IV. L’écriture prométhéenne
IV.2. Anatomie d’un enrôlement
IV.2.3. La conversion dans La nuit baroque
IV.2.3.2. De la fragile rigidité du canon
De acordo com Mozzato e Grzybovski (2011, p.732) “as transformações sucessivas pelas quais tem passado a ciência evidenciam irregularidades e também rupturas, sobretudo no que tange às ciências sociais, que exigem revisitar as abordagens metodológicas”. Nesse sentido, partindo-se dos objetivos da pesquisa, de um processo de reflexividade metodológica
e considerando que o presente estudo se utiliza de diversas fontes de evidências empíricas, relata-se nesta seção as trajetórias de análise dos dados escolhidas para cada uma das etapas (qualitativa e quantitativa).
Os dados coletados na etapa quantitativa, através de instrumento de levantamento de opiniões com uso de escala do tipo Likert, possibilitou uma série de aplicações estatísticas. Conforme destacam Magalhães e Lima (2004), na etapa inicial de análise a estatística descritiva é utilizada objetivando depreender dos dados informações resumidas a respeito do objeto sob estudo. Além da estatística descritiva, a técnica de análise fatorial foi um dos recursos estatísticos utilizados na análise dos dados e na validação do instrumento aplicado nesta etapa. A literatura diferencia a análise fatorial em exploratória (AFE) e confirmatória (AFC). Segundo Rossoni, Engelbert e Bellegard (2016, p.199), a análise fatorial exploratória “é uma técnica de interdependência multivariada amplamente utilizada em pesquisas no campo da administração, especialmente em pesquisas do tipo survey com o propósito de auxiliar na obtenção de um número mínimo de fatores com a quantidade máxima de informações contidas nas variáveis. Segundo Figueiredo e Silva (2010) a análise fatorial é um recurso adequado para mensuração de fenômenos que não podem ser diretamente observados. Para estes autores a credibilidade deste método assegura medidas confiáveis e validas na construção do conhecimento científico, mitigando problemas de mensuração que “constituem um dos principais obstáculos ao desenvolvimento do conhecimento” (Figueiredo & Silva, 2010, p.181). Dessa maneira, para atingimento específico dos objetivos 2 e 3 aplicou-se a AFE e a AFC em função da mudança de lócus em relação a Valladares (2012). Além disso, para os objetivos 3, 4 e 5 utilizamos testes de diferenças entre grupos (T de Student e ANOVA). Para isso, os dados foram agrupados em base única e tratados estatisticamente com uso dos softwares
Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 22 para Windows e na análise fatorial
confirmatória através de Modelos de Equações Estruturais foi utilizado o programa Amos, versão 22 para Windows.
Na etapa qualitativa foram utilizadas as transcrições das entrevistas com os gestores. De acordo com Chizzotti (2006, p.98) como citado em Mozzato e Grzybovski (2011, 733) “a decodificação de um documento pode utilizar-se de diferentes procedimentos para alcançar o significado profundo das comunicações nele cifradas” e, nesse caso, a decisão de escolha procedimental é dependente do material que será analisado, dos objetivos da pesquisa e de fatores ideológicos e sociais relacionados ao analisador.
Portanto, conforme destacado por Mozzato e Grzybovski (2011) ao escolher a análise de conteúdo como procedimento de análise, os dados constituem informações em estado bruto
que somente terão sentido após serem trabalhados de acordo com a técnica apropriada. Franco (2005, p.20) descreve a análise de conteúdo como um procedimento que se encontra “situado em um delineamento mais amplo da teoria da comunicação e tem como ponto de partida a mensagem” concordando com Bardin (2002, p.38) quanto “à análise de conteúdo, pode ser considerada como um conjunto de técnicas de análises de comunicações, que utiliza procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição de conteúdo das mensagens”.
Diante das considerações de Bardin (2002), Franco (2005) e Mozzato e Grzybovski (2011), a escolha da análise de conteúdo como método de análise dos dados para a etapa qualitativa desta pesquisa demonstrou-se adequada, sendo essa técnica aplicada sistematicamente por etapas conforme prescreve Bardin (2002): i) organização da análise, ii) codificação, iii) categorização, e iv) inferência, buscamos identificar a ocorrência ou não ocorrência das categorias e suas subcategorias definidas a priori, além de analisar as co- ocorrências observadas. De maneira a simplificar a compreensão metodológica da pesquisa, demonstra-se na Tabela 10 um quadro resumo com a consolidação do método de pesquisa.
Objetivos Fontes dos dados Tipo de dado coletado Técnicas e instrumentos
de coleta de dados Técnica de análise dos dados
1
Descrever os componentes da capacidade de inovação em organizações do setor financeiro brasileiro Gestores e demais empregados das organizações lócus da pesquisa Percepção de gestores; Percepção dos demais empregados
Entrevista semiestruturada; Survey
Análise de conteúdo; Análise fatorial exploratória e confirmatória (AFE e AFC); Testes de diferença entre grupos (T Student e ANOVA); Estatística descritiva
2
Validar um instrumento de pesquisa sobre capacidade de inovação que possa ser útil para aplicação no setor financeiro.
Empregados das organizações lócus da pesquisa
Percepção dos empregados das organizações lócus da pesquisa
Survey
Análise fatorial exploratória e confirmatória (AFE e AFC)
3
Verificar, na percepção de empregados do setor financeiro brasileiro, como os componentes da capacidade de inovação listados na literatura se manifestam nas organizações lócus da pesquisa
Empregados das organizações lócus da pesquisa
Percepção dos empregados das organizações lócus da pesquisa
Survey
Análise fatorial exploratória e confirmatória (AFE e AFC); Testes de diferença entre grupos (T Student e ANOVA); Estatística descritiva
4
Verificar a existência de diferenças na percepção de empregados da Empresa A e da Empresa B em relação aos componentes da capacidade de inovação
Empregados das organizações lócus da pesquisa
Percepção dos empregados das organizações lócus da pesquisa
Survey
Análise fatorial exploratória e confirmatória (AFE e AFC); Testes de diferença entre grupos (T Student e ANOVA); Estatística descritiva
5
Avaliar se variáveis de perfil sociodemográfico de empregados do setor financeiro brasileiro influenciam na percepção dos componentes da capacidade de inovação.
Empregados das organizações lócus da pesquisa
Perfil sociodemográfico Survey Testes de diferença entre grupos (T Student e ANOVA); Estatística descritiva
6
Verificar, na percepção de gestores de organizações do setor financeiro brasileiro, como os componentes da capacidade de inovação listados na literatura se manifestam nas organizações lócus da pesquisa.
Gestores das organizações Percepção de gestores Entrevista semiestruturada Análise de conteúdo
7
Propor um framework de diagnóstico dos componentes da capacidade de inovação para organizações do setor financeiro brasileiro.
Literatura; Resultados da
pesquisa Não se aplica Não se aplica Não se aplica
8
Propor um roadmap de ações para preenchimento de gaps relacionados aos componentes da capacidade de inovação nas organizações pesquisadas.
Literatura; Resultados da
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Neste capítulo são apresentados os resultados e discussões da pesquisa e estão organizadas seções em alinhamento aos objetivos do trabalho. Inicialmente apresenta-se o perfil sociodemográfico dos sujeitos participantes da pesquisa e a validação da aplicação do instrumento de pesquisa com empregados do setor financeiro brasileiro. Na sequência são apresentados os resultados da aplicação do instrumento com empregados de duas organizações do setor financeiro brasileiro quanto aos componentes da capacidade de inovação e o resultado das entrevistas semiestruturadas efetuadas com gestores dessas organizações. Por fim, apresenta-se uma proposta de framework de diagnóstico dos componentes da capacidade de inovação para organizações do setor financeiro e um roadmap de priorização de ações para preenchimento de lacunas identificadas relacionados aos componentes da capacidade de inovação nas organizações pesquisadas.