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surfacique de voirie dans les SIG

8. Proposition méthodologique : mettre en cohérence des données de voirie surfaciques et linéaires surfaciques et linéaires

8.3. Analyse des résultats et validation de la méthode

Para concluir esse capítulo do referencial teórico da presente investigação, recupera- se que as análises com o tema difusão de políticas públicas demonstram pouca unidade sobre os termos e mecanismos. Mesmo assim, estudiosos da área da ciência política têm se debruçado em desenvolver avaliações sobre os mais variados estudos realizados com o objetivo de estabelecer um padrão de mecanismos, termos e definições adequadas na agenda de estudos de difusão de políticas públicas.

É preciso considerar uma definição de difusão que não remeta somente a transferência de ideias e políticas, mas também que considere a importância do meio de transmissão. Para esta investigação optamos pela definição de Dolowitz e Marsh (2000), que considera o processo pelo qual políticas e práticas são utilizadas por uma jurisdição após esta ter conhecimento de políticas de outra jurisdição.

Dolowitz e Marsh (2000) consideram o conceito policy transfer, ou simplesmente difusão/transferência de políticas como o processo em que o conhecimento sobre políticas, arranjos administrativos, instituições e ideias em uma determinada conjuntura política é utilizada no desenvolvimento de políticas, arranjos administrativos, instituições e ideias de outro ambiente político. Essa abordagem é critica as investigações que apresentam difusão sem especificar como o processo ocorre e quais fatores a determinaram.

Ademais, nesta investigação consideram-se como mecanismos de difusão de políticas públicas a coerção, emulação, aprendizado e competição. Destaca-se que os tomadores de decisões nacionais em sistemas federais e as organizações internacionais podem fornecer um papel vertical na difusão de políticas a partir de diversos mecanismos, entre eles a coerção. Portanto, este estudo considera a coerção como auxílios, subsídios, condições, leis, penalidades ou utilização de força militar.

Maggetti e Gilardi (2015) apresentam a definição de coerção como o fato de uma determinada unidade que adota uma determinada política por pressão de unidades poderosas. Apesar da coerção provavelmente influenciar a adoção de políticas, a difusão provoca que nenhum ator político coordene a disseminação de uma política.

Gilardi (2015) apresenta a teoria de que entre todos os mecanismos considerados pela literatura, a emulação é o mais complicado de ser verificado, pois o seu conceito é ambíguo, já que o mecanismo compõe elementos representativos e essencialmente construídos, que são particularidades cruciais a compreensão do fenômeno.

Uma observação fundamental para a compreensão de emulação é que, ao se considerar uma política como uma inovação radical, a culpa da adoção reflete sobre os seus defensores, à medida que, quando a política é totalmente aceita, são os adversários do governo que devem esforçar-se para impedir sua aprovação. Outro ponto relevante nos estudos de difusão de políticas é a quantidade de adotantes anteriores, em que significa a existência de uma conexão com pressões normativas, evidenciando uma ligação com a emulação (MAGGETTI e GILARDI, 2015). Em resumo, a emulação é compreendida e definida para este estudo como as ações que não estão associadas aos resultados de uma determinada política pública, mas sim com as características simbólicas e socialmente construídas de políticas públicas que são cruciais.

O aprendizado acontece através da análise dos resultados e impactos das políticas públicas gerados em uma determinada unidade, sustentando assim o subsistema por meio de mudanças de crenças, convicções e recursos. O aprendizado é entendido como um mecanismo horizontal, caracterizando-se como ato voluntário. Alguns governos adotam novas políticas porque aprendem a partir da experiência de outros, enquanto governos possuem limitações para emular e outros são mais dispostos para um ambiente mais competitivo (MESEGUER e GILARDI, 2008).

Considerando a difusão de políticas, as contribuições de Walker (1969) apresentam que quanto maior for a competição política, maior será a propensão de partidos políticos proporem novas políticas públicas3. Nesse cenário, a intenção dos partidos seria o de buscar a diferenciação das demais legendas partidárias, procurando, assim, criar uma identificação particular perante o eleitorado. Com isso, compreende-se que países, estados e municípios com indicadores frequentes de renovação eleitoral durante os processos eleitorais possuem maior tendência para inovação de políticas públicas.

Desse modo, a competição política é definida pela literatura de difusão de políticas como o fator que modifica o comportamento dos atores. Dimensões como o papel das lideranças políticas locais e a competição política local tem merecido pouca atenção nos estudos de difusão. Ressalta-se que algumas análises investigaram à luz das teorias a conexão existente entre a oferta de políticas e o sistema político.

A competição política é um fator interno particular de cada unidade e que se modifica em cada ciclo eleitoral, o que provoca um comportamento político não constante do ponto de vista da decisão de criar e emular políticas públicas. Embora a competição política seja um fator interno de cada município, esta é definida nesta investigação para calcular se existe efeito dela referente a adesão à política de mobilidade.

A difusão de políticas públicas nesta pesquisa é considerada como o resultado (variável dependente), que deve ser desenvolvida por fatores externos, determinantes internos e fatores estruturais, que se combinam com a atuação de atores envolvidos no cenário político dos fenômenos em estudo.

3 A análise de Walker (1969) identificou algumas evidências do efeito da competição política na difusão das políticas estudadas por ele à época. O teste de correlação utilizado estimou a competição políticas de dois modos distintos: através da alternância no poder e margem de vitória calculada pelo percentual de votos do candidato derrotado da eleição. As duas situações foram consideradas como prováveis fatores geradores de mais incentivos de inovação. O autor levou em consideração que o resultado consistente com a literatura da época (anos 60 e 70) e enfatizou as questões organizacionais e de teoria da decisão defendidas por March e Simon (2010).

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