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4.4 Application ` a la fontaine atomique

4.4.2 Fonctionnement habituel de F02

Angola localiza-se na costa do Atlântico Sul da África Ocidental, na sua parte Austral, abaixo do Equador e a norte do Trópico de Capricórnio, entre os paralelos 4° 22’ e 18° 02’ Sul e os meridianos 11º 41’ e 24º 05’ Leste.

Etimologicamente Angola deriva de “Ngola” nome atribuído a uma dinastia dos povos Ambundos fixados no médio-Kwanza.

Possui uma superfície de 1.246.700 km2. Os seus limites fronteiriços são: a norte com as Repúblicas do Congo e a do Congo Democrático, a leste as Repúblicas Democrática do Congo e a da Zâmbia, a sul a República da Namíbia, e a oeste o Oceano Atlântico. O território tem um comprimento máximo de 1.277 Km no sentido norte/sul e 1.236 Km de leste a oeste, uma fronteira marítima de 1.680 Km e terreste de 4.928 Km. A província de Cabinda constitui um enclave separado do restante território (Fig. 3).

Fig. 3. Enquadramento geográfico de Angola

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Quanto ao clima Angola tem duas estações que prevalecem ao longo do ano: a do Cacimbo, seca e fria, normalmente de Maio a Setembro, e a das Chuvas, húmida e a mais quente, em regra de Setembro a Abril, pronunciando-se tardiamente ou com antecedência em algumas regiões do país. O regime das chuvas e a variação anual das temperaturas são as duas características climáticas, comuns a todas as regiões.

A localização do País, na zona intertropical e subtropical do hemisfério sul, a sua proximidade ao mar, a corrente fria de Benguela, as características do relevo no interior e a dimensão do seu território são os factores que determinam as variações climáticas e caracterizam as duas estações climáticas distintas: no litoral a precipitação média anual é inferior a 600 mm, mas a província de Cabinda, a norte, chega a atingir valores na ordem dos 800 mm, enquanto a província do Namibe, no litoral sul, atinge apenas 50 mm. Isto porque o litoral norte apresenta um clima tropical seco e o litoral sul um clima desértico, as temperaturas médias varia de 17º (mínimas) e 27º C (máximas).

O litoral sofre a influência da corrente fria de Benguela e caracteriza-se por temperaturas médias anuais superiores a 23º C. A humidade relativa média anual é superior a 30% e a pluviosidade diminui de norte para sul. Nas regiões do interior a precipitação varia entre 600 mm e 1000 mm. A norte e a nordeste o país apresenta clima tropical húmido, com temperatura e pluviosidade elevadas. Nos planaltos, por influência da altitude, o clima modifica-se: a temperatura média desce abaixo do 19º C, ou ainda menos, durante a estação seca, com amplitudes térmicas diárias acentuadas. Este é também o clima que caracteriza o sudeste do país. Já o sudoeste (Benguela, Namibe) é árido, sub-desértico e semiárido, com pluviosidade anual que varia entre 100 e 600 mm, com temperaturas da ordem dos 23ºC à 24ºC (Relatório do Estado Geral do ambiente- MINUA, 2006:8-9). O leste apresenta um clima tropical moderado.

Angola é um país planáltico, sendo a maior altitude o Moro do Moco situado na província do Huambo, com 2.620 metros de altura.

A água constitui um dos mais preciosos recursos do planeta, tendo em conta que é a base da vida e ao mesmo tempo constitui um factor decisivo de progresso e desenvolvimento da humanidade21. A hidrografia de Angola está intimamente ligada ao seu relevo. Os rios têm a sua origem nas zonas montanhosas e planálticas do interior e correm para as regiões mais baixas, descendo em vales profundos, alargando-se nas

(21) Agência da UN em Angola e Ministério do Planeamento Angola (2003:89) Relatório de progresso MDG/NEPAD “ODM”, Luanda.

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proximidades do oceano, formando baías e portos naturais como os de Luanda, Lobito e Namibe.

A maior parte dos leitos são irregulares, com quedas de água, cachoeiras, e margens mais largas nas zonas costeiras.

As principais bacias hidrográficas são (de Norte para Sul e de Oeste para Leste) as dos rios Zaire, Mbridge, Queve, Cunene, Cuando, Kwanza22. O Kwanza é o maior (e mais navegável) que nasce e desagua em território angolano com 1000 Km de extensão. O principal lago é o lago Dilolo (província do Moxico), seguido das lagoas do Panguila (província de Luanda) e da Muxima (província do Bengo).

Existem várias quedas de água em rios como Mbridge, Cambambe, Kwanza, destacando as grandes Quedas de Calandula, com mais de 100 metros de altura no Lucala, afluente do rio Kwanza.

A Lei 6/02 de 21, de Junho de 2002, define a política e estratégia de águas minerais, nascente, subterrâneas, minero-medicinais de mesa, para salvaguardar os diversos interesses. A política principal adoptada pelo governo de Angola tem os seguintes objectivos23:

- Garantir ao cidadão e à entidade colectiva o acesso e uso de água;

- Assegurar o equilíbrio perante entre os recursos hídricos disponíveis e a procura;

- Abastecer as populações de forma continua e suficiente em água potável, para satisfação das suas necessidade doméstica e de higiene;

- Promover e regulamentar a utilização da água para fins agrícolas, pecuários, industriais e hidroeléctricos;

- Garantir o adequado saneamento das águas resíduas.

No âmbito da cooperação regional e internacional, definiu-se:

- Adopção de medidas coordenadas de gestão dos cursos de água sobre uma mesma bacia hidrográfica, tendo em conta os interesses de todos estados da bacia;

- Repartição justa e razoável das águas de interesse comum ou seu uso conjunto, de acordo com os interesses e obrigações assumidas pela República de Angola;

- Controlo da qualidade da água e da erosão dos solos.

(22) Este também dá o nome a moeda nacional, o “Kwanza”

(23) Agência da UN em Angola e Ministério do Planeamento Angola (2003:90) Relatório de progresso MDG/NEPAD “ODM”, Luanda.

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Apesar da dimensão dos recursos acima mencionados, o país também apresenta riscos naturais preocupantes desde as fortes descargas pluviométricas locais que têm causado inundações (as cheias nas províncias do Namibe em 2001 e Cunene em 2009), a par dos problemas ambientais como: o excessivo uso de pastagens e consequente erosão dos solos, desertificação, desflorestação (de florestas húmidas tropicais causada pela procura internacional de madeiras tropicais, e pelo uso doméstico para combustível), resultam em perda de biodiversidade, e a erosão dos solos contribui para a poluição aquática e para a siglação de rios e barragens e a estiagem.

O País possui vastos recursos florestais, principalmente na província de Cabinda (floresta do Maiombe), onde se encontram madeiras de valor económico elevado como o pau-preto, ébano, sândalo, pau-raro e pau-ferro. Os recursos minerais são os que melhor se conhecem, principalmente o petróleo (Cabinda, Soyo e Kissama) e os diamantes (Lundas e Malange). Além destes, existem grandes jazidas de ferro, cobre, ouro, chumbo, zinco, manganês, volfrâmio, estanho e urânio. Coloca-se também em causa a fraca legislação sobre a biodiversidade e florestal existente e a quase inexistência da fiscalização dos parques e florestas do país.

Apesar dos abundantes e valiosos recursos naturais no solo, subsolo e mar, a economia continua bastante dependente do petróleo, sendo um grande desafio a diversificação da base económica.