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Inconvénients de la participation aux projets

CHAPITRE 1 – MISE EN CONTEXTE

1.3 Implications socio-organisationnelles des structures par projets

1.3.2 Inconvénients de la participation aux projets

A “Reputação Corporativa” também é algo que pode ser explorado através de um olhar interno, ou seja, dos membros da empresa, que é o público capaz de garantir o sucesso da organização. Confirmando essa importância, muitos entrevistados comentaram a reputação através do ponto de vista interno. De nada adianta a empresa ter um pacote de ações para o seu público externo e deixar de tratar bem os seus funcionários:

A responsabilidade social no meu ponto de vista, não só no meu, pelo menos no meu ponto de vista, começa em cuidar adequadamente dos seus recursos humanos, como é que você cuida das pessoas. Existem empresas que faz[em] muita coisa na sociedade, cuida da escola. E os funcionários? Os funcionários ela não trata muito bem, tem uma disfunção nisso. (Profissional de Recursos Humanos)

Três aspectos foram considerados pela grande maioria dos entrevistados que falaram sobre esse tópico:

• Uma boa reputação ajuda a empresa a manter bons talentos em sua equipe:

É mais fácil reter o pessoal bem preparado quando se tem uma relação de confiança. (Profissional de Mercado Financeiro)

Você percebe que enquanto puder, ele continua ali. Que tem outra implicação, a gente sabe isso a gente tem medido, a gente vê nessas empresas, ou mesmo nos outros setores, que varia muito de setor para setor, mas dentro do mesmo setor, as melhores têm menos turn-over. Então você consegue ter uma continuidade maior. (Profissional de Recursos Humanos)

• Ajuda na atração de pessoas bem qualificadas:

(...) se você é uma pessoa desejada, quanto melhor for a pessoa, mais ela escolhe, obviamente. (Profissional de Recursos Humanos). Melhor serviço possível, sendo capaz de atrair bons profissionais. (Profissional de Relação com Investidores)

O número de currículos recebidos espontaneamente multiplica por dois, por três, significa que no próximo mês atinge um pico assim [quando a firma aparece em publicações das melhores empresas para se trabalhar]. (Profissional de Recursos Humanos).

• Pode aumentar o comprometimento das pessoas, por despertar sentimentos de orgulho, confiança e pertencimento:

Se eu cuido bem das minhas pessoas, é que essas pessoas vão fazer um produto melhor, vão ser mais criativas, mais inovadoras, com serviços melhores e, portanto, sou uma empresa melhor. (Profissional de Recursos Humanos)

Porque as pessoas estão mais engajadas, trabalham com mais dedicação, as pessoas trabalham com menos preocupação, quer dizer, onde eu tenho uma empresa com baixo nível de confiança eu gasto boa parte da minha energia defendendo dos outros e às vezes até do próprio chefe. (Profissional de Recursos Humanos)

Ao elaborar um ranking com as melhores empresas para se trabalhar, o profissional de recursos humanos que nós entrevistamos nesta pesquisa, indica que foram utilizados os seguintes critérios para a escolha dessas empresas:

Têm confiança, orgulho e camaradagem. Então, o que é confiança? Confiança é a relação chefe e o subordinado, a gente mede de três formas: que é credibilidade, como o funcionário vê o chefe, respeito, como ele se sente tratado pelo chefe, e imparcialidade. Só que as

regras da organização, se eu concordo, se as acho justas, se existe discriminação. Depois o orgulho, que é doação do trabalho da empresa, eu gostar do que a empresa [faz] e a camaradagem, que é a doação dos empregado. (Profissional de Recursos Humanos) O público interno também é visto um dos principais disseminadores da reputação de uma empresa. Essa disseminação pode ser espontânea, ou seja, os seus membros comentam com as pessoas que a organização em que trabalham é muito boa por vários motivos:

(...) é uma empresa que tem (...) preocupação, você sente as pessoas falando da empresa de maneira positiva e, às vezes, sem citar a lista, ai você faz uma pergunta assim “como é que funciona isso”, e eles quando falam, falam um monte de coisas assim construtivas. (Profissional de Recursos Humanos)

Por outro lado, se a empresa tem um discurso desconectado com a sua prática interna, muitas vezes é desmentido pelos próprios funcionários que, quando estão insatisfeitos, fazem questão de comentar o que acontece dentro da organização em que trabalham:

Essa reputação se constrói internamente, até porque, boa parte dos divulgadores da reputação são seus funcionários. É ele que, quando alguém está falando alguma coisa da empresa: “Eu estou lá dentro da empresa, eu vou lá e defendo”. Se for uma empresa que eu já estou pensando em sair: “É isso mesmo, os caras são muito ruins mesmo”, inclusive acrescenta outras coisas que o outro não sabia. (Profissional de Recursos Humanos)

Começa dentro de casa, ou seja, se os empregados vêem a empresa tendo um discurso desconectado da prática, são os primeiros a perceber que não há uma coerência naquilo que a empresa fala e faz. (Presidente do Instituto de Reputação)

O profissional de comunicação entrevistado acredita que a empresa pode treinar os seus colaborados para transmitir, aos mais diversos públicos que elas estão em contato, a “essência” da organização disseminando uma imagem positiva da sua companhia:

Você pode treinar pessoas que são “portadoras da sua mensagem”. [Fazer] todo o seu corpo de colaboradores, todos os seus representantes, (...) entregarem essa missão essencial (...) Nós chamamos aqui (...) na companhia de essência da marca. Eles devem zelar pela reputação da empresa, de uma marca, isso deve ser tarefa de todos os colaboradores daquela marca. (Profissional de Comunicação)

Finalmente, colocamos o papel da liderança na construção de uma “Reputação Corporativa” junto aos públicos interno e externo da firma. Alguns desses líderes são capazes de influenciar a percepção das pessoas, que passam a atribuir uma reputação boa ou ruim à organização de acordo com as atitudes desses líderes.

Pega uma Votorantim, por exemplo, você vai ver que a gente associa muito a Votorantim ao estilo Antônio Ermírio. Não tem jeito de eu olhar pra Votorantim e não ver o Antônio Ermírio, e aí, vai depender muito de como eu o vejo. Eu acho que ele é um líder carismático, que ele é uma pessoa extremamente confiável, seguro, responsável. De certa forma, eu transfiro isso, porque são características dele enquanto líder, para a empresa. (Presidente do Instituto de Reputação)

Você pega o Dr. Jorge Gerdau, ele é o nome da empresa, o nome dele é o nome da empresa. Você pega o Antônio Ermírio, ele é o dono da empresa, ele representa a empresa. (Presidente do Instituto de Reputação)

Eu só acho que o Rolim tinha algo que é difícil de (...) ter, o que ele representava para a população e, no caso, é uma população de executivos, de formadores de opinião, de usuários mesmos da TAM. (Presidente do Instituto de Reputação)

As donas de casa adoram o Abílio Diniz, eu nunca vi uma fixação tão grande. Elas suspiravam pelo Abílio Diniz. Mas ao mesmo tempo, elas não gostavam dele, por uma série de razões: um exemplo é uma ocasião em que a empresa (...) escondia alguns produtos para ver se o preço subia. Mas esses fatos são folclóricos e servem para mostrar como os consumidores são carentes, como o consumidor projeta a sua relação com o dono da empresa, na sua relação com essa organização. (Sociólogo)