4. Les païens saxons dans l’imaginaire carolingien
5.2. Consensus et contradictions dans les sources
As tarefas do pré-teste foram aplicadas para todas as 44 crianças. As tarefas foram: segmentação de pseudopalavras em fonemas, leitura de pseudopalavras e escrita de pseudopalavras.
Para a permanência no estudo a criança poderia: 1) segmentar em fonemas no máximo três pseudopalavras formadas por consoante-vogal (CV), vogal-consoante (VC), consoante-vogal-consoante (CVC); 2) ler no máximo três pseudopalavras; 3)
escrever no máximo três pseudopalavras. Vejamos, detalhadamente, como ocorreu a aplicação de cada uma das tarefas do pré-teste.
5.2.2.1. Segmentação de pseudopalavras em fonemas
A pesquisadora mostrou fotos com as imagens de bocas (chamadas neste estudo de imagens de articulação fonêmica), cujos movimentos podiam ser visualizados quando cada boca pronunciava os sons das letras-alvo. “Eu vou dizer uma palavra maluca e você vai tentar apontar para mim as fotos que mostram as bocas dizendo cada som da palavra. Se você não souber, não tem problema, só me diga que não sabe tudo bem?” Foram utilizadas 12 pseudopalavras, sendo três pseudopalavras formadas por
vogal-consoante (VC), três pseudopalavras formadas por consoante-vogal (CV) e seis pseudopalavras formadas por consoante-vogal-consoante (CVC), descritas abaixo:
Foi dito às crianças que as palavras utilizadas na atividade eram “malucas”. Elas foram inventadas pela pesquisadora e não tinham significado, mas podiam ser escritas e lidas quando as letras ficavam juntas. Não foi dito “pseudopalavra”, porque a criança não saberia o significado desse termo e, por esse motivo, foi usado o termo “palavra maluca”.
Nesta tarefa foram mostrados para a criança os movimentos da boca ao pronunciar determinados sons. Em seguida, a pesquisadora disse as pseudopalavras (uma de cada vez). Pediu à criança que repetisse a pseudopalavra dita e que retirasse as letras usadas para escrever aquela palavra maluca. Por último, a criança tinha que retirar o cartão com a imagem da boca correspondente à pronúncia de cada som da letra que compunha a pseudopalavra. Por exemplo, na pseudopalavra “VO” a criança deveria
VC = OL – AM – ES CV = VO – DI - ZA
CVC = BOS – NEL – TOS –
retirar as letras usadas para escrever a pseudopalavra V + O, depois, deveria retirar o cartão com a imagem da boca pronunciando o fonema /v/ e depois retirar o cartão com a imagem da boca pronunciando o fonema /o/. O mesmo procedimento foi realizado com todas as pseudopalavras. Cada acerto ou erro cometido pela criança foi anotado na folha de respostas. O critério para inclusão foi o acerto de no máximo três pseudopalavras segmentadas corretamente.
Antes de iniciar o programa de intervenção foi interessante para nós, detectar nas provas do pré-teste se as crianças, de fato, não tinham desenvolvido a consciência fonêmica.
Abaixo, apresentamos algumas frases ditas pelas crianças no momento da aplicação da tarefa de segmentação.
Vejamos o exemplo: “VO”
/v/= V /o/= O
“Eu nunca vi isso, não.” [referente à
tarefa de segmentação]
“Eu não sei. Nunca fiz essa atividade na escola.”
[referente à tarefa de segmentação]
“Eu não sei. Você me ensina?” [referente à
tarefa de segmentação]
“Eu não sei. A letra tem som?” [referente à tarefa
de segmentação]
V O
5.2.2.2. Leitura de pseudopalavras
A pesquisadora formou pseudopalavras utilizando as letras móveis e pediu para a criança fazer a leitura da pseudopalavra formada (foi formada uma pseudopalavra de cada vez). “Eu vou formar uma palavra maluca com estas letras coloridas e você tentará ler. Se você não souber ler, não tem problema, apenas me diga que não sabe.”
Foram utilizadas nove pseudopalavras, sendo três formadas por vogal-consoante (VC), três formadas por consoante-vogal (CV) e três formadas por consoante-vogal-consoante (CVC). Para ser incluída na pesquisa a criança poderia ler no máximo três pseudopalavras, descritas a seguir:
Seguem duas frases ditas pelas crianças durante a realização da tarefa de leitura:
Importante: a pesquisadora disse, novamente, à criança que as palavras utilizadas eram “malucas” e explicou o motivo de serem chamadas dessa forma, assim como fez na tarefa 1.
VC = IM – IS - AL CV = JU – TI – MO
CVC = DEN – FAL - MOS
“Não dá para ler essas palavras, elas estão incompletas.” [referente
à tarefa de leitura]
“Essa palavra com três letras eu não sei ler, só quando tem duas letras.”
5.2.2.3. Escrita de pseudopalavras
A pesquisadora disse uma pseudopalavra e a criança escolheu as letras usadas na escrita da pseudopalavra. “Eu vou dizer uma palavra maluca e você vai pegar as letras que devemos usar para escrever essa palavra, OK?” Foram utilizadas nove
pseudopalavras, sendo três formadas por vogal-consoante (VC), três formadas por consoante-vogal (CV) e três formadas por consoante-vogal-consoante (CVC). Para ser incluída na pesquisa a criança poderia escrever no máximo três pseudopalavras.
Importante: A pesquisadora, novamente, falou com as crianças a respeito das palavras malucas, conforme já havia feito nas tarefas “1” e “2” do pré-teste.
5.2.2.4. Seleção do grupo de intervenção (GI) e do grupo
controle (GC)
Após terem sido realizadas as tarefas de seleção e as tarefas do pré-teste, a pesquisadora escolheu aleatoriamente as crianças que ficariam no grupo de intervenção (GI) e as que ficariam no grupo controle (GC).
Foi excluída uma criança da amostra porque ela conseguiu segmentar, ler e escrever todas as pseudopalavras, contrariando assim, os critérios de seleção, pelo qual
VC = OM – AL – UZ VC = OM – AL – UZ
CVC = SIL – BAS - BOL
“Essas palavras eu não sei escrever, só essa com a letra “A” e essas com a letra “I”.
seriam incluídas as crianças que lessem no máximo três pseudopalavras, segmentassem no máximo três pseudopalavras e escrevessem no máximo três pseudopalavras.
Por conseguinte, tivemos 43 crianças participando do estudo e, não 44 crianças como tínhamos no início. Com a exclusão de uma criança a composição dos grupos ficou da seguinte forma: o grupo de intervenção (GI) foi formado por 22 crianças, sendo 6 meninos e 16 meninas e o grupo controle (GC) foi formado por 21 crianças, sendo 10 meninos e 11 meninas, conforme se vê na Tabela 1.
A idade cronológica variou de 69 meses com um desvio padrão de 4 meses, no grupo de intervenção (GI) a 68 meses com um desvio padrão de 3 meses no grupo controle (GC).
Assim, na Tabela 1 estão descritas as características da amostra com as 43 crianças que permaneceram até o final do estudo.
Tabela 1 – Características dos participantes
N (Número de
Participantes) Grupo de intervenção (GI) Grupo controle (GC) Total
Meninos 06 10 16
Meninas 16 11 27
Total 22 21 43