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La perte et l’absence/ ab-sens dans Autoportrait avec Grenade

II.5.a.1.L’écriture du laboratoire chez Delaume

I. La perte et l’absence/ ab-sens

I.2. La perte et l’absence/ ab-sens dans Autoportrait avec Grenade

Na empresa Alexandrino Pais Leitão Lda. a extração de calcários é feita com recurso a equipamentos modernos, garantindo a exploração equilibrada em quantidade e qualidade. Na pedreira (fig. 7.2) trabalham permanentemente 2 operários, que têm em si a responsabilidade da extração dos blocos e o seu armazenamento no respetivo parque de blocos.

Figura 7.2. Vista geral da pedreira, e da unidade de processamento da empresa Alexandrino Pais Leitão Lda.

A exploração faz-se em flanco de encosta do topo para a base, sendo os diferentes tipos de calcários microcristalinos perfeitamente distintos e identificáveis nos vários níveis ao longo do talude (fig. 7.3).

Figura 7.3. Sequência dos diferentes tipos de calcários microcristalinos na pedreira.

A camada superior é constituída por estéril, que é extraído podendo ou não ser aproveitado para outras indústrias, nomeadamente para brita, cal, fabrico de mosaicos, gesso, indústria farmacêutica e rações para animais. As camadas de rocha ornamental, que se encontram imediatamente abaixo, apresentam a seguinte sequência estratigráfica, caraterizada na figura 7.4. Em média, a altura total das bancadas de rocha ornamental explorada é de 6,75 – 7 m.

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Figura 7.4. Sequência estratigráfica da pedreira (adaptado de Martins, 1991).

Na pedreira identificam-se duas fases de exploração que alternam sazonalmente. Existe uma fase em que a pedreira está em exploração, havendo desmonte contínuo de blocos (fig. 7.5), e uma outra fase em que não existe o desmonte de blocos, sendo nesta fase que se processa à bombagem da água em excesso, ao enchimento das frentes exploradas e, ainda, a trabalhos que permitem a exploração de novas frentes (fig. 7.6).

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Figura 7.6. Fase de exploração sem desmonte.

Durante as várias visitas realizadas à pedreira foi possível observar/identificar estas duas fases, pelo que se deve referir também, que deste facto resulta uma alteração, em certos períodos de tempo, da própria morfologia da pedreira.

Considerando esta sazonalidade descrita, é importante referir que o desmonte de blocos ocorre numa fase ativa de laboração da pedreira. Deste modo, são consideradas as etapas necessárias para o desmonte de blocos na pedreira. Para além de uma etapa inicial de preparação do terreno, que consiste na decapagem, no acerto da superfície e na abertura de caixas e canais, a etapa que está atualmente em consecução é a do desmonte de blocos. Neste sentido, considera-se relevante apenas referir o processo de desmonte porque foi aquele efetivamente observado nas visitas à pedreira.

O desmonte desta rocha é feito com recurso à perfuração (através de furos verticais e horizontais) cujo o objetivo é o de permitir a passagem de fio diamantado para que se processe o corte, levando à individualização das talhadas. De uma forma sequencial o desmonte acontece pela seguinte ordem:

1) Furação horizontal e vertical (fig. 7.7). Estes furos têm como objetivo definir, em termos materiais, a área do bloco primário e a largura das fatias;

Figuras 7.7 a) 7.7 b). Tubos de extensão e barrenas de perfuração.

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São realizados furos guia, perpendiculares, com uma broca onde posteriormente é introduzido o fio que por abrasão corta o plano que intersecta as duas linhas obtidas na furacão. Este método permite obter blocos com as dimensões padrão para a indústria transformadora, nomeadamente para a fabricação das chapas.

2) Introdução do fio diamantado (fig.7.8) nos furos previamente feitos, com vista à realização do corte de levante. A introdução do fio é feita com recurso a jacto de ar comprimido e um sarilho e cabo de aço;

Figura 7.8. Rolos de fio diamantado.

3) Realização dos cortes laterais com fio diamantado, para a individualização do bloco primário;

4) Corte em fatias do bloco primário;

5) Derrube do bloco individualizado, que é feito com recurso a uma retroescavadora, sendo o bloco derrubado para uma cama (geralmente feita com terra, fragmentos de rocha e pneus velhos) com o objetivo de minimizar os factos resultantes do impacto da queda do bloco e/ou ajudar na operação de esquartejamento, facilitando a passagem do fio diamantado;

6) Esquadrejamento (fig. 7.9).

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Uma vez atingida a dimensão do bloco que é possível manobrar, acontece o transporte, que é feito pela escavadora (fig. 7.10). O transporte consiste em transferir os blocos cortados na pedreira para o seu local de armazenamento – parque de blocos (fig. 7.11). Estes podem ser diretamente comercializados ou podem ser transformados na unidade de processamento. O parque de blocos constituí o stock da empresa e o processamento das rochas ocorre de acordo com as necessidades/encomendas da mesma. O parque de blocos para além de possuir as rochas extraídas, tem toda a diversidade de rochas compradas e que são comercializadas pela empresa.

Figura 7.10. Escavadora utilizada para o transporte de blocos e remoção de estéril.

Figuras 7.11. a) e b) Parque de blocos.

Os níveis superiores da pedreira apresentam-se bastante fraturados e a presença de veios argilosos é uma constante. Em conjunto estas duas condicionantes inviabilizam a utilização da rocha para fins nobres, resume-se assim a produção de britas, entre outras. O estéril, que é a unidade estratigráfica mais à superfície tem de ser removido para que os trabalhos de extração decorram. Como já foi referido o estéril poderá ter diversas aplicações, contudo a que parece ser mais interessante de especificar no presente trabalho, é o seu aproveitamento para enchimento das zonas exploradas da pedreira. A remoção do estéril é feita de forma semelhante aos blocos de rocha ornamental, com recurso à furação e ao corte por fio helicoidal diamantado. Contudo, uma vez derrubados, os blocos são totalmente fragmentados por ação de uma retroescavadora com martelo pneumático e são removidos para serem utilizados como enchimento (fig. 7.12 e 7.13).

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Figura 7.12. Equipamento para a fragmentação de estéril.

Figura 7.13. Remoção de rocha estéril.

Relativamente às características dos blocos extraídos pode-se referir que cada bloco tem entre 20 a 30 toneladas e as suas dimensões variam entre os 1,70 a 2,0 metros. Deve-se ainda especificar que a densidade do lioz é de 2700 kg/m3.