• Aucun résultat trouvé

13 étoiles : reflets du Valais = Wallis im Bild = Treize étoiles : reflets du Valais = Wallis im Bild

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Partager "13 étoiles : reflets du Valais = Wallis im Bild = Treize étoiles : reflets du Valais = Wallis im Bild"

Copied!
12
0
0

Texte intégral

(1)

J .A . N o 12 S I O N

- * ê § R V l C E [ ) [ : p - _

LE P R E M I E R J O U R N A L I L L U S T R É D U V A L A I S

Avril 1952

O R G A N E I N D É P E N D A N T

P A R A I S S A N T C H A Q U E M O I S

Depuis plus de 20 ans

au service

de la clientèle valaisanne

MSET

Martigny - Saxon - Sion

Sierre - Viège

Même Maison

Hoirie Pernollet S. A.

Monthey

A la mémoire de S.E. Monseigneur Bieler

Son E x c e l le n c e M g r B ie le r s ’e s t é t e i n t dan s la p a i x a u x p r e m i è r e s h e u re s d e la Saint- Joseph, s u c c o m b a n t à une p é n ib l e m a la d ie q u ’il a v a it s u p p o r t é e a v e c une ré sign ation exemplaire.

Le D iocè se d e Sion est en deu il. Il a f a i t à son E v ê q u e , son c h e f d e p u is p rè s de trente-trois ans, des o b s è q u e s aussi é m o u v a n t e s que so lenn elles.

A c ô t é d e s i n n o m b r a b le s té m o ig n a g e s d e s y m p a t h i e qu i so n t p a r v e n u e s à la Maison episcopale, la p r e s s e to u t e n ti è r e a r e n d u un h o m m a g e v i b r a n t au v é n é r é dis paru.

Des p l u m e s a u to risé e s o n t r e tr a c é la n o b le carriè re d e ce d is t in g u é P r é l a t qui à de nombre ux titres , d o n t sa m o d e s t i e lui in t e r d i s a i t d e faire é t a t, a jo u ta it celui d e D o y e n de l’E p i s c o p a t h e lv é ti q u e .

Elle o n t d i t ses v e r tu s , sou lig n a n t s u r t o u t le c o n tr a s te a p p a r e n t d e ses d e u x q u alité s essentielles : l’a u to r ité , p a r f o is in tra n sig e a n te , e t la b o n t é , to u jo u rs grande.

Qu’il m e so it p e r m is d ’é v o q u e r ici, a v e c c e t t e s i m p l i c i t é à la q u elle M gr B ie le r te n a it particu liè rem en t, un s o u v e n ir p e r s o n n e l , un f a i t vé c u , qu i il lu stre, à lui seul, sa g é n é ­ rosité d ’âme.

C ’ét a it p e n d a n t la gu erre. T rois ou q u a tr e ans a u p a r a v a n t, j ’avais é t é a p p e l é , en qu a ­ lité d ’a v o c a t d ’o f fic e , à a ssu m e r la d é f e n s e d ’un h o m m e accusé d ’un c r im e grave. R e ­ connu c ou pable , il a v a it é t é c o n d a m n é à une lo u r d e p e in e .

Les m ois e t les m o is se su cc édaie n t. E t l’h o m m e qu i e x p i a it dans le d o u lo u r e u x silence d e la p r is o n , p le u r a n t sur le g e s te d o n t il ré alisait p e u à p e u l’ig n o m in ie , se r a p ­ prochait l e n t e m e n t d e Dieu.

Un jo ur, a p r è s un long e n t r e t i e n a v e c V a u m ô n ie r , il m ’é c r i v i t u ne d e ces le ttr e s bouleversa ntes, q u e seuls les d é t e n u s p e u v e n t é c r ir e dan s leur dés a rro i, p o u r m e d ir e que son r e to u r su r lu i- m êm e, ses lo n gues m é d i t a t i o n s s o lita ire s lui a v a i e n t p e r m i s d e s’a p e r c e v o ir q u ’il n ’a v a i t jam ais reçu le s a c r e m e n t d e C o n f ir m a ti o n .

Le c o n d a m n é m e d e m a n d a i t d e l’a i d e r à c o m b l e r c c t t c la c un e e t d e lui servii d e parrain. Si les d r o it s d e la d é f e n s e s o n t é t e n d u s , ses d e v o i r s so n t il lim ités. J ’acquie sç ai donc, sans h ésit er.

E t c’est ainsi qu e p a r un m a tin de p r i n t e m p s , j e q u i tta i la p r is o n d e V alére en c o m ­ pagnie d e c e t h o m m e , q u ’un agent s u r v e ill a it d i s c r è t e m e n t du f o n d d e la v o itu re , p o u r gravir au ssitôt a p rè s les escaliers d e l’E v ê c h é .

C é r é m o n i e p o ig n a n t e q u e celle qu i se d é r o u la alors dan s la p e t i t e c h a p elle, et d o n t je n ’ai gu è re b esoin d e so u lig n er le c a r a c tè re d ’i n t i m i t é ! S on E x c e l le n c e o f fic ia it p o u r mon seul fille ul, cjui e s su y a it ses la rm e s du r e v e r s d ’une m a in tre m b la n te ...

Q u e lqu es in sta n ts p lu s t a r d , je fus p r i é d ’a tt e n d r e . O n nous in t r o d u i s i t dan s un salon. Le te m p s à p e i n e d e nous asseoir et nous é t io n s r e jo in ts p a r M o n seig n e u r qu i a p p o r t a i t lui-même sa m e ill e u r e b o u te i lle d e « m a l v o is i e » !

Et d u r a n t u ne b o n n e h eu re d ’h orlo g e, ce f u t un tê te - à - tê t e que je n ou b lie ra i pas e t au cours d u q u e l le D o y e n d e s E v ê q u e s suisse s r a c o n ta i t a v e c h u m o u r ses plu s jolies anecdotes à cet é tra n g e in t e r l o c u t e u r qu i j e t a i t v e rs m o i d e s cou ps d ’œ il in te r r o g a tif s , se demandan t s’il n e r ê v a it pas.

Ce s o u v e n ir p e r s o n n e l , je ne l’avais e n c o r e d iv u lg u é . N ’était-ce pas l’occasio n d e le faire a u jo u r d ’hui qu e le v é n é r é p r é l a t n ’e s t p lu s e t que le « c o n f i r m é » a r e t r o u v é l’e s ­ poir ?

Oui, M o n se ig n e u r B ie le r a v a it un g r a n d cœ ur, u n e â m e s im p le . Sous des a sp e c ts rigides, il cachait c e t t e se n sib ilité d o n t la m i s è r e h u m a i n e a ta n t be soin. E t c ’e s t un p r i v i ­ lège que d ’a v o i r pu la d e v in e r , m i e u x : la d é c o u v r i r . E d m o n d G A Y

M gr Bieler, alors qu’il é ta it chancelier . .

de l’Evêché Le volcl au Grand, Cone rne:scdc la

L ’Evêque de Sion rend visite à ses jeunesse r u r a e en

diocésains de la m ontagne.

S I O N

Le plus g r a n d ma gas in du V a l a i s

(2)

* *

mutui

LES OBSEQUES DE S.E. MONSEIGNEUR BIELER

Le cortège funèbre dans les rues de Sion.

De gauche à droite : M gr C harrière, évêque de F rib o u rg e t Lausanne, M gr Cam inada, évêque de Coire, e t M gr Meile, évêque de St-Gall.

D evant l’Evêché, le corbillard entouré des doyens des décanats.

Les p etits ch an teu rs de la Schola de N o tre D am e de Sion.

Les p rê tre s du diocèse.

L ’arrivée du convoi funèbre à la cathédrale, où se presse une foule de fidèles.

M gr B ernardini, nonce apostolique, encadré p a r les Chanoines Gsponer, Schnyder, de P re u x e t B runner.

(3)

De gauche à droite : M gr von S tre n g e t M gr Jelmini.

P e n d a n t l’absoute, au chœ ur de la cathédrale.

Au cours de la cérém onie : le d étachem ent des gendarm es

e t les drapeaux. L ’Evêque défunt assiste à sa dernière messe.

M gr Adam, P ré v ô t du G rand-S t-B ernard.

Au prem ier plan : M gr Grand, vicaire capitulaire.

Au c e n tre du prem ier ran g : M gr Lommcl, coadjuteur du Luxem bourg.

MM. Escher, conseiller fédéral, et Couchepin, juge au T ribunal fédéral, entourés p ar les m em bres du Conseil d’E ta t.

(4)

R a é Lettiaò- &alal&an.n.e.&

c l

L’

h & m i Q u i

C û z in n a ŒLLLe, L a u r é a te d u p tiæ Q ìo e k

L es co u rriéristes litté ra ire s des journaux lausannois vien­ n e n t de décerner le prix Bock- E senw ein à M me C orinna Bille pour son recueil de nouvelles « Le g ran d to u rm e n t ».

C ette distinction, qui récom ­ pense chaque année la m eil­ le u re œ uvre litté ra ire de la Suisse rom ande, fa it honneur à n o tre canton.

Mme Corinna Bille, fille du p ein tre bien connu Edm ond Bille e t épouse de M aurice Chappaz, écrivain comme elle, h ab ite ac tu e lle m en t Fully. P o ète tragique, elle a déjà écrit plusieurs rom ans em preints à la fois de réalism e e t de sensi­ bilité.

M me C orinna Bille dédicace ses livres le jo u r de la rem ise du prix à Lausanne.

„R e . g-tancL

t & L L i w i e n t ”

Tel est le ti tr e de l ’ouvrage de C orinna Bille qui vient d’ê tre couronné. C ette vision de la cascade de Giétroz, avec le glacier dans le fond, n'évoque-t-elle

pas m ieux qu’un com m entaire le ca ra c tè re trag iq u e de ces récits ? M. J e a n N icollier prononce l’éloge de la la u ré ate.

( P h o to s S u zi P i l e t , L a u s a n n e )

LE SAINT

Conte inédit de Jean Follonier

On v o it en cor e q uelques pierres de la m ai­

s o n où il habitait, il y a fort lon gte m p s. C’était au f o n d d’u n e h a u t e va llée de m o n ­ tagnes, dans le v o isin a g e d’une forêt. A ce tte é p oq ue , les loups et les ours h a n t a ie n t en cor e le pays et s o u v e n t des h o m m e s d evaie n t se d éf en d r e au péril de leur vie con tre ces en n em is qui, n u it a m m e n t , arrach aie nt les m adriers d’u ne étab le et faisaie n t leur repas de la plus b elle b ê t e du troupeau.

A v e c s o n é p o u s e et ses d eu x en f a n t s — un ch arm an t garçon et u n e f ille tt e aux boucles b lo n d es — le sain t v iv a it dans ce pays sa u ­ vage. Il arrivait que des gens m o n t a ie n t j u s­ qu’ici des vil la ges de la vall ée, pou r vaquer à leurs travaux. Mais ils é v ita ie n t d’adresser la paro le à l’h om m e. D ep u is lon gte m p s, on savait à q uoi s’en ten ir sur la vie du solitaire. U n ch asseur n e l’avait-il pas surpris, à la t o m b é e de la nuit, agen ou illé au bord d’un p r o m o n t o ir e qui d o m in e la vall ée, en train de faire des geste s in sen sés ?

— Il parlait avec le diable, dit alors une com m ère.

— C’est p eu t-être u n fou. — U n sorcier.

D e tous les t em ps, les m auvais es langues ont laissé cou le r leur ven in .

— A m oin s que ce s o it au tre ch ose, dit c e p e n d a n t un h om m e.

— Quoi ? Que veu x-tu que ce soit ? Mais ceux qui, rar em ent, s ’enhard issaient à prendre sa d é f e n s e la issaie nt tout de suite tomb er leurs argu m ents devant la coali­ t io n des langues à venin.

Alors , c o m m e n t lu i aurait-on ad ressé la p a r o le les rares fois qu’on passait près de lui ? Est-ce q u ’on s ’ap p r och e volo n ta ir e m e n t d’un m auvais esprit ou d’un p e stifé r é ? Que c o m p te en core la ch arité ch ré t ie n n e en face de ce con tact m alé f iq u e ?

Pour tan t, c e u x qui s’éta ie n t en trete nu s avec lui s e p la is aie nt à re le ver l’e x tr êm e dou­ ceur de sa v oix, la p r o f o n d e u r se r e in e de ses y eu x qui se p osaien t su r vou s c o m m e des caresses. Ceux-là p ren aie nt sa d é f e n s e :

— Il a la co n sc ie n c e tranquille. — F a cile à dire...

Parce q u e la m a lv eilla n ce exigeait des p reuves solides. Et qui aurait pu en fournir de su f f is a m m e n t con v a in c a n te s ?

La m aison du saint dom in ait un peu la vallée. U n e m aison tou te sim p le, de pierres et de so li des madriers, cap ab le de résister aux assauts du v en t et de la tem p ê te . D ep uis ici,

il p o u v a it ap ercevoir, par tem ps clair, la f lè c h e du cloch er, tout en bas près de la p laine. C’était en c o r e la s e u le église qui des­ se rv a it la gran d e vall ée. P o u r en ter re r leurs m orts, les gen s d evaie nt faire parfois une j o u r n é e de marche. Quand les plus éloig n és vo u la ie n t se rendre à l’église, ils p ren aie nt du pain et du vin pour provis ions de route. Les cloch es des angelus et des m esses, par v e n t s favorab les, arrivaient jusq u’à l’oreille du saint. Alors , to u t e sa fa m ille s’assemblait d evant la m aison e t éc o u ta it c e t te m usique v e n u e des co n fin s de l’étern ité.

R are m e n t, pou r q uelques achats in d isp e n ­ sables, l’h o m m e d esc en dait dans la vallée. A u c u n visa ge ami ne lui souria it au passage. E f fr a y é e s dès q u ’elles l’a p erc ev a ien t, les m è ­ res rap p ela ien t leurs en fants. L ’h o m m e pas­ sait, s ile n c ie u x et paisible com m e une ombre. Là-haut, à lon gueur de j ournée, ses en fants p arla ien t du paradis...

Mais est-ce que cela p ou vait s u ff ir e pour qu’un h o m m e garde l’es tim e de ses se m b la ­ bles ? M ê m e les p lu s éloig n és de l’ég lise font de tem ps à autre un e f fo r t pour s ’y rendre à la m esse. Lui, c’est à p e in e si P â q u es peut le faire sortir de sa retraite avec sa famille. Et alors, on dirait d’un sauvage... Que fait-il tous les autres d im an ch es de l’a n née dans sa so li tu d e ?

D es jou r n é es éta ie n t nécessair es à M. le Curé — un bon p rêtre h abit ué aux longues m arches — pour faire le tour d e ses ouailles. P ou r tan t, une fo is l’an, il ten ait à recenser s o n troupeau et lui apporte r le récon fort de sa visite.

T an t de m ystè re en tou r an t l’h o m m e de la m o n t a g n e ne m anq uait pas d’intriguer le bon prêtre. Com b ie n de fo is ses par ois sien s ne lui ont-ils pas ap porté leurs cris d’alarme.

Cette année, il résolut d’en avoir le coeur net. A v e c son bâton , il partit à travers la vallée. Quand il arriva d evant la m aison du sain t, il n ’y trouva que ses en fan ts qui j ou aie n t dans le so le il. B o n n e occasio n pour lui de se rendre c o m p te de leur degré d’in s­ tru ction religieuse. Les ré p on se s des en fants l’éton n è r e n t , puis le b o u le versèren t. Il dut con ven ir que, de ce cô té, rien ne laissait à désirer, bien au contraire.

Au retour de l’h o m m e , le prêtre s ’en tre­ tint avec lui tout d’abord des ch oses sans im por tan ce , du tem p s qu’il faisait, de la santé des bêtes. Puis, un peu embarrassé, M. le Curé lui dit :

— Je sais, la m arche que vou s devez faire est b ien lo n g u e pour vou s rendre à l’église. Mais on aim erait to ut de m êm e vous voir plus s o u v e n t à la messe.

— Je d em and e pardon à D ieu de toutes mes faiblesse s, répon d it l’h o m m e con fus, en baissant la tête.

Il faisait chau d, dans le so le il des hauteurs. Le prêtre se d év êtit de son gros gilet de laine et chercha un en d roit où l’accrocher.

— D o n n e z , dit l’hom m e.

Le prêtre écarquilla les y e u x et recula d’un pas. Ce q u ’il v oyait le chavirait. Il parvint à b égayer :

— H e in ? Qu’est-ce que vous fa ites ? — Ce n ’est rien.

Rien... Et pourtant le gilet de laine d e m e u ­ rait su sp e n d u sur un rayon de soleil.

Le p rêtre s ’en retourna ch ez lui tout b ouleversé.

Il conta la ch ose à sa servante , qui, à son tour, la raconta à sa vois ine. B ie n tô t , toutes les c o m m èr es du village av aie nt trou vé la c on clu sion :

— C’est un sorcier...

D e s o n cô té, M le Curé essayait de con­ vain cre ses ouailles :

— Peu t-ê tr e un m iracle, répétait-il. Mais p ers on n e n e l’écoutait.

* *

Or il arriva que, vers ce tte é p oq ue , une grande é p id é m ie de p este ravagea le pays. Les gens t o m b a ien t com m e les épis sous la fau c ille des m ois son neurs. D e l’aube au cré­ pusc ule, le m arguilli er an non çait le départ d’u n e jeu n e fille, d’un luron, d’un p ère de f am il le , d’un en fant, d’un vieillard. A veu gle, la p este n ’avait aucune p itié pou r ses vic ti­ mes.

T o u t d’abord, les gens ne su rent quel nom donn er à ce mal m y sté rieu x qui d écim ait les villages. Us avaie nt h âte d’enterrer leurs morts. A p e in e une t o m b e s ’était-elle r e f e r ­ m é e q u ’il fallait songer à en creuser une autre. F in a le m e n t , d éb ord é d’ouvrage, on entassa les morts dans de grands cr eux et on n ’avait plus m ê m e de larmes pou r les pleurer. Les cloch es ne s’arrêtaie nt pas de sonner.

U n jour, à force de cô t o y e r tant de cada­ vres, le prêtre, à son tour, fut co u ch é dans la terre jusq u’à la fin des tem ps.

M anquant soudain de berger, la paniq ue s ’empara du troupeau. U n v e n t de folie d é­ ferla sur la vallée. On disait :

— Il faut partir. — Partir où ?

— L e mal est partout. — On est tous perdus...

On partit quand m ê m e en toute hâte. Les uns p ortaie n t des sacs bourrés de provisions,

d’autres s’en allaient, ép erdus, recouverts <le q uelques hard es se ule m e nt. P o u r aller où ? Les uns s ’arrêtaient au bord du chem in, se cou ch aie nt sur l’herbe c o m m e pour dormir et ne se ré veillaie nt plus. Des m ères affolées e m p o rta ien t des en fants morts dans leurs bras. D es jeu nes gens, c o m m e saisis de folie subite, s ’en iv raien t, dansaient, avant que l’un d’entre eu x s’affale au m ilie u de leur joie, mort.

T o u t en haut, près des m on tagn e s le saint, qui n ’en ten dait plus pleurer les cloches, priait avec sa fam il le, les y e u x to urnés vers l’ég lise sans pasteur.

Il fallait fuir. On dem anda aux forêts de b ien f rêle s protections. Comme possédés, les gens creusa ie nt des abris dans la terre, s’em­ m uraien t ainsi avec leur frayeur, guettaient les m oin d re s p ulsatio ns de leur cœ ur qui eus­ se n t a n n o n cé leur fin prochaine.

Et l’été, sur le m o n d e, con tin u ait de pas­ ser.

D ’un jour à l’autre, le sain t se vit entouré de tou s ces h o m m e s en détresse. Il aurait pu s e barricader dans sa dem eure, fuir la pré­ s e n c e de ces pestif ér és, afin de se préser­ ver d’une m ort certaine. Mais, dans la forêt tout p roch e, n ’enten dait-il pas ces cris de b êtes poursuiv ies ? Avait-il le droit ?...

Dans la forêt, les gens le vir en t arriver sans rien dire. Que pouvait pour leur mal cet h o m m e dont ils avaient toujours fui la com p agnie ? Quel re m èd e leur appor­ tera-t-il ?

C om m e il n e connaissait que l’usage de q uelques in fu sio n s herbeu se s, il ne chercha pas à les guérir dans leur corps. D ’ailleurs, dans ces y e u x cernés, il v oyait déjà les rictus de la mort. Qui aurait pu p rolo n ger d’une s e c o n d e l’heure indiqu ée ? Déjà, au pied des arbres, on avait en f o u i des cadavres. Au-des­ sus de ces petits tertres, on fic h ait une toute sim p le croix. (M aintenan t, quan d un bûche­ ron d éco u v re q u elq u es ossem ents, il se dit : « Tien s, des os. Peu t-ê tr e que quelq u ’un a été assassiné ici. »)

Mais le sa in t savait qu’il devait guérir tou­ tes ces âmes et s ’y appliquait avec un inlas­ sable d é v o u em en t. A ssem b lés autour de lui, les gens se laissaient conquérir par la beaute de sa v o ix et la sa gesse de ses paroles. Nulle place n e restait en core en eux pour la mal­ veillance. Qui a bien pu affirm er que cet h o m m e était un fo u ou un p osséd é ?

U n jour, p arce que son h e u re était venue, le saint fut e m p o rté par le mal mystérieux. Les tém oin s d e sa mort, boule versé s, se répé­ taient :

— C’est un miracle.

Car so n corps embaum ait c o m m e un beau

(5)

Ijoujouzs en uocjue...

f r i t pleine beaafé...

A ltitude 1500/2200 m ètres.

C entre de tourism e su r les rives du plus beau lac alpin du Valais.

Im m ense p arc de forêts, de prairies, d’eau et de soleil où chacun trouve « sa » joie : plaisirs du lac e t de la m ontagne, plage alpine, pêche à la tru ite , tennis, canotage, alpinisme, prom enades, excursions automobiles, récitals, fêtes de nuit, tournois divers.

(altitude 1500/2200 m.)

LE TÉLÉSIÈGE DE LA BREYA

vous conduit en quelques in sta n ts su r une te rra s s e ensoleillée, face aux plus beaux som m ets des Alpes valaisannes, à deux heures de m arche du v aste m assif glaciaire d’O rny e t du T rie n t (2700/3800 m.)

J U I N AU LAC CHAMPEX

0 F LO R EA LP, ja rd in alpin. Le spectacle éblouissant des rocailles en fleurs. L a plus riche collection d’Europe.

» P E C H E A LA TR U ITE. O u v ertu re 1er juin. v VACANCES DANS LES F LE U R S e t L E SOLEIL.

R éduction 10 - 20 % dans tons les hôtels.

HOTELS

m eilleur accueil12 hôtels de tous ra n g s vous ré se rv e n t le(Tf. 026)

120 lits A. M eilland 6.81.51/52 100 R.-P. C rettex 6.82.05 85 U. Biselx 6.82.07 85 Boulenaz 6.82.01 70 L. Rausis 6.81.08 60 H. Bruchez 6.81.03 60 J. Lovey 6.81.45 50 Ch. C re tte x 6.82.16 45 J. Tissières 6.82.04 40 F am . Tissières 6.81.22 25 E. C re tte x 6.81.02 15 H. Duay 6.81.14

>, m agasins de sport, droguerie, office de change, G rand H ôtel des Alpes e t Lac 120 lits

G rand H ôtel C re tte x H ôtel du Glacier H ôtel d’Orny H ôtel B eau-Site H ôtel du Grand-Combin H ôtel Splendide H ôtel de la P oste H ôtel Biselx H ôtel Suisse Hôtel Bellevue

Pension-C halet Belvédère

C halets locatifs, bars, tea-room s, m agasins de sport, droguerie, office

alim entation générale, etc. R enseignem ents e t prospectus p a r Office du Tourisme, Cham pex-Lac. Tél. 6.82.27 ou 6.19.40

CC. 577 A fJt/V /teo L « FOULA)

O U S IE R E S ® .

HOTEL

GARE

e t

TERMINUS

G R A N D H O T E L C R E T T E X

(P r o p . R e n é e t P i e r r e C r e t t e x ) P lu s d e 60 a n s d e g r a n d e s t r a d i t i o n s h ô t e l i è r e s O f f r e à l ' h ô t e d e p a s s a g e o u d e s é j o u r u n e t a b l e e t u n s e r v i c e s o i g n é s e t l e c o n f o r t d ' u n b o n h ô t e l d e m o n t a g n e . M ê m e m a i s o n

HOTEL GRAND ST-BERNARD

M A RTIGNY-GARE S p é c i a l i t é s v a l a i s a n n e s . D e m a n d e z n o s p r o s p e c t u s e t a r r a n g e m e n t s a d h o c .

R a l p h O r s a l

MARTIGNY-VILLE

/jW v"'»!: r ' „ \ V * V U i M i * ' — .v»t* Æ. un» /

HOTEL KLUSER

MARTIGNY

La m a i s o n d ' a n c i e n n e r e n o m m é e Sa c u i s i n e r é p u t é e

AU PAYS DES TROIS DRANSES

LE TÉLÉSIÈGE DE MÉDRAN

A ltitude 1500 - 2200 m ètres, vous fa it fra n c h ir en quelques in stan ts la p o rte de la H a u te R oute

LISTE DES H O T E L S ET P E N S I O N S R E C O M M A N D É S

H O T E L S L IT S P R O P R I É T A I R E S T É L .

Sport-H ôtel 50 A. Gay-Descombes 6.63.40

H ôtel de V erbier 46 E. F usay, d irecteu r 6.63.47

H ôtel A lpina 40 M eilland F rè re s 6.63.44

H ôtel Rosa-Blanche 25 Fellay-H ow ald 6.61.72

Pension M o n t-F o rt 20 Mme G enoud-Carron 6.63.75

P ension des Touristes 18 Mme L. V audan 6.61.47

P ension P ierre-à-V oir 12 Th. Luisier 6.63.88

P ension Besson 12 Besson F rè re s 6.61.46

P ension F a rin e t-B a r 10 G. Meilland 6.63.56

P ension des Alpes 10 Guanziroli F. 6.63.25

P ension Rosalp 6 P ierro z R. 6.63.28

H OM ES D ’E N F A N T S E T P EN S IO N N A T S

Home C larm ont 20 Mlles B aum eyer e t P fis te r 6.61.73

Home le P a th ie rs 20 J. Besse 6.63.49

P en sio n n a t les O rm eaux 7 Mlle Borgeaud 6.63.64

P A R LE

CHEMIN DE FER MA8TICNÏ OBSIEBES

ET SIS SERVICES AUTOMOBILES

Ses sta tio n s idéales : L ac Cham pex — Val F e r r e t — V erb ie t — Fionnay Ses télésièges de M édran (Verbier) e t de la B rey a (Champex)

Son col e t son célèbre Hospice du G ra n d -S t-B e rn a rd (ait. 2.472 m.) V acances inoubliables ! Excursions m agnifiques !

(6)

c S l l pÆ l£,é (âëâ G3 ü m i é ê â

-J u squ ’à S em brancher, il y a don c d eu x D ran ses — et m ê m e trois avec celle de F e r ­ ret, trib utaire d ’E n t r e m o n t, — c o m m e il y a d e u x v all ées p rin cipale s a p paren tées, dont c h a cu n e a se s caractères p rop res : celle d’E n t r e m o n t, m e n a n t au Grand-St-B ernard, par Orsières, — avec le val Fer re t et les h a u - teurs de C h a m p e x qui se rattach en t au m êm e bassin — et celle de Bagn es, form an t une s e u le co m m u n e de plus de vin gt vil la ges et h a m e a u x , d é p a ssa n t en é te n d u e le can ton de G e n è v e, ce lu i de Zoug ou celui de Schaff- house.

Quand on parle de la Dranse , on évoq u e tout n a tu r e lle m e n t le long cours de 4 5 km. allant du glacier d’O tem m a à so n e m b o u ­ chure dans le R h ô n e. Sur la so m m e des k ilo m è t r e s de c e parcours, la D ran se de B a g n e s en e f f e c t u e 30 pour sa part, de sa sou rce à S em brancher et celle d’E n t r e m o n t 25 jusq u ’à son c o n f lu e n t avec la p rem ière. Ce so n t, p r é c is é m e n t , ces p rem iers cours, dans le cadre des vall ées, qui en c o n s t it u e n t la p artie la plus in té re ssan te , mais ce n ’est qu’à partir d e Sem br anc he r que la Dra nse, uniq ue et totale , se m a n if e s te dans sa p lénitude.

Il faudrait p ou voir la su iv re dans sa p ro ­ gression, c e t te é t o n n a n te D ran se, pour en décrir e les asp ects tour à tour gran dioses, sauvages ou dése rtiques, tou jours pleins d’u ne p o ésie p ren an te ou su blime. On v o u ­ drait la revoir à ses débuts au glacier d’O tem m a, puis, gros sie des émissaires de celui d e F e n ê t r e , descen dre en sa gorge p ro ­ f o n d e entre les p la te a u x herbus de Chan rion et de la G rande C h e rm on tan e ; on voudrait la su iv re en cor e en son cours en rich i des apports blancs d’é c u m e to m b a n t en cascades des glaciers voisins et lorsq u’elle s’étrangle dans cet e n t o n n o ir que d om in e, de 65 0 m ètres d e h auteu r, le cé lè bre glacier du Giétroz... E t c o n t e m p le r ce tte m a g n if iq u e cascade par laq ue lle le gla cier v e r se so n tribut à la rivière en la bom b ard ant de blocs qui s e p ulv é risen t dans leur ch u te !

A p r ès la tê t e de F io n n a y , elle se d onn e en cor e en sp ec tac le, en s e jetant avec fracas dans u n n o u v e l e n to n n o ir r oc h e u x, d’où elle lan ce des gerbes d’é c u m e jusq u’aux mayens de P la n p r o z sis à u ne ce n ta in e de m ètres au-dessus.

E n f in , on la voit d éb oucher dans les c h am ps d’all uvio n s et de riantes prairies p ar­

s e m é e s d’arbres fruitiers. E lle reçoit encore, avan t d’atte in d re Sem brancher, le torren t de M erd en son , puis sa sœ u r ju m ell e, la Dranse d’E n trem o n t, v e n u e du Grand-St-B ernard et f o r m é e e l le - m ê m e par des torren ts d esc en dus du Mon t Fort, de la P o in te de Barasson et de divers a fflu en ts, dont le torren t de V alsor ey et la Dran se de Ferret.

D e S em brancher, la Dranse s’acc roît en cor e du D urnan d, v e n u par les gorges p ittoresq ues de ce nom.

Dans sa desc en te , toujours rapide et as­ sourdissa nte , la rivière lo n ge des lieu x h i s t o ­ riques tels que l’e m p la c e m e n t de l’an cie n c o u ­ ven t des T r ap p is tes et le tu n nel dit de la M on n aie où passe la grand’route. E n 1795, l’atte la ge de l’abbé d e Cocatrix, su périe ur de l’A b b a y e de Saint-Maurice, y roula dans la Dran se et y disparut avec le prélat e t sa suite (selo n D. G. S.). Lors de la p ercée du tunnel, vers 1850, on y trouva u n e p iè c e d’ar­ tillerie rou il lé e qu’on su pp ose avoir été a b a n d o n n ée par les Italiens du Comte de Campobasso qui avaie nt passé le col pour ven ir rejoindre l’armée du T é m éraire et qui auraient été d éfaits par les Vala isans en ces lieux. L ’h is toir e a, du reste, m arq ué de son sc ea u ce passage des A lp e s qui vit les c o n q u é ­ rants rom ains, Barberou sse aux ordres de B e rth old IV de Z ähringen en 1160 et l’armée du P re m ier Consul en 1800 lors de la cam­ pagne d’Italie qui se termin a par la victoire de Marengo.

* *

Terre de liberté sans fre in et de dictature des forces naturelles... D o m a i n e in co n te sté de l’aigle royal et des pillards du ciel, rapaces de haut vol et de n ob le lignage... Terre haute et fière, terre âpre et dure aussi, où les cha­ m ois et les b ou q u e tin s ont en cor e leur droit de cité...

Te rr e d’é le c tio n d’u n F arine t, terre de p r é d il e c t io n des guides et des braconniers, gens au p ied sûr, aux reins so li des et à l’âme tr e m p é e de granit...

N o b l e s va llées de Bagn es e t d’E n trem o n t chéries de l’a lp in iste et de l’h istorie n , pays des D ran ses réun ie s issues des n eig es é t e r n e l­ les, p orte o u verte dans le ciel d’Italie sous le grand s o le il qui crée la vie et l’eau, m on cœ u r palpite à v o tr e image et s’ém eut de v otre b eau té !

A l p h o n s e Mex. (tiré de « Let D ra n s e »)

Le val d’A rpettaz, au-dessus de Champex.

Le p la tea u de la Fouly, avec le glacier de la Neuvaz e t le Tournoir.

(7)

L a Croix de Cœ ur e t le m assif du G rand Combin F o n tain e rustique à l’e n tré e de Verbier, taillée dans un seul bloc de rocher.

A > e . t c s s i q n c l

Le lac idyllique de Champex.

Un h o m m e a v a it f a i t u ne cage E t il y a v a it rnis b e a u c o u p d e soin. On p e u t d ir e qu'il a v a it réussi P o u r une b e l le cage C 'é ta it u n e b elle cage ! A v e c un jo li to i t P o u r q u ’il ne p l e u v e p a s d ed a n s A v e c une m a n g e o ire

Et une b aig n oir e

E t m ê m e u ne bala nçoire Et des b a r r e a u x

Ah ! des b a rre au x S c u l p t é s , tr a v a illés, orn és Et d oré s, d o ré s, dorés,

De l'or en barres ces b a rre a u x ! L ’h o m m e p r e n d sa belle cage E t s ’en va dans les bois. R e n c o n t r e un rossignol

« R o s sig n o l, rossignol, re garde la belle c a g e ! » Le ro ssignol n ’a v a it ja m a is vu d e cage Il s ’a p p r o c h a e t f u t pris.

E t l' h o m m e l’e m p o r t a c h e z lui.

Mais le r o s sig n o l dans sa belle cage N e sait p lu s ch an ter.

« Rossig nol, dis ait l’h o m m e , Mon p e t i t rossignol, C h a n t e p o u r m e faire plaisir. R e g a r d e la b e l le cage La b e l le m a n g e o i r e La ba la n ço ire Il f aut ê t r e re c o n n a is s a n t ! R e g a r d e la belle cage Et les b e a u x b a r r e a u x D orés ! » — J u s t e m e n t , d i t le rossignol... Et il rie p o u v a i t pas ch an ter. Mais il v o u lu t f a ir e un e f f o r t E t r e re con nais sant

Il es saya d e ch a n te r

Mais ça ne v e n a i t pas du cœ u r Son c h an t s’étrangla dan s sa gorge

Et V é to u ffa. L ’h o m m e ac h e ta un b e l oiseau m é c a n iq u e A v e c des p lu m e s d e rossignol E t qui ch a n ta it T a n t qu'on vou la it Q u a n d on to u r n a i t la m é can iqu e. L ’h o m m e ét a it bien c o n te n t. De t e m p s en t e m p s il p e n s a it au rossignol M o r t é t o u f f é p a r sa ch an son Et il se disa it « C o m m e c ’e s t b ê t e un rossign ol ! Et in grat ! » M. A. T héie r.

(8)

En m a r g e du Salo n de l' a u to m o b ile

La place occupée par un Valaisan

dans la découverte du moteur

à explosion

La c o n q u ê te de l’espace représen te peut- être le rêve le plus an cien de l’h um anit é. On ne p eu t douter que, dès qu’il eut co nsc ience de sa p ersonn alité, l’h o m m e fut tenaillé du désir de s’affr anchir des distances en utili­ sant un q u e lc o n q u e moyen de locomotio n. P eu à peu ce fut la naissance de la roue et du char, b ien tôt suivis îles premiers trans­ ports routiers. Les origines de la propulsion m éc an iq u e rem onten t aux en vir ons de 1500. Puis ce fut l’in gén ie ur militaire français Cugnot qui exp é r im e n ta , en 17 69, le premier v éh ic ule à vap eur, ouvrant l’ère des inven­ tions dans ce domaine.

Mais voici q u ’un n ouve l é l ém en t vint in terrompre b ru sq u em en t l’essor de la vapeur c om m e m oyen de traction du v éh ic ule rou­ tier : l’in v e n tio n du m ote ur à exp losion . Pour co n n a îtr e l’origine de ce m ote ur, il faut rem onter jusq u’à la d éco u v e r t e du gaz d’éclai­ rage et de divers autres gaz. En 1801, l’in gé­ nieur français P h i lip p e Le B on prit le pre­ m ie r brevet pour la p rod uction du gaz co m ­ bustible en vue d’un m o te u r avec allumage électrique. Mais ce ne fut là qu’un inventeur théoriq ue du m ote ur à com b ustio n interne.

P h i lip p e Le Bon eut un su cc esse u r en la p ersonne d’un o f fic ie r h e lv é ti q u e domicilié à Sion, ancien major au se rv ic e de la répu­ blique du Valais, Isaac de Rivaz, lequel exhiba au p rin tem p s de l’an née 1804 un véh ic u le à m o te u r qu’il appela it « m ach in e à feu » et qui p résen tait déjà les caractéristi­ ques essen tielles de l’autom obile. L ’idée pre­ mière d’un m ote ur à exp losion lui vint en 1870 déjà, lorsq u’il en ten dit parler des essais de V olt a qui cherchait à réaliser alors un pistolet utilisant un m élan ge d’air et d’hydro­ gèn e e n f la m m é par une ét in ce lle électrique. D e Riv az son gea à ap pli qu er ce m ê m e prin­ cipe à la prop uls ion d’un véh ic u le routier. Après de p atie n tes e x p ér ie n c es, il construisit une sorte de lo c o m o t iv e routière m u e par un m o te u r à gaz, le p rem ie r m ote ur à combustion inte rne qui ait jamais vu le jour. Ce véhicule, l’in v en te u r le présen ta pour la p rem ière fois en public à Sion, en 1804 ; on en a retrouvé le t ém o ig n a g e dans les archives du canton du Valais, n o ta m m e n t un b revet d’invention daté du 30 janvie r 1807 et décerné à de R iv az par le g o u v e r n e m e n t de N a p o l é o n 1er.

Le gaz utilisé pou r la p rop uls ion de ce p rem ier vé h ic u le à m ote ur à exp losion était a m en é dans un cylin dre ou vert en haut. Une ét in ce lle électr iq ue p rovoq uait s o n explosion, com m e dans le p isto let de Volta. Le système consista it à laisser s o u le v e r le pis ton seul et « à le faire s’en gager au m o m e n t où il redes­ cend avec le bala ncier pou r l’en traîn er avec lui ». Ce balancie r pouvait être re m pla cé par u ne corde et des poulies.

L’abbé Amstaard, alors p rofesseur de

p hysiq ue au c o llèg e de Sion, a confirmé « avoir vu ce v é h ic u l e p rop uls é non pas par l’exp losion directe de su bstances gazeuses, mais par un m ote ur mû par des explosions successives, et cela non pas par saccades ou par à-coups, mais bien d’une m aniè re conti­ nue ».

H é la s ! Ce p rem ie r an cêtre de l’automobile termina sa carrière dans u n hangard vevey- san, où il sombra f in a le m e n t dans l’oubli. La naissa nce du m o te u r à com b u stion interne s’en retrouva retard ée d’une ci nquantaine d’années. Il y eut en core bien d’autres cher­ cheurs avant q u e naquit, en 1885, la première m o t o c y c le t t e due au p ion n ie r du m oteur à es sen ce , l’A lle m a n d Daimler. Celui-ci franchit alors ais ém ent c e qui le séparait enco re de la p rem iè re voit ure automobile.

D ep uis lors... J .-P. M arqu art

Les assises annuelles de l’Union Valaisanne

du tourisme, à Crans

L ’assem blée générale de n o tre g ran d organism e to uristique a eu lieu les 8 e t 9 m a rs dans la belle station de C rans-sur-Sierre, où la saison d ’hiver b a tta it encore son plein, grâce à une neige e t un soleil généreux.

Elle f u t présidée p a r M. Amez-Droz e t rehaussée p a r la prése n ce des re p ré se n ta n ts des autorités, p arm i lesquels on n o ta it la présence de MM. T roillet e t Gard, conseillers d ’E ta t, e t de M. K aem pfen, conseiller national, qui fit un in té re ssa n t exposé su r les tra v a u x p arlem entaires rela tifs à l’am élioration de la subvention hôtelière.

Le ra p p o rt adm inistratif, rem a rq u a b le m en t fouillé, fu t p ré se n té p a r le d irec te u r de l’U.V.T. M. P ie rre D arbellay, à qui les p articip a n ts ne m é n ag è re n t pas les com plim ents pour son inlassable dévouem ent à la cause touristique de n o tre canton.

A son tour, M. le D r K rapf, vice-président de la F éd éra tio n suisse du tourism e, se livra à une analyse approfondie de la situation de no tre hôtellerie. Ces divers exposés f u re n t suivis d’une discussion n o u rrie , qui se déroula dans le m eilleur esprit.

M. Antoine B arras, le so u rian t président de la Société de développem ent de Crans, souhaite la bienvenue à ses hôtes. A sa droite, M. le D r K ra p f

Les p artic ip a n ts n 'en g e n d re n t pas la mélancolie. M. H erre n g , de M ontana (à gauche) e t M. L orétan,

de Loèche-les-Bains. P a rm i les p articip a n ts, de gauche à droite : M. G riçhting, de

Loèche, M. Oggier, de Sierre, e t M. Bagnoud, p résident du T rib u n al de Sierre.

M. le conseiller d’E t a t T ro ille t saisi su r le vif dans son a ttitu d e fam ilière au cours de son

allocution.

Un groupe de délégués qui envisagent l’avenir de n o tre tourism e avec optim ism e ! De gauche à droite : M. Alexis de C ourten, p résident du T.C.S. e t de la Société de développem ent de Sion, le Colonel R o b e rt C a rru p t, de S ierre e t M. P au l

de Rivaz, de Sion.

B A N Q U E P O P U L A I R E

D E M A R T I G N Y

T É L É P H O N E 6 . 1 2 . 7 5 C O M P T E D E C H È Q U E S P O S T A U X I l e 1 0 0 0

C A P IT A L E T R É S E R V E S : FR. 1 , 5 0 0 , 0 0 0 .

-C R É D I T S -C O M M E R -C I A U X C R É D I T S D E C O N S T R U C T I O N - P R Ê T S H Y P O T H É C A I R E S E T S O U S T O U T E S A U T R E S F O R M E S D É P Ô T S A V U E O U A T E R M E E N C O M P T E C O U R A N T C A R N E T S D ' É P A R G N E - O B L I G A T I O N S A 3 E T 5 A N S G É R A N C E D E T I T R E S

(9)

DOLE

R r i V <X n V )

ORSAT

La belle confection

habillant comme la mesure

P o u r M e s s ie u rs , D a m e s et Enfants Le plus b e a u choix

chez

Nos 3 6 / 4 0

Fr.

89.50

Nos 4 0 / 4 6

Fr.

99.50

C H A U S S U R E S

Cretton-Sports

M A R T I G N Y

r

LA B O N N E VI EI LLE D R O G U E R I E

A U S E R V I C E DE LA C L I E N T È L E

jGUEBIE

rOLQISQNNE flAIfTIGNY

Tél. (026) 611.92

Vingt ans d'expérience et de confiance

LUGON ET CRETTEX

j

r

BANQUE DE MARTIGNY

C L O S U I T & C IE S .A .

F O N D É E EN 1871

T O U T E S O P É R A T IO N S DE B A N Q U E

C H A N G E S

Pour le ski e t la montagne Le modèle Idéal! W a t e r p r o o f brun, e n tiè re m e n t doublé peau. S e m e lle Dufour montag ne.

C i l e n ie z a

Dec

ptciuLanca

même si vous êtes a ssu ré s à la

AGENCE GENERALE POUR LE VALAIS:

Marc C. Broquet, Sion

A lfr e d P fam m atter, in s p e c te u r, S ion A G E N C E S R É G I O N A L E S :

M o n th e y Félix D o n n e t M a rtig n y C lo s u it F rères

S ie rre B a n q u e S u is s e d 'E p a r g n e e t de C r é d it

V iè g e M a u ric e M artin

A g e n ts dans les p rin c ip a le s lo c a lité s du C a n to n .

BONS OUTILS - TRAVAIL AGRÉABLE !

G r a n d c h o i x d ' o u t i l s a r a t o i r e s p o u r a g r i c u l t e u r s e t j a r d i n i e r s S I O N A v e n u e d u M i d i - T él. 2.10.21

S I O N

A v e n u e d e T o u r b i l l o n

1* MAISON VALAISANNE SPÉCIALISÉE DANS LA PHOTO TECHNIQUE, INDUSTRIELLE ET PUBLICITAIRE

T o u s t r a v a u x p h o t o ­ g r a p h i q u e s . T r a v a u x d ' a m a t e u r s s o i g n é s . P o u r c h a q u e f i l m d é v e l o p p é e t t i r é , n o u s o f f r o n s u n a g r a n d i s s e m e n t g r a t u i t s u r p a p i e r l u x e .

L e s c i e l s c h a n g e n t

...©

r e s t e !

Sous toutes les latitudes, par les chaleurs les plus torrides, par les plus âpres froids, la VW, insensible, est toujours dans son élém ent. Bien à re ­ douter : son moteur, refroidi par air, ronronne, sans relâche, de conten­ tem ent. Chem ins mouillés, verglacés, en n eigés; routes accidentées, cols escarpés et tortueux, rien ne rebute la VW. Et puis, intérieur spacieux et confortable avec chauffage et clim atisation; suspension id é ale; stabilité extraordinaire; parfaite é ta n c h é ilé; économ ie proverbiale à l'achat, à la consom m ation, à l'e ntretien ; conduite sûre, aisée m ê m e pour les d am es et... m ais venez donc l'essayer a u jo u rd 'h u i-m êm e!

Vous verrez comme la V W procure â tous égards, en toutes circons­ tances. |ole et satisfaction entières.

. •/ depuis Fr. 5 9 3 0 . - y

corn-y' pris chauffage et déglvreur

B U LL E : F. G remaud C UARNENS: Ju le s Chappuis DELÉM ONT: Le ï ic le S.A. FR IBO U R G : A. Gendre G ENÈVE: Ch. Holfer & Fils GENEVE: de la Jetée S.A G ENÈVE: du Tourisme, Versoi* G RANDSIVAZ/Payem e: L. Spicher L A CHAUX DE-FO NDS: H. Stich LAUSANNE: de M ontchoisi S.A. LAUSANNE : Zahnd. Stade de Vidy LAUSANNE : de l'Ouest, Jaq ue m e t Frères LAUSANNE: W . Obrist, Bellevaux s/L.

LES BIO UX : Gaston Rochat MARTIGNY : Balma MONTHEY: G. G uillard MOUOON : 0 . K o rm a nn NEUCHÂTEL: Patthey et Fils O R B E : François Nicole ROLLE: Sirca S.A. SCHM IT TEN: M. Böschung SIERRE : A. Antille VEVEY : J. Herzig VILLENEUVE : J. Morel YVERDON : SCHIUMARMI S.A.

@ par tous les temps, sur tous les chemins

6 ARME RAIMA

M a r t ig n y - V il le

Tél. ( 0 2 6 ) 6 . 1 2 . 9 4

A g e n c e s : C I T R O Ë N - F I A T - V W

(10)

Avez-vous

l’esprit d'observation ?

V o i c i l e s 11 e r r e u r s à d é c o u v r i r d a n s le d e s s i n d e l a p a g e s u i v a n t e : 1. Le poisson e st am orcé à l’envers. 2. Le troisièm e volatile est... un

poisson.

3. Il y a une banane dans le panier à poissons.

4. L a bride du sac est sectionnée à deux endroits.

5. Le pilotis est entouré de branches grim pantes.

6. S u r l’affiche « b ains » est au plu­ riel e t « in te rd it » au singulier. 7. M algré c e tte affiche, on aperçoit

la m ain d’un baigneur.

8. La b arq u e à voile es t au-dessus du niveau du lac.

9. Le b ra s gauche du pêcheur se te rm in e p a r une m ain droite. 10. Le fil de la ligne n’est pas tendu. 11. U n visage e st dessiné su r le

cha-peau du pêcheur.

Une bonne nouvelle

pour les fumeurs de pipe

A c ô t é d u p a q u e t c a r r é d e s f a ­ m e u x t a b a c s B U R R U S b l e u e t j a u n e , il e n e x is te m a i n t e n a n t un

nouveau, p l u s p l a t e t p l u s p r a ­

t i q u e — m a is le tabac est le même a u p o i n t d e v u e d u m é l a n g e , d e la q u a l i t é e t d u p o i d s . P r i x : 55 e t. le p a q u e t — p o u r u n e q u a n t i t é d e b o n n e s p i p e s 1

cSeig^a da Quay,

C H A M P I O N R O M A N D DE C R O S S A l’entrée, nous somm es reçus p a r S œ ur Bénédicta, la supérieure, qui, bien qu’assum ant la lourde tâch e de directrice, a toujours le sou­ rire. C’est sous sa conduite que nous pénétrons dans le g ran d hall central. Comme au S a n a to ­ rium valaisan, la prem ière chose qui nous frappe, c’est la propreté.

A utour du hall se tro u v e n t la cuisine, la salle à m anger, le bureau de la S œ ur Directrice, la salle d’atten te-récep tio n , le réfectoire des Sœ urs e t la cham bre de M. l ’Aumônier.

Un large escalier nous conduit a u prem ier étage, qui est réservé aux garçons. L à se tro u v en t les arm oires, un vestiaire, des cham bres à trois, cinq, neuf e t dix lits, une cham bre d’employée e t une salle de bains.

U ne silhouette blanche, un large sourire, une m ain tendue, c’est S œ ur Raphaël, la sous-direc­ trice, qui nous accueille su r son deuxième étage, réservé aux fillettes.

Ici nous trouvons la salle de radioscopie e t de pansem ents, des cham bres à quatre, cinq, six et neuf lits, une cham bre de Sœur, une salle de bains ainsi qu'une p etite chapelle am énagée très sobrem ent. Deux offices y sont célébrés chaque jour.

P én étro n s dans une cham bre. Elle donne sur un long e t large balcon, où sont disposés vingt caisses en bois, pourvues de m atelas et, dans lesquelles les e n fa n ts font leur cure.

De là, nous apercevons devant nous le lac de la M oubra entouré de prés e t de sapins. Au fond, le p an o ra m a m agnifique des Alpes valaisannes, du m assif du Simplon au M ont-Blanc, et, à droite, Crans.

Les cham bres du troisièm e étage sont occupées p a r les employées.

L a délicate tâch e du contrôle médical a été confiée, dès le début, à un spécialiste valaisan, le D r H en ri de Courten. L a confiance qu’il inspire aux enfants est su rprenante. N e déclare-t-il d’ailleurs pas souvent que ce sont « ses » enfants. Il est secondé dans sa tâche p a r un assistant.

Les services in térieu rs sont assurés par sept Sœ urs hospitalières de S te-M arth e e t p ar douze nurses qui les aident.

I l fa u t voir avec quelle gentillesse, quelle dou­ ceur m a tern e lle les S œ urs e t les nurses s’occupent de ces petits qui leur donnent, en retour, toute leur tendresse. P lus de 670 enfants ont déjà été soignés dans ce nouvel établissem ent. Chaque sem aine sont organisées soit des séances de pro­ jections, de cinéma (dessins anim és) ou de peti­ tes fêtes avec récréations e t chants.

En annexe de l’établissem ent se trouve un petit chalet com prenant cinq cham bres, dont trois a b rite n t hu it jeunes filles de 16 à 19 ans, les a u tre s é ta n t occupées p a r les Sœurs.

D evant le préventorium , enfin, se trouve une grande te rra s se qui connaît de joyeux ébats.

Lorsque Mme W ander re m it l’organisation de « F leu rs des Champs » en m ains de l ’E ta t du Valais, elle ém it le vœu que ce dernier la confiât à une fondation p o rta n t le nom de « Fleurs des C ham ps », S an ato riu m pour enfants.

C e tte fondation fu t définitivem ent créée l’été dernier e t le Conseil d’E ta t, au cours d’une mani­ festa tio n to u te fam iliale qui eut lieu le 5 mars écoulé, a confié la gestion de « F leurs des Champs » à un comité. Puisse c e tte fondation continuer sa belle œ uvre e t sauver ainsi de nom­ breux enfants valaisans !

J e a n Zmilacher

Le prév en to riu m « F le u rs des Cham ps » à M ontana.

E N M A R S

oec nos s

p ô z i i f i

E N M A R S

M i-printanier, m i-hivernal, le mois de m a rs n ’a u r a pas comblé les vœux de ceux qui voyaient en lui le r e to u r définitif des beaux jours. S u r le plan sportif, il a u r a cependant réussi à co n ten te r to u t le monde, ou presque, puisque ta n t les a m a ­ te u rs de sports d’hiver que ceux de printem ps on t été en m esure, soit de poursuivre le u r a c ti­ vité, soit de la rep ren d re sérieusem ent.

C’est ainsi qu’en football la reprise a é té com­ plète. Il y eu t d’abord les q u a rts de finale de la Coupe Valaisanne, dont un seul (M artigny-S aint- M aurice) a tte n d toujours d’ê tr e disputé, si encore il le se ra un jour. Le vailla n t C h âteau n eu f n ’a pu ré é d ite r ses exploits a n té rie u rs e t Sion, S ierre ainsi que M onthey se sont qualifiés avec plus ou moins de bonheur. Les deux prem iers se re tro u v e ro n t en demi-finale, tandis que M onthey recevra le g ag n a n t du m a tc h en suspens. Q u a n t au cham pionnat, il est si bien engagé qu ’on peu t d’ores et déjà dire qu'il b a t c a rré m e n t son plein. E n P re m iè re Ligue, S ierre en a profité pour am éliorer sensiblem ent ses positions, alors que M artigny, après une double d éfaite face à Thoune e t à U. S. L ausanne, se r e p re n a it contre Yverdon, conservant ainsi ses chances quasi in tactes pour la course au titre . E n Deuxième Ligue, M onthey a désorm ais perdu to u t espoir de gagner la b ataille et Sion semble un peu donner de l'aile. Toutefois, seul le F.-C. Aigle p o u rra it encore l ’in q u iéter e t à l ’h eu re où p a r a îtr o n t ces lignes, le litige se ra m êm e déjà tran c h é. Grône se ra sans doute champion du groupe I de tr o i­ sième Ligue ; dans le groupe II, les réserves de M artigny sont théoriquem ent m ieux placées que le leader officiel, le F.-C. M uraz. D ans le dernier échelon, V étroz e t Evionnaz on t presque conquis leurs galons de candidats à la prom otion. C’est p a r contre la bouteille à encre dans le groupe haut-valaisan.

A peine arrivés de N orvège, nos cham pions de ski se sont rem is à gla n er force victoires sur nos pistes enneigées. Il y eu t d’abord le slalom g éa n t du téléski de Saxon, qui coïncidait avec l’inau g u ra tio n de ce m oderne m oyen de rem o n ­ tée m écanique e t dont nous avons publié un rep o rtag e dans n o tre dern ier num éro. P uis ce fu re n t les cham pionnats suisses, à C h âteau -d ’Oex pour le ^ ra n d fond (50 km .), à K lo ste rs pour les disciplines alpines. Une fois de plus nos V alai­ sans s ’y couvrirent de gloire. P a rtic ip a n t pour la prem ière fois à une course de 50 km., Alphonse Supersaxo pulvérisa tous ses adversaires dans le P ay s d’É n-H aut. D ans les Grisons, le junior R a y ­ m ond Fellay, de Verbier, e t B e rn a rd P e rre n enle­ v ère n t les titre s respectifs du slalom g éa n t e t de la descente. Mais la plus belle satisfaction, c’est encore René Rey qui nous la procura, donnant ainsi une réponse n e tte e t indiscutable à ceux qui l'av a ie n t évincé de la sélection d’Oslo. Deuxième en descente e t en slalom, le p e tit cordonnier de C rans re m p o rta le ti tr e le plus envié de tous, celui du combiné alpin. Le 16 m a rs é ta it dominé p a r les courses de l ’A rlberg-K andahar, à C ha­ monix. N o tre nouveau champion helvétique s’y classa 7me (1er des Suisses) e t B e rn a rd P e rre n li m e . L ’événem ent m a rq u a n t du week-end sui­ v a n t fut le 6me derby du G o rn e rg ra t organisé, comme toujours, à la perfection p a r le S.-C. Z er­ m a tt. Si la victoire revint finalem ent à l’A u tri­ chien M olterer, nos V alaisans se classèrent respectivem ent : M a rtin Ju le n 2me, B ernard

P e rre n 5me, Gottlieb P e rre n 6me e t Raym ond F ellay 14me. Ce dern ier dim anche du mois, A ndré Bonvin se classait b rilla n t 4me du G rand-P rix des R ochers-de-N aye, épreuve au cours de laquelle R ené È ey faisait une chute m a g istrale e t se blessait douloureusem ent à une cheville. Le 30 m a rs enfin, R aym ond F ellay confirm ait sa tr è s g rande classe en disposant de tous ses adver- kaires lors du 1er slalom g éa n t de la B reyaz mis s u r pied p a r le S.-C. C ham pex-F erret.

Le ski m ilitaire valaisan nous a aussi comblé lors des cham pionnats d’arm é e d’A n d erm a tt, les 1er e t 2 m ars, puisque c’est la patrouille anni- viarde du L t Jules Z ufferey (Fus. A rm an d Genoud, fus. H erm a n n Loye et fus. A bbet) qui enleva le ti t r e de cham pionne d’arm ée. D ans la course in tern atio n ale de patrouilles, celle du P it. Gilbert May, de S arreyer, qui re p ré se n ta it n o tre pays et dont faisa it encore p a rtie le sgt. R obert Coquoz, de Salvan, p r it une belle 3me place, après avoir effectué un ti r splendide.

En hockey su r glace, le M a rtig n erain de L a u ­ sanne, O scar M udry, fu t sélectionné une fois de plus avec l’équipe Suisse B qui se ren d it en Italie, e t s ’y com porta si bien qu’il fu t ensuite choisi pour l’équipe A, laquelle joua deux m a tch e s à l’é tra n g er, contre l ’Allemagne. N o tre V alaisan y inscrivit son b u t désorm ais trad itio n n el dans les ren c o n tre s de ce genre.

Le dim anche 17 m ars, le Club ath létiq u e de S ierre m e tta it su r pied — e t d ’excellente façon ! —les cham pionnats rom ands de cross. C ontre to u te a tte n te , le titr e r e s ta chez nous grâce à un jeune étu d ia n t sédunois, Serge de Quay, actu e lle m en t au Collège de St-M aurice. En juniors, O scar M arty, de Salquenen, te rm in a tro i­ sième, alors qu’en catégorie B, J e a n S authier, de Conthey, se classait 2me, à un rien du vain­ queur.

E n cyclisme, signalons, le 22 m ars, le passage chez nous (St-Gingolph - M artigny - S t-M aurice) sous une pluie torrentielle, m ais dans un im ­ m ense enthousiasm e, du T our du L ém an que gagna F e rd in an d Kubier. Les cham pionnats valai­ sans de cyclo-cross f u re n t organisés le 30 m a rs p a r le F.-C. Collombey-Muraz. Ils fu re n t l ’occa­ sion d’une nouvelle e t indiscutable victoire de n o tre inamovible champion H éritier, de Savièse.

E n fin de mois e u re n t lieu à N euchâtel les cham pionnats in tern atio n au x individuels de Suisse de tennis de table. Signalons la tr è s belle victoire du M ontheysan D elaurens dans le crité ­ rium, où son collègue C a rra u x se classa brillant 3me. D ans le double, la paire constituée p a r les deux M ontheysans finissait en 3me position, ta n ­ dis qu’en double-mixte, C arraux, associé à Mme Vez, de L ausanne, p re n a it une belle 2me place.

N ous ne saurions te rm in e r c e tte rubrique m e n ­ suelle sans ad re sser un hom m age ém u e t recon­ n aissan t à no tre am i Louis Zurbriggen, président du Ski-Club M ontana, sub item en t décédé à Coire, où il avait été tra n sp o rté à la suite d’un m alaise ressenti lors des cham pionnats suisses de K losters. Les sportifs valaisans perdent en lui un cam arade qui s'e st dépensé sans com pter, e t to u ­ jours avec le sourire, pour un idéal qui é ta it p e u t-ê tre son seul « modus virendi ». Q u’il repose en paix !

J o s y V u i l l o u d

c i l n a â i A i t a à

«CJîLeut& da& CIjampA»

der, directrice de la F ondation qui porte son nom, décida de louer en octobre 1945 le préventorium « S olréal » en échange de l ’ancien établissem ent, qui é ta it sis en bordure de la ro u te Sierre-M on- tana, peu a v a n t la sta tio n te rm in u s du funicu­ la ire S. M. V., e t devenu tro p petit.

L ’idée de b ap tise r l ’ancien Solréal « F leu rs des Champs » es t m erveilleuse. P ouvait-on tr o u ­ ver plus joli nom pour ce préventorium destiné désorm ais aux e n fa n ts valaisans m alades ?

Notons avec plaisir que le G rand Conseil valai­ san, dans sa session de printem ps 1947, avait voté un crédit pour l ’a c h a t d ’un préventorium pour enfants. Le Conseil d’E ta t, décida, le 20 juil­ le t 1948, l’a c h a t de « F le u rs des C ham ps ». Cet établissem ent de M ontana-V erm ala est situé à l ’e x tré m ité du lac Grenon, côté Crans.

Les cham pionnats rom ands de cross se sont déroulés le 17 m a rs à Sierre. M agnifiquem ent organisés p a r le Club athlétique, ils ont procuré aux V alaisans la grande joie de voir triom pher un des leurs.

Serge de Quay, de Sion, ac tuellem ent au Col­ lège de St-M aurice, a en effet rem p o rté de haute lu tte le ti tr e de champion rom and, b a t ta n t ainsi avec une rem a rq u a b le aisance ses adversaires ré p u té s des cantons voisins.

C’est grâce à un e n tra in e m e n t sévère et, aussi, àT la com préhension de ses m aîtres, que ce jeune a th lè te a réussi cet exploit, dont «Treize Etoiles» e st heureux de le féliciter à son tour, to u t en lui a d re ssa n t ses vœ ux chaleureux de succès pour le C ham pionnat suisse, où Serge de Quay p our­ r a it f o rt bien nous rése rv e r de nouvelles su rp ri­ ses.

F leu rs des Champs. Voilà un nom évocateur. Que ne voyons-nous pas à la pensée de ces m ots ! De jolies fleurs aux ravissantes couleurs qui, en toutes saisons, égaient la plaine, les coteaux et les alpes.

H élas ! les fleurs des cham ps dont il est ques­ tion ne sont pas de celles-là. Non. Les « cham ps » ce sont nos foyers valaisans e t les « fleurs » leurs enfants. C a r nul ne songe à nier que la fleur d’un foyer, c’est l’enfant.

Mais to u t en fa n t e st su je t à la m aladie e t p a r­ fois, plus délicat que d’autres, il peut en co n tra c ­ te r une m a lh eu re u sem e n t très sournoise et tenace : la tuberculose pulm onaire ou osseuse. P rise à son début, elle p eu t ê tre guérie après quelques mois de cure.

P ré v o y an te e t généreuse, Mme G eorgette W

an-NOS GRANDS SKIEURS DE CRANS

Voici, jeunes e t souriants, nos as e t nos espoirs de C rans : de gauche à droite : A ndré Bonvin, Iv a r Dubost, R ené Rey e t R oger B arras.

Mais le plus la rg e sourire est bien celui de R ené Rey qui a rem p o rté le mois passé le ti tr e de cham pion suisse du combiné alpin, sans com pter d’a u tre s suc­

cès qui fero n t sans doute réfléchir ceux qui n 'o n t pas voulu le sélectionner pour Oslo !

Références

Documents relatifs

nous n ’en sommes pas réduits à choisir notre camp entre les spartiates et les godiches, le goût de la cuisine se perpétue et se développe dans de grands restaurants, mais

Le château de Saint-Jean fut contempo­ rain des Croisades et ne dépassa pas cette époque. Les seules questions qui se posent sont la date de son existence et ses

Texte et photos Ch.. C elui de France était dit très chrétien. Mar qua un tour nant dans l ’histoire. Inhumain gage humain.. E t l’auraient-ils pressentie, ne

C’est que le célèbre moteur DKW AUTO U N IO N 3 cylindres sans soupape, avec seulement 7 pièces en mouvement représente le maximum de sécurité de marche, et parce que

C’est que le célèbre moteur DKW AUTO U N IO N 3 cylindres sans soupape, avec seulement 7 pièces en mouvement représente le maximum de sécurité de marche, et parce

On peut certes regretter quelques mala­ dresses dans la construction des gran­ des châsses, mais le m odèle et la vie des personnages ne souffrent pas des

Ainsi, les petits moulins et les fours banals se don­ nent quand même la main pour conserver au pays une coutume parmi les plus vénérables et qui ne sau­

Mais ne pourrait-on pas adopter pour les touristes un vocabulaire à la fois juste et piquant leur curiosité P C’est une question que devraient se poser tous