TEMPS 1 : CONTEXTE DE PRODUCTION
2.2 De Casaramona à CaixaForum (l’amorce)
2.2.3 Fondation La Caixa Contexte d’une reconversion
Na determinação do Custo Total de Produção (CTP) foi utilizada metodologia descrita por Martin et al. (1998) e Martins e Borba (2008). Nesta estrutura de custo de produção, além dos desembolsos ocorridos no processo produtivo, são consideradas as depreciações dos itens de capital fixo, bem como as remunerações ou custos oportunidades dos fatores de produção empregados (SCORVO FILHO et al., 2004). O CTP é o somatório do Custo Fixo (CF) e Custo Variável (CV).
Para o cálculo do CTP, inicialmente foi realizado inventário da propriedade, relativo aos investimentos em benfeitorias, máquinas e equipamentos, utilizados direta e indiretamente, no sistema de criação de peixes nativos.
O custo fixo está relacionado principalmente aos fatores de produção que têm duração superior a um ciclo de criação e, portanto, são utilizados tantos ciclos quanto permitir sua vida útil. O CF inclui os custos de oportunidade ou remuneração (terra, capital fixo e empresário) e depreciação dos itens do capital fixo.
Nos custos variáveis estão classificados todos os custos que são influenciados pela produção. Foram considerados como custos variáveis, gastos com: mão de obra permanente e eventual, ração, larvas e juvenis, combustível, taxas e impostos, despesas administrativas (energia elétrica, telefone e outros), manutenção de máquinas e equipamentos, reparo das instalações e despesas eventuais.
Os dados relativos a desembolso, receita e custo oportunidade do empresário foram coletados e compilados mensalmente na forma de fluxo de caixa em planilha
eletrônica Excel e os valores relativos à depreciação e outros custos oportunidade, no último mês do ano (dezembro de 2008) e da coleta dos dados (novembro de 2009), este último proporcional.
Para determinação do Custo Total de Produção adotou-se os seguintes procedimentos:
• Os valores dos bens de capital fixo foram, inicialmente, os de mercado e referentes ao mês de junho de 2009. Cada valor foi transformado em valor real do mês de dezembro de 2007, utilizando o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP- DI), da Fundação Getúlio Vargas. Com base no tempo de uso de cada bem, estes foram depreciados para determinar-se o valor atual e estimadas as vidas úteis adicionais;
• Na remuneração dos viveiros, considerou-se o valor médio de arrendamento de viveiros, praticado na região em janeiro de 2008, que foi de R$ 160,00 ha-1 mês, uma vez que o arrendamento pode ser considerado com uma oportunidade usual na região;
• Para remuneração dos outros itens de capital fixo, o procedimento adotado foi o de aplicação financeira de baixo risco, no caso, o rendimento da caderneta de poupança, 6% a.a. sobre o valor do capital fixo médio investido;
• Remuneração do empresário foi estabelecida em função das oportunidades da região, com base no salário mínimo e na área de lâmina d’água, ou seja, a cada quatro hectares administrado, a remuneração foi de um salário mínimo ao mês; • A depreciação dos itens de capital fixo foi determinada pelo método linear, com valor
de sucata igual a zero;
• Reparos e manutenção dos equipamentos foram determinados a uma taxa de 5% a.a. sobre o valor de aquisição do bem; para as instalações e viveiros, esta taxa foi de 2% a.a. do valor das construções, com base em Martinet al. (1995);
• Considerou-se taxa de 5% sobre o valor das despesas efetivas, para despesas eventuais, com objetivo de cobrir inexatidões, falhas de informações e situações imprevisíveis;
• Para estimativa do valor da mão de obra familiar utilizada para realizar etapas do processo produtivo, considerou-se o valor de contratação de mão de obra similar, no mercado regional;
• Para mão-de-obra contratada foi considerado, salário mínimo, além de bonificações, despesas com alimentação e moradia;
• Para mão de obra eventual, o valor pago diário variou de R$ 15,00 a R$ 30,00, dependendo das atividades desenvolvidas;
• Considerou-se como taxas e impostos somente os custos relativos à obtenção de Registro do Aquicultor, Autorização Ambiental para Aquicultura e Imposto Territorial Rural (ITR).
No caso das pisciculturas P1 e P2, os custos indiretos foram rateados entre os
viveiros, com base na área de lâmina d’água e tempo de cultivo.
A seguir, os dados mensais foram capitalizados para novembro de 2009 da
seguinte forma: VF=VP(1+i)n
Onde: VF = valor futuro;
VP = valor dos itens de custo em cada mês; i = taxa de capitalização de 0,5%;
n = número de meses (22, 21, 20, 19...0).
Deve-se ressaltar que a utilização da taxa de 0,5% ao mês, que refere-se à do rendimento da caderneta de poupança, como taxa de capitalização, deixa os valores capitalizados subestimados uma vez que a taxa nominal mensal é variável, 0,5% mais a variação da TR. Mas como os custos e também as receitas foram capitalizados da mesma forma, este procedimento não interfere nos índices de margem de contribuição e de lucratividade.
Para análise de rentabilidade foram utilizados os seguintes indicadores:
• Receita Bruta (RB): receita obtida pela venda da produção, ou seja, RB=q*p, sendo
q a quantidade comercializada e p o preço de venda; • Lucro (L): L==== RB−−−−CTP;
• Índice da Margem de Contribuição (IMC): é um indicador que expressa quanto cada unidade comercializada contribui para cobrir os custos fixos, ou seja,
100 x RB CV RB IMC==== −−−−
• Índice de Lucratividade (IL): é a relação entre o Lucro (RB – CTP) e a Receita Bruta e explica qual o porcentual da receita obtida com a venda do produto constitui o lucro, ou seja, 100 x RB CTP RB IL==== −−−−
• Custo Médio (CVMe, CFMe, CTMe): referem-se aos custos por unidade de produção, expressos pela relação entre os custos e a quantidade produzida (Q), ou seja,
Q Custos
CMe ==== , expresso em R$ kg -1
;
• Ponto de equilíbrio (PE): produção mínima necessária para cobrir o custo total de produção, dado o preço de venda (P), sendo expresso em kg por
CVMe P CF PE − − − − = == = .