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5.2 Robustesse des autres concepts de solution

5.2.3 Destruction du cœur

3(SARMA, 2016, s.p)

A evolução tecnológica assistida presentemente, torna possível cada vez mais a ligação entre o mundo virtual e as pessoas, entre as pessoas e os produtos e entre os próprios produtos. Cada vez mais os produtos vão estar interligados, gráfico 2, e, num futuro próximo, em 2020, estima-se mesmo que a quantidade de produtos interligados aumente para cerca de 50 biliões, demonstrando a constante evolução tecnológica e crescente utilização de produtos inteligentes (MORGAN, 2014 apud SMITH et al, 2015, p.43; BASENESE, 2014, apud SMITH et al, 2015, p.48).

Gráfico 2 - Produtos que atualmente já estão ligados ao conceito da Internet das coisas. (ASHTON, 2016, s.p.)

A interligação entre o mundo real e o mundo virtual tornou-se possível através da internet das coisas, um dos conceitos mais debatidos nos dias de hoje. (PELLET, 2015, p.59). A internet das coisas, IoT, é a ligação inteligente que une tudo no mundo desde as pessoas, a produtos e informações, mais propriamente:

3 T.L. “E se cada (...) aparel-

ho doméstico (...) estivesse ligado à internet?”

(GONÇALVES & MACHADO, 2016, p.16)

Ao tornar os produtos mais inteligentes, ao contribuir para uma automatização com mais capacidades, mais adaptada e com mais informação, a internet das coisas possui sete características, assinaladas na figura 6.

Figura 6 - As sete características da IOT (adaptado de ASHTON, 2016, s.p.).

O avanço tecnológico e a utilização de produtos inteligentes, que utilizam a internet, trouxeram novos mecanismos, técnicas e sensores, com a capacidade de recolha de informações sobre posicionamento, mapeamento, movimento e espaço, e possibilitaram o desenvolvimento de produtos adaptados e personalizados às necessidades dos utilizadores com incapacidades ou restrições, físicas, sensoriais e cognitivas, permitindo, por exemplo, deslocarem-se e

“Coisas” - sensores; - aparelhos inteligentes. Ação - automatização Análise da informação - recolha e análise da informação para acio- nar uma ação;

- análise da infor- mação recolhida inteli- gente e eficiente. Comunicação - transporte da infor- mação; - facilidade de acesso à informação salvaguar- dada em “nuvens” e por quem é acedida.

Ecossistema

- poder de decisão e ação autónoma com base na análise de informação feita.

Conectividade

- ligação através de internet do aparelho e entre vários aparelhos.

Valor humano

- Objetos inteligentes levam a benefícios para todos os stake- holder, através de apli- cações e transmissão de experiências.

INTERNET

DAS

COISAS

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relacionarem-se melhor com o ambiente em seu redor. (ROE, 2007, p.5). Estas capacidades destes produtos e equipamentos inteligentes estão a contribuir para uma melhor eficiência, eficácia e adaptação dos mesmos proporcionando uma melhor qualidade de vida para o utilizador. Todavia esta eficácia só é possível se tanto o produto como o seu interface forem concebidos para uma experiência positiva do utilizador.

A internet das coisas está a afetar cada vez mais todos os aspetos da vida quotidiana das populações. (SARMA, 2016, s.p.) Ao ser aplicada e usada na saúde, os utilizadores podem beneficiar de um serviço com mais qualidade e também mais adaptado às suas necessidades, contribuindo para uma melhor monitorização da saúde e dos cuidados preventivos. (CRITICAL SOFTWARE, 2017, s.p.).

Atualmente, a internet das coisas tem um grande impacte e um papel fundamental nesta nova fase, que se designa como a 4ª Revolução industrial ou Indústria 4.0, sendo um conceito que possibilita e contribui para a integração de soluções tecnológicas economicamente sustentáveis e inovadoras, sendo, por isso, o grande conceito no presente e futuro. (GONÇALVES & MACHADO, 2016, p.16).

O rápido aumento da existência de produtos e equipamentos interligados tem tanto benefícios como riscos e preocupações relativas a questões éticas e de privacidade, então, “How ‘smart’ is it to let the Internet of Things pervade everything in our lives, without active and purposeful design?” 4 (SARMA, 2016, s.p.) Atualmente, a informação e os dados dos serviços e produtos relacionados com a IoT encontram-se ainda um pouco vulneráveis em termos de segurança e suscetíveis a qualquer intrusão, tratando-se ainda de um sistema bastante frágil e com algumas lacunas a este nível. (ROZENFELD, 2014, apud SMITH et al, 2015, p.45; WEBER et al, 2010, p.44)

11.3.1 - Ética e Legislação

Sendo a IOT um tema ainda frágil e em constante debate nos dias de hoje é importante esclarecer que, tal como existem benefícios, existem igualmente ainda algumas lacunas e riscos que devem ser contornados especialmente pelos chamados stakeholders (WEBER et al, 2010, p.44) envolvidos nos serviços, pois é um facto que:

“(…)digital world will be a strong urge that is hard to resist in a society that is fascinated with technology, however it is necessary at least to look at the risks, as well as the benefits (…)” 5 (SMITH et al, 2015, p.49).

4 T.L. “O quão inteligente é

deixar a internet das coisas impregnar tudo nas nossas vidas, sem um design ativo e com propósito?”

5 T.L. “(...) o mundo digital

será um forte impulso que é difícil de resistir numa so- ciedade que é fascinada pela a tecnologia, no entanto, é necessário pelo menos ex- aminar os riscos, bem como os benefícios (...)”

39 Design de Equipamento de Apoio ao Idoso na Habitação

O facto de existirem equipamentos e produtos inteligentes distintos implica que a informação é também diferente de produto para produto. Eventualmente, na criação de um produto e serviço deverá ter-se em conta protocolos de segurança e documentação que será encriptada, o que só é possível através de uma equipa multidisciplinar, pois é necessário a inclusão de especialistas na área da programação que garantam que o produto permaneça seguro e eficaz.

O facto de existir uma partilha de dados, cada vez mais acelerada, e uma enorme diversidade de aparelhos conectados entre si permite que todos os dados, que foram personalizados a fim de se adaptarem ao utilizador, sejam divulgados e fiquem expostos. Para evitar tais inconvenientes e para manter uma utilização destes produtos inteligentes, segura e correta, será necessário criar novos procedimentos, padrões e práticas éticas, tais como: acordos sobre a arquitetura e estrutura dos sistemas; a criação de padrões e normas relativas aos procedimentos e melhores opções a nível da estrutura dos sistemas; a criação de uma espécie de base de dados, onde fiquem destacadas as melhores práticas para que sejam utilizadas como referência e possam ser ainda mais aperfeiçoadas e progredirem de forma a criar, por isso, um sistema mais seguro (SARMA, 2016, s.p.).

Existem ainda outras contrapartidas, como, por exemplo, o facto de um produto conseguir reter informações relativas à saúde do utilizador e poder disponibilizá- las a um centro de controlo de doenças, o que poderá ajudar a perceber a origem de determinada epidemia e inclusivamente a controlá-la com mais facilidade, dado que estarão disponíveis mais informações sobre o seu início, possíveis causas, o que rodeia o meio ambiente nessa zona que possa ter causado ou contribuído para a epidemia, entre outros. Portanto, neste caso, poderá ser um benefício o facto de as instituições e centros poderem ter acesso a este tipo de informação, o que levanta a questão da privacidade, ou seja, até que ponto deerminado tipo de informação deve ou não ser privado. Daí a necessidade de serem criadas leis que tenham em conta esta problemática.

Para concluir, pode observar-se a tabela 1 que representa a análise SWOT aplicada à internet das coisas, de forma a compreender melhor os prós, bem como os contras.

A internet oferece imensos benefícios e deve enfatizar-se principalmente o facto de permitir a personalização mais rápida e eficiente dos serviços aos seus utilizadores, neste caso os idosos, que beneficiariam imenso, na sua vida quotidiana, com serviços mais adaptados e funcionais. De facto, a internet, apesar de já não ser algo totalmente estranho para os idosos, continua a ser vista como um sistema complicado, o que não os motiva a utilizar esses sistemas. Portanto, é necessário começar com um produto mais intuitivo, simplificar as funções, começando, por exemplo, apenas com uma função na fase inicial, e criar uma forma ou métodos de aprendizagem rápidos, o que se torna ainda mais fácil se o produto já for mais adaptado às suas necessidades. Outra questão relevante é

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o contacto familiar, que cada vez é mais escasso, existindo idosos sem qualquer apoio familiar ou que não têm familiares próximo. A internet das coisas constitui assim uma oportunidade de reduzir esse isolamento, ao permitir que os familiares consigam apoiar à distância os seus idosos, através, por exemplo, de uma aplicação que o produto comporta, ou seja, o idoso beneficia de um produto adaptado a ele, mas sabe que, caso surja algum problema relativamente à medicação, os seus familiares também terão acesso a essa informação rapidamente, através da referida aplicação.

Tabela 1 - Análise SWOT sobre a utilização da internet das coisas e responsabilidade social. (AUTORA, 2017)