LA LLUITA PER SOBREVIURE I ELS EFECTES DEL TRIOMF DE 1980. UNIÓ EN ELS DARRERS ANYS DE LA
1. L’etapa dels governs de minoria de la UCD i CiU (1978-1982)
As primeiras experiências de jornalismo on-line não passavam de meras transposições do jornalismo escrito, com a mesma linguagem, muito texto, poucas fotos e fundo branco. No entanto, os estudos sobre essa prática já diziam que ainda havia muito potencial a ser explorado na Internet para que se constituísse, então, o webjornalismo. Pelas supostas dificuldades de leitura em uma tela de computador que emite luz, pensou-se que o meio seria mais apropriado a notícias curtas – e ainda hoje há teóricos e empresários de comunicação que defendem esse perfil de texto para o ciberespaço.
Já no início dos anos 2000, portais como IG e Último Segundo começaram a publicar em média uma notícia por minuto, criando em suas homepages uma lista de títulos de matérias e notas, acompanhados pelo horário de publicação. O leitor era induzido a ler primeiro a notícia mais recente, muitas vezes perdendo-se em uma espécie de labirinto informacional. Acontece que esse tipo de produção esfacelava a técnica construtiva da notícia.
Em menos de cinco anos de funcionamento da internet, aquela noção de ordem e de rotina produtiva ditada pelos meios industriais – em que o trabalho do repórter é apenas uma etapa na cadeia de produção que termina nas rotativas e na distribuição do produto ao leitor – foi subvertida pelo ritmo frenético do noticiário no ciberespaço, que passou a buscar a instantaneidade para a mensagem jornalística escrita (MARTINEZ, 2007).
Na ânsia de publicar o quanto antes, foi-se deixando de lado o primor da apuração, da redação e da revisão editorial. E o que se viu com relativa freqüência foram casos de incorreções na informação, erros ortográficos e gramaticais, e até anúncio de morte de personalidades que ainda estavam vivas. Esse “atropelamento” da notícia em tempo real, para que prevalecesse a instantaneidade, acabou gerando perda de credibilidade. Foi então que os sites informativos ligados a grandes empresas de comunicação puderam utilizar-se da credibilidade conquistada por seus outros veículos para ganhar audiência no ciberespaço. Vale lembrar que os primeiros sites de jornais, lançados entre 1995 e 1996, também começaram a
investir na publicação de notícias em tempo real, e a característica que mais os diferenciavam dos portais, certamente, era a credibilidade de suas marcas.
Atualmente, a maioria dos portais já extinguiu o menu de “últimas notícias”, e, nos sites de alguns jornais, a seção vem perdendo o lugar de maior visibilidade na página. Nos sites O Globo e Estadão – ligados, respectivamente, aos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo –, o tradicional menu, ainda com horário de publicação, vem disposto em box na lateral direita (na página virtual de O Globo, com o nome de Plantão) ou no centro da página, porém mais próximo da parte inferior do que superior, podendo ser vista somente se acionada a barra de rolagem (no caso do Estadão, com o nome de Últimas Notícias). Já na Folha Online, o menu praticamente não existe e há apenas um link, chamado de Em cima da hora, em que os títulos das matérias são exibidos um a um, por recurso de slide, em uma linha horizontal logo abaixo do cabeçalho.
Em relação à atualização, o recurso mais utilizado pelos portais de notícia tem sido o da árvore informativa que, segundo Adriana Martinez (2007), consiste em dar a notícia principal como um “tronco”, explicitando todas as informações mais relevantes sobre o fato, e, aos poucos, publicar as notícias laterais, como “galhos”, de acordo com o desenvolvimento da apuração. “Isso pode ser feito por hiperlinks, por textos consolidados e até recursos multimídia, como áudio ou vídeo” (MARTINEZ, 2007: 19). A autora ressalta ainda que a matéria “tronco” deve ser atualizada várias vezes ao longo do dia para dar ao leitor o entendimento do que realmente aconteceu. “No final do dia, a matéria textual da internet deveria estar tão ou mais completa que a do jornal do próximo dia, e escrita de uma maneira que esteja pronta para ser transferida para o banco de dados do site” (MARTINEZ, 2007: 20).
Nos casos em que é necessária a publicação de informações picadas durante o desenrolar de um evento, ela explica que a melhor solução é revelar à audiência o modo produtivo da matéria, a fim de aumentar a transparência e a credibilidade. “Um quadro ‘Informações minuto a minuto’ pode resolver bem o problema e diferenciar esse conteúdo do índice de notícias” (MARTINEZ, 2007: 26). A autora defende ainda que, para criar sua própria identidade, os sites informativos devem abandonar as telas-padrão e as formas fechadas para a publicação de notícias, a fim de permitir que o webjornalista possa planejar livremente os recursos que devem ser agregados para melhor contar aquela história, vendo se será possível utilizar áudio, vídeo, gráficos, links, hipertextos, etc.
Em relação ao uso de hipertexto, é importante ressaltar que sua função não é hierarquizar ou fragmentar a informação, apenas oferecer ao leitor o entendimento de alguns
termos e de outros fatos correlacionados à notícia, sem que ele necessite recorrer a um portal de buscas, por exemplo, para ter o pleno entendimento do fato.
Também vale lembrar que a possibilidade de conduzir a própria leitura, seguindo os links oferecidos pelo texto, revela a tendência de pró-atividade do usuário diante da notícia, estabelecendo sua própria pirâmide invertida e fugindo dos padrões de leitura linear impostos pelo impresso. Isso demonstra que, com as possibilidades oferecidas pela hipermídia, é possível ter um entendimento mais amplo de determinado tema, basta que a pessoa tenha o interesse de navegar pela trama de hipertextos. No entanto, Adriane Canan (2007) argumenta que grande parte dos leitores ainda precisa ser educada para essa nova mídia, a fim de que consigam entender a narrativa não-linear e, assim, abrir novas “janelas” de conhecimento.
Lúcia Leão considera que “a nova mídia determina uma audiência segmentada que, embora maciça em termos de números, já não é uma audiência de massa em termos de simultaneidade e uniformidade da mensagem recebida”. Ela defende ainda que “devido à multiplicidade de mensagens e fontes, a própria audiência torna-se mais seletiva” (2001 apud FERRARI 2007: 85). Ou seja, embora abarque um número cada vez maior de usuários, a Internet, constituindo-se como um meio de comunicação, inaugura uma nova mídia que, diferente das tradicionais (impressa, televisiva e radiofônica), não se volta para o público de massa, mas sim para pequenos grupos de indivíduos com interesses e necessidades específicas.
Foi pensando nessa segmentação que os principais sites de notícias passaram a oferecer o recurso da personalização. Nas seções Meu Globo e Meu Estadão, dos sites O Globo e Estadão, por exemplo, o usuário é convidado a se cadastrar gratuitamente, escolher os temas e serviços de seu interesse e montar sua página arrastando o box de cada seção para o lado que quiser. Dessa forma, é possível entrar no site, conferir as principais notícias do dia e, em seguida, clicando em Meu Globo ou em Meu Estadão, ver os principais destaques dos assuntos de seu interesse.
Outro serviço personalizado oferecido pelos websites informativos são as notícias por celular, chamado por alguns teóricos de “imprensa móvel” e apontado como o quinto suporte de mídia (os outros quatro são rádio, TV, impresso e Internet). Desde meados do ano 2000, empresas como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, iG e Abril começaram a oferecer este serviço por meio da tecnologia WAP, que, mesmo tendo se revelado frustrante devido ao baixo desempenho, abriu caminhos para a ideia de que o celular poderia se tornar um meio de difusão de informações jornalísticas e editoriais.
Mas é interessante notar que mesmo com a frustração inicial que o WAP gerou nos usuários, as empresas persistiram com suas ofertas de conteúdo para celular, por enxergarem o dispositivo como um meio para reforço institucional da marca dos grupos de mídia e, em um segundo momento, possibilidade de geração de novas receitas (FERREIRA, 2007: 59).
Mesmo com essas perspectivas apontadas, a maioria dos grupos de mídia ainda não investiu na criação de uma redação específica com profissionais produzindo notícias para celular. O que se tem visto, salvo raras exceções, é o envio de informações editadas para celular a partir do conteúdo gerado para outros veículos, como sites, impressos e TVs. Em geral, “o usuário recebe um alerta sobre uma notícia (como um SMS), com um link que, ao ser clicado, o leva diretamente para a notícia em WAP, com mais informações” (FERREIRA, 2007: 63).
No entanto, apesar dos avanços, as limitações técnicas – com conexões lentas e interfaces pouco amigáveis – ainda aparecem como empecilhos para o desenvolvimento da “imprensa móvel” como negócio. E, no Brasil, a questão econômica também se apresenta como outra barreira, já que mais de 80% dos usuários de celular possuem planos pré-pagos e os preços do serviço e do acesso WAP parecem inacessíveis para a maioria da população.