CHAPITRE I : DEVELOPPEMENT DES SECTEURS ECONOMIQUES
3.1.10 Commerce
Em 2013, o tema debatido na redação foi “Efeitos da implantação da lei seca no Brasil”. A Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008, foi promulgada a fim de inibir o consumo de álcool e a prática da direção, visto que a associação entre essas ações causou e causa diversos problemas de âmbito social.
Para celebrar os bons resultados, e requerendo dos jovens propostas de intervenção para essa temática, o INEP subsidiou a escrita dos participantes por intermédio de quatro textos motivadores. São eles: um cartaz do governo federal com os dizeres “Não deixe a bebida mudar seu destino – Dirigir alcoolizado é crime e pode dar cadeia”; “Qual o objetivo da “Lei seca ao volante?”, texto que trazia dados da Associação brasileira de medicina do tráfego; um quadro criado por órgãos da operação lei seca com os números das ações; e um texto da operação lei seca do Rio de Janeiro.
A seguir, descrevemos o plano de texto das redações disponíveis para consulta. Nessa direção, observamos que todas são constituídas pelas três partes prototípicas solicitadas pelas cartilhas: introdução, desenvolvimento e conclusão. Assim, no quadro adiante, apresentamos a quantidade de parágrafo(s) em cada parte prototípica. Cada X representa uma parte.
Quadro 13: Planos de texto das redações de 2013
Redação Título Introdução Desenvolvimento Conclusão
R01 Manifesto da segurança
no trânsito X XX X
R02 Em homeostase X XX X
R03 Pela sobriedade transposta X XXX X
R04 Comportamento ao
volante X XX X
R05 Harmonia progressista X XX X
R06 O inferno são os outros X XX X
R07 O início da Caminhada X XXX X
R08 Preserve a vida de todos:
se for beber, não dirija X XXXX X
R09 Lei Seca: ainda com alto
teor de jeitinho brasileiro. X XX X
R10 Não foi acidente X XXX X
Fonte: o autor
É interessante perceber que em todas as redações houve o uso de título. Tal fato não acontece com todas as redações nota mil dos anos posteriores, bem como essa característica não é necessariamente pedida pelo INEP, uma vez que, pela cartilha do participante do ano de 2013, o título é um elemento opcional na escrita da produção textual. Assim, em nossa hipótese, os candidatos demonstram que, como não é um elemento obrigatório, se tirá-lo, restariam mais linhas para serem utilizadas na argumentação. Esse fato é válido de ser comentado porque, como os textos tem muitos assuntos a serem debatidos, e o espaço físico é de apenas trinta linhas, esse não emprego do título já pode ser considerado como um avanço para que se consiga maior espaço.
Ao analisar o quadro, percebemos que em todas as redações existem as três partes solicitadas pela composição do exame. Todavia, em quatro redações há uma divisão interna da estrutura da argumentação, com a presença de mais de dois parágrafos. Já nas outras seis, existe a estrutura do desenvolvimento com a presença de apenas dois parágrafos.
Sobre a RE e a presença da polifonia nessa aplicação, analisemos R10, que possui como título “Não foi acidente”.
Quadro 14: Plano de texto de “Não foi acidente”
Título Não foi acidente
Introdução No Brasil, a utilização de bebidas alcóolicas é responsável por 30% dos acidentes de trânsito, de acordo com a Abramet (associação Brasileira de Medicina de Tráfego). Alguns desses acidentes, na sua maioria, são causados por jovens imprudentes, e algumas vítimas são pessoas inocentes. Com base nesses dados, fica explícita a necessidade da implantação da Lei Seca no Brasil, para reduzir o número de feridos e mortos no país.
Desenvolvimento
O jovem, no geral, tem o costume de achar que nada de errado pode acontecer, agindo assim inconsequentemente. Essa autoconfiança permite que dirija alcoolizado sem pensar nos riscos que está se colocando e, inconscientemente, colocando os outros.
O número elevado de acidentes e feridos implica na superlotação dos hospitais públicos – já lotados – e que não têm estrutura nenhuma para receber a demanda de pacientes oferecida. E isso é um número que pode ser controlado como indica a campanha realizada na internet “Não foi acidente”. A campanha prega a ideia que, a partir do momento da ingestão de álcool unida a direção de veículos, o motorista sabe que pode causar um acidente e morte, respondendo assim por homicídio doloso, ou seja, com intenção de matar.
Pesquisas comprovam que a ingestão de apenas um gole de álcool já gera deficiências motoras e no reflexo do ser humano, sendo assim, um perigo dirigir um veículo de transporte.
Conclusão Tudo deixa evidente que o governo deve continuar com as medidas da Lei Seca, mas que também deve ser levado em conta a importância da família na informatização dos jovens, e mais ainda, o papel da escola como principal meio de informação, definindo para o jovem os seus direitos, mas – principalmente – os seus deveres do cidadão para o exercício pleno da cidadania na sociedade.
Fonte: o autor
A instância enunciativa inicia seu texto evocando uma voz presente nos textos motivadores, trata-se da ABRAMET, a associação Brasileira de Medicina de Tráfego. O uso da voz alheia mostra que entre as vítimas dos acidentes muitas morrem por causa da junção entre álcool e direção realizada por jovens imprudentes. Com isso, a instância enunciativa começa a construir seu ponto de vista sobre o assunto, apresentando a sua tese: “fica explícita a necessidade da implantação da Lei Seca no Brasil, para reduzir o número de feridos e mortos no país”.
No primeiro parágrafo de desenvolvimento, por intermédio do uso dos advérbios “inconsequentemente” e “inconscientemente” L1/E1 marca sua opinião sobre o porquê de os jovens realizarem a perigosa união entre álcool e direção. Nesse ponto de vista, eles, ao fazerem isso, são inconsequentes e essa característica é fruto das suas autoconfianças.
Para aumentar o teor argumentativo do dito, no segundo parágrafo de argumentação, é introduzida a campanha “Não foi acidente”, com a finalidade de vincular a direção perigosa ao homicídio doloso. Com isso, é mostrado que a inconsequência dos
jovens, pelo mal que pode causar, deve ser tratada de forma rígida, visto que as consequências do ato são nefastas. Para corroborar com esse dizer, L1/E1 utiliza as vozes de pesquisas, sem dizer quais, que afirmam que o ato de ingerir bebidas, até mesmo um único gole, já pode provocar problemas ao condutor.
Por fim, utilizando a modalidade objetiva, L1/E1 promove sua proposta de intervenção, falando que a lei seca deve continuar, bem como deve haver uma relação mais forte de conscientização das famílias, a fim de que os jovens saibam viver desfrutando da cidadania.
A partir dessa proposta, é interessante perceber que o posicionamento de L1/E1 não é tão detalhado nas ações, nos meios/modos e nos efeitos produzidos como nas redações que tiraram nota máxima em 2016 e 2017, por exemplo. Não há um meio apresentado para que os jovens fiquem mais conscientizados, tampouco como a escola conseguirá o papel basilar de ser o principal meio de divulgação de informações.
Tal fato também ocorre em R08: “Então, se realmente quiserem exterminar acidentes e mortes causados pelos efeitos do álcool, é preciso acabar com essa apologia [ao consumo de álcool causada nas propagandas comerciais]. E sendo assim, essa atitude contribuirá infinitamente de maneira positiva para eficácia da Lei”. Vemos que a proposta de se parar com os comerciais televisivos é ação proposta pelo candidato. Contudo, não há, explicitamente, o meio e o modo de se fazer isso. Além disso, tal proposta poderia perder sua validade, uma vez que ela se torna inexequível pela nossa atual conjuntura sociocultural.
Nessa conjuntura, analisemos a diferença entre as propostas de intervenção de uma redação de 2017, R45, e outra de 2013, R1:
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que a Escola promova a formação de cidadãos que respeitem às diferenças e valorizem a inclusão, por intermédio de palestras, debates e trabalhos em grupo, que envolvam a família, a respeito desse tema, visando a ampliar o contato entre a comunidade escolar e as várias formas de deficiência. Além disso, é imprescindível que o Poder Público destine maiores investimentos à capacitação de profissionais da educação especializados no ensino inclusivo e às melhorias estruturais nas escolas, com o objetivo de oferecer aos surdos uma formação mais eficaz. Ademais, cabe também ao Estado incentivar a contratação de deficientes por empresas privadas, por meio de subsídios e Parcerias Público-Privadas, objetivando a ampliar a participação desse grupo social no mercado de trabalho. Dessa forma, será possível reverter um passado de preconceito e exclusão, narrado por Machado de Assis e ofertar condições de educação mais justas a esses cidadãos. R45
A partir dos dados, podemos ver três propostas de intervenção, tendo agente, ação, meio/modo, efeito e detalhamento. Vejamos o quadro.
Quadro 15: Proposta de intervenção de R45
Elemento da proposta Proposta 01 Proposta 02 Proposta 03
Agente “Escola” “Poder Público” “Estado”
Ação “Promova a formação de
cidadãos que respeitem às diferenças e valorizem a inclusão” “Destine maiores investimentos à capacitação de profissionais da educação especializados no ensino inclusivo e às melhorias estruturais nas escolas” “Incentivar a contratação de deficientes por empresas privadas”
Meio / Modo “Por intermédio de palestras, debates e trabalhos em grupo” - “por meio de subsídios e Parcerias Público- Privadas” Efeito “Visando a ampliar o
contato entre a comunidade escolar e as várias formas de deficiência”
“Com o objetivo de oferecer aos surdos uma formação mais eficaz” “Objetivando a ampliar a participação desse grupo social no mercado de trabalho.
Detalhamento [palestras e debates] “que envolvam a família, a respeito desse tema” - Dessa forma, será possível reverter um passado de preconceito e exclusão, narrado por Machado de Assis e ofertar condições de educação mais justas a esses cidadãos. Fonte: o autor
A partir do quadro, podemos ver que a instância enunciativa se responsabiliza pelo dizer e fomenta três meios para que se consiga melhorar a situação dos surdos na nossa sociedade brasileira. É interessante perceber que as propostas são bem estruturadas, com boas ideias acerca do tema. Ademais, a fim de que a redação possua caráter cíclico, é
citado o autor Machado de Assis fechando a ideia que iniciou na introdução do texto, quando abordou a personagem deficiente em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, a saber: “Na obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, o realista Machado de Assis expõe, por meio da repulsa do personagem principal em relação à deficiência física (ela era “coxa), a maneira como a sociedade brasileira trata os deficientes”.
Todavia, percebemos que as redações de 2013 não possuíam esse caráter de propostas de intervenção tão bem construídas e detalhadas. Portanto, vejamos a proposta de R1 e, em seguida, o quadro analítico.
Infere-se que quando o motorista que está alcoolizado está colocando em risco sua vida e de outras pessoas, por isso deve deixar de lado seu caráter macunaíma e pensar no bem cotidiano. Cumpre ao governo aumentar a fiscalização para garantir o cumprimento da lei. Cabe aos pais educar seus filhos através de seu próprio exemplo. Cabe aos donos de bares e boates incentivar seus clientes a ir para casa de táxi. Assim, o Brasil será referência mundial em educação no trânsito. R1
Quadro 16: Proposta de intervenção de R45
Elemento da proposta Proposta 01 Proposta 02 Proposta 03
Agente “Governo” “Pais” “Donos de bares
e boates”
Ação “Aumentar a
fiscalização” “Educar seus filhos
“Incentivar seus clientes a ir para casa de táxi”
Meio / Modo - “Através de seu
próprio exemplo” -
Efeito “Para garantir o
cumprimento da lei” - “Assim, o Brasil será referência mundial em educação no trânsito” Detalhamento - - - Fonte: o autor
A partir da conclusão do participante, podemos ver que há três propostas tentam efetivar os efeitos da lei seca. Entretanto, é possível enxergar que o detalhamento das ações, dos meios, é falho. Como o governo poderia aumentar a fiscalização? Como, de fato, os pais poderiam educar seus filhos com o exemplo? Como seriam as ações de donos de bares e boates com o fito de que as pessoas que frequentam estes espaços não consumam álcool e dirijam logo após? Essas indagações demonstram a fragilidade dessas propostas, fato esse que não tende a ocorrer nas redações com nota máxima dos anos de 2016 e 2017.
Assim, a partir dessa comparação, é válido ressaltar que, apesar de não termos mudanças significativas nas cartilhas dos participantes, o olhar do avaliador tende a estar mais criterioso a cada ano; por isso, as propostas estão sendo melhor elaboradas.
Sobre a imputação do ponto de vista, vemos a presença de autores como Thomas Hobbes e o filósofo Lavoisier. Vejamos o gráfico abaixo com todas as informações.
Gráfico 02: Vozes alheias presentes nas redações de 2013
Fonte: o autor
Verificamos que no corpus nenhuma voz foi utilizada por mais de um candidato. Vemos, com isso, que cada voz evocada teve um percentual final entre 12 e 13% de uso. Além disso, é possível depreender que nessa amostra em 60% das redações não houve imputação do ponto de vista a nenhuma outra voz, nem que ela fosse usada para corroborar com o dito, já os outros 40%, ou seja, 4 redações, há a imputação com as vozes detalhadas no gráfico.
Com isso, vemos que os demais candidatos tiveram de utilizar outras estratégias para demonstrar conhecimento de mundo. Em R9, houve a alusão da lei seca ao surgimento do carro popularizado por Henry Ford nos Estados Unidos; já em R8, a autora não usou nem de vozes alheias nem de alusões. A participante assume a proposição total pelo dito, apontando um alto nível de engajamento no grau de RE. Vejamos o caso (grifos nossos): Lavoisier 12% Legislação brasileira 12% Thomas Hobbes 12% IBPS 12% Data Sus 13% Sartre 13% Abramet 13% Pesquisas 13%
A implantação da Lei Seca no Brasil, foi uma das melhores propostas de intervenção já criada pelo Poder Legislativo nacional.
Era realmente assustador os efeitos do álcool ao volante, e medidas cabíveis foram postas em prática para amenizar, ou até mesmo acabou com esta irresponsabilidade constada.
Propagandas e comerciais também foram criados como forma de prevenir que as pessoas utilizem bebidas alcóolicas caso forem dirigir, o que ajudou consideravelmente, pois é preciso conscientizar a
todos sofre as consequências que este ato traz, tanto para a vida pessoal quanto para todos que estão ao redor deste indivíduo.
É muito importante seguir a esta Lei e ao que ela pede rigorosamente,
afinal, a diminuição de acidentes de trânsito e mortes foram reduzidos
de maneira eficaz, desde a implantação da Lei Seca.
Mas o ideal seria que a transmissão de comerciais de bebidas alcóolicas fossem proibidos, pois é evidente que isso incentiva o consumo, e isso não pode acontecer. As pessoas ficam fora de si quando estão
alcoolizadas, perdem totalmente a noção de tempo e espaço, e a
transmissão de comerciais que mostram pessoas felizes ao verem, é com certeza uma apologia a tudo isso.
Então, se realmente quiserem exterminar acidentes e mortes causados pelos efeitos do álcool, é preciso acabar com essa apologia. E sendo assim, essa atitude contribuirá infinitamente de maneira positiva para eficácia da lei (sic).
Ao analisar a redação, visualizamos que a instância se responsabiliza, com ênfase, pelo dizer, com o uso de várias marcas linguísticas. “Era realmente assustador”, “as pessoas ficam fora de si .... perdem totalmente a noção”, “contribuirá infinitamente de maneira positiva” são construções linguísticas que demonstram uma visão de articulista do assunto proposto, fomentam representações textuais/discursivas que mostram os problemas sociais advindos ao consumo de álcool; todavia, percebemos que a construção dos argumentos é validada somente pelo ponto de vista da autora, sem a presença de mecanismos que evoquem vozes de diferentes formações sociodiscursivas.
Assim, afirmamos que o participante, na condição de instância que enuncia, faz uso do ponto de vista assertado (RABATEL, 2016, p. 165), uma vez que se apoia em julgamentos e exposições, as quais são facilmente vinculadas a uma origem enunciativa identificável, ou seja, ao ponto de vista emitido pelo participante.
Uma outra estratégia que merece ser discutida é a utilizada em R1. O candidato usa dados do campo literário sem citar de forma direta as vozes; assim, Marinetti,Oswald de Andrade e a personagem Macunaíma são introduzidos no texto para fazer a alusão e a relação entre o modernismo literário brasileiro e o caráter de renovação que a lei seca tem proporcionado nas implicações do dirigir alcoolizado. Vejamos R1 (grifos nossos):
Marinetti quando redigiu o Manifesto Futurista exaltando as
inovações da modernidade, como o carro, não podia imaginar que o seu objeto de admiração aliado ao álcool poderia acarretar sérios acidentes. Paralelamente às ideias do Manifesto Antropofágico de Oswald de
Andrade de absorver o que é vantajoso da cultura estrangeira e adaptar
à cultura nacional, o Governo Federal implementou a Lei Seca com o objetivo de reduzir a quantidade de acidentes envolvendo motoristas que ingeriram álcool diminuiu consideravelmente e isso se deve ao rigor da fiscalização, principalmente em saídas de bares e boates, aliado à punições , como multa e prisão. [...] Infere-se que quando o motorista que está alcoolizado está colocando em risco sua vida e de outras pessoas, por isso deve deixar de lado seu caráter macunaíma e pensar no bem cotidiano.
Visualizamos que, apesar de não haver citações direta ou indiretamente, a instância enunciativa faz uma articulação entre a renovação proposta pelo modernismo literário brasileiro e a lei seca, porquanto os dois movimentos propõem novos modos de olhar questões sociais distintas, mas que a participante conseguiu vincular de forma bastante interessante.
Sobre as formações sociodiscursivas que as vozes evocam, nas redações mil de 2013, podemos ver no gráfico abaixo como ocorrem tais relações.
Gráfico 03: Formações sociodiscursivas nas redações de 2013
Fonte: o autor Jurídico 12% Filosófico 25% Jornalístico 25% Ciências naturais 12% Associação 13% Informática 13%
Ao analisar o gráfico, podemos visualizar que a formação sociodiscursiva das vozes alheias mais empregada é a jornalística, com as vozes do IBPS e de pesquisas, e a filosófica, com as vozes de Sartre e Thomas Hobbes. Além disso, outras formações são utilizadas como a jurídica, com a voz da legislação brasileira, e o científico, com a presença do químico Lavoisier.
É interessante perceber que, pelo tema ser de pouca discussão se comparado a outras temáticas mais debatidas em sociedade, com o racismo na aplicação de 2016 do exame, os candidatos tenderam a utilizar fontes menos conhecidas, como o DataSUS e a ABRAMET, textos esses motivadores, em detrimento a vozes mais conhecidas.
Tal fato demonstra que, apesar do arcabouço sociocultural ser um dos critérios de avaliação, os participantes, quando os temas não são tão debatidos na sociedade, tendem a recorrer aos textos motivadores, fato que caracteriza uma problemática ao exame, porquanto há uma relação paradoxal: como os participantes que usam, com ênfase, textos da própria coletânea chegam a obter a nota máxima? É algo que merece ser discutido e estudado pelos órgãos que realizam o exame e os pesquisadores das áreas de linguagens e da educação.