• Aucun résultat trouvé

Convergence et déterminant de la croissance

2 Croissance économique et convergence

2.3 Convergence et déterminant de la croissance

Ao longo dos anos, um número crescente de estudos tem tentado analisar a potencial influência do exercício físico na idade biológica, capacidade funcional e saúde do idoso. Assim, diferentes estudos têm demonstrando que o declínio físico e funcional associado ao envelhecimento pode, mesmo em sujeitos com idades extrema, ser revertido através do exercício físico (Carvalho & Mota, 2012).

Assim sendo, o melhor é dar ao corpo algo para ele fazer, pois não há nada pior do que o sedentarismo, isto porque a ausência de exercício leva a perda de mobilidade em todos os músculos do corpo, aumento da gordura muscular, diminuição da capacidade

respiratória, aumento da tensão arterial, do risco de diabetes, do colesterol, perda de cálcio nos ossos, entre outros (Chopra, s/d, cit.in Félix, 2013).

Na linha de argumentação que vem sendo apresentada, é indubitável que um aumento na actividade física formal e não formal pode vir a ser uma estratégia preventiva efectiva, tanto para o indivíduo como para a sociedade, sendo uma forma de melhorar a saúde pública (Carvalho & Mota, 2012). A capacidade do idoso realizar as suas tarefas quotidianas reduz-se substancialmente com o decurso dos anos. Esta redução resulta das alterações produzidas em todos os órgãos e sistemas biológicos, bem como dos factores sociais e psicológicos que decorrem simultaneamente com esta degenerescência funcional. No entanto, as manifestações de insuficiência evidenciadas por este grupo populacional é mais fortemente motivada pelo desuso funcional do que por uma falência efectiva das capacidades físicas, motoras e intelectuais (Carvalho & Mota, 2012). Efectivamente, é precisamente a falta de exercício que provoca deterioração. Contudo, é possível melhorar a utilização das faculdades próprias mediante a adequada exercitação até uma idade avançada (Osorio, 2004).

Assim, a actividade física surge como elemento potenciador da qualidade de vida da pessoa idosa, na medida em que o seu nível de independência funcional ou de qualidade de vida está dependente da sua capacidade de manter autonomamente as diferentes facetas da sua actividade diária (Carvalho & Mota, 2012).

Seguindo esta linha de pensamento, também Araújo (2011) ressalta a importância de se conservar a saúde e independência à medida que envelhecemos através da prática de actividade física, a qual é percebida como sendo “todo o movimento de vida diária, incluindo o trabalho, a recreação, o exercício físico e as actividades desportivas” (López, 2002, cit. in Araújo, 2011, p.13).

Vaillant (2003, cit. in Araújo, 2011) salienta que dos diversos estudos desenvolvidos nos últimos anos para tentar descobrir o que contribui para um envelhecimento com qualidade e activo, todos apontam a prática de actividade física como um dos factores essenciais. Assim sendo, é indubitável que a prática de actividade física está intimamente ligada a um envelhecimento saudável e é na inactividade que está a origem

de muitas patologias, sobretudo aquelas normalmente associadas ao processo de envelhecimento (López, 2002, cit. in Araújo, 2011).

Segundo alguns estudos, a prática de pelo menos 30 minutos de exercício melhora a oxigenação cerebral e a realização destes exercícios em três blocos de 10 minutos é suficiente para obter benefícios para a saúde (Azevedo & Teles 2011). Assim, o exercício físico regular pode ter efeitos positivos na memória, capacidades de raciocínio e tempo de reacção (BetterHealth, 2008, cit. in Azevedo & Teles 2011).

Neste âmbito, outras pesquisas realizadas desde 1960 no Centro de Gerontologia Claude-Bernard evidenciam que uma actividade desportiva mantida ao longo da vida favorece uma notável acção sobre o envelhecimento de certas funções, nomeadamente sobre o intelecto e o comportamento (Bize & Vallier, 1985).

Clarkson-Smith e Hartley (1989, cit. in Fonseca, 2004) também abordaram a relação entre exercício físico e as capacidades cognitivas dos idosos e concluíram que os idosos que praticam exercício físico tinham melhores resultados em medidas de raciocínio, memória activa e tempo de reacção.

Assim, o exercício físico parece relacionar-se, com a velocidade de resposta, o qual se reflecte positivamente nos resultados de desempenho cognitivo e nas medidas de capacidade cognitiva (Fonseca, 2004). Para além disso, Clarkson-Smith e Hartley (1989, cit. in Fonseca, 2004) também defendem a ideia de que a perda de vigor físico associada ao envelhecimento é consequência do estilo de vida sedentário de muitos idosos, apresentando muitos dos sintomas associados à velhice uma forte correlação com a inactividade física e resultado em mudanças neuro-fisiológicas que reforçam os factores psicogénicos que estão na origem dessa mesma inactividade.

Outra via pela qual a actividade física exerce influencia sobre o funcionamento cognitivo é sugerida por Rogers, Meyer e Mortel (1990, cit. in Fonseca, 2004), os quais constataram, ao longo de um período de quatro anos, que os reformados inactivos mostram um declínio acentuado na circulação sanguínea cerebral, obtendo simultaneamente piores resultados em testes cognitivos.

Na linha de argumentação que vem sendo apresentada, é unânime a opinião dos diferentes autores aqui apontados sobre as consequências da actividade física ao longo da vida e principalmente na terceira idade. Nesta lógica, a sua manutenção representa um desafio e quase um dever para todos (Jacob, 2007), porque o desenvolvimento de actividades físicas, mantendo constante a sua prática, apresenta muitas vantagens a nível fisiológico, psicológico e social, que contribuem para um envelhecimento activo (Araújo, 2011).

Contudo, é preciso adaptá-la às necessidades e às possibilidades de movimento de cada pessoa e de cada grupo etário (Geis, 2003), pois, não há idade limite para a actividade física, desde que não exija um esforço demasiado (Bize & Vallier, 1985). A principal diferença entre actividade física para jovens e para pessoas idosas reside na estrutura, a forma de realizar e apresentar a actividade em si e o seu planeamento didáctico (Geis, 2003). Assim sendo, uma actividade física adaptada e compensatória pode ajudar a prevenir algumas alterações patológicas, quer anatómicas quer funcionais, e a lidar melhor com aqueles que, normalmente, acompanham o passar dos anos (Araújo, 2011). Não se trata de rejuvenescer, mas de envelhecer da melhor maneira possível (Araújo, 2011).

Fiataroneetal (1990, cit. in Jacob, 2007, p. 54) salienta que indivíduos com mais de 90 anos podem conseguir ganhos de força durante um período de treino de oito semanas. Por conseguinte, o aumento da força e da capacidade funcional podem melhorar a qualidade de vida até mesmo de indivíduos com doenças crónicas (Jacob, 2007).

Sendo assim, é essencial que todas as semanas os idosos pratiquem algum tipo de exercício físico, porque as pessoas que o fazem, quer isso envolva treinos intensos ou somente um longo passeio regular, sentem-se mais saudáveis, com mais auto-confiança, que por sua vez reforça a auto-estima, e desfrutam melhor da vida (Fontaine, 1996, cit. in Lima, 2004).

Nesta lógica, o movimento corporal é muito importante pelo facto de ajudar a pessoa idosa a criar, a sentir e a expressar-se; quanto mais vivências corporais e propostas de movimento se oferecerem, mais segurança corporal terá e mais autónomo e disponível estará (Zimerman, 2000).

Efectivamente, ninguém duvida da importância da estimulação física. A necessidade de exercícios físicos está mais do que provada pelos cardiologistas, ou profissionais de outras áreas de saúde contribuindo para retardar o declínio dos sistemas fisiológicos. Assim sendo, o que se pretende na estimulação física é incentivar a prática de exercício físico e sensibilizar para os vários benefícios que ela acarreta (Zimerman, 2000).

Em suma, um corpo sadio e flexível possibilita uma vida mais activa, autónoma e variada, assim como uma longevidade de melhor qualidade e as propostas de movimento serão uma mais valia para minimizar os efeitos negativos do envelhecimento e levar as pessoas a viverem em melhores condições (Araújo, 2011; Carvalho & Mota, 2012; Jacob, 2007).

CAPÍTULO III– METODOLOGIA

Após a reflexão teórica realizada e sintetizada previamente ao longo deste capítulo serão identificadas as perguntas de partida que conduziram a investigação, o objectivo geral e os objectivos específicos do estudo, a caracterização sócio-demográfica dos participantes, bem como os instrumentos de recolha de informação e respectivos procedimentos. São igualmente explicitadas as metodologias utilizadas no estudo empírico.