ET LA DIVERSITE DES ACTEURS « VUS PAR LE HAUT »
A TRAVERS LES ACTIVITES PRODUCTIVES
E) Les démarches locales des collectivités
I- II3- Les moyens mis à la disposition des acteurs du tourisme
O ser humano não envelhece de uma só vez, mas de uma forma gradual, parecendo muitas vezes instalar-se o envelhecimento sem que se dê por isso. Velhice não significa doença, no entanto, devido às alterações que progressivamente se vão verificando, fisiológicas, psicológicas e sociais, a probabilidade da doença acontecer é maior, isto é, o idoso torna-se mais frágil aos processos de instabilidade, vulnerabilidade e doença. Neste processo, são atingidos todos os sistemas importantes do organismo e os efeitos dessas mudanças nos contextos ambientais modificam os comportamentos individuais.
Ninguém envelhece da mesma maneira nem ao mesmo ritmo. As pessoas apresentam um ritmo diferente no processo de envelhecimento, daí chamar-se envelhecimento diferencial. Ao contrário da doença, o processo de envelhecimento é um fenómeno normal e universal. As alterações causadas pelo envelhecimento desenvolvem-se a um ritmo diferente para cada pessoa e dependem de fatores externos que determinam a diferenciação como o clima, as agressões físicas e psicológicas, as radiações, o estado nutricional, a educação, as medidas de higiene, os estilos de vida, e de fatores internos como o património genético, hereditário e o estado de saúde (Berger, 1995b).
Assim, são muitas as causas do envelhecimento diferencial, destacando-se, entre outras: i) causas genéticas, como a hereditariedade; ii) ausência de uso ou mau uso de uma função durante o crescimento e idade adulta, como o envelhecimento acelerado do sistema muscular nas pessoas mais sedentárias; iii) fatores de risco que agravam a senescência, como o tabagismo e excessos alimentares; iv) as doenças intercorrentes que aceleram o envelhecimento, sobretudo depois dos 70 anos.
Senescência é um processo multifatorial que leva à deterioração fisiológica do organismo. É um fenómeno natural, universal, ligado ao processo de diferenciação e crescimento. Depende de fatores endógenos e exógenos. A senescência não é uma doença mas pode levar a afeções, por redução da reserva biológica dos órgãos e sistemas. Mais cedo ou mais tarde, o equilíbrio homeostático do organismo desregula-se. Os problemas de saúde surgem em momentos de stresse fisiológico porque o organismo já não tem as reservas necessárias para resistir às agressões do meio e manter as funções vitais. A senescência é um processo natural e não é sinónimo de senilidade.
Senilidade é um fenómeno patológico associado à velhice, com origem em disfunções orgânicas. O sinal mais evidente de senilidade é o surgimento de lesões que diminuem ainda mais a capacidade de adaptação do organismo face às alterações do meio ambiente.
O envelhecimento primário refere-se ao processo de senescência normal, enquanto o envelhecimento secundário refere-se ao aparecimento de lesões patológicas, às vezes múltiplas, mas que se mantêm potencialmente reversíveis. Na senescência, ou envelhecimento primário, as qualidades necessárias à vida e à sobrevivência modificam-se e são substituídas por outras. No envelhecimento secundário, a existência de lesões contribui para alterar mais a capacidade de adaptação do indivíduo. Nem sempre é fácil distinguir de maneira precisa o envelhecimento primário do envelhecimento secundário, ou a senescência da senilidade ou doença.
Certos problemas fisiológicos e certas doenças que acompanham o envelhecimento são muitas vezes confundidas com as manifestações do envelhecimento normal. Por exemplo, embora a esclerose das artérias, pela perda de elasticidade e obstrução gradual dos vasos sanguíneos, aconteça com frequência na velhice, não constitui manifestação comum a todos os idosos, nem manifestação do envelhecimento normal, dependendo sobretudo de fatores específicos como os erros metabólicos, o tabagismo ou o modo de vida.
As modificações fisiológicas que se produzem no decurso do envelhecimento resultam de interações complexas entre vários fatores intrínsecos e extrínsecos. Assim, sintetizamos as principais manifestações do envelhecimento, ao nível das células, tecidos, orgãos e sistemas que integram o corpo humano:
a) Células e tecidos
O processo de envelhecimento dá-se a todos os níveis de funcionamento celular, tecidular, orgânico e sistémico. Ao nível celular, as células têm uma longevidade precisa, não se dividem indefinidamente e a sua capacidade mitótica decresce com a idade. Ao envelhecer, as células perdem certos elementos, como o ácido desoxirribonucleico (ADN) e aumentam a percentagem de tecidos gordos e fibrosos à custa dos tecidos magros. Nas células nervosas cardíacas e hepáticas, acumulam-se pigmentos como a lipofuscina e proteínas como a estatina. Estes pigmentos diminuem a capacidade funcional das células. A perda gradual de células é importante: o seu número diminui 30% entre os 20 e os 70 anos (Berger, 1995b).
O número de linfócitos e glóbulos brancos varia. Diminui nos dois primeiros terços da vida e aumenta no último. Os neutrófilos diminuem de forma acelerada pelos 90 anos, contribuindo para o aumento de infeções nos idosos e para que o organismo reaja ao stresse e se adapte, a homeostasia tem de ser mantida.
Ao nível tecidular, o surgimento das rugas está relacionado com a modificação da gordura subcutânea e a perda de elasticidade da pele. Os elementos que compõem a massa corporal modificam-se durante a velhice por causa das perdas ósseas e do cálcio, diminuição dos tecidos musculares e orgânicos e das perdas de peso totais. Mesmo que o peso do idoso se mantenha estável, a proporção de tecidos gordos aumenta, a gordura acumula-se mais nas ancas e no abdómen e menos na cara e a aparência corporal modifica-se.
b) Músculos, ossos e articulações
As alterações no aparelho locomotor são as que surgem mais rapidamente. Modificam a aparência, a estrutura física e o seu funcionamento. Os músculos do tronco, dos braços e das pernas atrofiam-se com o tempo, conduzindo a uma deterioração do tónus muscular e perda de força. Aumenta o tecido gordo no interior dos músculos. Nota-se o tremor das mãos, dos braços e da face. As articulações e os ligamentos calcificam-se, ossificam e as articulações diminuem porque as superfícies articulares são alteradas. Os tendões endurecem, causando diminuição nas suas contrações (Eliopoulos, 2005).
Os ossos também sofrem modificações, pois devido aos processos de reabsorção do cálcio os ossos tornam-se mais frágeis e porosos, o que se designa por osteoporose, mais acentuada nas mulheres após a menopausa (WHO, 2007). De facto, ao longo da vida, as mulheres perdem cerca de 50% da sua massa óssea trabecular e cerca de 30% da sua massa óssea cortical, enquanto os homens só perdem dois terços desse valor (Azeredo, 2011). Este processo é também responsável pela perda de dentes devido à desmineralização do osso em tornos dos dentes.
A redução da altura é também um fenómeno que acontece com o envelhecimento. A coluna vertebral perde 1,2 a 5 centímetros por estreitamento das vértebras dorsolombares. É também mais marcado nas mulheres do que nos homens. Esta alteração cria um efeito de desproporção, pois os braços e as pernas mantêm o seu comprimento. Surge uma acentuação da curva natural da coluna vertebral, a “cifose”. Para se manter equilibrado, o idoso tende a
inclinar-se para a frente. Alterações nas curvaturas da coluna torácica e lombar e inclinação do corpo para a frente, contribuem para a diminuição da estatura e para anomalias posturais (Lustri & Morelli, 2004). A cavidade torácica diminui de volume e as costelas deslocam-se para baixo e para a frente, devido ao resultado da osteoporose das costelas e diminuição das massas musculares intercostais e atrofia dos músculos respiratórios. Nas mulheres, os seios atrofiam-se e tornam-se pendentes. Estas mudanças da estatura afetam a aparência física, pessoal, postural e a marcha, podendo causar problemas respiratórios, cardíacos e ou digestivos (Farinatti, 2008).
c) Pele e tecido subcutâneo
A pele é também uma das estruturas a modificar-se com a idade. Juntamente com o cabelo, as unhas e os pêlos permitem constatar o envelhecimento. A renovação da epiderme faz-se mais lentamente. Há uma perda de elastina, a quantidade de colagénio também diminui e a camada epitelial torna-se mais delgada. As células têm dificuldade em conservar os líquidos e hidratar a pele. A derme torna-se seca, perde a resistência e a elasticidade e os capilares da pele atrofiam-se. No entanto, o interior da pele conserva o tónus e a elasticidade, visto ser responsável pela regeneração e cura dos tecidos. As glândulas sebáceas tornam-se menos ativas e lubrificam menos a pele e as glândulas sudoríparas também se atrofiam e modificam o controlo da temperatura corporal por sudação. A gordura subcutânea está ausente em muitos idosos, notando-se a presença de prega cutânea. As proeminências ósseas tornam-se mais evidentes, os ossos dos maxilares acentuam-se, as maçãs do rosto tornam-se mais salientes e as órbitas oculares afundam-se. O nariz, as orelhas e os lobos das orelhas alongam-se, as pálpebras e as faces descaem (Berger, 1995b).
O aparecimento das rugas é o sinal exterior mais revelador de velhice. Formam-se pregas e rugas. A perda de elasticidade da pele, a diminuição do tecido subcutâneo, as radiações solares e a nutrição, contribuem para esta alteração. Verifica-se hipertrofia das células de pigmentação com aparecimento de manchas na epiderme, palidez causada pela perda de capilares e melanócitos (sendo confundida com anemia), secura e descamação da pele, hiperplasia vascular com presença de varicosidades, angiomas benignos, equimoses e traumatismos, pela fragilidade da derme e dos vasos, telangiectasias (dilatação de pequenos vasos subcutâneos que se tornam visíveis a olho nu e forma rastos, estrelas ou pontos vermelhos sob a pele) e ainda hiperqueratose seborreica que são manchas pretas sob a pele
localizadas à saída das glândulas sebáceas (Berger, 1995b). A suscetibilidade ao cancro da pele torna-se maior. A quantidade de provitamina D3 está reduzida, pelo que também está
reduzida a capacidade de sintetizar a vitamina D (Azeredo, 2011).
d) Tegumentos – cabelos, unhas e pêlos
Os pêlos tornam-se mais raros e caem, exceto na cara. Nas mulheres, podem crescer no queixo e na cara, por cima do lábio superior. Nos homens, crescem nas orelhas e nas narinas. Os pêlos das sobrancelhas tornam-se mais espessos e duros. Estas alterações estão relacionadas com as hormonas androgénicas e estrogénicas que também diminuem.
A perda de cabelo vai sendo acentuada com a idade. Os cabelos rarificam-se, tornam-se menos espessos, menos fortes e menos volumosos, e tornam-se acinzentados progressivamente. O crescimento das unhas torna-se mais lento, e estas tornam-se mais secas e quebradiças.
Regra geral, os sinais exteriores de envelhecimento são mal aceites, porque modificam a imagem corporal. É a este nível que a adaptação se torna mais difícil, porque afeta a auto- imagem mas, raramente provocam problemas funcionais importantes.
A redução das células e a perda de reservas fisiológicas atinge todos os órgãos. Mesmo que não aconteça ao mesmo ritmo para todos, as funções vão-se deteriorando.
e) Sistema cardiovascular
Pode acontecer a diminuição da capacidade máxima do coração, pela perda de eficácia da contratilidade do músculo cardíaco, o que não perturba o estado de saúde porque todas as outras funções metabólicas também estão diminuídas. O coração do idoso normalmente não responde tão eficazmente ao esforço e tem de consumir mais energia, necessitando de mais tempo para se recompor. A degeneração cálcica das válvulas cardíacas é das patologias mais frequentes nos idosos. Quando há necessidade de fazer mais esforço, pode surgir doença isquémica, insuficiência cardíaca ou arritmia.
As artérias e as arteríolas perdem elasticidade ao envelhecer. As fibras elásticas vasculares tornam-se mais frágeis, fragmentam-se, rigidificam e calcificam, favorecendo os processos de arteriosclerose (diminuição do diâmetro e endurecimento das paredes das artérias). A diminuição do débito cardíaco e perda de elasticidade das artérias diminui o aporte de sangue
a todos os órgãos (Eliopoulos, 2005). As alterações nas artérias são a principal determinante na impedância arterial que afeta a ejeção pulsátil do sangue que sai do coração. A velocidade de onda de pulso causa uma onda de reflexão da periferia para a aorta ascendente que ocorre durante o período de ejeção ventricular, causando um contínuo aumento da pressão aórtica e carotídea, resultando numa TA sistólica aumentada. Este aumento crónico da pressão de pulso causa dilatação da aorta.
As veias perdem tonicidade muscular e diminui a eficácia das válvulas venosas, atrasando o retorno venoso ao coração, provocando estase venosa e edema. A permeabilidade dos capilares também está alterada dificultando o processo de nutrição e eliminação a nível dos tecidos. Estes fenómenos predispõem a hipoxia dos tecidos e a formação de trombos.
f) Sistema respiratório
A dispneia surge no idoso por efeito do stresse ou da fadiga. As principais modificações surgem por perda de elasticidade dos tecidos e permeabilidade. A capacidade inspiratória diminui por calcificação da cartilagem intercostal, diminuição da contratilidade dos músculos inspiratórios, perda de elasticidade do tecido pulmonar e enfraquecimento dos músculos do diafragma e intercostais. Os pulmões tornam-se menores e mais rígidos. A capacidade residual funcional tende a aumentar, diminuindo a capacidade vital (quantidade de ar expirado após uma inspiração máxima). Com uma troca gasosa menos eficaz, diminuição do reflexo da tosse e as alterações nos cílios, o idoso está em maior risco para desenvolver infeções respiratórias, como a pneumonia e a bronquite crónica (Azeredo, 2011; Eliopoulos, 2005).
g) Sistema renal e urinário
Os rins diminuem de tamanho com a idade, diminuindo a sua função tubular. A frequência urinária e a nictúria estão relacionadas com a diminuição da capacidade e enfraquecimento dos seus músculos. O esvaziamento da bexiga é mais difícil, podendo resultar na retenção de urina.
Segundo Siviero, Taufer e Mastroeni (2000), a nefropatia geriátrica pode ser resultado da supernutrição proteica. Diferentes processos patológicos como a insuficiência cardíaca, a diabetes, as infeções urinárias, podem comprometer a capacidade funcional do rim.
Azeredo (2011), refere que a taxa de filtração glomerular (TFG) e o fluxo sanguíneo tendem a estar diminuídos, contudo, na ausência de doença, o rim é capaz de manter as trocas eletrolíticas e a composição dos fluidos corporais. Ainda segundo esta autora, a bexiga vai perdendo a sua capacidade de expelir toda a urina, aumentando o volume residual. A atrofia da uretra, o enfraquecimento da musculatura pélvica, associado à perda de elasticidade uretral e do colo vesical, favorece o aumento da frequência de micções e incontinência urinária, sobretudo nas mulheres.
h) Sistema gastrintestinal
Ocorre a perda do apetite e capacidade de digerir e absorver os alimentos. As sensações do paladar estão diminuídas porque a língua atrofia-se e afeta as papilas gustativas. Menor sensação de sede e menor ingestão de fluidos também se verificam com o avançar da idade. Doenças periodontais que obrigam à perda dos dentes e próteses mal ajustadas, podem prejudicar a ingestão dos alimentos. A secreção salivar está reduzida, dificultando a mastigação e a deglutição. A quantidade diminuída de saliva é acompanhada de maior viscosidade (Eliopoulos, 2005). Devido a alterações subtis nos mecanismos da deglutição, deglutir pode demorar o dobro do tempo. O esófago tende a ficar mais dilatado e o seu esvaziamento torna-se mais lento, o que causa desconforto pois os alimentos permanecem ali mais tempo. A atrofia da mucosa gástrica, a diminuição da secreção gástrica leva à diminuição da absorção do cálcio e ferro. A diminuição da ação dos sais biliares conduz à má absorção da gordura. A insuficiência pancreática explica a alteração na absorção de gorduras com retenção de lípidos no plasma. Também acontece a redução da absorção de substâncias nutritivas no intestino delgado por atrofia e diminuição das superfícies absorventes das paredes intestinais. A diminuição da motilidade do intestino grosso é devida a uma diminuição da capacidade de resposta dos neurotransmissores e a um défice de enervação, bem como a uma diminuição de água nas fezes e diminuição de produção de muco pelo cólon, traduzindo-se numa maior tendência para a obstipação crónica (Azeredo, 2011).
i) Sistema nervoso e sensorial
O sistema nervoso é o órgão da consciência, do conhecimento, da ética e do comportamento, sendo a sua estrutura a mais complexa do organismo humano.
Com o avançar da idade vai ocorrendo uma redução no peso do cérebro e no fluxo sanguíneo, mas essas modificações não parecem afetar o raciocínio e o comportamento (Eliopoulos, 2005), ocorrendo diminuição das células nervosas e a velocidade da condução nervosa torna- se mais lenta. Essas modificações manifestam-se nos reflexos mais lentos e são mais demoradas as respostas aos estímulos. Embora não esteja confirmado que com o envelhecimento haja uma atrofia generalizada, parece antes haver alterações atróficas localizadas, sendo que o cérebro humano tem plasticidade suficiente para se adaptar a perdas funcionais importantes, pelo que as alterações podem não ser acompanhadas de défices funcionais significativos (Azeredo, 2011). Como o cérebro afeta o ciclo de sono-vigília, acontecem mudanças no padrão de sono, com o despertar frequente, embora apenas uma pequena quantidade de sono seja perdida.
Os órgãos dos sentidos são muito importantes não só para a vida de relação, como também para dar qualidade à vida das pessoas. Assim, verifica-se redução do paladar, do olfato, da visão e da audição. A atrofia das papilas gustativas reduz a sensibilidade aos paladares: o doce, salgado, amargo e azedo. Com o envelhecimento, estas alterações do gosto processam- se da ponta da língua para a parte posterior. Assim, o primeiro sabor a diminuir a sua intensidade é o doce que é captado na parte dianteira da língua, seguido do salgado (captado na parte central da língua), sendo que para os idosos os alimentos têm cada vez mais um paladar ácido e amargo. Isso explica a apetência dos idosos para comidas mais doces e mais salgadas. Os medicamentos podem causar alteração do paladar e boca seca (xerostomia). A sensação de ardor na boca, por vezes, causa a rejeição dos alimentos (especialmente na mulher), pode ser causada por vários fatores, nomeadamente infeções, diminuição da saliva, deficiência de esterógeneos, neuropatias sensoriais, entre outros.
Os órgãos dos sentidos declinam em acuidade com o envelhecimento. Os prejuízos da visão e da audição são os que trazem maiores problemas, pois são de grande importância na realização das atividades de vida diárias e no convívio social.
Os maiores problemas da visão são as cataratas, glaucoma, retinopatia diabética, entre outros. A diminuição da visão pode limitar a pessoa na condução automóvel, no atravessar a rua, na leitura ou na execução de tarefas que gostaria de realizar mas já não é capaz por falta de visão. Poderá ser impedida de realizar atividades que poderiam ser gratificantes.
Relativamente à audição, cerca de 50% das pessoas com mais de 75 anos tem perda da acuidade auditiva. Este declínio pode ser determinado por fatores genéticos e pela exposição excessiva a ruídos e substâncias ototóxicas. A pessoa fica com dificuldade de localizar sinais sonoros, discriminar a origem de sons diferentes e dificuldade em compreender os discursos das outras pessoas, e quando há mais barulho envolvente a audição fica ainda mais prejudicada, limitando a sua capacidade de participação na vida de relação.
À medida que vão envelhecendo, as pessoas vão também perdendo o olfato. Este permite apreciar a comida e a bebida, permite a deteção de cheiros que podem tornar-se orientadores de ações importantes. As pessoas perdem igualmente sensibilidade na palma das mãos e na planta dos pés, alterando-se igualmente a perceção dos estímulos dolorosos. As alterações do tato e da sensibilidade facilita a ocorrência de quedas quando a pessoa caminha e muda de plano ou quando tem de subir degraus ou na ocorrência de queimaduras (Patten & Craik, 2000).
j) Sistema endócrino
A tiróide apresenta-se com fibrose, infiltração celular e frequentemente com nódulos. A reduzida atividade da tiróide causa diminuição do metabolismo basal. A glândula tiróide atrofia-se progressivamente, mas em geral a sua função permanece adequada. A glândula hipofisária diminui de volume. A hormona somatotrófica de crescimento permanece presente em quantidades similares, mas ao nível sanguíneo permanece reduzida com o envelhecimento. A secreção gonadal diminui com a idade, incluindo a testosterona, estrogénios e progesterona. Existe uma libertação insuficiente de insulina pelas células beta do pâncreas e uma diminuição na sensibilidade à insulina circulante. A capacidade de metabolizar a glicose também está reduzida.
k) Sistema imunitário
A resposta imunológica está diminuída nos idosos, tornando as infeções um risco significativo. A massa tímica é perdida regularmente. As células T do timo são mais imaturas. As reações às vacinas da gripe são menos efetivas, embora sejam recomendadas, e muitas vezes os processos inflamatórios que surgem apresentam-se atípicos, com febres de baixo grau e dor mínima (Eliopoulos, 2005).
l) As aptidões cognitivas – as modificações mentais
A capacidade de comunicar eficazmente através da linguagem mantém-se estável em toda a vida adulta. As pessoas idosas têm mais dificuldade em compreender mensagens longas ou complexas. Revelam um discurso mais repetitivo, são mais lentas nos seus processos de raciocínio, são mais lentas nos aspetos percetivos, mnésicos e cognitivos, assim como nas