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L’abus de droit et les droits de l’auteur

Titre I. Le contenu du paradigme

Section 2. L’aspect matériel du paradigme

B. Les caractéristiques positives des exceptions

1. L’abus de droit et les droits de l’auteur

A primeira etapa do processo de cuidados em enfermagem reside na identificação das necessidades, a partir das quais o enfermeiro concebe o plano de cuidados. A categoria do método de avaliação da pessoa submetida a cirurgia cardíaca visa compreender a forma e as áreas de avaliação que os participantes consideram relevantes, para planear uma atividade avaliativa completa e ajustada às necessidades, ou seja, ter instrumentos que facilitem e, ainda mais que orientem a identificação das necessidades (E4, E6, E9). Neste sentido, os participantes especificam o tipo de atividades de avaliação consideradas como premissas, tanto para o diagnóstico de potenciais problemas, como para a apreciação dos ganhos obtidos a partir da intervenção, de acordo com as suas tipologias, momentos e componentes.

O processo de tomada de decisão em enfermagem, associado à conceção de cuidados, requer reflexão e uma prática baseada na evidência científica, assente na avaliação das necessidades da pessoa submetida a cirurgia a cardíaca. Este processo desenvolve-se a par do empoderamento da tríade, enfermeiro especialista, doente e família de forma a avaliar e conhecer os contextos, para posteriormente refletir sobre os ganhos obtidos, sendo fundamental que se compreenda a relação entre os diferentes aspetos da tomada de decisão em enfermagem, um deles é a necessidade de ter uma avaliação inicial metódica e exaustiva dos contextos e das necessidades de cada pessoa que vem ser operada (E1, E5, E6, E7, E9, E10, E13, E14). A avaliação visa medir os índices de

Alvo de cuidados

79 qualidade de vida, de autonomia e bem-estar resultantes das intervenções preconizadas para indivíduo.

No que respeita à avaliação, os participantes referem que pode ser uma avaliação qualitativa, subjetiva mas capaz de descrever aspetos fundamentais do doente (E1, E2, E4, E5, E7, E9, E12, E13), remontando para a descrição de determinadas caraterísticas que operacionalizam itens como a marcha, a ventilação, as secreções, as estratégias dos autocuidados ou a sensação de falta de ar e cansaço (E1, E4, E9) ou descrever como usa as estratégias nos autocuidados e a eficácia destas, como respira, a tolerância ao exercício (E7, E14). Os participantes sobem no nível de especificidade quando relatam a importância da avaliação dos conhecimentos e competências não mensuráveis através de escalas, ou seja, existe a necessidade verificar os conhecimentos adquiridos, pela validação ou pelo teste instrumental do ensino, se aplicável (E5, E7, E9, E11, E14) ou da questão tolerância ao esforço. Os passos de hoje poderão não ser os mesmos de amanhã ou pelo menos as características (E1, E4, E5, E8, E15). O método de avaliação qualitativo permite ao enfermeiro perceber questões que não são mensuráveis através de escalas, ou seja, quando se fala na caracterização de determinado item.

A avaliação quantitativa é rigorosa e permite ter uma avaliação fidedigna e com uma interpretação uniforme (E1, E2, E4, E6, E8, E9, E11, E13), objetivando aspetos mensuráveis de forma sistemática, com recurso a escalas de avaliação, que constituem os componentes deste tipo de avaliação. Ainda que não existam escalas específicas para o doente submetido a cirurgia cardíaca, é possível a avaliação independente de algumas das necessidades específicas desta população, pois a dificuldade das escalas está no facto de não haver nenhuma para o doente submetido a cirurgia cardíaca, o que nos faz usar muitas para avaliar pequenos aspetos e acabamos por perder informação e tempo de qualidade na prestação de cuidados direta (E12). Ao longo do discurso dos participantes, estes referem escalas que avaliam as diferentes dimensões do indivíduo, sejam para avaliar a dispneia, a dor, a tolerância à atividade, a FM, a ansiedade, o equilíbrio, o bem-estar e os autocuidados, ou seja escalas como do bem-estar, da dor, a London Chest Ativity, de Borg, o 6 min walk test, de Tinetti, Medical Research Counsil, Barthel e de Ansiedade (E5, E7, E8, E9, E14, E15).

A avaliação quantitativa permite estratificar os ganhos obtidos a partir da intervenção. Desta forma, Delgado (2014), no seu estudo, utilizou escalas como London Chest Activity (LCA), o Índice de Barthel e a fórmula de Karvonen, onde esta última permite calcular o valor da FC máxima durante o exercício. Na sua investigação utilizou escalas em

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diferentes momentos, ou seja, na avaliação inicial, no final de cada sessão (LCA e Escala de Borg) e de três em três dias (Índice de Barthel).

Moura (2015), no âmbito da perceção, objetivando a compreensão dos níveis de stress dos doentes em programas de reabilitação, utilizou a Perceived Stress Scale (PSS). Igualmente, no campo da perceção e com vista à avaliação da dor e dispneia, Cordeiro (2012) sugere a utilização da escala analógica visual e da Escala de Borg modificada, respetivamente. Para a avaliação da dor no pós-operatório de cirurgia cardíaca são, também, utilizadas escalas numéricas, de descritores verbais e de analogia (Borges et al., 2006).

Na tentativa de avaliar o condicionamento cardiorrespiratório e a CF, Loureiro (2015) utilizou o 6 min walk test e o teste ergométrico. Sob o ponto de vista da funcionalidade e do desempenho das atividades de vida diária Borges et al. (2006) utilizaram o Índice de Barthel e a Medida de Independência Funcional (MIF). Por outro lado, para a avaliação dos níveis de dependência para o autocuidado, Moura (2015) sugere a aplicação do formulário da Avaliação do Impacto da IC na Tolerância à Atividade e na Dependência no Autocuidado.

A perspetiva do homem como um ser biopsicossocial despoleta a necessidade do enfermeiro conseguir avaliar o seu bem-estar geral e o seu nível de qualidade de vida. Desta forma Soares et al. (2008), para compreenderem a qualidade de vida insuficientes cardíacos, utilizaram a escala de Heath Related Quality of Life e o Medical Out comes Study 36-item Short Form Health Survey (SF-36).

A complementaridade entre as metodologias de avaliação qualitativa e quantitativa permite ao enfermeiro ter uma noção exata de quais as necessidades da pessoa submetida a cirurgia cardíaca, por forma a implementar as suas intervenções e, posteriormente, avaliar a eficácia e os resultados obtidos a partir delas. Numa perspetiva horizontal, os participantes no estudo estabelecem diferentes momentos que, consideram como fundamentais e que caracterizam as necessidades de cada doente. Assim, preconizam que a avaliação deve ocorrer em estádios diferentes do período perioperatório, isto é, no pré- operatório, no internamento e no domicílio.

Numa fase a inicial, antes da cirurgia, a avaliação constitui uma forma de identificar necessidades para poder implementar intervenções ajustadas e individualizadas. Já no internamento, a avaliação subdivide-se em dois momentos, um imediatamente após a cirurgia e outro antes da alta, com objetivo de perceber a eficácia das intervenções e

81 identificar novas necessidades, sem que para tal não existam avaliações intermédias, ou seja, deve-se avaliar o doente no pré-operatório, e depois no internamento no início e avaliando diariamente, até uma nova avaliação formal aquando da alta (E5, E14, E15). Quando o doente vai para casa, para os participantes, é necessário que se realizem avaliações periódicas e de follow up, sejam presencialmente ou via telefónica (E7).

Com vista à clarificação do descrito evidenciamos a figura seguinte.

Figura 3: Métodos de avaliação na pessoa submetida a cirurgia cardíaca

3.3 Necessidades da pessoa submetida a cirurgia cardíaca: conceção

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