• Aucun résultat trouvé

Bénéfice de l’accompagnement par le formateur, le conseiller IPT

7. ANALYSE DES DONNEES ET DISCUSSION

7.7 Autres facteurs ayant joué un rôle dans l’évolution de la posture des candidats en cours

7.7.1 Les soutiens sociaux

7.7.1.2 Bénéfice de l’accompagnement par le formateur, le conseiller IPT

Para a caracterização dos perfis da Professora A e Professora S, utilizamos, parcialmente, o “Questionário do professor”60

, do ano de 2013, parte integrante dos processos avaliativos do SAEB e PROVA BRASIL, o qual busca coletar dados acerca da formação profissional, das práticas pedagógicas e do perfil socioeconômico e cultural dos professores das turmas em que a avaliação foi aplicada, instrumento que se articula aos anos/séries em que se realiza esse estudo, por isso, julgamos pertinente para traçarmos os perfis dessas docentes.

Para tanto, das questões trazidas nesse instrumento de coleta de dados, consideramos, para esse trabalho, os aspectos relativos: à faixa etária; à escolaridade, ao tempo de serviço no magistério, ao vínculo empregatício, à carga horária de trabalho semanal, à participação em atividades de desenvolvimento profissional, à necessidade de aperfeiçoamento profissional, à utilização de recursos audiovisuais e didáticos, à integração da equipe escolar, a problemas na aprendizagem, ao uso do livro didático, ao uso do tempo, às práticas pedagógicas de Língua Portuguesa.

Em relação à faixa etária, a Professora A estava na faixa de 30 a 39 anos, e a Professora S, na faixa de 40 a 49 anos. Quanto à formação acadêmica, ambas possuíam formação em Licenciatura em Letras e obtiveram esse nível de escolarização num intervalo que ia de oito a catorze anos. A Professora A cursou o nível superior em Instituição Pública Federal e a Professora S em Instituição Privada. A professora A cursou a Pós-Graduação stricto senso, em nível de mestrado, na área de Educação, com ênfase em Ensino de Língua Portuguesa, também em Instituição Pública Federal. A Professora S cursou a Pós-Graduação lato senso, nível de Especialização, também na área de Educação, com foco em Linguística e Letramento, em Instituição Privada.

As professoras A e S não exerciam outra atividade remunerada além da atividade docente. Ambas possuíam o mesmo tempo de atuação na docência, na Rede Estadual de Ensino de Pernambuco, o qual estava intervalado entre seis e dez anos, na condição de estatutárias. A professora A estava lotada na Escola 161 desde o período em que iniciou suas atividades docentes na Rede Estadual, entre seis e dez anos, e trabalhava apenas nessa escola, com quarenta horas de

60

Em anexo.

61 Espaço em que realizamos as observações das aulas da Professora A e que, por questões de sigilo, chamaremos de

carga horária semanal. A professora S tinha menos tempo na Escola 262, entre um e dois anos, e trabalhava em duas escolas, com mais de quarenta horas de carga horária semanal. Em relação ao tempo de atuação no nono ano do Ensino Fundamental, a Professora A estava no seu primeiro ano, já que sua experiência era predominantemente no Ensino Médio. A Professora S, por sua vez, atuava entre seis e dez anos nessa etapa de escolarização. Mesmo possuindo carga horária semanal de trabalho diferente, ambas as docentes afirmaram dedicar 1/3 da carga horária semanal para a realização de atividades extraclasse (formação e estudo, planejamento, produção de recursos didáticos, etc.).

Em relação ao desenvolvimento profissional docente, considerando os últimos dois anos, e os impactos produzidos por atividades como cursos e oficinas sobre metodologias de ensino na área específica de atuação e sobre outros tópicos em educação, a Professora A afirmou ter participado de tais cursos, mas que estes produziram um pequeno impacto. A professora S também afirmou ter participado desses cursos e que eles produziram um impacto moderado. Em relação à participação em cursos de Especialização (360 horas) ou Aperfeiçoamento (mínimo de 180 horas) nas áreas de Língua Portuguesa e/ou Educação, a Professora A informou ter participado apenas dos cursos voltados à sua área específica de atuação e que tais cursos impactaram moderadamente em sua prática docente. Já a Professora S participou tanto dos cursos da área de Língua Portuguesa quanto os voltados à área de Educação, os quais também impactaram moderadamente em sua prática.

Sendo assim, quando indagadas sobre os temas (1.Parâmetros ou Diretrizes curriculares em sua área de atuação; 2 Conteúdos específicos da minha disciplina principal de atuação; 3.Práticas de Ensino na minha disciplina principal de atuação; 4. Gestão e organização das atividades em sala de aula; 5. Metodologias de avaliação dos alunos; 6. Uso pedagógico das Tecnologias de Informação e Comunicação; 7. Formação específica para trabalhar com estudantes com deficiência ou necessidades especiais), dispostos no questionário, que seriam relevantes para o aperfeiçoamento do seu trabalho docente, as Professoras A e S, tiveram a opção de classificá-los em não há necessidade, baixo nível de necessidade, nível moderado de necessidade e alto nível de necessidade, apontaram como maior nível de necessidade uma formação específica para trabalhar com estudantes com deficiência ou necessidades especiais.

62 Espaço em que realizamos as observações das aulas da Professora S e que, por questões de sigilo, chamaremos de

Em relações aos outros temas, a Professora A considerou com baixo nível de necessidade, para seu aperfeiçoamento profissional, os temas 1, 3, 4 e 5; e com nível moderado de necessidade, os temas 2 e 6. Já a Professora S considerou com baixo nível de necessidade o tema 1; e com nível moderado de necessidade os temas 2,3,4,5 e 6.

Em relação à utilização de recursos audiovisuais e didáticos (1.Jornais e revistas informativas; 2. Livros de literatura em geral; 3. Projetor (data show, projetor de transparências); 4. Filmes, desenhos animados ou documentários; 5. Máquina copiadora (xerox); 6. Programas/aplicativos pedagógicos de computador; 7. Internet ) citados no questionário, as Professoras A e S tiveram a opção de classificá-los em não utilizo porque a escola não tem, nunca, de vez em quando, sempre ou quase sempre. A Professora A informou que não usa internet porque a escola não tem. Usa de vez em quando os recursos 1, 2, 5 e 6. E usa sempre ou quase sempre 3 e 4. A Professora S, por sua vez, afirmou usar, de vez em quando, programas/aplicativos pedagógicos de computador e, sempre ou quase sempre, os recursos 1, 2, 3, 4,5 e 7.

Quanto à integração da equipe escolar, mais precisamente sobre o desenvolvimento do Projeto Político Pedagógico (PPP), a Professora A afirmou que a escola utilizou-se de um modelo pronto, porém com adaptações, mas com discussão com a equipe escolar. A Professora S também afirmou que a escola em que atuava também se valeu de um modelo de PPP pronto, sem adaptações, mas discutido com a equipe escolar.

Também em relação à integração da equipe escolar, as Professoras A e S foram interrogadas quanto à frequência com que desenvolviam as seguintes ações: 1.Participou do planejamento do currículo escolar ou parte dele; 2. Trocou materiais didáticos com seus colegas; 3. Participou de reuniões com colegas que trabalham com a mesma série (ano) para a(o) qual leciona; 4. Participou em discussões sobre o desenvolvimento da aprendizagem de determinados alunos; 5. Envolveu-se em atividades conjuntas com diferentes professores (por exemplo, projetos interdisciplinares). As docentes tiveram como possibilidades de respostas: nunca, uma vez por ano, de 3 a 4 vezes por ano, mensalmente, semanalmente. A Professora A informou que nunca participou de reuniões com colegas que trabalham com a mesma série (ano) para a(o) qual leciona. Também afirmou que de 3 a 4 vezes por ano participa: do planejamento do currículo escolar ou de parte dele, de discussões sobre o desenvolvimento da aprendizagem de determinados alunos, além de participar em atividades interdisciplinares. A Professora S, por sua

vez, informou que de 3 a 4 vezes por ano desenvolve as ações 1 e 5. Também assumiu participar das ações 3 e 4 mensalmente. Ambas informaram que semanalmente trocam materiais didáticos com seus colegas.

Ainda em relação à integração da equipe escolar, mais voltada à gestão escolar, as Professoras A e S foram expostas às seguintes proposições: 1. O(A) diretor(a) discute metas educacionais com os professores nas reuniões; 2; O(A) diretor(a) e os professores procuram assegurar que as questões de qualidade de ensino sejam uma responsabilidade coletiva; 3. O(A) diretor(a) informa os professores sobre as possibilidades de aperfeiçoamento profissional; 4. O(A) diretor(a) dá atenção especial a aspectos relacionados com a aprendizagem dos alunos; 5. O(A) diretor(a) dá atenção especial a aspectos relacionados com as normas administrativas; 6. O(A) diretor(a) dá atenção especial a aspectos relacionados com a manutenção da escola; 7. O(A) diretor(a) me anima e me motiva para o trabalho; 8.O(A) diretor(a) estimula atividades inovadoras. 66. Sinto-me respeitado pelo(a) diretor(a); 9. Tenho confiança no(a) diretor(a) como profissional; 10. Participo das decisões relacionadas com meu trabalho; 11. A equipe de professores leva em consideração minhas ideias. A professora A informou que frequentemente o(a) gestor(a) realizou as ações explicitadas nas proposições 1 e 6. Também afirmou que sempre ou quase sempre realizou as ações apresentadas nas proposições 2, 3, 4, 5, 7, 8, 9, 10, 11e 12. A Professora S, sobre essa questão, mostrou que as ações da gestão expressas nas proposições 1, 4, 7 e 8 aconteceram algumas vezes. Já as ações que acontecem frequentemente, no âmbito da gestão escolar, encontraram-se nas proposições 2, 3, 5, 11 e 12. E aquelas que acontecem sempre ou quase sempre são as relativas às proposições 6, 9 e 10.

No tocante aos possíveis problemas de aprendizagem dos alunos avaliados do nono ano do Ensino Fundamental, nas Escolas 1 e 2, naquele ano, o questionário apresentou as seguintes proposições: 1. Carência de infraestrutura física; 2. Carência ou ineficiência da supervisão, coordenação e orientação pedagógica; 3.Conteúdos curriculares inadequados às necessidades dos alunos; 4. Não cumprimento dos conteúdos curriculares ao longo da trajetória escolar do aluno; 5. Sobrecarga de trabalho dos professores, dificultando o planejamento e o preparo das aulas; 6. Insatisfação e desestímulo do professor com a carreira docente; 7. Meio social em que o aluno vive; 8. Nível cultural dos pais dos alunos; 9. Falta de assistência e acompanhamento dos pais na vida escolar do aluno; 10. Baixa autoestima dos alunos; 11. Desinteresse e falta de esforço do aluno; 12. Indisciplina dos alunos em sala de aula; 13. Alto índice de faltas por parte

dos alunos. Na percepção da Professora A, tais problemas podem ser atribuídos ao que está contido nas proposições 4, 5, 7, 8, 9, 11 e 12. Já na percepção da Professora S todas as proposições apresentadas explicaram os possíveis problemas de aprendizagem dos alunos naquele ano.

Quanto ao uso do livro didático, as Professoras A e S informaram que participaram da escolha do livro didático para utilização nos nonos anos, etapa da escolarização em que estiveram atuando, entretanto, o livro escolhido não foi recebido. A Professora A informou que, naquele ano, os alunos receberam o livro didático, mas o material não chegou no início do ano. A Professora S, todavia, informou que não fazia muito uso do livro didático adotado. A Professora A avalia como ruim a qualidade dos livros didáticos utilizados, enquanto a Professora S avalia como razoável, de maneira geral, o material didático disponibilizado.

Em relação ao percentual do tempo de aula que foi gasto para a realização de atividades administrativas (fazendo a chamada, preenchimento de formulários, etc); a Professoras A informou que gastou menos de 10%; já a Professora S, de 10% a menos de 20%. Quanto às atividades de manutenção da ordem/disciplina na sala de aula, a Professora A e a Professora S informaram gastar de 10% a menos de 20% para organizar o espaço de ensino. No que diz respeito à realização de atividades de ensino e aprendizagem, as Professoras A e S também declararam gastar de 60% a menos de 80% do tempo de aula geralmente utilizado para o ensino dos conteúdos de língua portuguesa. As professoras também afirmaram ter desenvolvido mais de 80% dos conteúdos previstos até o período das observações em suas salas de aula.

Sobre as práticas pedagógicas desenvolvidas nas turmas observadas, a Professora A informou que: de 3 a 4 vezes ao ano propôs dever de casa e desenvolveu projetos temáticos com o objetivo de aprimorar as habilidades de trabalho em equipe; mensalmente, desenvolveu atividades em grupo, em sala de aula, para que os alunos buscassem soluções de problemas; diariamente, corrigiu com os alunos o dever de casa; solicitou que os alunos copiassem textos e atividades do livro didático ou do quadro negro (lousa); estimulou os alunos a expressarem suas opiniões e a desenvolverem argumentos a partir de temas diversos; propôs situações de aprendizagem que fossem familiares ou de interesse dos alunos. A Professora S, por sua vez, afirmou que: nunca solicitou que os alunos copiem textos e atividades do livro didático ou do quadro negro (lousa); de 3 a 4 vezes ao ano, desenvolveu projetos temáticos com o objetivo de aprimorar as habilidades de trabalho em equipe; semanalmente, corrigiu com os alunos o dever

de casa e desenvolveu atividades em grupo, em sala de aula, para que os alunos buscassem soluções de problemas; diariamente, propôs dever de casa, estimulou os alunos a expressarem suas opiniões e a desenvolverem argumentos a partir de temas diversos; propôs situações de aprendizagem que fossem familiares ou de interesse dos alunos.

Quanto às práticas pedagógicas específicas dos professores de língua portuguesa, o questionário trouxe as seguintes proposições: 1. Promover discussões a partir de textos de jornais ou revistas; 2. Propor atividades gramaticais relacionadas aos textos de jornais ou revista; 3. Promover a leitura e discussão de contos, crônicas, poesias ou romances; 4.Utilizar contos, crônicas, poesias ou romances para exercitar aspectos da gramática; 5. Utilizar revistas em quadrinhos como instrumento de aprendizado; 6. Fixar os nomes de conceitos gramaticais e linguísticos. A Professora A informou: nunca fazer o que está proposto no item 4; mensalmente, disse fazer o que está expresso no item 5; semanalmente, o que está contido nas proposições 1, 2, 3 e 6. Já a Professora S, informou que: mensalmente, realizou o que está explicitado nos itens 3, 4 e 5; semanalmente, o que está posto nos itens 1 e 2; nunca, o que figura no item 6.

Por fim, o questionário supracitado, ao qual as Professoras A e S foram submetidas, também tratou de outras questões pedagógicas, tais como remuneração, hábitos de leitura/culturais e violência na escola. Tais aspectos não foram trazidos, nessa amostra, tão somente por questões de recorte metodológico.