Vers des compétences plurilingues et leur questionnement
5. Vers une vision critique des compétences plurilingues
empolgação das mulheres em estar assistindo ao filme, a maioria delas assistindo a este pela primeira vez. A impressão que tínhamos era que estávamos numa sala repleta de crianças saboreando pipocas e refrigerantes, que se divertiam a cada graça feita pelos personagens. As gargalhadas se misturavam entre elas.
Após o final do filme, muitas diziam:
"Nossa, fazia tempo que eu não me divertia assim, com algo tão simples.” Judite
"Quem diria que um desenho animado seria tão interessante, que nos mostraria a nossa realidade tão bem, realmente, estamos presas aos nossos pensamentos e medos, mas, quando se faz necessário, conseguimos superá-los. Obrigada pela oportunidade." Adalgiza O quê que vocês gostariam de ver no teatro, no cinema? Que tipo de filme chama a atenção de vocês ou de peça de teatro?
"Pode ser romance não, se não eu choro." (risos) Shislene "No teatro comédia, comédia." Nilma
"O nome da rosa, esse filme é muito lindo. "O nome da rosa". Eu assisti pra fazer trabalho na faculdade, mas é muito bom." Ana
Cristina
"Eu acho assim professora, só o fato da oportunidade de você estar indo, por exemplo, final de tarde ao cinema, com o grupo independe do filme, independe." Sandra
"Já é uma alegria." Rita
"Muita gente nunca entrou numa sala de teatro, não sabe nem como é que é uma peça teatral, assisti uma comédia, pra mim é assim é deslumbrante." Nilma
Quem já foi ao teatro alguma vez? "Eu já fui." Dalva
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"Eu já fui." Creusa
"Eu já fui duas Vezes." Dalva “Eu nunca fui.” Raquel
Vocês se lembram de uma das peças que assistiram?
"A peça eu não lembro porque já tem um "tempim", mas o teatro é aquele do Gilberto Salomão, que tem ali no Gilberto Salomão. E fui no Gama também, no teatro que tem no Gama, fui duas vezes."
Dalva
"O meu não foi peça, foi uma sinfonia, que tava apresentando lá."
Nilma
São depoimentos como estes que nos levam a refletir com Victor Melo quando diz que:
A arte cumpre sua função social quando permite aos indivíduos exercer sua possibilidade de crítica e escolha; quando amplia ao incomodar, as formas de ver a realidade; quando educa atentando para a necessidade de olhar cuidadosamente (tão importante em um mundo de signo e símbolos); e também quando desencadeia vivências prazerosas (embora estas não devam ser consideradas como único padrão de julgamento: por vezes, não é essa a intencionalidade do artista). Quando cumpre esses papéis a arte extravasa sua existência para além da manifestação em si (MELO, 2007, p. 77).
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– Oficina de Interesse Cultural Virtual do Lazer –
Na atualidade, um dos elementos de maior dinamismo é a utilização de espaço ou ambiente virtual, pois vem despertando o olhar dos pesquisadores e acadêmicos em varias áreas do conhecimento, bem como das pessoas em geral. O ambiente virtual deixou de ser buscado apenas pelo mundo do trabalho ou das pesquisas acadêmicas e científicas. O computador está no cotidiano de muitas pessoas e em diferentes faixas etárias. Consta como um dos equipamentos disponíveis em muitos lares.A concepção de lazer tem recebido adequações que respondem aos novos movimentos históricos e culturais. Nesse sentido os cinco conteúdos culturais propostos pedagogicamente por Dumazedier (1980), a saber, físico-esportivo, o social, o manual, o artístico e o intelectual, foram posteriormente ampliados por Camargo (1998), ao introduzir o turístico e por Gisele Schwartz (2003), ao propor o virtual. Por esse histórico não se pode ver a comunicação pela internet apenas como modismo, mas sim como um fenômeno capaz de estimular as pessoas em geral seja no ambiente de trabalho, seja no de lazer.
O impacto causado por essas novas manifestações culturais, advindas do acesso ao ambiente virtual tem trazido desafios para pensar as noções de tempo, de espaço, de relações sociais, de valores e comportamentos pessoais e grupais. Um dos elementos que vem sendo debatido é o novo processo de expressão corporal do movimento diante de tais estímulos. (SCHWARTZ e MOREIRA, 2007) A possibilidade de novos aprendizados sem a real participação corporal é um dos focos observados no ambiente virtual, merecendo destaque e aprofundamento em varias áreas do conhecimento.
Uma das grandes polêmicas inerentes à utilização do ambiente virtual centra-se na perspectiva ou não de desenvolvimento intrapessoal, uma vez
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que a realidade dos vínculos baseados na presença física pode exercer papel decisivo na dinâmica educativa, constituindo um universo capaz de aprimorar a autonomia, como relatam Destroper e Vayer (1986, apud SCHWARTZ e MOREIRA, 2007, p. 153).
As atividades desenvolvidas no contexto do lazer ao acessarem os recursos virtuais, sejam os da internet, o dos jogos de vídeo-game são fontes importantes de processos críticos e criativos, permitindo acesso aos bens culturais, a processos de cidadania e auto-estima entre as pessoas de um modo geral.
o
desenvolvimento dasoFicinas ProPostas:
Descrição: As participantes reunidas no laboratório de
informática, sala G002, na Universidade Católica de Brasília – UCB fizeram um breve comentário acerca do conhecimento em relação ao computador, logo em seguida a equipe prosseguiu a atividade apresentando a postura correta frente ao computador; o modo de ligar do aparelho; suas partes e funções, navegação na internet utilizando o recurso google e seus benefícios bem como o acesso ao e-mail (criando contas no gmail para todas elas). Foram disponibilizados papéis e canetas caso as participantes desejassem fazer alguma anotação.
Recursos necessários: Laboratório de Informática; computadores
conectados à internet; papéis; canetas.
Funcionamento: O acesso ao ambiente virtual ocorreu mediante
usuário e senha fornecidos no início da oficina. Certificou-se de que todos os computadores estavam desligados. Iniciou-se a apresentação física dos computadores (CPU, monitor, mouse, teclado e entradas de pendrive e cd). Realizou-se uma breve abordagem sobre o conhecimento delas em relação ao computador (benefícios). Para a navegação na internet os passos foram: identificar o ícone da internet explorer; aprender qual o link do internet explorer;
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barra de endereço – do google e breve comentário do benefício de se usar a internet atualmente. Passou-se então a um momento de pesquisa direcionada: Ir até o link de imagens no próprio google e buscar imagens de cidades, paisagens, artesanatos; ir até o link de mapas no google e procurar sua cidade natal; pesquisar informações de interesse a partir de livre escolha.
Simultaneamente à atividade de atuação das mulheres com os computadores, parte da equipe estava criando e-mails para as participantes poderem fazer uso e experimentarem na segunda parte da oficina de lazer virtual. Na sequencia, foi realizado um processo de comunicação por e-mails entre elas e em outro encontro, o lazer virtual promoveu a possibilidade do uso do bate-papo por meio da ferramenta gtalk. Depois de trabalhar os caminhos de acesso à internet, as pesquisas de assuntos, imagens etc, o uso do e-mail e do recurso de bate-papo, o tempo e espaço, permaneceram livres para que cada uma pudesse fazer o uso desejado dos caminhos virtuais trilhados.
Possibilidade de utilização: Para a realização da atividade há
restrição de espaço uma vez que são necessários recursos específicos (quantidade de computadores ligados à internet compatíveis com o tamanho do grupo).
Possibilidade (ou necessidades) de adaptação: Caso alguma
participante apresente dificuldade perante o que será apresentado, é necessário que esta tenha acompanhamento individual para que sua aprendizagem ocorra sem constrangimentos.
Experiências já desenvolvidas: A primeira experiência foi
realizada no projeto de Lazer e Cidadania. Participaram da atividade mulheres adultas e idosas.
Observações: Caracterizou-se por ser uma oficina de lazer virtual
cujo propósito era permitir uma familiarização com o computador e suas diversas ferramentas de comunicação social. Partiu-se do conhecimento prévio das que tinham noções de uso do computador
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e realizou-se a iniciação básica com as que não tinham. O objetivo principal foi proporcionar novos conhecimentos e vivências oferecendo um espaço para troca de experiências através do mundo virtual. Pensando na classificação de conteúdos para o lazer, esta oficina enfatizou o lazer virtual onde as mulheres participantes do projeto vivenciaram a utilização do computador trocando experiências umas com as outras. A complexidade do recurso principal utilizado na oficina fez com que as mulheres, que têm um contato diminuído ou até mesmo ausência deste, se sentissem, a princípio, inseguras diante da atividade proposta. No entanto, apesar das dificuldades enfrentadas por elas, ao final da oficina foi notável a satisfação de cada uma.
No primeiro encontro de lazer virtual, as participantes se mostraram bastante empolgadas com a ideia proposta para a oficina, no entanto, algumas tiveram um pouco de medo devido à dificuldade que apresentavam diante do computador, mas com o auxílio da equipe isso foi sendo superado. No segundo dia de sua realização, as participantes tiveram mais dificuldade uma vez que foi usada uma ferramenta na qual a maioria não conhecia (gtalk), mas já dominavam (cada qual a seu modo) o que foi proposto no primeiro dia da oficina (o acesso à internet, ao e-mail e à pesquisa). Dessa forma, verifica-se que qualquer atividade, independente do grau de dificuldade, pode ser realizada por pessoas de qualquer faixa etária (claro que cada qual a sua maneira), respeitando as limitações, e sem dúvidas com incentivo adequado e colaboração mútua.
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