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Une forte dynamique en termes de réseaux

Partie 2 : géographie de la libéralisation du ciel libéralisation du ciel

6. Les stratégies des compagnies

6.2. Une explosion de l’offre et une diversification des routes routes

6.2.2. Une forte dynamique en termes de réseaux

A evolução da paisagem é determinada em grande parte pelo Homem, o principal ator nas na mudança da ocupação e uso do solo. Neste sentido, o estudo das dinâmicas socioeconómicas geradas no território é um fator chave na perceção e na simplificação da complexidade do sistema ambiente-Homem.

As dinâmicas populacionais relacionam-se com a perda e envelhecimento populacional segundo os dados estatísticos dos censos do INE de 1991, 2001 e 20011 (página 104, A I) para as freguesias da bacia hidrográfica do rio Vez. Em 1991, a população era de 30212 habitantes enquanto em 2001 e 2011 eram 27051 e 24430 habitantes respetivamente. A população residente entre 1991 e 2001 diminuiu na maioria das freguesias. As únicas freguesias que viram a sua população residente aumentar neste período foram Aguiã, Ázere, Guilhadeses, Paço, Prozelo, Salvador e Vila Fonche. A freguesia de Vila Fonche é a freguesia que sofreu o maior aumento da sua população residente (289 habitantes) e esta

inserida na zona periurbana do concelho de Arcos de Valdevez, sendo um local em desenvolvimento e com um crescimento urbano acentuado.

Os dados estatísticos de 2001 e 2011 indicam que a população residente seguiu a tendência de diminuição verificada no espaço temporal anteriormente analisado. Algumas freguesias foram exceção, contrariando a tendência e apresentando uma variação de população positiva. As freguesias que apresentam um saldo de crescimento positivo foram Giela, e novamente Guilhadeses, Paço, Parada, Salvador e Vila Fonche que continua com o maior aumento populacional. A população residente distribui-se principalmente na faixa etária dos 25 aos 64 anos. Entre 2001 e 2011, a população entre os 0-14 anos e 14-24 anos têm vindo a diminui e a população com mais 75 anos tem aumentado ressaltando o envelhecimento da população (Figura 5.8).

Figura 5.8 – Pirâmide etária da população residente (nº) da bacia hidrográfica do rio Vez para o ano 2001 (esquerda) e 2011 (direita). Fonte: INE, Recenseamento da População e Habitação.

A população empregada tem aumentado, em 2001 eram apenas 8647 num total de 27051 habitantes e em 2011 13256 em 24430 habitantes. O sector que marca de um modo determinante a atividade económica da população empregada da área de estudo segundo o recenseamento da população e habitação de 2001 é o sector primário como seria espectável, mais propriamente a agricultura, a produção animal, a caça e a silvicultura com cerca de 25,35% (2192 habitantes) empregues nestas atividades económicas. O sector da construção em 2001 também albergava uma consistente parte da população, cerca de 1586 habitantes (18,34 %).

O sector com menor número de empregados em 2001 é o sector das atividades financeiras. A data dos censos de 2011 houve algumas alterações nas atividades económicas mais praticadas na área estudo. A principal atividade da população foi a construção com 17,95% da população empregada (2380 habitantes) seguido das indústrias transformadoras com cerca de 2312 habitantes. O sector primário (agricultura, produção animal, caça, floresta e

1681 1669 5778 1746 1274 1645 1672 7120 2345 2121 0 - 14 anos 15 - 24 anos 25 - 64 anos 65 - 74 anos 75 e mais anos 8000 3000 2000 7000 2001 1351 1080 5641 1630 1441 1304 1099 6382 2228 2607 0 - 14 anos 15 - 24 anos 25 - 64 anos 65 - 74 anos 75 e mais anos 7000 2000 3000 8000 2011 Homem Mulheres

pesca) perdeu cerca de 10065 habitantes ficando com apenas 1127 (8,5%). Nestes censos ainda é possível destacar o aumento da população empregue no sector da informação e da comunicação que superou o setor da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca.

Sector agrícola

O sector agrícola em Portugal esteve sujeito às várias políticas como a Política Agrícola comum (PAC) na sequência da integração de Portugal na União Europeia (UE) em julho de 1985. A PAC trouxe ao sector a liberalização do comércio e dos preços agrícolas e a entrada de produtos comunitários a preços mais baixos, reforçando as taxas de queda da agricultura de sequeiro (Nunes et al., 2011). Foram vários os fatores que conduziram a progressiva perda de importância deste sector na economia familiar propiciando o êxodo rural que se verificou um pouco por toda a Europa7.

Com base no Recenseamento agrícola (1998, 1990 e 2009) podemos corroborar a diminuição da população agrícola nas freguesias da área de estudo. Esta diminuição é mais acentuada entre 1998 e 1990 e ocorre predominantemente nas freguesias localizadas nas zonas mais montanhosas e elevadas onde predomina a agricultura de montanha. Relativamente a escolaridade dos produtores agrícolas, a tendência é o aumento das habilitações desde 1998 até 2009 porém, a maioria apresenta apenas escolaridade básica.

Para analisar a distribuição dos produtores agrícolas por faixa etária (página 106, A III) foram usadas seis classes (15-24 anos, 25-34 anos, 35-44 anos, 45-54 anos, 55-64 anos e 65 anos ou mais). Os produtores agrícolas são envelhecidos, ocupam principalmente as últimas duas classes etárias. Em termos de efetivo animal, na sua maioria tem diminuído, principalmente os bovinos, suínos e aves (página106, A IV).

Sector florestal

A estrutura da floresta em Portugal é resultante das políticas aplicadas a este setor nos últimos anos, particularmente a partir do século XIX. A florestação foi durante mais de um século a componente principal da política florestal em Portugal e foi conduzida tendo em

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Os principais fatores que determinaram o abandono das zonas agrícolas foram: a liberalização dos mercados, incapacidade de modernização de grande parte dos agricultores portugueses (devido ao clima mediterrânico, ao relevo ondulado e aos solos pouco profundos e pobres), o trabalho neste sector ser descontínuo e fortemente dependente dos processos naturais e dos mercados e a ausência de mão-de-obra qualificada e especializada (Silva, 2000). A diminuição e envelhecimento da população nas zonas rurais e a procura de atividades com maiores rendimentos e que proporcionas

conta a estrutura e o regime da propriedade. Foram várias as políticas aplicadas as florestas portuguesas como a florestação das terras sob o domínio público: a arborização das dunas costeiras (propriedade do direito público) e seguiu-se no fim do século a florestação dos baldios (propriedade comunal) nas montanhas do Norte e do Centro do país (Coelho, 2003). Apenas nos anos sessenta do século XX o Estado iniciou políticas de suporte a florestações em propriedades privadas, especialmente no Sul onde predominam as grandes propriedades. Com o Programa Florestal do Banco Mundial foi significativamente aumentado o património florestal na posse das indústrias ligadas ao sector da pasta de papel e apenas nos últimos 20 anos foi iniciado um plano tendo permitido um significativo incremento da área florestal em pequenas propriedades nas regiões do Norte e do Centro (Coelho, 2003).

Em Portugal, desde 1986 diversos programas da União Europeia (UE) têm vindo a apoiar projetos de florestação portugueses. Como resultado, a área florestal aumentou desde então (Tomaz et al., 2013). Atualmente em Portugal a maior parte da área floresta pertence a pequenos proprietários não profissionais, a proprietários que são, em simultâneo, pequenos agricultores e a comunidades locais (baldios). De acordo com o 6º Inventário Florestal Nacional (ICNF, 2013), a floresta Portuguesa é composta principalmente pelo eucalipto representa a maior área do país (812 mil ha; 26%), o sobreiro a segunda (737 mil ha; 23%), seguido do pinheiro-bravo (714 mil ha; 23%). A área ocupada por espécies resinosas corresponde a 31% da floresta portuguesa, sendo a restante (69%) ocupada por espécies folhosas.