3. R´ esultats exp´ erimentaux et num´ eriques : R=1
3.2 H´ ematocrite : r´ esultats exp´ erimentaux et comparaison
3.2.2 Comparaison avec les simulations bas´ ees sur
Para a sexta atividade eu decidi convidar um profissional da área de exatas, pois a matemática é quase sempre um desafio para muitos alunos, e poder conversar com um profissional que trabalha com números poderia mostrar a importância da matemática para a vida profissional no futuro. Pensei em convidar um matemático, mas queria trazer um profissional que pudesse trazer uma dimensão mais material da importância da matemática. Foi assim que convidamos uma engenheira civil para visitar aquela terceira série. Preocupava- nos, eu à professora e a mim, que uma profissão ligada à matemática fosse mais complexa para eles entenderem e desse modo, eles poderiam não se interessar como se interessaram pelas profissões apresentadas até ali. Como de costume, um dia antes da visita da engenheira, os alunos elaboraram um roteiro de perguntas a serem feitas a ela. A visita da engenheira também nos causou grande surpresa devido à maneira com a qual ela conduziu a sua apresentação.
Ela convidou os alunos para medirem a sala de aula e também trouxe plantas de construções para eles conhecerem; assim, todos ficaram bastante interessados na profissão, principalmente aqueles que já nutrem uma simpatia pela matemática. Segue o registro contido em nosso relatório de estágio, onde descrevemos a atividade em questão.
REE2a – 12 de Junho de 2008.
Essa seria a primeira visita de um profissional da área de exatas que as crianças receberiam. Sendo assim, trabalharíamos nessa atividade os cálculos matemáticos bem como noções espaciais e também a diferença entre o projeto desenhado e sua execução.
A engenheira [nome da engenheira] deu uma verdadeira aula de engenharia para eles. Como ela fez o magistério quando jovem, preparou, pedagogicamente, sua apresentação: levou plantas de residências xerocadas para as crianças identificarem os cômodos, levou trena para junto com as crianças medir a sala de aula e fazer a planta da sala, levou fotos, caprichou no material. E eles adoraram!
A visita da [nome da engenheira] foi importantíssima no que diz respeito a desenvolver noções de espaço e também a leitura de desenhos técnicos, claro que em um nível básico. Mas trabalhar essa relação entre o desenho e o concreto estimula neles a possibilidade de materializar objetos imaginários, através dos cálculos da engenharia. Eles fizeram muitas perguntas à [nome da engenheira], e na despedida, retribuíram todo o carinho dispensado por ela com abraços e beijos. [nome da engenheira] propôs que as crianças visitassem uma obra dela nas imediações da escola, e ficou combinado que o passeio se realizará provavelmente no segundo semestre deste ano.
A seguir o registro contido no caderno da professora da sala.
CP1 - 14 de maio de 2008.
Hoje recebemos a visita da engenheira civil [nome da engenheira], que explicou muita coisa sobre sua profissão para as crianças; desenhou e mediu para montar a planta da sala de aula, trouxe ainda
2 plantas de residências para que as crianças conhecessem: uma mostrando a chamada “planta baixa” e outra onde cada aluno deveria localizar os cômodos dentro da planta.
Agora segue os registros contidos nos relatórios elaborados pelos alunos.
REA4 – 14 de Maio de 2008.
Hoje a engenheira civil [nome da engenheira] foi à escola falar sobre sua profissão. Ela respondeu as perguntas, depois mostrou duas fotos de uma ponte e de um prédio. Também deu duas folhas com casas, eu e a [nome da engenheira] medimos a sala, ela mede 7,00 metros de largura e 6,90 metros de comprimento.
REA4 – 14 de Maio de 2008.
A [nome da engenheira] explicou como construir uma casa, ela mostrou como se desenha uma casa lembrando que ela é engenheira civil. Aí a [nome da engenheira] deu um papel desenhado a casa, daí ela falou que para desenhar uma casa tem que ter paciência, tem vezes que o dono fala que a porta não é ali e ela tem que fazer o desenho tudo de novo.
REA4 – 14 de Maio de 2008.
Recebemos uma visita em nossa sala de aula, de uma engenheira civil. Ela nos ensinou como construir uma casa. Ela entregou 2 folhas para nós termos uma noção como é projetado tudo e também aprendemos que quando monta-se uma casa tem que ser de boa estrutura para não desmoronar.
REA4 – 14 de Maio de 2008.
A visita da [nome da engenheira] foi super legal, primeiro a Dona [nome da engenheira] um pouco da sua profissão, depois fizemos algumas perguntas para ela como:
O que te incentivou nessa profissão?
Seus pais apoiaram na escolha da profissão? Como é ser engenheira?
Aí, por penúltimo, mostrou algumas fotos de jornais que tinha prédios e pontes e mediu a nossa sala que os engenheiros chamam “planta baixa”.
Depois, por último, ela deu folhinhas para nós sabermos um pouco de engenharia. Eu gostei mais quando ela falou sobre sua profissão.
REA4 – 14 de Maio de 2008.
[nome da engenheira] explicou sobre sua profissão, depois nós fizemos muitas perguntas, depois ele deu para nós duas folhas que se chamam planta baixa, depois nós pintamos as plantas baixas, e ela nos explicou que para ser engenheira civil precisa estudar muito e saber matemática.
Considero que a visita da engenheira reforçou nos alunos a importância do que se aprende na escola para a escolha de determinadas profissões.
Com a primeira atividade, foi possível identificar a importância da autonomia no aluno, com a segunda, a importância do toque nas relações de ensino-aprendizado, com a terceira, ficou evidente a importância dos valores das ações humanas. Na quarta, foi possível extrair a importância da família no processo educativo das crianças, na quinta atividade, identificou-se a importância das atitudes que podem ser tomadas diante de um problema.
Partindo de uma perspectiva de que o que se aprende na escola é para a constituição da autonomia do sujeito e sua integração com a sociedade, a sexta atividade trouxe consigo a importância do aprendizado escolar na vida de cada sujeito. Talvez por estar ligada à matemática, talvez por ser uma profissão que materializa os conceitos matemáticos e por dar forma e materialidade aos cálculos, a visita de uma engenheira ressaltou a importância do aprendizado escolar na vida de cada um que por ela passa. Todos os alunos compreenderam que a escola é importante para se tornar um bom profissional, seja ele de qual área for, e a sexta atividade deu sustentação a essa concepção. Acerca desta perspectiva do ensinar para o desenvolvimento humano, Sforni e Galuch (2006, p.1) afirmam que esta “requer a apropriação de conhecimentos para que estes se transformem em instrumentos simbólicos mediadores entre o sujeito e a sociedade”.
Os alunos puderam perceber na fala da engenheira que o estudo é importante para se tornar um profissional no futuro. Eles puderam perceber que o tempo dispensado na escola tem a sua relevância para o futuro deles. Sobre a importância do conhecimento sistematizado aprendido na escola, Sforni e Galuch (2006) explicitam:
Sabe-se que ao ingressar na escola, o aluno possui um saber espontâneo, adquirido nas experiências vividas em diferentes situações e espaços sociais. A escola trabalha com o conhecimento científico e, ao transmitir determinado conteúdo, transmite, também, formas de pensar, analisar, reelaborar e agir. É importante ressaltar, ainda, que para se posicionar, conscientemente, diante de qualquer fato, fenômeno ou conceito, é imprescindível o saber sistematizado. É difícil, por que não dizer impossível, o aluno emitir opiniões que ultrapassem o conhecimento empírico, imediato, se os conceitos espontâneos, que ele adquiriu em situações da sua vida cotidiana, forem tomados como pontos de partida e de chegada (SFORNI E GALUCH, 2006, p.5).
Contextualizar a relevância dos aprendizados escolares na vida adulta dos alunos enquanto cidadãos era um dos objetivos do Projeto Profissões, e foi bom perceber que mais uma vez o projeto conseguiu cumprir com sua especificidade, que era proporcionar novas experiências para os alunos, transformando o cotidiano deles e trazendo a importância da escola para a construção do futuro de cada um deles.