• Aucun résultat trouvé

LA FORMATION COMPENSATOIRE ET LA FORMATION PAR LA MOTIVATION

Existem dois modelos de coleta seletiva: o tradicional porta a porta e os sistemas de entrega voluntária. O sistema de coleta porta a porta repete o funcionamento da coleta tradicional e diferencia-se, apenas, por haver dias específicos para a coleta de resíduos secos e dias para a coleta de resíduos orgânicos.

Já o sistema de entrega voluntária possui várias denominações, sendo o mais comum o Ponto de Entrega Voluntária (PEV), mas também existem nomes como: Local

de Entrega Voluntária (LEV), Ponto de Entrega de Recicláveis (PER), Estação de Coleta Seletiva (ECS) e o Ecoponto. Todos se caracterizam como um ponto de recebimento de recicláveis em um local específico do município.

A coleta seletiva realizada por meio de Pontos de Entrega Voluntária (PEV´s) configura-se como fonte de abastecimento do mercado da reciclagem, por meio da contribuição da população que se desloca até um ponto e deposita nos recipientes, em caçambas ou containers, os resíduos que foram previamente separados, acondicionando- os, adequadamente, de acordo com a descrição dos coletores.

Após, é realizada a coleta com caminhões da prefeitura municipal ou das associações e/ou cooperativas, dependendo do acordo feito entre os interessados e a realidade local. Os materiais coletados são, então, encaminhados para os pátios das associações e cooperativas participantes do projeto de coleta seletiva para uma triagem mais criteriosa, enfardamento e posterior comercialização.

A modalidade tipo PEV apresenta aspectos positivos e negativos. Alguns aspectos positivos são: ser um método de coleta seletiva econômico do ponto de vista do investimento municipal comparados a outros métodos; facilidade na coleta, pois reduz os percursos percorridos pelos caminhões comparados a um sistema convencional; além de transferir parte dos custos de transporte para os cidadãos que levam seus resíduos até os pontos (DOURADO, 2017).

Um estudo apontou que a quantidade de produção de resíduos sólidos urbanos recicláveis está diretamente relacionada com a renda da população e que devido a esta variação do coeficiente de produção é necessário formular um projeto de coleta seletiva menos uniforme, ou seja, levar em consideração as disparidades nas condições socioenômicas e ambientais dos domicílios atendidos (SILVA, et. al., 2013).

Portanto, deve-se monitorar os PEV´s ou manter o contato com as associações e cooperativas que fazem o recolhimento para ver quais estão dando mais certo e, se necessário for, ajustar as localizações dos mesmos favorecendo, assim, o aumento de recolhimento de materiais e o programa de coleta seletiva.

Já alguns aspectos negativos são: as associações e cooperativas locais precisam esperar pela implantação e ampliação do número de pontos pela prefeitura ou órgãos responsáveis para beneficiar-se deste sistema; é necessário o monitoramento dos pontos para evitar o vandalismo e para que não sejam depositados rejeitos contaminando os materiais que podem ser reciclados; além da necessidade da voluntariedade dos cidadãos em participar depositando os materiais nos contêineres. Outra questão importante é a

dimensão destes recipientes, pois, se não bem dimensionados a capacidade dos coletores versus a frequência de coleta o sistema acaba gerando o acúmulo de lixo no exterior dos mesmos, causando má impressão exigindo manutenção e limpeza (ALVARENGA, 2015).

Bringhenti (2004) relacionou em um quadro os aspectos positivos e negativos da modalidade tipo PEV, como implantada em Palmas/TO.

QUADRO 1: Aspectos positivos e negativos da modalidade PEV de coleta seletiva

Pontos de Entrega Voluntária – PEV´s

Aspectos Positivos Aspectos Negativos - Facilita a coleta, reduzindo custos

com percursos longos;

- Requer mais recipientes para acondicionamento nas fontes

geradora; Encontram-se geralmente, apenas

10 % de rejeitos;

- Sujeito a vandalismo e exige manutenção e limpeza; - Permite a exploração do espaço do

PEV para publicidade e eventual obtenção de patrocínio.

Demanda maior voluntariedade da população, que precisa se deslocar até

o PEV. Fonte: Adaptado de Bringhenti, 2004.

Para a implantação da modalidade de entrega voluntária é necessário levar em conta fatores demográficos como densidade populacional, que significa diretamente um aumento na quantidade de resíduos produzidos; além da renda per capita, pois quanto maior for o consumo, maior a geração de resíduos recicláveis, já que, à medida que se eleva a classe econômica, aumenta-se, também, o consumo de bens descartáveis e passíveis de serem recicláveis (ALVARENGA, 2015).

Para a locação dos PEV´s são necessárias áreas públicas com acesso 24 horas por dia. O local deve ser bem sinalizado, de forma a atrair a atenção da população, preferencialmente, perto de vias de acesso, que não esteja sujeito a alagamentos, com iluminação que forneça o mínimo de segurança e com informações autoexplicativas para quem for utilizar os recipientes, caçambas ou os containers além de ter uma cobertura ou tampa para evitar o acúmulo de água da chuva.

As cores usadas para identificar os recipientes do descarte dos resíduos sólidos urbanos mais comuns de serem reciclados são azul (para papéis), vermelho (para plásticos), amarelo (para metais) e verde (para vidros), de acordo com a Resolução CONAMA n° 275, de 25 de abril de 2001, que estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos a ser adotado nos coletores de coleta seletiva (BRASIL, 2001).

Os PEV´s devem estar a uma distância máxima de 500 metros do cidadão colaborador, que saindo de onde estiver, seja de sua casa, escola, trabalho ou igreja, não deve se deslocar mais do que isso para depositar seus resíduos recicláveis nos pontos de coleta (BRINGHENTI, 2004, p. 106).

Já Peixoto et. al. (2004) considerou o fato de que em áreas urbanas os caminhos nem sempre são retos, uma condição para que não fosse ultrapassada a distância de caminhada de 500 metros é que esta estivesse circunscrita em um círculo com raio de 370 metros, atenuando a distância oriunda da tortuosidade das ruas.

Outro ponto crucial levantado por Bringhenti (2004) foram os fatores locacionais que levam ao sucesso ou insucesso operacional dos PEV´s, como a proximidade de escolas, praças, igrejas e órgãos públicos.

4.5. Educação Ambiental, participação da comunidade e correta separação dos