• Aucun résultat trouvé

Development of DNA Sequencing Methods

Dans le document URLs Referenced in This Book (Page 189-194)

Part III: Tools for Bioinformatics

Chapter 7. Sequence Analysis, Pairwise Alignment, and Database Searching

7.4 Development of DNA Sequencing Methods

Os seis projetos aqui estudados podem ser divididos em dois grupos para gerar um melhor entendimento sobre o assunto. Primeiramente, o grupo das organizações é composto por Agência Pública, Afreaka, Diário do Centro do Mundo e Catarinas. As quatro organizações possuem institucionalidade, uma equipe de jornalistas e buscam manter a periodicidade de conteúdos em seus sites. O segundo grupo é composto por dois projetos isolados e sem a presença de uma institucionalidade. Ou seja, os dois não possuem qualquer apoio institucional para a realização das atividades. É o caso do Ir e Vir de Bike e Volta ao Mundo em 12 Escolas. O primeiro foi realizado por um jornalista isolado que, apesar de ser contratado de um grande jornal, executou um projeto que não possuía qualquer vínculo com o mesmo, fato que só se evidenciou após a realização da entrevista. A segunda proposta foi executada por um grupo de amigos, no formato de um coletivo, que se reuniu para viabilizar um livro sobre educação. Para os próximos parágrafos, explica-se brevemente a histórias das organizações e dos entrevistados.

A Agência Pública, autointitulada uma "agência de reportagem e jornalismo investigativo", foi fundada em 2011 e traz como proposta trabalhar com grandes reportagens. O trabalho da Pública é voltado para a violação dos direitos humanos e o interesse público, de acordo com a entrevistada Marina Carvalho Dias. Dias, 26 anos, é coordenadora de comunicação da agência de reportagens e entrevistada presencialmente na cidade de São Paulo (SP), no dia 1º de novembro de 2017. Ela se formou em Jornalismo em 2012, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), e iniciou o trabalho na Pública em 2013. Antes disso, Dias trabalhou como assessora de imprensa no Colégio Mãe de Deus e na In Press Porter Novelli. A equipe da organização é composta por 13 jornalistas. A Pública possui uma sede física em São Paulo (SP) e a Casa Pública, um espaço para promover debates, entrevistas e atividades com jornalistas no Rio de Janeiro (RJ). Além do núcleo jornalístico, a organização possui mais cinco profissionais, entre estagiários, fotógrafos e secretários. A organização utilizou o financiamento coletivo no Catarse por três vezes, nos anos de 2013, 2015 e 2017, com a aplicação da verba na forma de Bolsa de Reportagem. Dias (2017) afirma que a diversificação nas fontes de financiamento motivou a utilização do crowdfunding por parte da Pública. A entrevista completa está disponível no apêndice D.

O Diário do Centro do Mundo utilizou o financiamento coletivo do Catarse por dez vezes no formato de Projeto de Veículo Alternativo. O fundador e editor do DCM, Kiko Nogueira, foi entrevistado presencialmente também na cidade de São Paulo (SP), no dia 31 de outubro de 2017. Nogueira, 49 anos, trabalha com jornalismo há 30 anos, sendo 24 na mídia hegemônica. Antes de começar o Diário do Centro do Mundo, em 2012, o jornalista trabalhou

na Veja, Guia Quatro Rodas, Viagem e Turismo, e Alfa. O DCM é composto por uma equipe de dois editores e o conteúdo do site é fomentado a partir de uma rede de 40 colaboradores freelancers. A organização foi fundada por Kiko Nogueira e Joaquim de Carvalho. A proposta do site é trabalhar conteúdo informativo e opinativo. O DCM publica "análises e opiniões de nosso time de jornalistas e blogueiros", de acordo com a coluna "Quem somos" no site da organização. Apesar de possuir uma sede física na cidade de São Paulo (SP), os editores realizam home office e a sede é utilizada exclusivamente para a realização de entrevistas e reuniões. O DCM conta, ainda, com um funcionário que realiza o papel do setor comercial e também trabalha com home office. A entrevista completa com Nogueira está disponível no apêndice E.

O site Catarinas possui uma proposta de trabalhar com curadoria de informação e produção de conteúdo jornalístico relacionado a questões de gênero. A jornalista Clarissa Peixoto, 34 anos, é uma das fundadoras da organização, que começou a ser idealizada em janeiro de 2016. Ela foi entrevistada presencialmente em Florianópolis (SC) no dia 24 de outubro de 2017. Peixoto trabalha com jornalismo há 11 anos e atuou como jornalista da Rede Nacional Feminista de Saúde e como assessora de imprensa em sindicatos. Atualmente, trabalha no Sindprevs/SC (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Serviço Público Federal no Estado de Santa Catarina). Para o site Catarinas, ela atua tanto como relações públicas quanto como repórter. Peixoto trabalha em dupla jornada, assim como as demais profissionais envolvidas na organização. O Catarinas utiliza o arranjo econômico de Criação de Veículo de Mídia e a organização ainda não possui sede própria. "Nossa proposta de trabalho consiste em desenvolver conteúdo jornalístico de qualidade, com perspectiva feminista, na área de direitos humanos e enfoque no direito das mulheres", aponta a coluna "Linha Editorial" no site da organização. O projeto possui uma equipe de sete mulheres, onde quatro são jornalistas, e mais um grupo de colaboradoras que contribui com a produção de conteúdo. Sem um setor comercial, o Catarinas envolve trabalho voluntário de todas as integrantes e não visa o lucro. Toda a renda que viabiliza as produções do site atualmente é advinda de assinaturas. Recentemente, o Catarinas se transformou em uma associação para obter CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), o que possibilita à organização candidatar-se a editais. A curadoria de conteúdos é feita diariamente através das redes sociais do coletivo, enquanto o site é atualizado com conteúdo próprio cerca de três vezes por semana. A entrevista com Peixoto está disponível no apêndice F.

O site Afreaka, iniciado em 2012, é composto pela jornalista Flora Pereira da Silva e o designer gráfico Natan de Aquino Giuliano. Pereira, 30 anos, se formou em jornalismo no ano de 2011, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e desde então já trabalhou no Portal Natura Ekos, no Células de Transformação e na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Ela foi entrevistada através do software Skype no dia 23

de novembro de 2017. A organização explora características do jornalismo, da cultura e da educação para produzir conteúdo "independente por uma África sem estereótipo", conforme mencionado pela criadora do projeto. Atualmente, a produção está "dando um tempo", nas palavras de Pereira, e o site apenas republica conteúdos antigos. No auge do projeto, o casal chegou a contar com mais de cem colaboradores produzindo conteúdo para a organização. Em quase seis anos de projeto, o Afreaka foi financiado através de crowdfunding e editais. Além disso, após as duas viagens realizadas pela África e viabilizadas através de financiamento coletivo, o casal passou a dar palestras em escolas e organizar cursos de jornalismo. O financiamento coletivo foi utilizado por duas vezes pela organização. Na primeira vez, a verba foi utilizada como arranjo econômico de Criação de Veículo de Mídia, enquanto num segundo momento o dinheiro arrecadado foi aplicado no modelo de Manutenção de Veículo de Mídia. A entrevista completa com Pereira está disponível no apêndice G.

O livro Volta ao Mundo em 12 Escolas é um projeto lançado na plataforma Catarse em 2012 e finalizado em 2013. A proposta do livro surge com a ideia de viajar escolas ao redor do mundo que possam ajudar a refletir sobre políticas públicas para a educação no Brasil. O jornalista André Gravatá, 27 anos, foi entrevistado presencialmente em São Paulo (SP) no dia 1º de novembro de 2017. Formado em Jornalismo em 2011 pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ele foi responsável por parte da apuração e a redação do livro. Gravatá atuou como colaborador para revistas da Editora Abril, é colunista do UOL e atualmente trabalha com projetos de educação relacionados ao Instituto Alana e a Virada da Educação. O projeto foi viabilizado pelo coletivo Educ-Ação composto por Gravatá, uma psicóloga, um educador e uma marketeira. Além da verba arrecadada através do crowdfunding, o coletivo contou com a ajuda de uma série de voluntários para a realização do projeto, como na diagramação, o projeto gráfico, a capa e as ilustrações do livro. Além disso, o conteúdo foi divulgado de forma gratuita na internet e os integrantes do coletivo não obtiveram lucro financeiro com a realização do projeto. A aplicação da verba arrecadada no financiamento coletivo ocorreu na forma de Projeto Independente, visto que o coletivo é composto por um grupo de amigos e não contou com uma institucionalidade. A entrevista completa com Gravatá pode ser conferida no apêndice H.

Por fim, o projeto Ir e Vir de Bike – Tour d'Afrique ajudou a viabilizar um livro escrito pelo jornalista Alexandre Costa Nascimento. À época editor da Gazeta do Povo, o jornalista lançou uma proposta da produção de um livro relatando os quatro meses em que participou de uma competição de ciclismo que cruza o continente africano de Norte a Sul. Hoje, o jornalista mora em Portugal onde faz Doutorado relacionado a questões africanas. Nascimento, 34 anos, se formou em jornalismo na Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) no ano de 2006. Ele trabalhou no jornal paranaense por cinco anos e nove meses. Apesar de funcionário da Gazeta, Nascimento revela que o projeto foi uma iniciativa própria e não contou com apoio do

periódico. A única relação com a Gazeta do Povo foi o fato de que ele possuía seu blog hospedado dentro do site da organização. Além do crowdfunding, o jornalista reuniu economias próprias e conseguiu patrocínios para viabilizar a viagem e a produção do livro. Atualmente, o site do Ir e Vir de Bike segue na rede, mas não é atualizado desde 2016. O arranjo econômico aplicado por Nascimento é aqui definido como Projeto de Veículo Hegemônico. Aqui, faz-se necessária uma observação sobre o nome do arranjo econômico – que foi definido antes da realização da entrevista. Com base na campanha divulgada no Catarse, a pesquisa definiu o nome como um Projeto de Veículo Hegemônico, afinal, o texto na página do Ir e Vir de Bike menciona a relação do jornalista com a Gazeta do Povo. Após a realização da entrevista, percebeu-se que a relação com o jornal paranaense serviu como uma forma de dar visibilidade ao projeto de Nascimento – e em nenhum momento foi considerado um projeto da Gazeta do Povo. Ao final, optou-se por manter o estudo sobre este arranjo por possuir características próprias por conta da experiência de seu realizador na mídia hegemônica. Nascimento foi entrevistado por Skype no dia 27 de novembro de 2017 e a conversa com o jornalista está disponível no apêndice I.

Dans le document URLs Referenced in This Book (Page 189-194)