Chapitre 2. Construction de la recherche
2.4 Analyser les participations sociales : méthodes
Fundação Casa Grande Catavento
Jovens do projeto Público externo (contratado)
Estudantes Educadores (as)
O auxiliar acompanha a prática, observando e fazendo perguntas. Aos poucos vai realizando as atividades. Aulas expositivas onde o facilitador a cada conteúdo pergunta se estão entendendo. Produção prática de programas de rádio baseado nos modelos da cartilha. Dinâmicas de apresentação, sensibilização, relaxamento, introdução do tema, etc.
De modo geral não segue livro de dinâmicas. Dinâmicas de apresentação, sensibilização, relaxamento, introdução do tema, etc.
De modo geral não segue livro de dinâmicas.
Percebemos certa confusão entre os conceitos de atividade e dinâmica. Alguns entrevistados entendem como dinâmicas as atividades que utilizam “movimento”; ou como o processo de construção do programa, pois “se dá pela própria produção. Porque é muito movimento para fazer entrevista, sair atrás”.
(Marilac Patrício, Catavento); ou associam diretamente às dinâmicas de grupos publicadas em livros.
Para melhor entendimento, discernimos atividades como as ações planejadas para a realização das oficinas de rádio e dinâmicas como o conjunto de atividades relacionadas a jogos, brincadeiras e exercícios, quando “são vividas situações simuladas, proporcionando ‘sensações da vida real’, nas quais os participantes poderão agir com autenticidade, buscando aperfeiçoamento da sua conduta, em situação de auto-avaliação” (ANDRADE, 1999, p. 17).
Marilac Patrício, da Catavento, explicita que é muito difícil trabalhar com o conceito, pois “os teóricos da pedagogia trazem a concepção de que dinâmica é fazer movimento”. Já a entidade entende que o conteúdo tem de ser trabalhado de uma forma dinâmica e estar associada ao objetivo da oficina. “Às vezes, nem precisa levantar do lugar. O conteúdo é dinamizado a partir do movimento entre as pessoas”. Interessante notar que não há um livro de referência, utiliza-se as dinâmicas que cada um sugere, a partir de conversas com outras pessoas ou leituras individuais. Por exemplo, para trabalhar a questão de rótulo social foram afixados tiras de papel com dizeres no corpo dos participantes, de modo a suscitar a discussão sobre pré-conceitos e padrões sociais. A organização também trabalha muito com a construção coletiva de conceitos e a sensibilização. Marilac explicita o que seria uma oficina ideal:
Se vamos trabalhar com comunicação, tem uma atividade que fazemos a partir dos órgãos dos sentidos. A gente leva venda para os olhos, bolinha de gel colorida que bota na geladeira, gelo, algodão, bombril, café, limão. Para eles, de olhos vendados, experimentarem coisas e ativarem os órgãos dos sentidos. Trabalhar com a idéia de que o veículo de comunicação maior e mais sensível é o corpo humano. Partindo daí, passamos a trabalhar com tarjetas, escrever palavras do que significa comunicação. É uma forma de irmos onde eles estão e trazermos o que eles sabem. Vamos ver o que eles já entendem. Também vamos com as nossas palavras e com discussão tentar chegar a alguma coisa comum entre nós.
A jornalista Priscila Luz relata que a equipe utiliza dinâmicas de relaxamento que possibilitem tocar o outro, com a ajuda de músicas e massagem nas mãos, pois as crianças têm carência afetiva. Principalmente porque estão acostumados a uma cultura de violência onde se “brinca de brigar”. Como exemplo de resposta-
estratégica, em uma das escolas a equipe realizou uma oficina de plantio de árvore porque as crianças estavam arrancando as flores para presentar as oficineiras.
Francisca Carla, estudante de pedagogia, explica que o planejamento da equipe inclui dinâmicas em todas as oficinas. O formato contempla primeiro a dinâmica de chegada ou de acolhida, depois a socialização do cronograma com as atividades e os conteúdos que seriam trabalhados naquele dia. Depois do intervalo sempre tem uma dinâmica de relaxamento, porque “as crianças vão para o recreio, correm, extravasam as energias, e quando voltam estão com a adrenalina muito alta.” A equipe coloca músicas clássicas e pede para todos deitarem de olhos fechados. A escolha vai reforçar o tema que vai ser trabalhado. A jornalista explica:
Por exemplo, se hoje vamos trabalhar o que é comunicação então coloco uma música suave, peço para relaxarem, deitam, fecham os olhos e pergunto: "o que vocês entendem sobre comunicação? Imaginem o que é comunicação para vocês?" Depois de 5 minutos de relaxamento peço para abrirem os olhos, levantarem lentamente. Faço um exercício, tipo uma ginástica laboral Vamos levantar os braços, esticar, alongar o corpo. Depois vem a atividade. Texto livre. Esse texto livre pode ser realizado tanto por desenho como por escrito. Porque identificamos que nessa sala de aula que pegamos tem muitas crianças que não sabem escrever, nem ler. Fizemos esse trabalho de texto livre. Fiquem a vontade. Depois que terminam fazemos um círculo e pedimos para cada um falar o que fez.
A proposta une as especificidades de cada um, incentivando a expressão e a fala, com o intuito de que percam o medo: “Já escutamos vários depoimentos de que as crianças que antes tinham medo de ler, gaguejavam, ou ficavam nervosas. Hoje estão mais desinibidas”.
Em nosso entendimento o uso de dinâmicas de grupo servem para estimular o raciocínio; ajudar no processo de aprendizagem; desenvolver um processo participativo de discussão e reflexão; animar, desinibir e integrar os participantes, facilitar a socialização e o enriquecimento do conhecimento individual; facilitar a criação coletiva do conhecimento, onde todos participam da sua elaboração e também nas suas implicações praticas e facilitar o trabalho e o desenvolvimento das atividades, tanto dos facilitadores quanto dos participantes. Para alcançar esses objetivos, devem estar relacionadas ao conteúdo de cada oficina ou para estimular a turma de acordo com os objetivos do facilitador. A proposta é utilizar as dinâmicas em momentos selecionados (no início da oficina para despertar a turma, vinculado a
conteúdos sempre que for preciso ou para estimular a turma quando o oficineiro achar necessário).