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EVOLUTION DE LA DENSITE DE POPULATION DES ESPACES ARTIFICIALISES DANS LES CANTONS DE BRETAGNE ENTRE 1999 ET 2006 ET

l’artificialisation du sol : une lecture par les découpages de l’INSEE

CARTE 37 EVOLUTION DE LA DENSITE DE POPULATION DES ESPACES ARTIFICIALISES DANS LES CANTONS DE BRETAGNE ENTRE 1999 ET 2006 ET

dentro de um mesmo objetivo, no caso de uma coleção, um tema, os quais são combinados de forma sistemática. Esse processo pode ser observado na etapa de extrair do tema a cartela de cores, de aviamentos de matéria-prima, de efeitos, dentre outras. O último insight apresentado, o de codificação, pode ser considerado o mais complexo, já que exige a combinação de objetos incomuns, oriundos de áreas distintas. Essa combinação pode ser comparada com os tipos de rima na poesia, a rima pobre com a combinação de elementos da mesma classe gramatical e a rima rica com a associação entre palavras de classes distintas. Esse conceito, ao ser exportado para a moda, pode ser traduzido quando uma coleção apresenta temas, efeitos, modelagens oriundas somente de contextos da moda. Isso acontece quando um estilista realiza um trabalho baseado em outro designer de moda, apresentando atualizações dos modelos clássicos do autor elegido, ou alterando poucos elementos como cor, textura, comprimento.

A rima rica acontece quando um criador utiliza como ponte interpretativa para seu trabalho soluções, temas, efeitos provenientes de outros contextos como a arte, a literatura, a música, entre outras culturas. A rima pobre é quando se projeta uma roupa utilizando-se somente referenciais do vestuário, enquanto a rima rica diz respeito a projetar uma roupa observando a realidade circundante, a arquitetura - um ritmo pode propiciar associações mais inovadoras e mais criativas.

O outro componente da inteligência, além do insight, é a habilidade, que é deflagrada do conceito de hábil, o qual é definido por:

"1 quem tem maestria em uma ou várias artes ou conhecimento profundo, teórico e prático de uma ou várias disciplinas. (...) ETM lat. habilis, maleável que tem boa compleição, bem feito, apto, conveniente, capaz, hábil (HOUAISS, 2001, p.1502)".

O autor citado aprofunda a definição apresentada dividindo a habilidade em três categorias: a sintética, que consiste em redefinir problemas por meio de novas perspectivas, a analítica, que define em que é importante se debruçar, e a contextual, que consiste no poder de convencimento. O processo criativo de moda exige destreza nos três tipos de habilidades, visto que o designer de moda deve ter um domínio teórico e prático da confecção dos

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modelos, dos métodos de pesquisa e de interpretação do público alvo, para poder eleger o que deseja trabalhar, para estabelecer o mix da coleção e poder se apropriar das tendências com autonomia, sustentando seu trabalho e convencendo não somente o consumidor final, mas todos os envolvidos na cadeia: cliente intermediário, a imprensa, representantes e o proprietário. Todas as decisões que envolvem a estruturação do mix de produto utilizam os três tipos de habilidades. Esse mix de produto consiste em definir a porcentagem de tops (parte superior), de bottons (parte inferior) e de suits (peças inteiras como macacão, maiôs), de gifts (echarpes, colares) e de dress (vestidos) de acordo com o público, com a capacidade produtiva da empresa, com a tendência, com os formadores de opinião, com o histórico de venda e com o estilo do criador.

A terceira característica de personalidade que o autor aponta são os estilos intelectuais que significam a forma como o raciocínio privilegia uma faculdade da cognição e não outras no ato de pensar. Novamente, o autor subdivide o elemento em três orientações, nas quais há um predomínio de atividades de ordem legislativa, referentes à elaboração de hipóteses e à descoberta de novas regras. Isso pode ser traduzido em descoberta de segmentos não atendidos, de produtos não disponibilizados no mercado. A inclinação legislativa, segundo o autor, é a mais frequente em pessoas criativas, porque elas sentem prazer em ordenar os fatos, criando regras próprias. Por sua vez, a inclinação executiva centra-se na implementação, na atividade de execução do que foi planejado, e é oriunda, da apresentação de problemas claros e estruturados, por isso é voltada à ação. Essa inclinação ressalta o autor, é a mais observada nos sistemas educacionais, os quais promovem mais a resolução de problemas apresentados do que a elaboração de problemas novos. Esse tipo de inclinação pode ser mais frequente encontrada em pessoas com o perfil de gestor, que em uma indústria de moda gostam mais de estruturar a coleção, a produção e o cronograma do que a criação e o projeto propriamente dito.

Sendo assim, a agilidade na materialização das idéias em moda é crucial, pois o profissional deve apresentar a coleção em um curto espaço de tempo. Portanto, mesmo sendo uma orientação menos frequente em pessoas criativas, é uma capacidade relevante. Talvez por isso existam empresas que possuem profissionais dedicados exclusivamente para executar os projetos que os designers concebem.

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Por fim, a última inclinação, a judiciária, consiste na preferência em avaliar, emitir juízos de valor. Essa inclinação envolve todas as etapas do processo criador de moda, que diz respeito a julgamentos minuciosos e detalhados, desde a escolha da linha, da composição, do ponto até o desempenho de vendas. Um designer, geralmente, acompanha o desempenho, a pesquisa e o desenvolvimento de quatro coleções ao mesmo tempo. Isso significa dizer que ele avalia a coleção que está disponibilizada para o cliente final (já nas vitrines), também observa o desempenho da coleção que é apresentada para o cliente intermediário (o cliente de atacado, com os representantes, por exemplo); além disso, julga a coleção que está em fase de prototipagem (no desenvolvimento do próximo mostruário) e, por fim, acompanha o preview da próxima estação (nas próximas tendências).

Diante disso, como explica o autor, a inclinação para o estilo intelectual legislativo é mais frequente nas pessoas criativas, porque elas preferem construir seus problemas e conceber novas regras. Isso pode explicar casos como o do estilista Marcelo Sommer que, ao vender sua marca para a administração de capital aberto, perde a autonomia da direção criativa da marca de seu nome. Isso porque as empresas voltadas para o mercado de ações são mais orientadas para resultados de venda e julgam o trabalho do autor não pela qualidade da criação, mas pelo desempenho de venda, o que reduz a autonomia para a experimentação, mais frequente em pessoas de raciocínio predominantemente legislativo. Atualmente, o estilista não pode usar mais seu nome, mas criou a marca Do Estilista. A falta de atividades que promovam o raciocínio judiciário também pode explicar a dificuldade dos estilistas em trabalhar em empresas profissionalizadas e em profissionalizar suas marcas. Análises de imagens e interpretações que contemplem o processo de criação das coleções com a sua aceitação poderiam minimizar esta dificuldade.

A quarta característica da pessoa criativa é o conhecimento que a mesma possui, o qual é subdividido em duas categorias: o formal e o informal. O conhecimento formal compreende aquilo que é alicerçado na práxis científica, relacionado ao âmbito acadêmico e vinculado a uma teoria advinda de uma tradição metodológica de investigação. Já o conhecimento informal é oriundo do aprendizado empírico, desvinculado dos muros da academia e mais relacionado aos muros da indústria, da agência publicitária, da confecção e do ateliê. A distinção entre teoria e prática, ratificada ainda por professores e pela sociedade, é prejudicial para a formação do educando, pois, em cursos eminentemente teórico/práticos,

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como a moda, isso se torna infrutífero. O próprio sistema educacional promove esse abismo, como a exigência de diploma de doutorado para os professores universitários, o que acarreta automaticamente um distanciamento do mercado. Os próprios programas dão preferência a alunos que não trabalham. Isso por um lado é benéfico para a formação hermenêutica, humanística, mas, por outro, muito delicado para disciplinas práticas como modelagem, planejamento de coleção, desenvolvimento de produto, fotografia de moda, entre outras. Esses "abismos" apontados foram discutidos no Encontro Nacional das Escolas de Moda (2012), na Universidade Federal de Goiás.

Durante o evento foram constatadas duas orientações de interpretação da moda na universidade. A primeira mais vinculada à pesquisa acadêmica com uma matriz curricular voltada a disciplinas como Sociologia, Antropologia, Estética, História da Arte, as quais atendem aos anseios da academia. A segunda, por sua vez, mais relacionada às habilidades exigidas para o mercado de trabalho, como menos carga de História da Arte e mais de desenvolvimento de produto, planejamento, marketing e mais dedicação ao domínio de técnicas como modelagem e desenho computadorizado. Essa abordagem dicotômica revela um dilema enfrentado pelas escolas de moda: um acadêmico de moda deve ser formado para atender ao mercado, que exige conhecimentos e destreza prática em modelagem, desenho, fotografia de moda, produção entre outras ou deve atender à tradição da academia clássica de pensar questões em torno da psicossociologia de moda, do papel distintivo e do seu âmbito cultural? As duas concepções exigem um perfil de professor distinto e as respectivas características de conhecimento inerentes à personalidade do profissional refletem isto: professores mais técnicos e mais teóricos - mais informais e mais formais, respectivamente.

Vale ressaltar que não compactuo com essa dicotomia, a qual descreve a teoria como oposta à prática, mas sim acredito ser o conhecimento teórico um reflexo da prática e a prática uma extensão da teoria. Isso, muitas vezes, também é discurso das coordenações de curso; os testes seletivos nas universidades, porém, exigem títulos os quais, geralmente, acarretam uma opção que exige dedicação total ao âmbito educacional e o consequente desligamento da indústria. Nesse sentido, um corpo docente com características de conhecimento mais voltado para o informal é mais frequente em cursos técnicos, os quais exigem destreza na execução de procedimentos práticos como: confeccionar um blazer, elaborar um editorial, tratar uma foto. Esses profissionais de personalidade mais informal possuem anos de experiência no "chão de

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fábrica" e menos tempo na academia. Já os profissionais acadêmicos dão preferência ao tipo de conhecimento formal, possuem títulos e conhecimento teórico denso e vasto o suficiente para pensar questões mais amplas da moda.

Um exemplo disso pode ser verificado em cursos de Arquitetura, com a grade curricular mais humanista voltada para pensar a habitação e as questões sociológicas do planejamento urbano e em cursos mais práticos, mais próximos da Engenharia, voltados para o desenvolvimento de projetos mais vinculados ao atendimento das demandas dos clientes.

Essa dicotomia é refletida na falta de uma orientação de diretriz curricular nacional que sirva para reger as habilidades e competências do profissional de moda, atuando para orientar a composição curricular dos cursos, as diretrizes e as ementas das disciplinas. De acordo com o Encontro das Escolas de Moda (2012), essa falta de consenso prejudica a área e afeta a interpretação que o Ministério de Educação faz dos cursos, o que interfere na concepção das provas do ENADE - Exame Nacional de Desempenho de Estudantes. O exame atual, por falta de uma definição do que é moda, do que compreende a graduação em moda, reflete na definição em torno da porcentagem de conhecimentos formais e informais, teóricos e práticos contidos nas diretrizes, interpreta a moda como uma área do design e mais relacionada ao design gráfico.

A problemática descrita afeta a formação dos acadêmicos, já que é comum encontrar formados em moda que não sabem cortar uma calça, mas que apresentam vários anos de modelagem cursada no currículo. Também é comum encontrar profissionais com altas habilidades técnicas, entretanto com uma visão tacanha de moda, com a concepção restrita ao vestuário e à confecção de produtos. Pode-se dizer que a moda atualmente é o que mede a relação das pessoas com o contemporâneo, é vinculada a um fenômeno que atualiza os produtos, as pessoas e a sociedade. Ou seja, vestimos a roupa - habitamos o mundo: a moda estabelece a tônica do que significa ser atual em todos os âmbitos na pós modernidade.

Voltando ao quinto elemento que compõe as características da pessoa criativa, Sternberg e Lubart (1995) apresentam a personalidade. De acordo com a definição do vocábulo, a personalidade corresponde a:

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[...] 1 qualidade ou condição de ser de uma pessoa 2 conjunto de qualidades que define a individualidade de uma pessoa moral 3 aspecto visível que compõe o caráter individual e moral de uma pessoa, segundo a percepção alheia 4 aquilo que diferencia alguém de todos os demais; qualidade essencial de uma pessoa; identidade pessoal, caráter, originalidade 5 aspecto que alguém assume e projeta em público; imagem [...] 8 indivíduo notável por sua situação ou atividade social; celebridade 9 conjunto de aspectos psíquicos que, tomados como uma unidade, distinguem uma pessoa, especialmente os que se relacionam diretamente com os valores sociais. [...] identidade cultural constituída por meio de um padrão regular de manifestações psicológicas e comportamentais comuns aos integrantes de uma determinada sociedade [...] (HOUAISS, 2001, p.2196).

Vale destacar, diante da definição de personalidade, seu caráter vinculado à percepção alheia, isto é, a sua conotação imbricada ao desenvolvimento de uma imagem singular que comunique a distinção. Portanto, a personalidade consiste em um complexo raciocínio o qual envolve a expressão por meio da projeção pública de quaisquer características individuais. O dicionário apresenta, ainda, a definição de "possessão de si mesmo (2001, p.2196)". Penso ser importante discutir em sala de aula a definição, os seus componentes e como outros artistas expressaram sua personalidade, por meio de apropriações de características próprias, como timbre de voz, forma de falar, maneira de se comportar, modo de se relacionar, preferências estéticas, entre outros.

A contribuição de Sternberg (1985) e Lubart (2007) para a análise da personalidade consiste no fato de o autor elencar elementos importantes da personalidade, presentes nas pessoas criativas. Os elementos apontados pelos autores podem ser significativos para pensar o processo criativo e, com isso, estimular atividades que promovam tais características em sala de aula. Diante disso, conforme apresentado em gráfico, os elementos são: predisposição ao risco, confiança em si mesmo, autoestima elevada, tolerância à ambiguidade e ousadia para a expressão de idéias.

De certo modo, pode-se pensar que a personalidade, nas características descritas pelo autor, corresponde a um dos quesitos mais importantes presentes em pessoas criativas, que atuam de forma mais voltada para a estética como a moda. Isso porque a personalidade de um criador de moda é aquilo que é mais explorado, comunicado, materializado em produtos, na marca e na publicidade. Logo, de certa maneira, o consumidor, na aquisição, apropria-se da personalidade do estilista para expressar a sua ou o que deseja compor no momento.

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