L'ÉPREUVE DE L'APPROPRIATION DES SERVICES MOBILES MULTIMÉDIA
Chapitre 4 : L'appropriation des services multimédia par le travail des attachements aux genres médiatiques
V. Conclusion du chapitre 4
Yserte e Rivera (2008) referem a existência de pelo menos oito subsistemas, dentro do sistema regional, onde os efeitos regionais de uma IES podem ser analisados, nomeadamente: efeitos políticos, demográficos, económicos, infra-estruturais, culturais, de atractividade, educação e sociais. Especificamente, os benefícios identificados na literatura são4:
Benefícios Económicos Públicos
Nesta categoria identificam-se entre outros o aumento do retorno dos impostos sobre o rendimento, o aumento dos retornos dos impostos sobre a propriedade devido à posse ou arrendamento de apartamentos do pessoal das IES e dos estudantes, o aumento da produtividade no local de trabalho, o aumento do consumo de bens e serviços, o aumento da flexibilidade laboral e o decréscimo da necessidade de apoio financeiro estatal.
Parece lógico que os graduados do ensino superior contribuam mais do que os outros para as contas públicas e para outras formas de bem-estar social. Igualmente se compreende que o ensino superior diminua a dependência de programas de apoio social e também a procura dos apoios estatais.
Benefícios Económicos Privados
Os principais benefícios económicos privados estão associados com níveis mais elevados de educação: maiores salários e benefícios, maior taxa de emprego e menor
4 Ver, por exemplo, Baum e Payea, 2005; Blackwell et al., 2002; Brown e Heaney, 1997; Clinch e Gerlowski, 2002;Dwyer, 2005;
Emmett e Manaloor, 2000; Yserte e Rivera, 2008; Gloucester County College, 2001; Healey e Akerblom, 2003; IHEP, 2005 e 1998; Macfarland e Yates, 1997; Moretti, 2005; Pittsburg State University, 2003; Porter, 2002; Siegfried et al., 2007; University of Buffalo, 2002; University of South Carolina, 2000; William e Swail, 2004.
risco de desemprego, maiores níveis de poupança, melhores condições de trabalho, maior mobilidade pessoal e profissional e aumento dos ganhos potenciais.
Benefícios Sociais Públicos
Nestes benefícios identificaram-se os menores níveis de desemprego e de pobreza, menores taxas de criminalidade e, consequente, menor taxa de encarceramento5, aumento dos donativos e do serviço comunitário do pessoal e dos estudantes, maiores níveis de participação cívica (onde o acto de votar é um dos muitos indicadores que pode traduzir o envolvimento cívico) e maior qualidade de vida cívica, maior acesso a bibliotecas e instituições culturais criadas pela IES, maior confiança nas instituições sociais, maior habilidade para se adaptar e usar tecnologia e, recentemente, identificou-se o benefício de menores taxas de fumadores.
Benefícios Sociais Privados
Nesta categoria encontra-se o aumento da esperança de vida e uma maior percepção da saúde pessoal, níveis elevados de satisfação no emprego, melhor qualidade de vida (dos próprios e dos descendentes), melhores e mais racionais decisões relativamente ao consumo, aumento do status pessoal, mais hobbies e actividades de lazer. Estes efeitos ocorrem dentro das escalas de rendimento e idade. Um indicador quantificável nesta categoria é a saúde pessoal. Quanto mais saudáveis, menores são as despesas com saúde, despesas essas que são suportadas com impostos de todos os cidadãos.
Quando se analisam os diferentes benefícios, as IES destacam-se como uma fonte de trabalhadores especializados, com capacidades para os empregadores da região, que providenciam serviços valiosos para os negócios, geram novas tecnologias através da investigação e desenvolvimento e contribuem para a qualidade de vida na região através de, entre outras, actividades de serviço comunitário (Clinch e Gerlowski, 2002; Greenspan e Rosan, 2007).
5 Apesar de ser discutível que alguns benefícios sociais, e.g. aumento da participação cívica ou menor taxa de encarceramento,
possam ser directamente atribuídos ao maior nível de ensino, os dados demonstram que as pessoas com mais educação votam mais e são condenadas em menor número (William e Swail, 2004).
Considera-se que as IES fazem mais do que educar. São instituições de elevada importância financeira e social nas regiões em que operam, garantindo oportunidades educacionais, económicas, sociais e culturais que, de outra forma, não seriam usufruíveis na região (Carr e Roessner, 2002; Charney e Pavlakovich-Kochi, 2002; Goddard, 1987; Winchester et al., 2002).
O papel das IES evoluiu para uma relação de causa e efeito com a sociedade, a tecnologia e a economia (Rosan, 2002). De facto, a produção de conhecimento é mais forte e melhor quando existem parcerias entre as IES e as comunidades envolventes (CURDS, 1998). A presença de uma IES na região fornece um considerável retorno de receitas e empregos na comunidade. Quando este impacto económico se relaciona com os benefícios de saúde e socioculturais torna-se evidente que uma IES constitui uma importante parceira para sustentar e melhorar o bem-estar da comunidade (Healey e Akerblom, 2003).
Os casos de estudo (BCIT, 1995; Charney e Pavlakovich-Kochi, 2002; Carr e Roessner, 2002) sugerem que a maior interacção com o meio envolvente tem sido uma maneira importante através da qual as Instituições de Ensino Superior se têm transformado em organizações empreendedoras e com instalações adequadas às necessidades. A capacidade de uma instituição satisfazer as necessidades regionais pode depender da sua capacidade em adoptar e utilizar novas práticas de trabalho (Cooke e Schienstock, 2000). As IES, por vezes, não têm a noção do que a região necessita excepto a noção de que as empresas beneficiariam de numerosas formas de transferência de tecnologia e fornecimento de competências (Chatterton e Goddard, 2003).
A escolha do local é outra questão que traz sérias implicações dado que muitas IES são localizadas perto de áreas urbanas pobres e podem ajudar muito à revitalização económica destas áreas (Chakrabarti e Lester, 2002). A localização das IES e dos centros tecnológicos é outra demonstração da sua influência no desenvolvimento das regiões em que se instalam, cujo exemplo é a Universidade de Stanford, geralmente, referida como a causa do Silicon Valley (Haramaya, 1998).
Existe ampla evidência de que as IES nos EUA estão a ter um impacto duradouro na economia local, regional e nacional (Rosan, 2002). De facto, as zonas circundantes destas instituições apresentam frequentemente uma forte actividade económica e podem atrair mais rapidamente estudantes e docentes de elevada qualidade. As IES
percebem que há ganhos no estabelecimento de parcerias com os líderes locais para melhorar o bem-estar económico das suas comunidades, entendendo-se, assim, que os destinos das IES e das cidades estão interligados (Hassink, 2005 ICIC, 2003).
Todavia, a presença das IES não gera só benefícios para a região, também gera custos, como se desenvolve a seguir.