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La dissociation des exceptions et des limites externes des droits de l’auteur

Titre I. Le contenu du paradigme

Section 2. L’aspect matériel du paradigme

A. Les caractéristiques négatives des exceptions

2. La dissociation des exceptions et des limites externes des droits de l’auteur

Para a análise dos dados colhidos selecionamos o método de análise de conteúdo proposto por Bardin, perspetivando rigor científico e metodológico ao longo do processo de investigação.

A análise de conteúdo assenta num conjunto de técnicas de análise das comunicações e, não se tratando de um instrumento, é caracterizado por Bardin (2014, p. 33) como um “leque de apetrechos (…) marcado por uma disparidade de formas e adaptável a um campo de aplicação muito vasto: as comunicações”. Desta forma, define-se como um ”conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/receção (variáveis inferidas) destas mensagens” (Bardin, 2014, p. 44).

Neste sentido, tal como a autora supracitada propõe, a análise de conteúdo dos dados obtidos decorreu em três fases: a pré-análise, a exploração do material e o tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação.

Assim, a pré-análise caracteriza-se pela leitura flutuante e corresponde à etapa da organização, embora seja composta por atividades não estruturadas. Compreende três missões, como a escolha dos documentos a serem submetidos a análise, a formulação das hipóteses e dos objetivos e elaboração de indicadores que fundamentem a interpretação final. Para que se possa operacionalizar, reúne um conjunto de regras como da exaustividade, representatividade, homogeneidade e pertinência (Bardin, 2014). Esta é uma fase de organização, correspondendo a um período de intuições, tendo como objetivo operacionalizar e sistematizar as ideias iniciais a desenvolver, de modo a esquematizar o desenvolvimento das operações consecutivas, numa perspetiva de análise (Bardin, 2014).

A exploração do material é etapa subsequente à pré-análise, resume-se pela aplicação sistemática da tomada de decisão, com recurso a estratégias de codificação, decomposição ou enumeração, em função de regras previamente formuladas (Bardin, 2014).

Por fim, otratamento dos resultados, a inferência e a interpretação corresponde à transformação dos dados, de forma a que estes se tornem significativos e válidos. Compreende um conjunto de operações estatísticas simples ou complexas, capazes de

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A aplicação da metodologia descrita operacionalizou-se pela realização, inicialmente, de uma leitura flutuante das entrevistas, por forma a selecionar a abordagem mais adequada – construção de uma matriz de categorização. Posteriormente avançamos para a codificação do corpus de análise, que baseado numa entrevista semiestruturada, é composto pela totalidade das respostas dos enfermeiros especialistas às 12 questões que compõem o guião orientador. A codificação para Bardin (2014, p. 129) corresponde à transformação dos dados obtidos que ocorre “por recorte, agregação e enumeração, permite atingir uma representação do conteúdo”.

Por outro lado, a categorização, não sendo uma etapa obrigatória do processo de análise, corresponde à ‘‘classificação de elementos constitutivos de um conjunto por diferenciação e, seguidamente, por reagrupamento segundo o género, com critérios previamente definidos’‘ (Bardin, 2014, p. 145).

A categorização pode empregar dois processos: procedimento por caixas ou por acervo. A primeira corresponde à repartição dos elementos do corpus de análise por categorias previamente definidas e habitualmente é utilizado no caso da organização de material decorrente diretamente dos funcionamentos teóricos hipotéticos. No procedimento por acervo o sistema de categorias não é fornecido, mas resulta da classificação analógica e progressiva dos elementos e o título concetual de categoria apenas é definido no final da operação (Bardin, 2014), como é o caso da investigação aqui descrita.

A análise do corpus de análise construído à priori decorre segundo um conjunto de princípios que orientam a organização de categorias, proposto por Bardin (2014, p. 148):

 Homogeneidade: “…um único princípio de classificação deve governar a sua organização. Num mesmo conjunto categorial só se pode funcionar com um registo e com uma dimensão de análise.’‘;

 Pertinência: ‘‘… uma categoria é considerada pertinente quando está adaptada ao material de análise escolhido, e quando pertence ao quadro teórico definido (…) há uma ideia de adequação ótima.’‘;

 Exclusividade: cada elemento não pode existir em mais do que uma divisão;  Objetividade e a fidelidade: as diferentes partes de um mesmo material, devem ser codificadas da mesma forma, após a submissão a várias análises,

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para que não sejam introduzidas distorções devido à subjetividade do investigador;

 Produtividade: ‘‘…um conjunto de categorias é produtivo se fornece resultados: férteis em índices de inferências, em hipóteses novas e em dados exatos.’‘.

Neste sentido, ao longo da construção das categorias foram respeitados os critérios acima descritos, de forma a obter categorias consistentes, sensíveis e capazes de representar o corpus de análise e o discurso dos participantes. A codificação tem por objetivo organizar e padronizar as categorias. Terminada a execução da codificação e categorização, procede-se ao tratamento dos resultados obtidos e, posteriormente, a proposta de inferência e interpretação de acordo com o quadro teórico sugerido, se aplicável (Bardin, 2014).

Após diferentes e sucessivas leituras, os dados referentes ao discurso dos entrevistados foram sistematizados, obtendo-se assim doze categorias. Para a enunciação de cada categoria foram utilizados termos classificados pela CIPE (Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem), tendo em conta que é a linguagem utilizada pelos sistemas de informação dos diferentes serviços.

Para finalizar enaltecemos que a análise de conteúdo “assenta implicitamente na crença de que a categorização (passagem de dados em bruto a dados organizados) não introduz desvios (por excesso ou por recusa) no material, mas que dá a conhecer índices invisíveis, ao nível dos dados em bruto” (Bardin, 2014, p. 147).

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