Les organisations féminines du PCR 1944-1954
1.3. L’Union des femmes Antifascistes de Roumanie (UFAR)
O desenvolvimento de guidelines de elevados padrões de qualidade é um processo extremamente exigente em termos de recursos.(78) A identificação sistemática e a análise crítica da evidência são reconhecidas como os passos mais dispendiosos em termos financeiros e de tempo de todo o processo de desenvolvimento de uma guideline. Um grande número de organizações internacionalmente produz guidelines acerca do mesmo tópico, contudo, os estudos apontam para uma enorme variabilidade em termos de qualidade das guidelines publicadas.(78) É evidente que existe uma duplicação de esforços desnecessária e que poderia ser evitada se as guidelines fossem adaptadas em vez de serem desenvolvidos esforços para conceber guidelines de novo.(32,78,79) A adaptação de uma guideline pode ser realizada em diferentes fases do processo de desenvolvimento. Num
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estudo realizado por Fervers et al. (2006), em quatro casos de adaptação, esta tinha sido efetuada como alternativa ao desenvolvimento de uma guideline de novo, e noutros casos, a adaptação foi utilizada como uma forma de otimizar a implementação da guideline, adaptando a nível local uma guideline nacional ou internacional. A transposição da evidência científica em recomendações deve ter em conta o contexto organizacional e cultural.(32,78) A adaptação contextual das guidelines deverá garantir que a guideline adaptada responde às questões clínicas específicas relevantes, às necessidades e prioridades, respeita a legislação, políticas e recursos do contexto onde será aplicada, sem ameaçar a qualidade e a validade das recomendações.(58,78) A adaptação local de guidelines tem a vantagem de permitir uma melhor disseminação e implementação das recomendações, mas paralelamente, devem ser mantidas a qualidade e a validade da evidência subjacente, que são susceptíveis de alteração no decorrer da adaptação.(32,58) O processo de adaptação deve respeitar a abordagem baseada na evidência e deve melhorar a qualidade e a consistência das orientações produzidas. A opção de adaptar uma guideline tem mais vantagens para países ou organizações com budget reduzido ou com experiência limitada, no entanto, pode também ser útil em organizações com mais recursos e experiência.(78,79)
Tal como no caso do desenvolvimento de uma guideline de novo, no processo de adaptação é importante o envolvimento de um grupo multidisciplinar, não só para aumentar a relevância para a prática local, mas também para promover a ampla participação e aceitação da guideline adaptada.(32,58,78)
3.5.1. Grupo ADAPTE
O grupo ADAPTE é uma colaboração composta por investigadores e indivíduos responsáveis pelo desenvolvimento e implementação de guidelines, bem como utilizadores das mesmas, e cujo objetivo é a promoção do desenvolvimento e utilização de guidelines através da adaptação de guidelines existentes.(58,80) EM 2007, esta colaboração elaborou em o processo ADAPTE com o propósito de facilitar a criação de guidelines eficientes e de elevada qualidade, mediante a adaptação de documentos preexistentes.(58,81) Este processo compreende vários passos sequenciais e inicia-se com a definição da questão clínica, que é muito semelhante ao ponto inicial da elaboração de uma guideline de novo, após a identificação da necessidade de dispor de uma determinada guideline e tomando em consideração a população-alvo, resultados de interesse e o contexto ao qual a guideline adaptada se destina.(32,78) Deve existir previamente um planeamento que defina as tarefas necessárias a completar antes do processo de adaptação se iniciar, com identificação das
Normas de Orientação Clínica – O que nos guia?
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necessidades em termos de recursos, capacidades e delineamento do painel. O processo envolve os utilizadores finais na adaptação da guideline para abordar questões clínicas específicas e relevantes para o contexto de utilização a que está a ser adaptado.(58)
Quando se opta pela adaptação em vez do desenvolvimento da guideline de novo, é recomendado efetuar uma pesquisa para identificar todas as guidelines relevantes a considerar para adaptação.(78) As guidelines recolhidas a partir da pesquisa devem ser avaliadas, garantindo que respondem à questão clínica de interesse definida no passo inicial.(78) Casoas guidelines existentes não respondam à questão clínica pode ser necessário ponderar a necessidade de produzir uma guideline de novo.(78) A avaliação das guidelines selecionadas consiste também em verificar a sua qualidade (por exemplo, mediante a aplicação do instrumento AGREE), atualização e consistência, incluindo a aceitabilidade e aplicabilidade das recomendações da guideline ao contexto proposto para a sua aplicação. Este passo é fundamental para providenciar a transparência e a informação necessária para a tomada de decisão face à seleção e alterações a introduzir nas guidelines utilizadas como documento fonte.(58) Antes da sua disseminação e implementação, a guideline adaptada deve ser submetida a revisão externa, a qual deve envolver todos os stakeholders e incluir também consulta do grupo de desenvolvimento da guideline original.(58,78) Os passos finais de adopção, aprovação e implementação da guideline adaptada, seguem os pressupostos aplicáveis ao desenvolvimento de guidelines de novo.(78)
3.5.2. Oportunidades e desafios na adaptação de guidelines
A adaptação de guidelines permite compreender como as variáveis culturais, organizacionais e valores sociais influenciam a transposição da evidência nas recomendações da prática clínica.(78) A adaptação constitui também uma excelente oportunidade de cooperação entre organizações que desenvolvem guidelines, encorajando a explorar estratégias em comum no desenvolvimento de guidelines a nível internacional, evitando a duplicação de esforços e definindo que aspectos necessitam de adaptações a nível nacional e local.(78) Apesar de a adaptação da evidência poder promover a adopção local da mesma, a “personalização” das guidelines para as condições locais pode enfraquecer a integridade da evidência que está na base das recomendações.(58) Nesta área de adaptação de guidelines é necessária mais investigação que permita avaliar as vantagens de adaptação das orientações, relativamente ao desenvolvimento de novo.(78)
O processo de adaptação pode nem sempre significar redução de tempo e custos. Num estudo observacional publicado em 2013 por Harrison et al., foram analisados cinco grupos
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envolvidos na adaptação e implementação de guidelines. O processo de adaptação envolveu um grau de complexidade superior ao expectável, concluindo-se que a adaptação não correspondeu às expectativas na redução do tempo e recursos envolvidos, pelo menos no contexto dos grupos menos experientes.(81)