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La typologie de Talmy des procédés de conflation et le paramètre de compounding de

2.5 Syntaxe – l(exicale) des constructions résultatives complexes

2.6.1 La typologie de Talmy des procédés de conflation et le paramètre de compounding de

De acordo com o musicólogo brasileiro Mário de Andrade, em seu livro Ensaio à Música Brasileira, as características da música nacional se encontrariam nas suas constâncias, que seriam as partes constitutivas e frequentes das músicas populares/folclóricas: os ritmos, as melodias, a polifonia, a instrumentação e as formas brasileiras.

Quando Mário de Andrade se refere à música popular, este popular certamente se traduz no elemento indígena, negro, caboclo, escravo ou os imigrantes portugueses. Um pouco mais adiante na história, o autor brasileiro Alfredo Bosi (1936- ), ao fazer uma clara divisão entre as culturas (como sabemos, é impossível, indissociável, o diálogo entre a música “popular” e a “erudita” e culturas), as separa em “erudita”, associada às universidades e tudo que se produz culturalmente dentro desta; “criadora individualizada”, composta por escritores, compositores, artistas plásticos, dramaturgos, enfim, intelectuais não associados às universidades; “cultura de massas” ou “indústria cultural”, lembrando o texto chave contido em “A Dialética do Esclarecimento”, escrito por Adorno (1903-1969) e Horkheimer (1895-1973), concebida como uma indústria que deve preencher uma função social: ocupar o espaço de lazer que resta ao trabalhador e operário depois de uma jornada de trabalho, sem pensar nos problemas inerentes ao seu cotidiano; e, finalmente, a cultura “popular”, definida pelo autor como aquela

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Ramos advoga defesa do Nacionalismo musical baseado no uso da música popular. O autor explica ainda que com Glinka (1804-1857) se chegou à necessária fusão entre o elemento popular e o culto, o qual fez com que germinasse uma autêntica música nacional (Ramos in: Cascudo 2000).

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pertencente aos que vivem e viveram sob o limiar da escrita, como afirma o autor: “(...) tudo o que estiver sob o limiar da escrita e, em geral, aos hábitos rústicos ou suburbanos, é visto como sobrevivência das culturas indígenas, negra, cabocla, escrava ou mesmo portuguesa arcaica: culturas que se produziram sempre sob o ferrete da dominação.”(Bosi 1992:323)

Todos esses elementos, pois, grosso modo, o índio, o negro e o português, de alguma forma estavam no Brasil, mas haviam deixado para trás sua terra. Dentro deste panorama, a “melancolia” se ergue como uma “característica psicológica” comum inerente à sociedade brasileira. A nostalgia foi elevada à categoria de elemento coletivo comum, porque representava a nação.

Vários teóricos, assim, insistiram na obrigatoriedade da presença de elementos musicais advindos da cultura das três raças formadoras do povo do Brasil na música, para que pudéssemos entendê-la como genuinamente brasileira.

Enfim, estaríamos preenchendo as lacunas que surgiram no novo governo republicano, instituído em 1889, que buscava a sua legitimação através do apelo nacional. Uma unidade cultural que se fazia necessária e a questão “o que é nacional?” era uma constante, mais uma de nossas recorrências. Quando digo nossas, assumo minha nacionalidade brasileira.

A falta de identidade cultural nacional foi encarada por setores da intelectualidade como um claro resultado do “atraso” do Brasil face aos países europeus, sendo o motivo desse atraso relacionado ao “caráter indolente” do povo brasileiro, e este último à miscigenação. Entretanto, assumir o mestiço como a identidade “racial” do brasileiro foi problemático.

Surgem teorias favorecendo o branqueamento da população, sendo a imigração de representantes de “raças europeias” estimulada para concretização de tal fato. O embranquecimento era necessário para “civilizar o povo”. De acordo com alguns teóricos, a matriz dessa ideia advinha de teorias do filósofo francês Joseph Arthur de Gobineau (1816-1882), para quem a mestiçagem funcionava como um degenerador de raças. O paradoxo apontado pelo filósofo era simples: ou a tribo permanecia selvagem ou misturava-se (e degenerava-se) para atingir a civilização. A partir de uma

interpretação otimista das teorias de Gobineau, os pensadores brasileiros defendiam a miscigenação como um elemento positivo, um meio legítimo para o progresso da nação. Foi, entretanto, somente durante a década de 30, do século passado, que teorias para o social, a dimensão psico-social, como as do antropologista Gilberto Freyre (1900-1987), ganharam força no Brasil. O momento era propício, sem dúvidas. O novo governo lançava mão de todos os meios para criar na população uma sensação de homogeneidade, valorizando a cultura e os traços nacionais. Logo após o golpe de 1937, o então presidente Getúlio Vargas chegou adotando uma tática direta: queimou as tradicionais bandeiras dos Estados brasileiros em uma cerimônia pública no final de novembro de 1937. O estratagema tinha como objetivo minar clãs políticos tradicionais nos Estados principais e criar, em lugar deles, uma rede de alianças locais de orientação nacional.

A criação de uma identidade nacional estava bem exemplificada no projeto de reforma do, então ministro, Gustavo Capanema (1900-1985), onde se mantinha a cargo do ensino secundário o estudo das humanidades, um projeto de preparação da elite, segundo os cânones da erudição, e ao ensino básico, confiava-se o desenvolvimento da mentalidade, coesão moral, amor ao Brasil e seus heróis, além de seus feitos históricos. Decorrente disto, o sentido de obediência cívica (Abdalla 2005)

Segundo a historiadora Marilena Chaui (1941- ), existe uma indeterminação fundamental no Nacional que é recusada pela ideologia nacionalista. Busca-se uma unidade que anule as divisões sociais, uma Nação determinada.

É essa indeterminação fundamental do Nacional que é recusada pela ideologia nacionalista. Assim como a teologia e a metafísica sempre se empenharam em oferecer provas da existência de Deus e do Mundo, sejam provas a priori ( da essência de Deus ou do Mundo se deduz a necessidade de suas existências) sejam provas a posteriori (da finitude do Mundo e das criaturas se deduz a existência do Mundo finito), assim também, substituto moderno da teologia e da metafísica, o nacionalismo não faz senão produzir provas a priori e a posteriori da existência da Nação como um ser determinado, uma essência, uma substância e uma idéia(...) (Chaui 1994:107)

Podemos dizer que a unidade musical nacional brasileira consiste na utilização de elementos musicais provenientes da cultura das três raças formadoras do povo brasileiro. A melancolia seria seu traço marcante e a recorrência outro fator

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preponderante. O músico brasileiro deveria absorver esses elementos, tratá-lo com técnicas modernas, compondo músicas motivados pelo espírito nacional.

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