por exemplo, o que diz Henry Fielding sobre as áridas margens do estuário do Tejo. - Henry Fiel-

ding, The journal of a voyage to Lisbon, London, 1755, pp.235-236. Citado em Corbin, p.167.

303 Contraste analisado na obra de Orlando Ribeiro, Portugal. O Mediterrâneo e o Atlântico, 6ª ed., Lisboa,

Livraria Sá da Costa, 1991.

caso das obras de Francisco Tavares. Intruções e cautelas practicas... de 1810306, e de Fran- cisco de Mello Franco, Elementos de hygiene..., de 1814307. Já o opúsculo de autor desconhe- cido Aviso a’cerca dos banhos do mar, ou direcção precisa a’s pessoas que houverem de fazer uso delles, cuja primeira edição data de 1820, foi dos primeiros trabalhos portugueses a debruçarem-se especificamente sobre os banhos de mar e o seu modo de utilização. A obra refere, por exemplo, que a época em que estes deviam ser tomados correspondia ao período de 15 de Julho a 15 de Outubro, com preferência de 20 de Agosto a 10 de Setembro308. Como vimos no capítulo 3, este discurso serviu de base ao conceito de “estação de banhos”, embora esta muitas vezes fosse “adiada” pelas elites para o período entre Setembro e Novembro – o que se relacionava, se excluirmos os ditames sociais, com uma noção de que nos “meses caniculares” não era bom estar-se exposto ao sol e ao calor, devendo-se procurar a frescura de outros locais. O opúsculo refere também que ao longo do dia só deveriam ser tomados, no máximo, dois banhos: um às 7 e o outro às 10 horas da manhã e nunca de tarde; ou, para as pessoas débeis, apenas um banho às 9 horas da manhã309 – provavelmente para excluir as horas de maior exposição solar310. O autor aconselhava ainda sobre a forma de tomar banho – “de súbita emersão, e sem molhar a cabeça, e nele só deve haver a demora, que for precisa para se sair dele com segurança: o que se consegue, de dois até três minutos”311. Esta prescri- ção do “banho curto” seria seguida durante um largo período de tempo, como vimos ante-

305 Idem, pp.33-34. Citado em Sérgio Palma Brito, vol.1, p.235. Francisco Oneto Nunes aponta o fim da práti-

ca de aquecimento da água do mar em recipientes para os anos 50 do século XX, precisamente numa altura em que as praias de água mais quente estavam a entrar na moda. – Francisco Oneto Nunes, p.140.

306 Francisco Tavares, Instrucções e cautelas practicas sobre a natureza, differentes especies, virtudes em

geral, e uso legitimo das aguas mineraes, principalmente de Caldas; com a noticia daquellas, que são conhe- cidas em cada huma das Provincias do Reino de Portugal, e o methodo de preparar as aguas artificiaes, Cap. VI, Coimbra, Real Imprensa da Universidade, 1810. Citado em Sérgio Palma Brito, pp.237-238.

307 Francisco de Mello Franco, Elementos de hygiene ou dictames theoreticos e praticos para conservar a

saude e prolongar a vida, Lisboa, Tipografia da Academia Real das Ciências, 1814. Maria Luísa M. Afonso Martins considera esta a primeira obra de carácter científico publicada em Portugal em que surgem indicações terapêuticas sobre os banhos de mar. – Maria Luísa M. Afonso Martins, p.12.

308 Aviso a’cerca dos banhos do mar, ou direcção precisa a’s pessoas que houverem de fazer uso delles,

Lisboa, Imprensa do Gandra, 1821, p.4.

309 Idem, pp.6-7. A obra Guia do Banhista ou Breves Reflexões Therapeuto-Hygienicas a respeito dos Banhos

de Mar, datada do século XIX, aconselha que os banhos devem ser tomados o mais afastados um do outro, “para que os effeitos secundarios do primeiro banho não se vão confundir com os effeitos primitivos do segundo; poder-se-ha tomar o primeiro banho uma hora depois de nascer o sol, e o segundo uma hora antes de por se”. - J. B. S. R., Guia do Banhista ou Breves Reflexões Therapeuto-Hygienicas a respeito dos Banhos de

Mar, Braga, Viúva Germano, 18-., p.9.

310 Porém, como vimos, as elites terão tendência para subverter esta prescrição, por uma questão de distinção

social (as classes sociais mais baixas é que tomam o banho no começo da manhã) e pela própria evolução infraestrutural (os toldos fazem com que os banhos se possam prolongar pelas horas de maior calor).

311 Aviso a’cerca dos banhos de mar..., pp.8-10. Uma obra posterior, intitulada Higiene e Medicina Popular,

refere que os banhos frios não devem durar mais de dez minutos. – Guilherme Centazzi, Higiene e Medicina

riormente312. Por fim, o opúsculo aconselha os banhos em praias afastadas dos desaguadouros dos rios, uma vez que estes contribuiriam para retirar a salinidade da água do mar, diminuin- do assim a sua eficácia no tratamento313, como de resto Richard Russell apontara já no século anterior314.

Mas a que tipo de “pacientes” eram especialmente dirigidos os banhos de mar? A obra de 1843, Higiene e Medicina Popular, de Guilherme Centazzi, aconselhava esta prática “às pessoas lymphaticas, escrofulosas, rachiticas, mal humoradas, ás senhoras debeis, inacti- vas, e pouco menstruadas; ou ás que soffrem os incommodos precursores desta funcção etc.”315. A pessoas diferentes eram prescritos banhos e praias diferentes, por exemplo, no que toca à força das ondas – eram aconselhadas as vagas mais fortes para os corpos mais fracos –, à temperatura da água – a mais fria era aconselhada aos corpos mais robustos, por constituir um “banho de choque” – ou à hora do banho316 – Ortigão, por exemplo, aconselhava o banho de tarde às pessoas mais débeis, por ser a altura do dia em que a temperatura do mar sobe um pouco317.

É óbvio que este discurso foi evoluindo com o tempo, havendo noções que entraram em desuso ou que foram substituídas por outras, nomeadamente as que vinham do estrangei- ro. Por exemplo, em 1906 foram reproduzidos os conselhos do médico Constantin James318, que menorizava totalmente o papel das ondas na hidroterapia e aconselhava que a cabeça devia sempre molhar-se – duas opiniões opostas ao que defendiam vários autores durante o século XIX319.

Por outro lado, verificavam-se lacunas importantes no discurso científico. A obra de Luís Pereira da Costa, Banhos de Mar. Elementos de Hydroterapia Marítima, datada de 1882, por exemplo, referia o total desconhecimento das propriedades das praias portuguesas, no que respeita a “análises químicas, temperaturas da água e do ar marítimo, elevação das

312 O Guia do Banhista ou Breves Reflexões Therapeuto-Hygienicas a respeito dos Banhos de Mar afirma

que, não se podendo estabelecer regras fixas quanto à duração do banho, este nunca deve exceder os 15 minu- tos, “para as pessoas fortes, robustas ou que exercem a natação” e os 5 minutos, “para as fracas, quer por doenças, quer por natureza” (p.9).

313 Aviso a’cerca dos banhos do mar.., pp.12-13. 314 Alain Corbin, p.82.

315 Guilherme Centazzi, p.235. 316 Helena Machado, pp.125-126.

317 Ramalho Ortigão, As praias de Portugal, p.165.

318 “Os banhos de mar” in A Nossa Pátria, nº42, Lisboa, Typ. de J. F. Pinheiro, 15 de Setembro de 1906, p.2.

Citado em Maria Luísa M. Afonso Martins, p.21.

319 O Guia do Banhista ou Breves Reflexões Therapeuto-Hygienicas a respeito dos Banhos de Mar aconselha-

va já a prática de molhar a cabeça ao entrar no banho “para as pessoas de temperamento sanguineo e tenden- cia apopletica” (p.8).

marés, direcção predominante dos ventos, força impulsiva das ondas ou às condições orográ- ficas das praias320. Isto parece demonstrar que as preferências do banhista português não atendiam tanto às características terapêuticas de cada praia, mas antes a outros factores, nomeadamente o social, como já tivemos ocasião de ver.

Nem todos os médicos eram, de resto, de opinião que os banhos de praia tivessem efeitos assim tão “miraculosos”. Num artigo de 1849321 o médico Manuel Coutinho conside- rava-os em grande medida uma “mania” e uma superstição popular, uma romaria já institu- cionalizada que os médicos receitavam aos seus pacientes apenas por rotina, desconhecendo na verdade as suas verdadeiras virtudes terapêuticas322 – os banhos de mar produziam, no fundo, um efeito placebo.

Não obstante, foi-se generalizando em Portugal a noção de que a água do mar e as propriedades marítimas – o ar, a areia, os mariscos323 – possuíam vários efeitos benéficos, a começar na higiene pública324, mas também em relação a doenças específicas (doenças de pele, gota, esterilidade, raquitismo) ou a indivíduos que padecessem de estados físicos (caso das mulheres e das crianças325) e psíquicos (melancolia, problemas nervosos, hidrofobia) mais frágeis. Mas mais do que isso, e como afirma Manuela Hasse, “as forças regeneradoras da água e, em especial, do mar, não cuidavam apenas de estimular o restabelecimento da saú- de dos que se encontravam debilitados. Face ao depauperamento da nação, o mar intervinha mais uma vez como um meio excepcional de recobrar os corpos e os homens, de permitir que o bem, expresso na saúde, se afirmasse, de levantar um país dominado pelo abatimento”326.

320 Luís Pereira da Costa, Banhos de Mar. Elementos de Hydrotherapia Marítima, Coimbra, Imprensa da

Universidade, 1882, p.20. Citado em João Miguel Rodrigues Henriques, pp.54-55.

321 Manuel Joaquim Moreira Coutinho, “Memória sobre o uso dos banhos de mar”, Jornal da Sociedade das

Sciencias Médicas de Lisboa, T.V, Lisboa, Julho 1849, p.51. Citado em Maria Luísa M. Afonso Martins, pp.15-16.

322 Da mesma opinião é a personagem do marido que, num folheto de cordel publicado em 1825, proibe a

mulher de ir aos banhos, alegando que os médicos os recomendam para arranjarem clientes no Inverno, devi- do às doenças que os banhos provocam. - Os Banhos do Mar ou Os Olhos de huma Senhora Banhados em

Lagrimas, por se ver contrariada no desejo de hir a elles, Porto, Typ. à Praça de S. Thereza, 1825, p.8.

323 Paula M. Pereira de Oliveira Dias, p.183.

324 Como aponta Maria Luísa M. Afonso Martins, regista-se no começo do século XIX em Portugal uma preo-

cupação crescente com os “problemas de higiene, da conservação da saúde e da prevenção da doença por parte do poder político-administrativo e da opinião pública” (a Junta da Saúde é criada em 1813), em grande parte devido às epidemias que assolaram as populações das cidades. – Maria Luísa M. Afonso Martins, p.12.

325 Dada a extrema fragilidade do corpo infantil, o Guia do Banhista ou Breves Reflexões Therapeuto-

Hygienicas a respeito dos Banhos de Mar opõe-se, por exemplo, ao “banho de choque” nas crianças, dando o exemplo da Inglaterra e do Norte da Europa, em que as “mães banham os filhos em água fria (...) prevenindo assim as escrofulas, o rachitismo, as convulsões e a epilepcia, tornando-os por esta forma menos impressiona- veis às variações atmosphericas; mas não o fazem d’uma maneira subita, o que condemnamos; principiam por agua morna, diminuindo-lhe gradualmente a temperatura até a da atmosphera” (pp.13-14).

326 Manuela Hasse, O divertimento do corpo. Corpo, lazer e desporto na transição do séc.XIX para o séc.XX,

Este era um discurso que se tornaria hegemónico a partir da segunda metade do século XIX, como veremos a seguir.

4.2. A nova concepção do corpo pela burguesia

Já vimos como as classes burguesas constituíram um paradigma social da vilegiatura marítima. Mas mais do que isso, a burguesia veiculava uma concepção do corpo que, aliada ao discurso médico, se tornaria um paradigma em Portugal durante a segunda metade do século XIX e, pelo menos, nas duas primeiras décadas do século XX.

Este processo de racionalização do corpo iniciou-se, como explica Helena Machado, no século XVIII sob a égide da aristocracia e não da burguesia. Segundo Norbert Elias (O Processo Civilizacional), os padrões comportamentais da aristocracia europeia ter-se-iam delineado entre o final da Idade Média e o século XVII, padrões estes caracterizados por uma separação rigorosa dos comportamentos e dos espaços “públicos” e “privados” e por uma necessidade simultânea de “controlo das pulsões”. A socióloga defende então que a estadia na praia e o contacto com a natureza em estado puro – nomeadamente com o mar – foi uma con- sequência desta necessidade de padronização dos comportamentos aristocráticos; sob a égide do discurso médico, a ida à praia começou a ser vista pela aristocracia como uma espécie de “terapia do corpo e da alma”, ou seja, uma forma de educar os corpos no sentido de uma racionalização dos “sentimentos e das energias biológicas” e de uma consciência moral327.

Por outro lado, na transição do século XVIII para o século XIX ter-se-ia assistido em Portugal a um crescente predomínio dos “valores do trabalho, sobriedade de comportamentos e crítica à ociosidade e luxúria, que coincidiria com a ascensão das camadas burguesas”328. Segundo Jorge Crespo, esta ideologia teria sido acompanhada por uma nova concepção do corpo: disciplinado e robusto, vocacionado para o trabalho e para o progresso, o mais resis- tente possível às enfermidades, não desperdiçador de energias e moralmente fortalecido329. A concepção burguesa do corpo, ao invés de ver no corpo do aristocrata um corpo disciplinado

327 Helena Machado, p.61. 328 Idem.

329 Jorge Crespo, A História do Corpo, Lisboa, Ed. Fragmentos, 1990, p.273. “Considerava-se que os homens