Tourisme et identités
IV. La mise en tourisme des identités comme dynamique de branchement et d'ancrage
2. La mise en tourisme des identités, une performance
Os métodos de luminescência envolvem um conjunto de técnicas relacionadas com o decaimento radioativo ambiental. Dentre as técnicas destaca-se o método de datação por Luminescência Opticamente Estimulada que, objetivando determinar a cronologia absoluta dos depósitos Quaternários, foi introduzido a partir da década de 1980 por Huntley et al. (1985), e amplamente aplicado na Geociência e Arqueologia (STOKES, 1999; SALLUM et al., 2007; JEONG e CHOI, 2012). Embora inicialmente tenha sido alvo de desconfianças, a intensificação do seu uso deveu-se aos avanços tecnológicos que possibilitaram o reconhecimento de sua relevante potencialidade como método de datação dos sedimentos siliciclásticos do Quaternário, cujo alcance temporal é muito mais amplo do que o do método de datação por radiocarbono.
Dependendo das características das amostras e do poder de alcance do equipamento, tal método pode envolver idades desde poucas dezenas de anos até cerca de 1.Ma anos, abrangendo importantes mudanças ao longo do Quaternário (CLARKE, RENDELL e WINTLE, 1999; SALLUN e SUGUIO, 2006; SALLUN et al., 2007). Desse modo, além de estabelecer a idade absoluta de deposição, a datação por LOE possibilita uma variedade de estudos acerca das taxas de sedimentação de longo prazo. Essa alta resolução cronológica oportuniza uma visão sobre a dinâmica evolutiva das paisagens sob diferentes eventos formativos e ambientes deposicionais (MADSEN e MURRAY, 2009).
Considerado como o único entre os métodos geocronológicos que consegue datar diretamente o tempo de deposição de sedimentos com base nos minerais mais comuns da superfície da terra - quartzo e feldspato -, e sem a presença de restos orgânicos, tornou-se um
importante aliado às pesquisas de reconstrução paleoambiental (TSUKAMOTO, 2009; SALLUN et al., 2007). Nas últimas décadas, devido a sua crescente aplicação, vem ocorrendo o contínuo aprimoramento dos princípios e protocolos que orientam essa técnica, proporcionando uma maior consistência e compatibilidade cronológica dos dados, sobretudo porque os sinais de luminescência presentes nos grãos de quartzos e feldspatos estão sendo cada vez mais compreendidos (STOKES, 1999).
O método por LOE trabalha com o principio da luminescência. Esse principio corresponde a propriedade física dos materiais cristalinos (minerais), previamente irradiados com uma radiação ionizante, de emitir luz quando submetidas a algum estímulo externo, como por aquecimento até determinadas temperaturas (termoluminescência) ou óptico - LOE. Consiste na interação entre radiação e matéria, de modo que a idade dos materiais deposicionais possa ser definida a partir das concentrações de defeitos induzidos no material por radiações ionizantes (SALLUN e SUGUIO, 2006; SALLUN et al., 2007; RHODES, 1988; STOKES, 1999). Baseia-se no acúmulo de cargas radioativas produzidas por uma população de elétrons aprisionados, o qual determina a última exposição à luz dos grãos de quartzo e feldspato. Para tanto é necessário que tais grãos tenham sido suficientemente expostos à luz solar (FUCHS e LANG, 2009).
Os minerais, quando recobertos por um evento deposicional, passam a acumular elétrons desde a sua última exposição à luz solar. Com base nesse princípio, este método é capaz de estabelecer o período de tempo transcorrido desde que a população aprisionada de elétrons foi liberada pela última vez. Esta liberação que produz um decaimento radioativo pode ser medida através de sinais luminosos (MISSURA, 2013).
A liberação desses elétrons aprisionados por estímulo luminoso reduz o sinal de LOE a zero. Quando os grãos são soterrados e permanecem fora do alcance da luz solar os elétrons começam a ser aprisionados novamente, ocorrendo um acúmulo de energia, por efeito da radiação ionizante emitida pelo decaimento de radioisótopos contidos no próprio depósito (MELO, 2008).
Usando sedimentos que sofreram o "zeramento" adequado do sinal de luminescência durante o transporte, Clarke et al. (1999) destacam que se tais tem a mesma sensibilidade de luminescência e a taxa de dose ambiental é homogênea, será obtido uma idade exata para a deposição do material. Desse modo, os autores reconhecem a viabilidade desse método em datar, de forma precisa, os sedimentos do Quaternário.
4.4.4.1 Procedimento metodológico do Método LOE
Para esta pesquisa, as datações dos sedimentos por luminescência opticamente estimulada (LOE) foram realizadas na empresa Datação, Comércio & Prestação de Serviços LTDA, em São Paulo/SP.
Deste modo, os tubos de PVC foram abertos na extremidade interna de inserção indicado no ato da coleta, em ambiente de luz vermelha. Posteriormente, os sedimentos sofreram um tratamento químico com H2O2 (20%), HF (20%) e finalmente HCl (10%), sendo as lavagens intermediárias efetuadas com água destilada. Após tratamento químico, as amostras são secas e peneiradas, separando a fração granulométrica na faixa de 100-160 μm (100-60 Tyler), obtendo assim material natural (quartzo/feldspato) isentos de materiais orgânicos e/ou metais pesados, e com granulometria bem homogênea.
A partir da amostra de material natural, uma porção será separada e submetida à radiação solar por um período de aproximadamente 20 dias para decaimento residual (TL/ LOE). Desta porção várias amostras separadas são irradiadas (fonte de 60Co (455Ci)) em várias doses pré-definidas (Gy), que devem estar próximas a dose acumulada natural para montagem da curva de calibração.
O protocolo utilizado para a datação foi o SAR. Este protocolo é seguido para a determinação de uma idade média dentre pelo menos 10 a 20 alíquotas, ou seja, são construídas de 10 a 20 curvas de calibração, onde são encontradas de 10 a 20 idades, sendo possível a construção de um histograma de idades e interpretação da variação de idades em cada amostragem. No protocolo SAR apenas uma alíquota (~7mg) é utilizada para a determinação de cada Paleodose (P). Dessa forma, a alíquota usada na medida do sinal natural de LOE, é a mesma utilizada nas diversas etapas de irradiação para a construção da curva de calibração (WALLINGA, MURRAY e WINTLE, 2000). No protocolo SAR, se utilizado sempre as mesmas 10 alíquotas, será obtido no final 10 valores de P e, consequentemente, 10 idades diferentes para uma mesma amostra.
Embora o protocolo SAR elimine os problemas dos procedimentos de datação, existe uma série de fatores que, se não forem observadas e corrigidas, podem torná-lo tão propensos a erros como os demais protocolos. Wallinga, Murray e Wintle (2000) chamam a atenção para o fato de que, repetidas etapas de irradiações pode ocasionar uma queda ou aumento na sensibilidade dos grãos que formam uma alíquota, gerando uma variação na resposta da LOE em função da dose aplicada. A fim de corrigir este possível problema, entre as doses de radiação ionizante e após a medição do sinal natural, eles sugerem que sejam aplicadas e
medidas as doses de teste (DT) constante e que esta seja determinada, com base no valor estimado para P, em torno de 10% P. Os autores afirmam que este teste é necessário para eficácia do protocolo SAR.
Terminado a confecção da curva de calibração individual de cada grão/alíquota, foi feito um gráfico de calibração Li\Ti versus a Di. Como são usados os mesmos grãos para todo o ciclo, eles podem sofrer variações (alteração) na resposta da LOE. Essas variações são corrigidas através da leitura da dose teste, que será sempre constante em cada ciclo (geralmente em torno de 10% do valor da dose acumulada). Com o gráfico da calibração pronto, inseriu-se o valor da taxa Ln\Tn (a luminescência natural contida na amostra pela luminescência teste), para encontrar o valor da dose acumulada natural no cristal. Para se encontrar os valores de De, é usado o modelo de cálculo pela média ponderada dos De, ou utiliza-se apenas os valores mais baixos de De, considerando que os valores altos estavam com sinal de LOE residuais. A idade (I) é calculada dividindo De por T. Esta é encontrada através dos valores de concentração dos isótopos radioativos do U, Th e K, além da contribuição da radiação cósmica. Esses valores são determinados através de espectroscopia gama. Ao final, a idade média encontrada pela técnica de LOE é o momento na qual a amostra foi exposta, por um longo tempo, à luz solar pela última vez.
5 - RESULTADOS E DISCUSSÕES