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Chapitre 3 : Comprendre les comportements de sécurité à partir de la perception du risque

6. L’apport de la perception du risque à la prévention

Como suporte para a descrição das principais unidades morfostruturais, litostratigrafia e tectónica da região de Condeixa-Sicó-Alvaiázere, em estudo, destacam-se os trabalhos de RUGET-PERROT (1961), SOARES & ROCHA (1984), SOARES et al. (1986),

CUNHA (1988), HENRIQUES (1995), DUARTE (1995), ROCHA et al. (1996), KULLBERG et al.

(2006), entre outros. A informação contida nas cartas geológicas 1:50.000 do Instituto Geológico e Mineiro (folhas 19-C-Figueira da Foz e 23-A-Pombal) bem como em levantamentos geológicos à escala 1:25.000 (inéditos, da autoria de G.Manuppella), também foi utilizada.

É muito extensa a bibliografia sobre a evolução e preenchimento sedimentar da Bacia Lusitânica. Destacam-se aqui sobretudo os trabalhos realizados sobre a região de Condeixa-a-Nova-Pombal-Alvaiázere, mais precisamente sobre a investigação das séries do Jurássico Médio. Nos parágrafos finais apresentam-se igualmente outras referências bibliográficas consultadas, com destaque para algumas fundamentais para a execução deste trabalho.

Segundo RUGET-PERROT (1961), os primeiros trabalhos geológicos envolvendo a região estudada, iniciaram-se ainda no século XIX, com as primeiras referências geológicas precisas às cadeias que se estendem de Pombal a Condeixa-a-Nova (SHARPE, 1850).

Um segundo período, ainda no século XIX, está relacionado com a criação, em 1857, dos Serviços Geológicos de Portugal. Referem-se, assim, os primeiros trabalhos importantes de CHOFFAT (1880, 1908) - sobre os terrenos do Lias e do Dogger a norte do Tejo e na região de Tomar - e de CHOFFAT (1927) com a obra “Cartas e cortes geológicos nos distritos de Coimbra e Leiria”.

Num terceiro período, já dos anos 30 aos anos 60, vários investigadores e equipas começaram a desenvolver trabalhos importantes sobre a região estudada, mas não necessariamente sobre o Jurássico Médio. Os primeiros trabalhos são de ROBBINS (1950),

DURENSOY (1961), DUPLAN (1963) e BAILLEAU (1965), nas regiões de Tomar-Ansião-

RUGET-PERROT (1955 e 1957) estudou o Dogger a norte do Tejo, nomeadamente em Rabaçal, mas só em 1961 (RUGET-PERROT, 1961) apresenta a obra, ainda hoje largamente consultada, onde exaustivamente abordou o que designou por “Affleurements

Orientaux” – destacam-se os cortes de Degracias, da Estrada Pombal a Ansião (que se

tentou “reproduzir” grosseiramente nesta tese – Anexo I) e da região de Tomar (Alvaiázere).

Nos anos de 1961 e 1962, a então Companhia dos Petróleos de Portugal (C.P.P.) abordou a região de Pombal e sul do Mondego com o intuito de avaliar o seu potencial petrolífero. Destacam-se os trabalhos de SEIFERT (1961), GOMES (1962) e de AGUIAR & RICHE (1962). Nos dois últimos apresentaram-se cortes geológicos na região de Pombal, respectivamente na zona de Barrocal e zona de Covão da Silva. É de referir a elevada qualidade e pormenor dos cortes executados bem como das conclusões retiradas. Parte destes cortes já não são executáveis devido à elevada densidade populacional da área.

MOUTERDE & RUGET (1967), estudaram o Lias da região de Alvaiázere,

nomeadamente ao longo da estrada Mata de Cima até Pé da Serra, com referência ao

Aaleniano. No mesmo ano, MOUTERDE et al. (1967) abordaram o Lias da região de Tomar

mas não particularizam o Dogger limitando-se a referir a existência de “...calcários bioclásticos ou oolíticos de tipo Dogger”.

Nos anos 70 podem-se referir os trabalhos de natureza tectónica de ROSSET et al. (1971) e de ROSSET & MOUTERDE (1971), nas regiões de Tomar e Alvaiázere. No entanto, na segunda referência bibliográfica já são referidos depósitos em Ateanha, com referência a “...bréche visible sur le flanc oriental de l´Ateanha...”. HALLAM (1971) fornece uma síntese das fácies do Lias, nas áreas da região Condeixa-Pombal, da Bacia Lusitânica.

É com a equipa de A. F. Soares que se iniciam as primeiras tentativas de sintetizar os dados de modo estabelecer a sedimentação jurássica na Orla meso-cenozóica ocidental e mais especificamente na zona de Coimbra-Pombal e o estabelecimento de uma nomenclatura estratigráfica para as formações encontradas e definidas – SOARES et al. (1985, 1986, 1988) – bem como o uso do termo “Calcários de Sicó”. SOARES et al. (1993a e b) sintetizam um quadro importante das formações no sector setentrional da Bacia Lusitânica.

Nos finais dos anos 90, CUNHA (1988) apresentou o seu trabalho geomorfológico

sobre “As Serras Calcárias de Condeixa-Sicó-Alvaiázere”, abordando resumidamente a geologia e a tectónica de toda esta região, ambas importantes para a caracterização da

dos sectores a explorar e a escolha, geomorfologicamente mais adequada, das séries a abordar.

Mais recentemente, DUARTE (1991, 1994, 1995, 1997) e DUARTE et al. (2001), caracterizaram os terrenos do Toarciano, em toda a Bacia Lusitânica, com destaque para a região abordada por este trabalho; destacam-se ainda os trabalhos de HENRIQUES (1992, 1995) para os andares Aaleniano-Bajociano da região estudada.

Ainda nos anos 90 foram feitos outros estudos importantes, destacando-se ROCHA

et al. (1996), num projecto comunitário mais amplo (financiado pela União Europeia -

MILUPOBAS – “Multidisciplinary Studies on the Lusitanian and Oporto Basins”) no qual foi abordada, sobre vários aspectos, a evolução das Bacias Lusitânica e do Porto. É no relatório deste projecto que se propõem, pela primeira vez, designações mais específicas para as formações individualizadas no norte e centro da região estudada. É também

inserido neste projecto comunitário que RIBEIRO et al. (1996), em “Tectonics of the

Lusitanian Basin”, aborda os “elipsóides de deformação” na região de Condeixa-Pombal- Ansião e refere a importância do acidente tectónico da Falha da Nazaré.

Os trabalhos de MARTINS (1998a,b) abordam a região de Tomar, nomeadamente a área de Agroal e a região de Alvaiázere (Bofinho), sob o ponto de vista do estabelecimento das litofácies e conhecimento micropaleontológico em dois cortes de séries do Jurássico

Médio. É também nesta altura que MACHADO & MANUPPELLA (1998) apresentam uma

primeira correlação entre as formações do Jurássico Médio no M.C.E. e as formações preliminarmente estabelecidas para a região estudada.

Nos anos 2000/2001, destacam-se:

- a avaliação do sistema aquífero Sicó – Alvaiázere, em ALMEIDA et al. (2000), com referências aos principais alinhamentos tectónicos desta região;

- o relatório no âmbito do projecto PRAXIS XXI, AZERÊDO et al. (2000), onde se aborda a passagem Jurássico Médio-Jurássico Superior na Bacia Lusitânica e onde se reavalia parte da série do Barrocal (Pombal), com referências ao Caloviano;

- o estudo de estruturas organo-sedimentares em calcários da região em apreço, nomeadamente em Alvaiázere e Aroeiras (base da Serra de Sicó-a leste de Pombal), apresentado por MARTINS et al. (2001);

- o trabalho de DUARTE & SOARES (2002) sobre o Liásico português, envolvendo igualmente a área em estudo.

Os trabalhos mais recentes sobre o Dogger, efectuados nesta região e de que se tenha conhecimento, envolveram o autor deste trabalho e abordaram os depósitos de natureza pedogénica estudados agora com mais detalhe – MARTINS et al. (2003, 2004).

Entretanto também foram publicadas pelos Serviços Geológicos de Portugal (actual Instituto Geológico e Mineiro), as cartas geológicas, na escala 1:50.000, de Pombal (23A) (MANUPPELLA et al., 1978) e Figueira da Foz (19C) (ROCHA et al., 1981). Mais recentemente é publicada a carta geológica revista de Figueira da Foz (19C). Destaca-se por fim a carta geológica de Coimbra (19D) (SOARES et al., 2005) que se encontra já disponível mas sem notícia explicativa.

De âmbito mais geral e no domínio das investigações das séries carbonatadas do Jurássico Médio refere-se a importância das obras de MANUPPELLA et al. (1985), AZERÊDO (1988a,b, 1993, 1998, 1999), WATKINSON (1989), AZERÊDO et al. (1998, 2000, 2002b, 2003 e 2004). Os trabalhos desta última investigadora, que tem vindo a abordar as séries carbonatadas do Jurássico Médio, sobretudo as de rampa interna, na Bacia Lusitânica, serão referência constante nesta obra.