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2.2 Objectifs de la politique de la concurrence, instrument de politique économique

3.2.3 Normalisation

3.2.3.3 Traitement des problèmes de normalisation

Todo conhecimento produzido é embasado num ideário filosófico que lhe confere o caráter científico e garante as condições da sua aplicabilidade. Esse método permanece em evidência enquanto as suas verdades predominam historicamente e se dissipam quando não dão sustentação aos anseios das sociedades científicas diante das suas demandas políticas e sociais.

Quando abstraímos o sentido da aplicação do método em quaisquer situações vinculadas à dinâmica social, então teremos a possibilidade de extrapolar as evidências contidas nos discursos pertinentes às ciências de um modo geral. Assim, considerando tais características, tentamos evidenciar nas nossas produções os métodos científicos que orientam as bases teórico-metodológicas das abordagens geográficas no sentido de concebermos as correlações existentes entre o homem e a natureza, de acordo com os seus contextos sócio- históricos.

Sobre essa categoria, os colaboradores mencionam:

O discurso geográfico tradicional, baseado na lógica formal e fundamentado no método científico positivista, embasa-se numa visão empírica e naturalista. Os elementos geográficos restringiam-se a observações e descrições da paisagem, resultando na neutralidade da natureza e do próprio homem. (ANGICO, informação verbal, 2008b).

Denotamos um nível descritivo da concepção de Angico devido ao modo pelo qual ele enuncia o método presente nos conhecimentos geográficos tradicionais. Ao mesmo tempo, ele não evidencia as correntes filosóficas que dão embasamento às demais abordagens geográficas. Suas concepções vinculam os conhecimentos geográficos por meio da observação, descrição, sem perceber o sujeito social como componente imprescindível na estrutura social. O colaborador apenas aponta a influência do ideário do Positivismo sobre a realidade social na produção do pensamento geográfico.

Nas produções de Jacarandá, há referência ao ideário filosófico do positivismo como método que embasa a Abordagem Geográfica Tradicional. Ela destaca que:

O discurso da Geografia Tradicional se baseia no método positivista, a partir da visão empírica e naturalista da realidade. A proposta do referido discurso é superada pelo pragmatismo pós-guerra, fundamentada no ideário positivista, depois surge

outro movimento de renovação fundamentado no materialismo [...]. (JACARANDÁ, informação verbal, 2008b).

As afirmações de Jacarandá acerca das correntes filosóficas inerentes às abordagens geográficas ocorrem por meio de argumentos confusos no que diz respeito às interpretações dos significados e sentidos aplicados aos conhecimentos geográficos. Ela destacou, de modo descritivo, por meio da enunciação do fenômeno, a matriz filosófica da Abordagem Geográfica Tradicional. No entanto, nas suas construções, há incompreensão sobre os métodos que dão cientificidade às demais abordagens geográficas, requerendo, assim, novas discussões sobre a temática em estudo. Desse modo, consideramos rever, quanto à categoria em questão, os pressupostos que se fizeram presentes nos discursos que caracterizam as abordagens geográficas em cada momento de sua evolução científica.

Nas exposições de Carvalho sobre a referida questão, podemos afirmar que não ocorre uma descrição do método aplicado à produção dos saberes das abordagens geográficas. Nas suas evidências ela identifica que:

A Geografia começou a se estruturar como ciência na Alemanha, com Humboldt e Ritter. Eles deram à Geografia um método de análise, tentando estabelecer as relações entre os fenômenos que ocorrem nas diversas paisagens da superfície do planeta e desses com a ação da humanidade, sistematizando, enfim, o conhecimento geográfico e estabelecendo leis. O predomínio da Geografia Moderna sustentou-se enquanto as condições sociais foram propensas, ou seja, enquanto seus discursos convenceram as demandas socioeconômicas. Quando exauridos, deu espaço para que se instalasse o discurso da Geografia Renovada. (CARVALHO, informação verbal, 2008b).

Ao enunciar a Geografia Crítica, Carvalho não explicita o método que a embasa, no entanto enuncia que:

Devido à crise instalada advinda da superação da concepção tradicional, o centro das preocupações referentes às abordagens geográficas passa a ser as relações entre a sociedade, o trabalho e a natureza, decorrentes da apropriação dos recursos naturais pelo homem e na produção dos espaços diferenciados. (CARVALHO, informação verbal, 2008b).

Carvalho não descreveu os métodos científicos presentes nas abordagens

geográficas nem interpretou as características intrínsecas às correntes filosóficas inerentes a cada uma delas.

Nesta perspectiva, faz-se suscetível ao sujeito social o entendimento de que o método científico consiste no desenvolvimento de concepções sobre o homem, a natureza, o conhecimento, segundo o momento histórico e as convicções da comunidade científica de

cada época. Para nós, colaboradores, adentrar nesse emaranhado de significações metodológicas implica aprofundamento teórico para internalizar os princípios filosóficos que sustentam a natureza teórico-metodológica das referidas abordagens geográficas. Todavia, a sistematização dos referidos estudos não foi suficiente para apreendermos as idéias fundamentais dos referidos aportes, destacando como um dos fatores que contribui para tal insuficiência, a saber, o tempo disponível ao desenvolvimento dos processos da formação continuada dos colaboradores, diante da complexa aquisição de novos saberes. Na visão de Tardif (2007, p.20):

Esses saberes provêm de fontes diversas (formação inicial e contínua dos professores, currículo e socialização escolar, conhecimento das disciplinas a serem ensinadas, experiência na profissão, cultura pessoal e profissional, aprendizagem com pares, etc.).

Portanto, entendemos que os saberes sobre os métodos científicos que dão sustentação filosófica às abordagens geográficas ainda estão sendo (re)elaborados e construídos por nós, colaboradores, no contexto das práticas pedagógicas que efetivamos em sala de aula e fora dela.