• Aucun résultat trouvé

Choix méthodologiques

1. Les stratégies de recueil de données

1.6. L’entretien semi-directif : un outil transversal

1.6.4. Les langues de l’entretien

Os resultados obtidos da análise dos conteúdos das entrevistas mostraram duas categorias: (1) demandas de aprendizagem relacionadas ao teletrabalho e (2) aprendizagem requerida pelo teletrabalho. Na primeira categoria, os participantes mencionaram lacunas de aprendizagem relacionadas a conhecimentos de informática – hardware e software; habilidades

de gestão do tempo; estratégias de comunicação remota; e mapeamento dos dispositivos dos equipamentos. Na segunda categoria, os entrevistados relatam que tiveram de aprender a instalar o software de acesso remoto; aperfeiçoar o uso de ferramentas de comunicação; conscientizar a família sobre o regime de teletrabalho; e planejar a divisão de tarefas (presenciais e em TTP). A Tabela 13 mostra os resultados descritivos relativos a essas categorias de conteúdo.

Tabela 13

Demandas de aprendizagem e aprendizagem relacionada ao teletrabalho relatadas pelos entrevistados Categoria (nó) Frequência Recorrência de relatos Participantes (casos) Participantes (%) 1. Demandas de aprendizagem relacionadas ao teletrabalho 84 83 100

Não preciso aprender nada 72 72 87

Conhecimentos de informática – hardware e software 7 6 7

Gestão do tempo 3 3 4

Estratégias de comunicação remota 1 1 1

Mapeamento dos dispositivos dos equipamentos 1 1 1

2. Aprendizagem requerida pelo teletrabalho 81 81 98

Não precisei aprender nada 53 53 64

Instalar software de acesso remoto 25 25 30

Aperfeiçoar o uso de ferramentas de comunicação 1 1 1 Conscientizar a família sobre o regime de teletrabalho 1 1 1 Planejar a divisão de tarefas (presenciais e em TTP) 1 1 1

Total 165 83 -

Nota. Fonte: elaborada pela autora a partir de dados extraídos do NVivo 12 Plus.

De acordo com a Tabela 13, 87% dos participantes (72 casos) relatam não identificar necessidades de aprendizagem para executar as tarefas em teletrabalho e 64% afirmam não precisar aprender nada em razão da adoção do regime de TTP. As falas transcritas ilustram percepções de dois teletrabalhadores que afirmam que não precisam aprender nada em razão do teletrabalho e de dois que mencionam que não precisaram aprender nada ao ingressarem no regime de teletrabalho, respectivamente.

Até agora nada. Só se surgir alguma coisa nova, mas até agora tá tudo tranquilo. (SUJ6-RJ)

Nada. Como eu te falei, a gente acessa em casa até o fundo da tela do meu computador aqui aparece no fundo da tela do meu notebook, entendeu?! Então não tem mudança, é o mesmo ambiente [...]. (SUJ3-SP)

Eu não precisei de aprender nada. (SUJ1-DF)

Nada, porque eu já tinha uma certa facilidade com informática e sistemas, então foi bem natural. (SUJ6-DF)

Demandas de aprendizagem sobre conhecimentos de informática – hardware e software são apresentadas por 7% dos entrevistados (6 casos), conforme Tabela 13, e referem-se às funcionalidades do sistema do órgão; às funcionalidades da biblioteca digital (e-books jurídicos); e aos conhecimentos básicos de “computação” (hardware e software) para seguir as recomendações dos técnicos de informática que prestam serviço de suporte remotamente.

Só assim, na hora que dá um pepino aqui a gente tem que saber um pouco de computação pra seguir a orientação dos técnicos de informática pra conseguir consertar. (SUJ21-AL)

No estágio atual do sistema, conhecimento mais aprofundado do sistema [...]. (SUJ1- PE)

Olha, uma coisa que eu vi, mas eu acho que é meio uma incompetência, uma falta de intimidade minha com as ferramentas (softwares). Às vezes eu estou fazendo alguma coisa e eu preciso pesquisar. Aqui eu tenho biblioteca, eu posso recorrer, ir lá e falar “[...] me ajuda a achar alguma coisa sobre tal tema”. Rapidinho ela acha lá e eu pego e leio, não sei o quê, resolvo. Lá em casa eu não tenho essa biblioteca, né? Mas existem as ferramentas de livro eletrônico [...]. (SUJ8-DF)

A necessidade de desenvolver habilidades e atitudes relacionadas à organização do tempo dedicado às tarefas profissionais e pessoais é mencionada por 4% dos entrevistados (3 casos), segundo Tabela 13. Nota-se que as dificuldades se referem à necessidade de delimitar o tempo dedicado ao trabalho, bem como o tempo dedicado a outras atividades, como, por exemplo, os afazeres domésticos.

A colocar um limite no meu tempo. Porque se tenho muito trabalho deixo de realizar outras atividades e cumpro uma carga horária maior do que no trabalho [...]. (SUJ4- PE)

Só uma questão mais de organização. Talvez um treinamento EaD, material escrito. Eu não gosto muito de curso presencial não. (SUJ19-AL)

Eu não consigo pensar em alguma coisa, assim. É, assim, é um exemplo, mas eu acho que até caberia, porque foi uma das demandas da minha chefe. Eu não lembro que mês que foi isso, e que eu fiquei mais ausente, que eu não estava conseguindo gerenciar meu tempo, porque tinha que fazer mercado e tal, e aí eu fazia as coisas, aí eu deixava tudo pro final do dia. E aí ela começou a reclamar [...], ela tá certa. (SUJ1- DF)

Com relação às estratégias de comunicação, uma entrevistada (1%) menciona, no relato transcrito a seguir, que precisa encontrar maneiras de se comunicar com pessoas distantes, monitoradas por ela remotamente.

[...] Essa questão mesmo que eu citei dos guris, estar monitorando [...] à distância. Então, assim, eu fiquei pensando comigo, eu até anotei, “como eu vou fazer pra eu poder cuidar desses guris, de forma que...”. Porque também é chato a pessoa te ligar, né? E eu também não posso ficar ligando pra eles o tempo todo, porque vou acabar atrapalhando. E aí eu fiquei pensando nisso, como é que eu posso melhorar, pra poder estar presente com eles. (SUJ1-RS)

Sobre o mapeamento dos dispositivos e dos equipamentos, um participante (1%) menciona, no relato transcrito a seguir, que a identificação e o registro da configuração dos equipamentos, como botões de comando, o auxiliariam nos dias em que oferece suporte ao usuário remotamente.

Então esse lidar, você passa por adaptar alguma coisinha. Você já “ah, peraí. Eu já sei o quê que é aquilo”. Então, tipo assim, eu posso me antecipar. “Poxa, porque que eu não vou aqui em todas as salas”. Às vezes eu tenho esse tipo de enrosco com impressora. (SUJ2-RS)

Ao relatarem o que foi necessário aprender em razão do teletrabalho, 30% dos entrevistados (25 casos), segundo Tabela 13, citaram a instalação do software de acesso remoto. Verifica-se, por meio dos relatos, que a organização ofereceu manual com o passo a passo, mas, ainda assim, alguns entrevistados, cujas falas estão transcritas a seguir, apresentaram dificuldades no manejo de instalação de softwares.

Só a instalação. Eu que fiz a instalação. A gente recebeu o manual e teve que seguir o passo a passo. (SUJ5-RJ)

A única coisa que eu precisei foi correr atrás de instalar... foi estressante, foi chato, mas o trabalho é o mesmo. (SUJ8-RJ)

Eu precisei aprender a instalar os programas, os aplicativos. Eles mandaram o passo a passo de como proceder bem facilzinho. O resto é exatamente como o [...] digital do trabalho. (SUJ22-AL)

Só a instalação mesmo, lá. Foi tranquilo. O manual foi bem autoexplicativo. (SUJ4- RS)

Uma entrevistada (1%) relatou que, por iniciativa própria, aperfeiçoou o manejo da ferramenta de comunicação Outlook, cujas funcionalidades abarcam a organização dos e-mails, calendários, contatos, tarefas e listas de tarefas pendentes.

Eu aprendi a usar melhor o Outlook, tem umas características bem praticas, mas só, acho que não foi necessário nada não. Eu aprendi sozinha. (SUJ8-SP)

A sensibilização dos familiares, com explicação das características do regime de teletrabalho, também foi relatada como aprendizagem requerida por um servidor (1%).

[...] dentro de casa acaba que qualquer coisa tira atenção. Aí precisou ser em conjunto com a família. É trabalhar aquela questão estou aqui fisicamente, mas estou aqui trabalhando. Aí conversando com colegas que já estavam efetuando o trabalho e, em um primeiro momento, era dificuldade a família entender que aquilo era trabalho, era o teletrabalho. (SUJ13-SP)

O planejamento da divisão de tarefas que seriam realizadas no regime presencial e no regime de TTP é mencionada por um entrevistado (1%), que explica que essa divisão leva em conta o que pode ser realizado no mesmo tempo ou em tempo inferior, além de considerar o que pode ser feito sem a necessidade de interação com outras pessoas ou com o gestor.

A organizar o trabalho para realizar em casa, o que posso fazer no mesmo ou em melhor tempo. E deixar para os dias que estou na [...] o que demanda algum contato com outras pessoas, que preciso tirar algumas dúvidas com meu gestor. (SUJ4-PE) Foram identificadas quatro demandas de aprendizagem relacionadas ao teletrabalho, conforme Tabela 13, sendo elas: conhecimentos de informática (7% – 6 casos); habilidades de gestão do tempo (4% – 3 casos; estratégias de comunicação remota (1% – 1 caso); e mapeamento dos dispositivos dos equipamentos (1% – 1 caso). Registra-se, ainda, que 87% dos participantes (72 casos) relataram que não precisar aprender nada novo para executar tarefas em regime de TTP.

A aprendizagem requerida pelo trabalho restringiu-se, segundo os participantes, à instalação do software de acesso remoto (30% – 25 casos); ao aperfeiçoamento do uso de ferramentas de comunicação (1% – 1 caso); à conscientização da família sobre o regime de TTP (1% – 1 caso); e ao planejamento da divisão de tarefas que seriam realizadas na organização e em regime de TTP (1% – 1 caso). Segundo 64% dos entrevistados (53 casos), o teletrabalho não requereu nenhuma aprendizagem (Tabela 13). Esse percentual pode estar associado à execução de tarefas que já eram realizadas pelos participantes antes de aderirem ao regime de TTP.

4.6 Percepções de benefícios, desafios e dificuldades do teletrabalho segundo a unidade