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Chapitre 1 Cadre conceptuel de la crise de la modernité

2. Le prima du travail sur l'œuvre et la crise du politique

2.3. La crise du politique

2.3.1. Aspect normatif de la tradition grecque

Pidd (2001) destaca que os mapas cognitivos são compostos basicamente por dois elementos: a) os constructos que os entrevistados consideram relevantes para representar a situação em estudo; b) as relações de causalidade entre esses constructos. A definição dos constructos relevantes é importante para que se possa compreender como o entrevistado organiza e

entende a situação que está sendo pesquisada. As relações causais, por outro lado, são importantes para que se possa entender como os constructos mapeados interagem entre si, em termos de antecedência e consequência.

Os mapas causais podem ser apresentados de diferentes formas. Algumas formas têm a vantagem de serem visualmente mais interessantes e mais didáticas; outras, apesar de menos visuais, conseguem apresentar uma quantidade maior de informação. Markóczy (1994) expõe três diferentes formas de apresentação: diagramas, matriz de associação e matriz de associação estendida. Em todas as formas de apresentação, os constructos são indicados por “nós”, cada nó é representado por um número, enquanto as relações de causalidade entre os constructos são representadas por “arcos” entre os nós.

A Ilustração 4 apresenta um diagrama de mapa causal. Cada número dentro dos círculos representa um constructo (nó), e as setas representam as relações causais (arcos). Uma flecha que parta do nó 1 para o nó 2 indica que o constructo 1 tem efeito sobre o constructo 2.

Ilustração 4 - exemplo de diagrama de mapa causal

Fonte: desenvolvido pela autora

A Ilustração 5 traz o mesmo mapa causal da ilustração anterior, porém apresentado no formato de matriz de associação. Na matriz, cada constructo é apresentado pelos números títulos das linhas e colunas. Um número diferente de zero no corpo da matriz representa que há um arco entre o constructo da linha e o constructo da coluna. No exemplo da figura, observa-se que o constructo 1 tem influência sobre o constructo 3, pois na intercessão entre a linha 1 e a coluna 3 há o número +1. Da mesma forma, observa-se que o constructo 1 não tem influência sobre o constructo 7, pois na intersecção entre a linha 1 e a coluna 7 há o número 0.

Ilustração 5 - exemplo de matriz de associação

Fonte: desenvolvido pela autora

A matriz de associação estendida é semelhante à matriz de associação, com a diferença que inclui todos os possíveis constructos considerados no estudo e não apenas os constructos selecionados pelo entrevistado. Os constructos não selecionados pelo entrevistado constarão na matriz, mas terão todos os arcos marcados como 0. A matriz de associação estendida é útil para comparação entre mapas causais de diferentes indivíduos. Supondo que o mapa causal apresentado nas Ilustrações 4 e 5 tenha sido desenvolvido numa pesquisa em que existiam ao todo 10 constructos possíveis, a matriz de associação estendida seria a que se apresenta na Ilustração 6.

Ilustração 6 - exemplo de matriz de associação estendida

Fonte: desenvolvido pela autora

Fica claro que o diagrama facilita a visualização, mas dificulta as análises. A matriz de associação possibilita análises sobre cada mapa individual, porém dificulta a comparação entre mapas. Já a matriz de associação estendida facilita qualquer tipo de análise dos mapas individuais, ou de comparação entre mapas, mas é, com certeza, a de pior visualização. Os resultados desta pesquisa são apresentados ao longo do documento por meio de diagramas ou matrizes de associação, de acordo com a maior conveniência em cada momento e para cada tipo de discussão.

Para indicar a existência de arcos, alguns autores, como Scavarda et al (2004), utilizam a notação

wjk. Nesse tipo de notação j e k representam constructos levantados pelo entrevistado. Se wjk=0,

significa que o constructo j não tem impacto sobre o constructo k. Se, por outro lado, wjk=1, j é antecedente de k. Scavarda et al (2004) destacam também que é possível que haja retroalimentação entre dois constructos, formando um ciclo em que wjk=1 e wkj=1. Esse tipo de situação, porém, não invalida o mapa criado.

É preciso observar que os efeitos entre constructos podem ser tanto positivos quanto negativos. Efeitos positivos ocorrem quando se espera que o aumento do constructo 1 levará também ao aumento do constructo 2. De modo contrário, impacto negativo ocorre quando o aumento no constructo 1 leve à redução do constructo 2. Por exemplo, em um mapa causal hipotético que visasse mapear os constructos relacionados com o conceito “pesquisa acadêmica de qualidade”, um dado entrevistado poderia ter elencado, dentre outros, os constructos “horas de dedicação ao estudo” e “bom mapeamento da teoria existente”. Esse mesmo entrevistado pode supor que o aumento das horas de dedicação ao estudo levam a um melhor mapeamento da teoria. Assim, para esse entrevistado, o constructo “horas de dedicação ao estudo” teria um impacto positivo sobre “bom mapeamento da teoria existente”.

Observando as Ilustrações 4, 5 e 6, percebe-se que os arcos estão numerados com valores que variam de -3 a +3. Esses valores indicam a força da relação entre as variáveis desde uma forte relação negativa até uma forte relação positiva.

O sentido (positivo ou negativo) das influências entre os nós é especialmente sensível no caso de retroalimentação (wjk=1 e wkj=1). Segundo Pidd (2001), em situações de retroalimentação, denominadas por ele como enlaces, quando o sinal total do enlace é negativo (ou seja, há um número ímpar de sinais negativos de arcos), o enlace se autocontrolará, pois o aumento de um dado nó leva a um efeito que o faz tender a reduzir novamente. Ao contrário, se o enlace é de sinal positivo (contém um número par, ou nulo, de sinais negativos em seus arcos) trata-se de um enlace amplificador, pois o aumento de um nó desencadeia um sistema que o faz tender a se ampliar mais ainda. Esses são os casos dos chamados ciclos viciosos. Essa consideração de Pidd (2001) demonstra a importância de observar com atenção a ocorrência de enlaces. Valença et al (1999) destacam que enlaces são característica de sistemas complexos, justamente por apresentarem a lógica da retroalimentação do sistema, em contraponto à lógica linear e a efeito e consequência.