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Finding Files and Directories

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Part II: The Bioinformatics Workstation

Chapter 4. Files and Directories in Unix

4.2 Commands for Working with Directories and Files

4.2.2 Finding Files and Directories

Neste momento a discussão em grupo com os 06 alunos do Ensino Médio da Escola Estadual Padre Alberto Fuger e os 06 alunos do Ensino Médio do Colégio Dom Cabral é analisada. A escolha dessas duas escolas se deu pelo fato de que ambas abriram suas portas para a realização desta pesquisa.

Como vimos, a escolha dos alunos se deu através de sorteio e, para a realização da pesquisa, foi feito um grupo de discussão em cada escola. O conteúdo da discussão foi gravado e transcrito, e pode ser encontrado no anexo IV21 desse trabalho.

6.2.1 A visão de um telejornal brasileiro

Percebeu-se que os dois grupos acreditam que é importante para o país ter um canal que o unifica, ou seja, um canal que se dispôs a montar um programa em rede nacional. Nas palavras de Matheus (CDC)22, essa rede que abrange todo o país é importante “porque a

gente fica sabendo as informações do país todo, do Brasil e do mundo”. A aluna Alice da

EEPAF23, também concorda que é importante um jornal que abrange o país todo, nas palavras dela, “eu acho super interessante porque aborda de tudo. É amplo, fala dos países, fala de

tudo o que está acontecendo”.

Aprofundando mais no assunto, visto que os alunos acharam que é relevante o Brasil ter um jornal em rede pública nacional, foi colocado em pauta se há tendência no Jornal Nacional, se ele influência os telespectadores com suas matérias. Nesse caso, as opiniões foram semelhantes tanto na escola particular quanto na pública. O aluno Alexandre (CDC) acredita que o jornal é mais tendencioso na região sudeste. Ele indaga, “você já ouviu falar do

Acre no Jornal Nacional” e, ainda, completa sobre a influência do telejornal, “[...] isso é mais no centro por que ele mostra mais matérias do centro”.

A aluna Marina, do mesmo colégio diz que, “tem muita coisa política e dentro da

política é um pouco tendencioso [...] acho que ele puxa para o Governo. Ele não tem oposição, ele nunca apresenta a política como ela é, como ela foi”, logo mais ela

complementa:

[...] o Jornal Nacional na verdade é uma arma muito forte na mão da Globo. Tanto é que quando você vai a fundo você percebe a comemoração [...] a propaganda do Fantástico, a própria propaganda dentro do jornal, você

21 Ver anexo IV

22 Será usada a sigla CDC – Colégio Dom Cabral – para designar a que grupo pertence o aluno.

23

percebe a propaganda em cima dos programas da Globo. Tem toda aquela audiência e a fama que eles possuem pra levantar a audiência de outros programas. É um dos programas mais assistidos do Brasil principalmente pelo horário, é um horário em que a maioria das pessoas estão em casa. E você liga a televisão, o primeiro canal que você procura realmente é a Globo. E a Globo sabe do poder que ela tem na mão. Então por isso ela tem o poder de manipular. (MARINA, CDC)

O aluno Henrique, também do Colégio Dom Cabral acha que, “o Jornal Nacional às

vezes ele é tendencioso e ele tem influência quando ele tende pra um lado, esse lado leva muita vantagem”. O mesmo entendimento foi feito pelas alunas da EEPAF. Ao se falar se o

telejornal é parcial elas afirmaram, seguindo as palavras da aluna Jéssica, “eu acredito que

não”. A aluna Taiwanne, da mesma escola, disse que, “eu acho que sim (é parcial) num ponto por que se fosse pra falar, assim de política, se fosse pra falar mal do Lula, mal assim [...] alguma coisa que eles não iam pôr de cara. Eles iam dar uma ‘voltinha’ pra não ficar muito ruim. Mas assim, algumas coisas sim, acho que sim”.

Dessa maneira, vemos as diferentes formas de pensar sobre a Rede Globo. Foi possível notar pontos de vista semelhantes e, também, divergentes entre as opiniões dos alunos sorteados. À frente, serão tratadas as matérias que compõe o Jornal Nacional.

6.2.2 A identificação das matérias pelos jovens

Para que fosse possível ter uma noção da visão dos jovens selecionados sobre as matérias do Jornal Nacional, foi colocado o assunto sobre o tipo de matéria que constitui este telejornal. De uma forma genérica, Jéssica da EEPAF respondeu que “eu acho que a maioria

das matérias são voltadas para a sociedade [...] estão informando a sociedade, mas não englobando em geral”. Os alunos do CDC já foram mais diretos, nas palavras de Nilson, “eu acho que o Jornal Nacional é mais voltado à política”.

Apesar dessa idéia de que o Jornal Nacional é mais voltado para a política, há quem pense de outra forma. Matheus, aluno do CDC, acha que “eles estão fazendo matéria social” e completa:

[...] eu concordo que no geral tem mais pautas de política. Mas eu discordo numa parte que no geral falou das olimpíadas paraolímpicas, da bolsa de valores falou de vários temas, o de política foi o maior tempo, mas também acho que abrangeu muito também, incluiu outros assuntos também.(MATHEUS, CDC)

Completando seu pensamento, Matheus (CDC) ainda fala que, “nem todo mundo gosta

de política, nem todo mundo gosta de esporte, então tem que atender a todos os públicos”.

Para reforçar a idéia que Matheus colocou acima, Nilson, da mesma escola disse, “eu

acho que o Jornal Nacional trás muita informação sim”. Marina, também aluna do CDC,

acredita que “é a parte social que querendo ou não é a que mais toca o brasileiro. Quem tá

assistindo sente na pele. Por que a política pra muitos não faz a menor diferença”.

O interesse pelo tipo de matéria é uma variante constante nesses grupos. Como veremos, a opção por tema abordado pelo telejornal é bastante diversificada. A começar pelos alunos da EEPAF, Géssica Paula se identifica mais com as matérias do cotidiano. Usando as palavras dela, “eu gosto das matérias que abordam o que aconteceu com as pessoas quando

fala que tantas pessoas morreram, fenômenos naturais que estão acontecendo. Então, essa é a parte que eu mais gosto, assim, é triste mas é o que me chama mais a atenção no jornal”.

Ela ainda defende explicando que “é importante para todo mundo para eles verem o que está

acontecendo. Por que está acontecendo queira ou não é pela ação do homem, né. Indiretamente é pela ação do homem. Então é importante para todos verem”. Jéssica se

interessa mais por matérias sobre o meio ambiente, assim como Lorena, nas palavras dela,

“eu gosto quando fala do meio ambiente, o mais interessante pra mim é quando tá falando. Agora quando fala de política eu não gosto”. A aluna Taiwanne difere um pouco nas suas

preferências, “Eu gosto de moda quando passa sobre moda. História”. Ana Paula diz gostar de cultura e internacional. Alice reforça essa idéia dizendo, “internacional também é muito

bom”.

Já no CDC, também há uma grande diversidade sobre a temática com que mais se identificam. Dentre os alunos sorteados, Matheus é o mais indeciso sobre sua preferência. Ele diz que gosta dos “escândalos da política, final de campeonato às vezes, varia muito. Às

vezes política às vezes é interessante de você ver e ouvir, às vezes é chato também, às vezes não é legal ouvir sobre esporte [...] depende muito”.

Alexandre se identifica mais com ciência, “negócio de Marte lá, aquelas descobertas

assim”. Nilson gosta mais de esporte, “eu acho que o esporte é uma das coisas que mais chama a atenção dos telespectadores”, mas também, gosta de ouvir “Manchete [...] a manchete também é muito bom de ouvir”. Marina gosta de assistir sobre matéria social. “Eu acho que o social que é o mais importante, que é o que a gente precisa ver”.

Notamos assim, a preferência de cada um. As preferências poderiam até ser iguais, mas elas variam de acordo com a bagagem cultural e vivência de cada indivíduo. Por isso, foi possível perceber tantas variações nas preferências temáticas dos alunos.

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