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Manipulating Files and Directories

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Part II: The Bioinformatics Workstation

Chapter 4. Files and Directories in Unix

4.2 Commands for Working with Directories and Files

4.2.3 Manipulating Files and Directories

Voltando o foco para o objetivo desta pesquisa, é hora de sintetizar a idéia que os jovens fazem das Matérias Edificantes e sua relevância perante a sociedade. Na EEPAF, todas as alunas acreditam que há Matérias Edificantes no Jornal Nacional. E também acreditam que se, por acaso, o telejornal não produzir mais essas matérias, não faria falta alguma. Como disse Géssyca Paula, “a função da matéria edificante é complementar, caso ela não passe não vai

estar tirando”. A aluna Jéssica, complementa que “diferença não ia fazer. Mas ia sentir falta por que a gente aprende muito, pega muita informação, ia sentir muita falta”.

Mesmo acreditando que a Matéria Edificante interfere no telejornal, quando assiste a essas matérias na TV, Jéssica pensa em colaborar de alguma forma com a comunidade. Nas palavras dela, “vontade dá, mas eu acho que, comigo é assim não sei se é com todo mundo,

dá aquela vontade quando eu tô assistindo, mas aí eu penso tá todo mundo assistindo, vai ter tanta gente ajudando”.

Ainda em se tratando das alunas do EEPAF, Alice acredita que as Matérias Edificantes não geram credibilidade ao telejornal. Ela explica que, a Matéria Edificante “é tipo um

argumento né, alguma coisa a mais. Mas é interessante também, não que seja uma coisa assim sem sentido, mas é interessante sim, igual às outras”. Quanto a utilização das Matérias

Edificantes no Jornal Nacional, Géssyca Paula acredita que esse tipo de matéria “teria que ser

baseada na quantidade de notícias do jornal. Mas ela teria que ter o espaço dela. Independente se fosse no começo, 5 minutos, no meio, 2 minutos ou no final acabando. Ela tem que aparecer todo dia”. A aluna Jéssica descorda desse posicionamento da colega,

achando ser um desperdiço de espaço no telejornal ter uma matéria como essa, todos os dia. Nas palavras dela, “ao mesmo tempo que ela tem seu espaço, a gente deixa de ver alguma

coisa que está acontecendo que é prioridade para ver uma matéria de gaveta. Não tem como eles falarem, ah vai ser isso, e passar todo dia. Tem que ver o que está acontecendo”. Ela

ainda completa afirmando as pessoas podem preferir assistir outro tipo de matérias. Nas palavras de Jéssica, “ia ser enjoativo, por que para você não faria diferença, mas pra muitas

outras pessoas pode fazer diferença”.

Já os alunos do CDC acreditam que as Matérias Edificantes despertam o interesse em colaborar, mas depende da forma com que é feita. Henrique acredita que as matérias sociais são importantes por que mostram uma realidade que difere da dele. Ele disse que:

[...] a gente vê pessoas fazendo, e motiva mesmo a gente ajudar. Por que a gente tem noção de tem gente pior que a gente. Mas eu acho que a gente tem essa noção por causa de matérias sociais que a gente vê. De matérias sobre ações sociais ou sobre situações precárias. É porque a nossa vida no dia -a-

dia a gente vê pouco do que é verdade, situações muito piores que a nossa. Aí por causa dessas matérias sobre ações sociais a gente vê a realidade. (HENRIQUE, CDC).

Petrisa, da mesma escola, acha que, “desperta, uma vontade. Olha! Eu queria ser

assim também, eu queria ajudar”. O aluno Alexandre é mais prático e disse que “a gente tem o recurso, mas não tem a vontade”.

Tratando-se ainda das Matérias Edificantes, em si, a aluna Petrisa disse que:

[...] o sensacionalismo maior é encima das noticias ruins, então acabam que as matérias boas ficam pequenas perto das ruins, sabe. Até a notícia foi assim, assim, assim, eles falam foi desse jeito, eles dão a própria opinião. Eles não deixam a gente tirar nossa própria opinião, eles fazem nossa cabeça. (PETRISA, CDC).

Marina se posiciona frente ao processo de recepção das informações por parte do telespectador. Ela acha que:

[...] a imprensa toda é assim, ou você se coloca, se posicionando contra ou você fala assim que esse está certo. A maneira como você recebe uma notícia eu acho que ela influencia muito na maneira como você vai reagir, é muito diferente chegar para uma pessoa e falar assim, eu tenho uma notícia ruim para te dar e pronto, alguém fulano morreu, infelizmente. É diferente. A maneira como uma pessoa vai receber depende muito de como aquilo é passado para ela . (MARINA, CDC).

Já Henrique trata da questão da Matéria Edificante de uma forma sintetizada. Usando as palavras dele, “é importante terminar o jornal bem, até por que acho que dá um pouco da

credibilidade que ele tem ou então aprovação de popularidade. Acho que não é tão importante mais é importante”.

Os alunos consideraram as Matérias Edificantes como um fator de diversidade dentro do telejornal. Como diz Nilson, “quem vai querer ver um jornal só de política ou só de esporte

ou só de matérias sociais. Tem que ter uma diversidade”.

O aluno Matheus expõe seu pensamento sobre Matérias Edificantes do telejornal, dizendo que, “quando as pessoas vão assistir o Jornal Nacional elas já vão pensando, nossa,

será que vai ter uma má notícia hoje. A gente não vai assistir o Jornal Nacional pensando, nossa será que alguém fez alguma coisa pra alguém. Às vezes as pessoa não mostram tanto interesse”. Marina fundamenta com seu pensamento a idéia de Matheus, falando que

vai mesmo falar, que lindo! Boa noite, eu vou dormir ou acaba logo que eu quero ver a novela.”. Enquanto Henrique generaliza dizendo que ninguém repara nas Matérias

Edificantes, Petrisa explica que “o sensacionalismo maior é encima das noticias ruins, então

acabam que as matérias boas ficam pequenas perto das ruins”.

Quanto a utilização das Matérias Edificantes por parte do Jornal Naciona l, Alexandre acredita que não fará diferença caso o telejornal pare de exibi- las. A aluna Marina (CDC) se posiciona nesta discussão afirmando que:

Eu acho que muitas pessoas podem perceber que parou de passar, tipo quanto tem um escândalo político o Jorna l Nacional fala, fala, fala e a matéria do final, ela as vezes, ela nem chega. Porque foi o que você falou, a matéria da gaveta vai pra gaveta, hoje não dá tempo. E a maioria das pessoas não vão nem sentir falta.

É perceptível a variação das classes socia is em relação às Matérias Edificantes. Por um lado há aqueles com recursos, mas que vivem em uma realidade diferente. E, de outro lado, jovens menos providos e que têm um maior contato com problemas sociais, mas que acreditam não poderem fazer nada, em virtude da distância. Por outro lado, membros de ambos grupos concordam que é importante haver Matérias Edificantes no telejornal, mas acreditam que este ponto não é o fator que sustenta o vínculo entre o telespectador e o Jornal Nacional.

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