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S O M M A I R E N" 5, mai 1959 : Loéche-les-Bains, station therm ale et de sports. — L ’ESM 1 en cam pagne. — Un bain de soleil dans une cave, l ’exposition F re d Fay. — Heureux an n i versaire, Votre Majesté ! — L ’érection du mai à Praz- de-Fort. — L a cuisine e t la gastronomie. — Un cas m édical étrange à l’armée. — Les raffineries de pétrole en Valais. — Rayé d u m onde. — Alerte au gel. — La page de l’actualité. — Potins valaisans.
Couverture : H allucinante, cette danse du feu sous les abricotiers menacés p a r le gel !
^òcchc-les-n^ains
s t a t i o n t h e r m a l e e t d e s p o r t s
Loèche-les-Bains était connue du tem ps des Romains qui appréciaient déjà les qualités curatives de ses eaux. Aujour d ’hui, com m e hier et avant-hier, les rhumatisants en par ticulier accourent en grand nombre faire une cure de vingt et un jours, dont le résultat est souvent stupéfiant.
C ette coquette station, située à 1411 mètres d ’altitude, est dotée de confortables hôtels répondant aux exigences actuelles et de nombreux chalets locatifs.
Elle n’est pas seulem ent une station thermale, mais, de plus en plus, les sportifs prennent goût à la fréquenter. Après une interruption de dix années, elle a de nouveau sa saison d ’hiver, de décem bre à avril, durant laquelle elle offre à sa clientèle une école de ski, une patinoire, deux pistes de curling et un skilift qui sera modernisé cette année. La saison estivale s’étend de mai à octobre.
En plus des piscines privées et com m unes des divers établissements, il existe m aintenant une piscine en plein air où l’on prend des bains de pied extrêm em ent délassants et fortifiants.
L ’eau des sources de Loèche a une teneur de 2 gram mes de sels divers par litre ; les principaux sont les sul fates de calcium, de magnésium, de sodium et de potas sium, avec quelques traces de fer et d ’arsenic. Elle contient aussi de l’acide carbonique, de l’oxygène et de l’azote.
C ette eau sort de terre à 51 degrés centigrades. L e débit est de 2.000.000 de litres par vingt-quatre heures.
La particularité de Loèche est q u e lle est la seule sta tion thermale située à la montagne. Les patients ont donc le privilège de pouvoir joindre à la cure d ’eau celle de l’héliothérapie, aussi bien en hiver q u ’en été.
Les indications thérapeutiques de Loèche sont m ulti ples. Citons les rhumatismes sous toutes leurs formes, les maladies des articulations, la goutte, les troubles de la circulation, diverses paralysies, l’asthme, l’obésité, etc.
C ette station valaisanne n’est, d ’autre part, pas dém unie de distractions, au contraire. Outre les sports d ’hiver cités
plus haut, ses hôtes ont à leur disposition pendant les deux saisons un dancing, un cinéma, des bars, une librairie cir culante. E n été, ils p eu ven t encore s’adonner aux foies du tennis, de la pêche, du mini-golf, des courses de montagne et des promenades à travers les forêts.
Loèche-les-Bains est reliée à la plaine par un chemin de fer électrique qui part de La Souste, gare située sur la ligne internationale du Simplon, et par une route carros sable qui, dès Vembranchement de Rumeling, conduit d ’une part à Loèche-Ville et, de l’autre, à Sierre par Varone. Fait à signaler et m êm e à souligner, si chacun peut arri ver jusqu’à son hôtel en automobile, par contre la circu lation est interdite pendant les saisons à l’intérieur de la station. Les voitures doivent être laissées au repos dans de vastes pares aménagés à cet effet. Ainsi les hôtes, malades ou bien portants, p eu ven t jouir du calme indis pensable à la vraie détente.
C e qui frappe dès l’arrivée à Loèche-les-Bains, c’est l’essor que prend actuellem ent la station. Un im m ense sanatorium, le « Rheum a Volks Heilstätte », est en cons truction ; il pourra recevoir une centaine de patients. E t bientôt on creusera les fondations d ’un établissement des tiné aux victim es de la poliomyélite. D e nouveaux hôtels privés et des chalets, poussant com m e des champignons, viendront augm enter la capacité d ’accueil des hôtels de la Société des bains et des autres maisons déjà existantes.
D es hom m es pleins d ’allant, parmi lesquels M. Paul Guntern, qui eut l’amabilité de nous piloter lors de notre visite, m etten t tout en œ uvre pour rendre la station tou jours plus accueillante. Q uelques chiffres éloquents su ffi ront à apporter la preuve de Vextraordinaire épanouisse m e n t de Loèche-les-Bains.
Pendant l’exercice 1956-1957, on a enregistré 95.831 nuitées, tandis que pour 1957-1958, le chiffre s’est élevé à 116.009. Pendant l’hiver 1958-1959, le total des nuitées a été de 20.000 environ, alors q u ’il n’avait pas dépassé 7000 l’hiver précédent !
Ce bref exposé serait incomplet si l’on ne signalait au lecteur la construction d ’un téléphérique qui, en quelque sep t m inutes, franchit 1000 mètres de dénivellation et hisse le prom eneur jusqu’au col de la Gemmi. D e là-haut, on jouit d ’une vue incomparable sur toute la chaîne des Alpes valaisannes, et l’on p eu t voir s’ébattre en paix chamois et bouquetins !
Mais ce n ’est pas encore tout. L es amis du pittoresque trouveront leur com pte à Loèche-les-Bains. E n effet, le vieux village typique existe toujours et, d ’autre part, une agréable prom enade les conduira jusqu’aux fam euses échel les q u ’ils pourront gravir, si le cœ ur leur en dit, pour par venir au village d ’Albinen, dont les chalets noirs encerclent le blanc clocher de l’église paroissiale.
E n terminant, nous ne saurions m ieux faire que d ’en courager ceux qui souffrent de rhumatismes à choisir pour leur cure Loèche-les-Bains, station alpestre où l’on respire l’air vivifiant des hautes terres, au lieu d ’aller chercher parfois très loin la guérison q u ’ils tiendraient peut-être ici à portée de la main.
D e g a u c h e à d r o i t e , M M . S é v e r i n L o r é t a n , p r é s i d e n t d e la c o m m u n e e t d e la S e c t io n d ’h ô t e l i e r s d u li e u , e t P a u l G u n t e r n , p r é s i d e n t d e la S o c ié té d e d é v e l o p p e m e n t
(P h o to s : G r i c h t i n g , L o è c h e - l e s - B a i n s ;
L'ESM 1 en campagne
L e soldat suisse se lève tôt pour ne rien faire, et il le fait debout.
L ’adage n ’aurait-il plus sa raison d ’être ? Y aurait-il quelque chose de changé dans l’arm ée ? On pourrait le oroire en observant un hôpital militaire en action, ou plutôt les hôpitaux réunis, avec les rouages com plém entaires, dans un ESM °.
Conviée à voir cela de près, lors du cours d ’instruction de l’ESM 1, la presse s’est sentie la bienvenue.
Le cours com plet a duré h u it jours, du 11 au 28 avril, et il s’agissait de m ettre en place et contrôler tout ce dispositif qui, en temps de guerre, doit perm ettre de recueillir et soigner — jusqu’à guérison com plète, c’est le d er nier échelon de notre organisation sani taire — 3000 blessés ou malades, à l’aide de 2100 personnes, dont 150 ou 160 médecins de toutes spécialisations, 30 à 40 p ar groupe : Voilà les dim en sions d ’un ESM, et notre armée en com pte huit, soit deux p ar corps d ’ar mée. Q uatre sont dits de l’arrière, et ils s’installent à dem eure dans des lieux abrités, reconnus d ’avance ; les quatre autres sont des ESM « avancés » qui, destinés à suivre le déroulem ent des opérations, prendront leurs quartiers et en changeront en conséquence. ° E S M = é t a b l i s s e m e n t s a n i t a i r e m i l i t a ir e , c o m p r e n a n t 1 g r o u p e m o b i l e + 3 g r o u p e s d ’h ô p i t a u x ( c h i r u r g i c a u x o u m é d i c a u x ) . C o m p o s i t i o n (à p a r t l ’é t a t - m a j o r ) : d u g r o u p e m o b i l e 1 c o m p a g n i e d ’h ô p i t a l 1 c o l o n n e C r o i x - R o u g e (CR) 1 d é t a c h e m e n t C R 3 c o l o n n e s d e t r a n s p o r t s a n i t a i r e S C F 1 t r a i n s a n i t a i r e E f f e c t i f t o t a l : 750 d e s g r o u p e s d ’h ô p i t a u x 1 c o m p a g n i e d ’h ô p i t a l 1 c o l o n n e C R 1 d é t a c h e m e n t C R S C F E f f e c t i f t o t a l : 418
L ’ESM 1 est de ce type ; c’est p o u r quoi l’exercice, pour lequel il avait mobilisé à peu près la m oitié de ses effectifs, prévoyait une rocade, les p a tients devant être subitem ent transpor tés d ’un p oint à l’autre de l’aire de stationnem ent, étendue à une grande partie du Valais.
Mise en oeuvre des colonnes de tran s port et du train sanitaire, formé de w a gons C F F de I I e classe transformables en un mom ent, et équipé d ’une salle d ’opérations et d ’une cuisine. L a presse en a tâté (de la cuisine, pas du reste). Ce train, déjà tout un chapitre en soi. Ce train, dont l’arrivée à Sierre a fait sensation. L a population alarmée im a ginait une catastrophe... Pourtant, p a r mi ces faux em plâtrés, un vrai malade, un. Il paraît q u ’il avait p o u r lui seul trois m édecins et cinq infirmières. Sans doute on exagère.
Bref, un m écanism e vaste et com plexe, infirmerie et salles, services auxi liaires, transports et tout le bataclan. E quipes de radiologie, phathologie, b a c tériologie, hygiène et désinfection. Tous les domaines de la chirurgie et de la m édecine, avec d ’ém inents spécialistes, un m atériel et une instrum entation der nier cri. A la fin des cours, révision de l’équipem ent en te nant com pte des avis des spécialistes, d ont chacun est con sulté. T out cela déplié, éprouvé et re plié en h u it jours, sans précipitation apparente mais avec une efficience
chirurgicale et avec le sourire. Un sou rire auquel les SCF, en force, don naient du naturel. Ici la présence fém i nine est plus nécessaire que partout ailleurs. C ’est un facteur essentiel de consolation et de guérison.
Com m ent résum er ? Un ven t n ou veau, le g ratte-papier s’efface, l’hom me d ’action domine. Le m édecin n ’ai me pas perdre son temps. U n grand médecin reste dans l ’arm ée un grand médecin, avec ou sans galon. S’il n ’en a pas, il conserve sa tâche et son pres tige. S’il en a, c ’est q u ’il organise, et s’i" organise, c’est tout de m êm e une garantie. L ’organisation inspire con fiance. Elle ne tourne pas dans le vide et respire, sous les disciplines m ilitai res, le bon sens et l’esprit pratique. L'utilisation des com pétences n ’est plus un vain mot. L argem ent desserré, l’étau du formalisme adm et l’individu, ses capacités.
Transposition dans la vie militaire, à un degré presque invraisemblable, du milieu hospitalier moderne. F ini le respect à outrance des vieux impératifs, par exemple l’autonom ie des groupes. Au contraire, chaque fois q u ’il est pos sible, le cloisonnem ent tombe, les grou pes m ettent leurs disponibilités en com m un pour form er des divisions spécia les. Ainsi ;le grand m aître de la chirur gie abdom inale ou thoracique pourra constituer son équipe spécialisée en en puisant, le cas échéant, les éléments dans plusieurs groupes. Les dentistes s’entendront pour créer un centre d en taire à grand rendem ent...
Im pression très nette que le citoyen suisse est aussi bien soigné à l’arm ée que chez lui ; même mieux, dans b eau coup de cas. Quelques noms pris dans la liste des m édecins de l’ESiM 1 : Colo nel Séhéchaye, com m andant, et son adjoint, lt.-colonel de Preux, tous deux chirurgiens connus, comme le m ajor Secrétan, urologiste de Lausanne ; les capitaines de Rham, spécialiste de la chirurgie thoracique à Leysin, et De- môle, professeur de médecine interne à l’Université de Lausanne, ou encore le pit. Tailland, professeur d ’o to -rh in o - laryngologie...
Soldat malade, mon frère infortuné, as-tu donc tous les jours la facilité de
te faire arranger avec une aussi grande distinction ?
Un m ot encore sur l ’hélicoptère, le seul hélas, d o n t la dém onstration a été tout à fait convaincante. C ’est le véhi cule idéal p o u r le transport des blessés, comme l’a d ’ailleurs assez dém ontré la guerre de Corée. Pensez aux affres d ’un grand blessé q u ’on trim bale sur des routes défoncées, q uand ici il est dé placé sans heurts en quelques minutes. Nos ESM devraient en avoir en suffi sance, cette dotation s’appuyant sur l’avis des grands chirurgiens, tel le D r Francioli qui conclut, dans une confé rence faite à un ESM : « Je n ’hésite pas à dire que le sort des grands blessés de l’abdom en d é p en d p eut-être davan tage des moyens de transport que du
chirurgien. » B. O. P h o t o g r a p h i e s d ’Osvvald R u p p c n E x t r a i t d ’u n e c o n f é r e n c e f a i t e p a r u n It.- c o l o n e l à u n E S M : « P e n d a n t la d e r n i è r e g u e r r e , o n n o u s a d i t q u e n ’i m p o r t e q u i p o u v a i t s o i g n e r n ’i m p o r t e q u e l b le s s é , q u ’il s u f f is a it d ’a v o i r d u g o û t p o u r l a c h i r u r g i e . L ’a b s u r d i t é d ’u n te l p r o p o s n ’a p as b e s o i n d ’ê t r e s o u l i g n é e . . . P o u r a c c o m p l i r n o t r e m i s s io n , n o u s n o u s e f f o r c e r o n s d e m e t t r e a u « d e e p f r e e z e » n o t r e a m o u r - p r o p r e e t d e n o u s li b é r e r d e la s u p e r s t i t i o n d e s g r a d e s . C e n ’e s t p a s le n o m b r e e t l’é p a i s s e u r d es g a l o n s q u i m e s u r e n t les q u a l i t é s t e c h n i q u e s e t h u m a i n e s d es m é d e c i n s . U n lt . - c o l o n e l o u u n m a j o r p o u r r o n t s a n s h u m i l i a t i o n a c c e p t e r les co n s e i ls d ’u n m é d e c i n SC. »
UN BAIN DE SOLEIL DANS UNE CAVE
C * e x p o s i t i o n
D e tous les centres d ’art de la capitale valaisanne, l’un des plus vivants e t des plus sym pathiques est assurément L ’Atelier de M. Louis Moret, au G rand-Pont. Dans son cadre typiquem ent valaisan — il s’agit d ’une cave — s’ouvrait, le samedi 18 avril, l’exposition des œuvres (hui les, gouaches, dessins, gravures) de M. F red Fay, direc teur de l’Ecole cantonale des beaux-arts. M. Marcel Gross, conseiller d ’Etat, chef du D épartem ent de l’instruction publique, avait tenu à honorer officiellement de sa p ré sence ce vernissage qui fit accourir le Tout-Sion et rem porta un éclatant succès, ta n t auprès des critiques d ’art que d u grand public.
Il n ’est p oint dans notre propos de répéter ici ce que les critiques ont déjà dit excellemment. Nous préférons, q u an t à nous, caractériser un art que le juger. F red Fay, qui est Genevois e t porte la barb e des Grecs, est un peintre épicurien. Il a besoin de la chaude lum ière m é diterranéenne et des voluptueux paysages de Grèce ou d ’Italie pour révéler la patrie de sa sensibilité. Son expo sition était un hym ne à la souveraine douceur des lieux q u ’il a aimés : les villas, les ports, les petites îles, les coins enchanteurs de Grèce, de Sicile, de Sardaigne, d ’Italie : un vrai bain de soleil et de lumière.
Sensible, F red Fay l’est à la douceur des paysages et à la grâce féminine, et sa palette se plaît à allier l’une à l’autre dans des toiles comme sa « Symphonie en. bleu » où u ne fraîche jeune fille brune, adm irablem ent campée, se détache sur l’arrière-plan d ’un paysage lointain. Le visage fém inin, particulièrem ent celui de la jeune fille ou de la fem me jeune, retient avec bonheur son atten tion. : « F ra n ç a ise » , « M artiniquaise », « Jeune G recque », « La Provençale », « Brigitte Bardot » (une B. B. en tutu passant un chausson de ballerine), autant de titres qui disent l’am our de F red F ay p o u r la plus belle des créa tures de Dieu. Nous partageons aisém ent son émotion devant des huiles comme « Anéa, jeune fille grecque », une G recque toute m oderne et qui illustrerait à merveille les « Orientales », de V ictor H ugo, ou devant des san guines comme « Alexandra », vivante, élégante, racée : la séduction même.
L a figure fém inine n ’apparaissait cependant que dans quelques nus, p eu nombreux, mais très beaux : une huile, « H om m age au Caravage », qui est d ’abord un homm age à la Femm e, et deux dessins : une « Fem m e assise », très savante, et un.e « Jeune fille accroupie », d ’une aisance souveraine.
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« C a l a s e t r a », S a r d a i g n e
Le s p o l i t i c i e n s d e S av iè se
F re d p a t i
Le Valais âpre et d u r a moins séduit le pinceau de F re d Fay que la voluptueuse Italie. Aussi, plus rares dans son œuvre, des toiles comme « Lum ière d ’orage sur Sion », « Les politiciens de Savièse », « L a plaine de Con- they » ou des dessins comme « Le père L œ rtscher », une figure typique de vieux Sédunois, n ’en sont-ils que plus précieux p o u r nous.
Les qualités de dessinateur de F red F ay apparaissent naturellem ent dans ses gravures qui font de lui un très rem arquable illustrateur. M aurice Z erm atten a écrit, pour une édition de grand luxe, « D ouze préludes à l’histoire du m o n d e » , inspirés de l’Ancien Testam ent. F red Fay a gravé quarante-deux bois qui font de cet ouvrage p ré cieux et souvent délicieux une des plus belles réussites de l’édition d ’art helvétique. Le bibliophile qui l’ouvre convient aussitôt que Z erm atten illustré p ar Fay, c’est
parfait. Sans jeu de mots. S y m p h o n i e e n b l e u
£ . A.'
S io n e n t r e d e u x o r a g e s ( P h o to s S t u d i o C a m e r a , O . R u p p e n & R. d e R o t e n , Sio n)
H e u r e u x a n n i v e r s a i r e , V o t r e M a j e s t é !
A sa gracieuse Majesté la reine Juliana, dont les Pays-Bascélèbrent le cinquantième anniversaire clans des fêtes dont l’écho retentit jusque chez nous, « Treize Etoiles » présente ses respects et ses vœ ux et, en m êm e temps, à toute la famille royale, dont la charmante intim ité a été surprise, lors d ’un de ses séjours à Zerm att, par le photographe de l’Union valaisanne du tourisme.
C outum es d u Vieux-Pays
L é r e c t i o n d u « M a i »
C’est, une très vieille coutum e qui rem onte à l’an 1476 et qui rappelle la lutte décisive q u ’y m enèrent les habitants (fem m es et hommes) de Praz-de-Fort contre les Valdotains pour la conquête de leur indépendance. Ce souvenir se célèbre chaque année le prem ier dimanche de mai durant lequel on érige un sym bolique sapin de la liberté. Petits et grands m ettent la main à l’ouvrage et la récompense vient après l’effort : le traditionnel et délectable verre de blanc servi par de souriantes filles de l’endroit.
J l a cu isin e e i l a g a stro n o m ie
Q uand un hom m e inspiré se m e t e n devoir de cuisiner, Pourtant, à la vigne, au cham p, à la basse-cour, au en am ateur e t n o n pas en professionnel, il déploie une
activité q u i fait trem bler sa femme. Il fa u t le voir à la b atterie d e cuisine !
Pareil à u n musicien, il travaille avec la m êm e ardeur d e la tête et des mains e t il b a t u n e m ayonnaise exacte m ent com m e il b a ttra it du tam bour.
Massés dans la salle à m anger, les amis ten d en t l’oreille afin de rep érer p a r les bruits sa maîtrise.
O n entend déferler une cascade d e notes critallines qui s’achève aussitôt p a r u n accent plaqué.
— Les verres et le p la t à poissons... proclam e alors l’épouse à l’ém erveillem ent des mélomanes.
Puis c ’est une grêle d e coups précipités, presque assourdis, que déch ire u n son argentin de triangle.
— L e bols à potage e t les services !
Elle connaît la musique... et sans y aller voir, elle devine à ce concert discordant q u ’il tient la grande forme.
L ’homm e, en réalité, se b a t contre des objets hostiles. Inutile de se frapper, car les jurons qu’on perçoit m a in tenant s’adressent moins à l’hum anité q u ’à une casserole rébarbative ou à une assiette vicieuse.
Q uelqu’un qui pénétrerait, à ce m om ent-là, dans la cuisine, évaluerait à tren te ou quarante le nom bre des convives, à l’am oncellem ent des récipients et des vic
tuailles.
— C om bien serez-vous à table ? — Q uatre.
Il dit, ém ergeant d ’un nuage opaque, et s’y replonge avec courage.
O n constate, un instant plus ta rd q ue les résultats de son effort sont sans com mune m esure avec cet effort lui- même.
Q ui pouvait supposer q u ’une truite calcinée exigeât u n tel rideau d e fum ée ?
Il s’est donné vraim ent beaucoup de peine à ram e n er l’animal aquatique à l’é ta t d e squelette.
S urtout n e dui proposez pas une recette où la chair p ren d rait le pas su r les arêtes.
Vous le vexeriez, car le cuisinier am ateur, com m e le musicien am ateur, le p ein tre am ateur, le com édien am a teur, entend q u ’on le juge sur son acharnem ent au tra vail e t n on p o in t su r ses dons.
Mauvais, u n poisson q u i a nécessité ta n t de persévé rance et d e zèle ?
Allons donc !
E t l’hom m e s’étranglerait p o u r sauver son honneur.
U ne chose m ’étonne :
Les femmes, p o u r la p lupart, sont d ’excellentes cuisi nières, mais aucune, à m a connaissance, n ’a laissé de nom dans la gastronomie.
Pourquoi ?
L ’a rt culinaire atten d toujours sa Georges Sand, sa M adam e de Sévigné ou sa Colette.
Les gourmets, com m e les dégustateurs, appartiennent au genre masculin, e t je n ’ai jamais vu un Kram er en jupons, le chignon bien plan té su r la n u q u e e t le regard rêveur, q u i apprécierait la qualité de nos vins.
fourneau, la fem m e accom plit u n travail plus rad e que celui-là.
Tient-elle à conserver la ligne ?
Perm ettez-m oi d ’en douter, car j’ai rem arqué que les cuisinières les plus douées, celles qui viennent s’e n q u é rirent, les poings sur les hanches, de vos observations et de vos com plim ents sont, en général, de solides luronnes.
Com m ent pourrait-il en être autrem ent ?
Si elles suivaient u n régime, elles auraient moins de coeur à l’ouvrage et pren d raien t u n air dégoûté p o u r m ijoter les mets les plus délectables.
Alors ?
Pourquoi n e s’est-il jamais levé d e leurs rangs un Brillat-Savarin ?
C e n ’est p o u rta n t pas les qualités q u i le u r m a n q u en t : Elles sont gourm andes, raffinées, sensuelles e t pour les péchés mignons je crois, oui vraim ent je crois, q u ’on p eu t leur faire confiance.
N ’allez pas prétendre, en to u t cas, q u e l ’hom m e a le palais plus délicat, le g oût plus subtil, la langue mieux pen d u e !
D u fo n d des temps, la fem m e a voué u n e grande p ar tie de son tem ps à la cuisine où elle est reine et maîtresse. E t c’est l ’hom m e qui s ’est illustré dans la gastrono mie.
Il y a là, m e paraît-il, un m ystère inexplicable et qui tien t sans d o u te au pouvoir d e création d e l’hom m e p ar rapport au talent d ’interprétation de la femme.
Si vous trouviez une autre explication à ce fait p a ra doxal, je vous passerais volontiers la plum e et la poêle et à d éfau t de mieux, je boirais vos paroles et je m e délecterais de vos arguments.
C roquis m ilitaires
Un cas médical étrange
— Ça y est ! C’en est un ! aboie le plt.-m édecin. Vous le voyez, lui, jovial, rondouillard, m e p alp an t le ^fiaut du coffre et se pourléchant les babines. E t moi, debout, torse nu, ten an t des deux mains m on pantalon, bretelles flottantes, pas rassuré du tout :
— Ah ! Un quoi ?
L ’appointé sanitaire tend l’oreille. Rose et gras lui aussi, un peu mou.
— Mais un herpès-zoster, parbleu ! fait le toubib. Vous en avez de la veine ! U n autre, à m a place, n ’y aurait vu que du feu. Tous les sym ptôm es concordent. Ça brûle, hein ? Ça p iq u e ? O n ne supporte plus le m oindre vêtem ent, pas m êm e une camisole ?
Je commence à m ’agiter :
— H um ! E t q u ’est-ce que c ’est, cet hermès... herpès...? — L ’inflam m ation — produite p ar u n virus — d ’un ganglion d e la colonne vertébrale. Rosengürtel. R egar dez cette large ceinture de boutons bien dessinée qui traverse la poitrine d e biais, comme un baudrier...
Il se penche et regarde encore, tout rouge d e plaisir. ... u n bau d rier de roses, c’est to u t à fait cela ! Moi, prudem m ent :
— Est-ce q ue c’est dangereux ?
— Ce n ’est rien du tout. Parfois le p atien t se jette p ar la fenêtre, car la douleur le rend fou. Mais en soi, la m aladie, s’il n ’y a pas d e complications, n e présente aucune gravité.
Instantaném ent, je souffre mille morts. Il y a six jours q ue j’attends cette visite, le m édecin étan t en congé, et p en d an t ce temps... Ah ! Je n e souhaite pas à m on pire ennem i de passer p a r là ! E t je me suis levé le m atin, je n ’ai presque jamais m anqué la gym nastique, j’ai classé les papiers dans la caisse du com m andant, j’ai fait mon devoir en serrant les dents, héroïquem ent.
— E t com m ent soigne-t-on cette m aladie ?
L e pit. se gratte la tête, m e regarde un m om ent en dessous.
— Il y aurait bien un traitem ent... Vous avez de la veine que je le connaisse ! Je reviens d ’un congrès en Allemagne où j’ai entendu précisém ent une com m unica tion sur l’herpès-zoster... Oui, c’est bien cela. Rosengürtel. Vous avez u n e de ces veines ! Mais l’ennui, c’est q u e le m édicam ent ne figure pas sur la liste... Pas m oyen de le faire passer p a r la caisse ordinaire !
— E t q u ’est-ce qui arrive si on ne fait rien ? — Le m alade guérit d e lui-m êm e après quelques semaines, sauf complications, bien entendu : paralysie, spasmes, etc. Mais en soi...
— Oui, oui. Mais ce fam eux traitem ent ?
L e toubib se gratte encore la tête, ouvre un bouquin, s’assied, pren d dans son tiroir une pile de feuillets cyclo stylés, m e congédie. Je le quitte plongé dans la p ap e rasse, et q uand il m e rappelle, un peu plus tard, je le retrouve plongé dans la paperasse. Enfin, il se décide : — T an t pis, je risque le coup. Si on fait des histoires à Berne, j’irai trouver le grand patron. Vous en avez une d e ces veines !
Puis il m ’oublie sur une chaise dans le corridor. L e sam aritain revient, très gêné, une petite boîte en veloppée de p ap ier d e soie à la m ain :
— On s’est foutu de moi à la pharm acie. O n m ’a dem andé (il rougit violemm ent) s’il y avait des SCF p ar ici.
Il me presse sur son cœ ur avec une étonnante ferm eté tandis que le pit. m e fiche la prem ière seringue dans l’omoplate.
—- O n y va très lentem ent, p o u r la prem ière fois. Com bien de jours de service ? Vous habitez Sion ? Quel pays, ce Valais ! L e fendant... Il ne tom be pas ; m a parole, il rigole ! Vous vous foutez d u m édecin, hein ? C ’est tous les rem erciem ents q u ’on obtient de ces gaillards ! Ça y est, c ’est terminé.
Vous êtes-vous étonnés déjà de la grosseur de la ficelle ? O n doit enseigner ça à l’université. D istraire l’attention du patient... Chez le dentiste, c’est énervant, à la fin ; de toutes façons, on ne p e u t pas répondre avec des instru m ents plein la bouche. O n fait nnn, aaa, mmm. Q uand l’oto-rhino vous ponctionne un sinus, essayez d e penser à autre chose ! 1 E n général, ces cocos en blouse blanche sont eux-mêmes si absorbés p a r ce q u ’ils font q u ’ils n ’ar rivent pas à m aintenir dans la conversation u n enchaîne m ent naturel ; ils s’y p ren n en t si m aladroitem ent que ça p ue le procédé et que ça fa it plutôt l’effet contraire. Même si j’arrivais à ne pas rem arquer que le chirurgien prend l’instrum ent, je le saurais rien q u ’à la façon q u ’il a de me dire abruptem ent : « E t votre père, est-ce q u ’il p eint toujours ? »
Z é c o n s o m m a t e u r Q d c c g Q a n i
d w n a n c te u n , .
l'armée
Q uel tralala p o u r une piqûre ! Effectivem ent, le gyner- g èn e m ’a brûlé, mais d ’h ab itu d e on ne fait pas ta n t d e m anières au service militaire.
Je pars, laissant le gros toubib fier com m e un coq. E t moi, je ne suis pas p eu fier non plus. Il est midi. Je descends m ajestueusem ent. A table, je lâche :
— Vous savez, q uand on est a ttein t d ’herpès-zoster, c’est com me si on était écorché vif. L e traitem ent ? Q uel que chose de tout nouveau. D e l’ergot de seigle, e n doses massives. Oui, b ien sûr, d ’habitude, c’est p o u r les fem mes...
L a soupe passe difficilem ent. L e singe, pas d u tout.
U ne rondelle de carotte m e reste dans le gosier ; le soleil s’éteint, la salle devient grise, puis noire. Mes bras b a tte n t l’air. Je tom be dans les pommes.
L e tem ps q u ’on m e p o rte au bureau, qùi m e sert éga lem ent d e dortoir, et je reprends mes esprits. T out l’après- midi, je somnole, couvant m on herpès-zoster, digérant mon ergotamine.
L e lendem ain, 0608, le cpl. B. fait irruption dans ma tôle :
— N. d e D., encore au lit. Barde, n. de D. .T out le m onde t’atten d en bas p o u r la gym.
— Non, dis-je.
— Q u’est-ce que c’est ? — Non.
— D ebout, im m édiatem ent, n. d e D., ou alors... — Non.
— Q u’est-ce que c ’est ? — Herpès-zoster. — Quoi ?
— Oui, dis-je, herpès-zoster, tu piges ?
— Ah ! tu te fous de moi ? Tu auras d e mes nouvelles. N. d e D.
Il sort en claquant la porte. Rapport.
— Oui, m on major, non seulem ent il a refusé d ’obéir, mais encore il m ’a traité de... (le cpl. sort subrepticem ent son bloc-rapport de sa poche) ... d ’herpès-zoster.
— Ah 1 Faites-m oi u n rapport écrit p our 1200. Puis je vous com m uniquerai m a décision concernant la liquida tion du cas.
Le rapport en main, le m ajor appelle l’of. de cp. : — Pit., le m oral de la trp. est mauvais. J ’irai jusqu’à d ire q u ’il est très mauvais. U n cas de rebellion ouverte. Je vous rends attentif que... Je vous rends responsable... Vous êtes orienté que... Restez atteignable, etc. Pas de question ?
— Si, m on major, une question. — Quoi ?
— Il l’a traité de... Enfin, c’est entendu, c’est u n fait. L e m ot n ’a pas de transcendance. Je d irai m êm e q u ’il est irrelevant. Mais q u ’est-ce q u e cela veut dire, au juste ?
— H erpès-zoster ? Consultez le dictionnaire.
— Nous n ’en avons p oint ici. N e pourriez-vous m ’orien ter...
— Oui, oui. E h bien, c ’est u n e espèce de... enfin, u n poisson, c ’est-à-dire p lu tô t un mam m ifère préhistorique.
L e pit. K. arrive, furibond :
— C ’est du propre. Vous ne vous levez pas le m atin. Vous refusez d ’obéir à votre supérieur hiérarchique et vous le traitez de vache préhistorique !
— Non, dis-je.
— Q u’est-ce q ue c’est ? Vous niez ? — Oui.
— Ah ! Vous voulez faire la m auvaise tête ! N. de D., vous aurez de mes nouvelles !
Il sort en claquant la porte. Rapport.
L e soir, à l’appel principal :
— Quel est cet hom m e à m oitié nu ? Fichez-m oi le camp, n. d e D. Allez vous habiller !
— Peux pas, m on capitaine. H erpès-zoster ! O n ne sup po rte rien sur la peau. D em andez au plt.-m édecin.
— Q u’est-ce q ue c’est encore q ue cette histoire ? Vous avez perdu la boule. Filez, n. de D., vous aurez de mes nouvelles.
Pour être resté au lit à la d ia n e . . . . rien P our avoir refusé d ’obéir au cpl. et l’avoir
traité d e baleine . . ... 2 jours P our avoir nié ces faits e t répondu grossiè
rem ent à l’of. c p ... 3 jours Pour s’être présenté à l’appel principal sans
tunique ni ceinturon ni chemise, et insu
bordination ... 5 jours T otal 10 jours
Comme il n ’y a pas d e local d ’arrêts, le sgt. m e boucle dans ma tum e. Rien n ’est changé, dirait le philosophe. Mais moi, ce tour de clef m e consterne et m e révolte. Je m’installe à m a m achine à écrire po u r rédiger u n rapport. « Considérant d ’une p a rt que l’affection dite herpès-zoster cause des douleurs intolérables et p a r moments obnubile le discernement... A ttendu que cette affection peu connue exige un traitem ent spécial q ui provoque des évanouisse ments... » Je souffre, j’écris, je défaille. J’ai une plaque de plom b ardent au fond de l’estomac et des nausées continuelles. Impossible d ’avaler une cuillerée de nour riture. Si ce n ’est l’herpès, c’est le gynergène à haute dose qui m ’enverra po u r de bon à l’hôpital. Je suis un pauvre m alade et l’on m ’enferm e comme u n délinquant. Il fau t que je dise tout cela, mais de façon impersonnelle et digne, comme un soldat.
L a clef tourne en sens contraire. Paraissent le plt.- m édecin et le samaritain, ce dernier p o rtan t la boîte nickelée qu i contient la seringue, la ouate, le désinfec tant. Ils ont l’air de deux conspirateurs. C’est po u r la troisième piqûre.
Mais q u ’est-ce q u ’il a à m e reluquer comme ça, le plt.-m édecin ? Il est blanc. D e son tam pon d ’ouate im bibé d ’alcool, il m e frotte non pas le dos, mais la poi trine, machinalem ent. Cherche-t-il u n autre endroit pour m e p iquer ? Non. Il tâ te mes boutons, qui n ’ont plus du tout la mêm e allure, q ui se sont à m oitié effacés sur le sein et répandus ailleurs... P endant ce temps, le doux sani taire s’efforce de m ’enguirlander :
— T u en a fait d e belles ! Quel pétard ! Bien sûr, on aurait d û te m ettre à l’infirmerie. Mais il n ’y a pas d ’infirmerie à l ’état-m ajor. O n aurait dû te conduire dans une compagnie, ou t’évacuer. T u piges ? C’est nous qui allons p rendre la sauce. T u peux te vanter d e nous avoir mis dans u n fichu pétrin 1
L e pit. se redresse. Il m e regarde. H regarde l’appointé. E ncore une fois il m e tourne rudem ent vers la lumière électrique. Il m ontre m es boutons à l’appointé. Il est vert.
— N. d e D., ce n ’est pas un herpès-zoster. C ’est un
simple eczéma. B. O.
Les raffineries
de
Après les grands travaux hydro-électriques, l’oléoduc du Grand-Saint-Bernard et l’implantation de raffine ries dans la plaine du Rhône ouvrent au Valais de nouvelles perspectives. Celles-ci intéressent fortement notre économie. Mais quelques inquiétudes se font jour au sujet des inconvénients qui pourraient en résulter, en particulier pour notre tourisme. Nous avons tenu à interroger sur ce point M. Salvadore Arnon, administrateur - délégué des Raffineries du Rhône S. A. Ci-contre, la déclaration qu’il a bien voulu remettre à « Treize Etoiles» le 30 avril 1959.
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In memorlam
Pour le dixième anniversaire d e la m ort d e Paul Budry, ce grand am i d u Valais, G ea Augsbourg nous transm et ce trait savoureux om é d ’un m ot célèbre du regretté écrivain.