grupo de pesquisa de alto nível e com reconhecimento internacional, a agregação, ao longo dos anos, de novos e bons pesquisadores elevou a competência científica do curso. Em 2006, ao receber mais uma vez o conceito 5 na classificação (1 a 7), da CAPES, o curso também teve suas publicações consideradas de “muito boa qualidade e numericamente expressiva”.
Finalmente, no período ao qual se refere a presente Memória, o Curso de Pós- Graduação em Patologia Humana esteve sob a Coordenação dos seguintes Profes sores:
Prof. Manoel Barral-Netto, de 01.08.1995 a 28.01.2001
Prof. Luiz Antonio Rodrigues de Freitas, de 29.01.2001 a 29.01.2005 Profa. Aldina Maria Prado Barrai, a partir de 10.01.2006
Curso de Mestrado em Saúde, Ambiente e Trabalho
O Programa de Pós-Graduação em Saúde, Ambiente e Trabalho oferece o mais recente curso de Mestrado da Faculdade de Medicina da Bahia - UFBA, oficialmen te aprovado pela Câmara de Ensino de Pós-Graduação e Pesquisa da UFBA em 4 de abril de 2006.
Com longa tradição de trabalhos de pesquisa e de extensão na área. Professores do Departamento de Medicina Preventiva e Social, em seus documentos periódicos de avaliação e perspectivas, já haviam, desde 1996, definido estratégias para estabele cimento de programas de pós-graduação a serem iniciados com a oferta de Residên cia em Medicina Ocupacional e posteriormente com a criação do Mestrado na área. Merece destaque o fato do DMPS ter conseguido agregar recursos humanos de outras unidades de ensino da UFBA e fora dela, ter acumulado reconhecida experíência de ensino, pesquisa e ações extensionistas na área de Saúde Ambiental, fazendo com que a criação do Mestrado em Saúde, Ambiente e Trabalho se traduza como um produto natural da confluência desses esforços e não uma improvisação eventual. Sob a Coordenação do Prof. Dr. Fernando Martins Carvalho, o Curso de Mestrado em Saúde Ambiente e Trabalho, MSAT, tem corpo docente composto por vinte e três Professores, dezesseis dos quais portadores do Título de Doutor, sendo quatro Pro fessores Titulares da UFBA, sete Professores Colaboradores, todos Doutores, um dos quais Professor Titular da UEFS e um outro Pesquisador Titular da FGM/FIOCRUZ. Avaliado pelo Comitê Técnico-Científico da CAPES (CTC-CAPES), obteve recomen dação de nível 3, em 12 de julho de 2006, iniciando, imediatamente, o processo de seleção da primeira turma de alunos, com oferta de quatorze vagas, integral- 129
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mente preenchidas dentre os vinte e seis candidatos inscritos. Pouco tempo de pois, obteve homologação pelo Conselho Nacional de Educação (Portaria n° 73 - publicada no Diário oficial da União, em 19 de janeiro de 2007), através do Pare cer n° 267/2006.
Oferecendo uma única área de concentração (Saúde, Ambiente e Trabalho), de senvolvida em perspectiva interdisciplinar, multiprofissional e interinstitucional, o MSAT marcou solenemente o início de suas atividades didáticas em 9 de março de 2007, com Conferência de D. Luiz Flávio Cappio, Bispo de Barra, sobre o tema “Transposição do Rio São Francisco” e presenças do Prof. Apoio Heringer da Faculdade de Medicina da UFMG e do Prof. João Suassuna da Fundação Joaquim Nabuco, PE.
O corpo docente do Curso de Mestrado em Saúde Ambiente e Trabalho - MSAT, inclui a quase totalidade dos (13) professores do Departamento de Medicina Pre ventiva e Social, acrescidos de dez (10) professores de outros Departamentos, sendo que do total de vinte e três (23) docentes, treze (13) exercem suas funções em regime de Dedicação Exclusiva - DE, 16 são Professores Permanentes e 7 Professores Colaboradores.
Adequadamente instalado em quatro salas no primeiro andar do prédio da Faculda de de Medicina da Bahia do Terreiro de Jesus, o MSAT conta com eficaz apoio da Diretoria dessa Faculdade; com bolsas da CAPES e da FAPESB; financiamento do CNPq e da FAPESB, ambos direcionados a infra-estrutura; apoio de secretaria (FAMEB) e apoio técnico (FAPESB).
Finalmente, a instalação do Curso de Mestrado em Saúde Ambiente e Trabalho no bicentenário local de ensino da Faculdade de Medicina da Bahia do Terreiro de Je sus, não apenas avança a consolidação do retorno da vida acadêmica e científica ao espaço de origem do Curso Médico no Brasil, mas, sobremodo, contribui para assegu rar que seja voltado à área de saúde o destino de uso deste Prédio tão rico de tradições e história da Medicina nacional.
Curso de Pós-Graduação em Cirurgia
Idealizado por um grupo de Professores do Departamento de Cirurgia, o Curso de Mestrado e Doutorado em Cirurgia teve seu projeto aprovado pela Câmara de Ensino de Pós-Graduação e Pesquisa da UFBA em 17 de maio de 1989.
Por tratar-se de curso de pós-graduação em Cirurgia, área eminentemente técnica, os Professores proponentes esclareceram, no Art. 4°, parágrafo I, do Regimento In terno, o conceito de Cirurgia com vista à formação de Mestres e Doutores, assim expresso:
‘*Conceitua-se Cirursia como área básica da Medicina caracterizada por ativida des centralizadas no ato operatório, ou seja, a manipulação cruenta de tecidos orgânicos, com a finalidade da diagnose ou da terapêutica, sob anestesia, por procedimentos técnicos, assépticos de diérese, hemostasia e síntese. Esta mani pulação desperta por parte do organismo reações adaptativas de recuperação
local (cicatrização) e geral, principalmente de natureza metabólica. Razões pe las quais 0 ato operatório deve ser precedido por uma criteriosa avaliação de sua indicação e da capacidade reativa do organismo frente ao seu perigosos potenci al agressivo”.
Com área de concentração em Cirurgia/ o Curso de Mestrado e Doutorado em Cirurgia iniciou a matrícula de alunos no primeiro semestre de 1990. Seis linhas de pesquisa eram oferecidas à opção dos alunos, a saber: 1. Alterações Imunológicas em Procedimentos Cirúrgicos; 2. Analgesia em cirurgia; 3. Correção de distúrbios funcionais do Trânsito Esôfago-Gástrico; 4. Cicatrização em Feridas Cirúrgicas; 5. Epidemiologia aplicada à Cirurgia; e 6. Infecção em Procedimentos Cirúrgicos. Com inscrições abertas no período de 1990 a 1996, o Curso de Mestrado e Doutorado em Cirurgia matriculou um total de 60 alunos, sendo 32 no curso de Mestrado e 28 no de Doutorado. Em 1996, seis anos após o início do curso, apenas um (1) aluno havia concluído o Mestrado e um (1) outro o Doutorado. Em 1999, a situação entre os alunos era a seguinte;
• No Curso de Mestrado - 11 alunos haviam concluído o curso; 9 estavam com defesa de dissertação agendada para até 31 de dezembro de 1999; 5 estavam com dissertação em andamento; 4 haviam solicitado transferência para o curso de Doutorado; 2 haviam desistido; e 1 havia falecido.
• No Curso de Doutorado - 15 haviam concluído; 4 estavam com teses em andamento; 7 tinham defesas de tese agendada até 31 dezembro de 1999; e 2 haviam desistido do curso.
Mesmo mantendo o ingresso anual de alunos durante os anos 1990 a 1996, o curso não conseguira obter o reconhecimento da CAPES, mantendo-se, todavia, em ativi dades com o reconhecimento local, através da Câmara de Cursos de Pós-Graduação e Pesquisa. Embasada no não-credenciamento pela CAPES, a referida Câmara, deli berou em 1996, pela desativação do curso. Conseqüentemente, a partir do ano se guinte, 1997, foram suspensas as admissões. Dos alunos remanescentes no curso de Mestrado, 2 concluíram em 1997; 8 concluíram em 1999; 5 no ano 2000 e 1 em 2001. Em relação ao curso de Doutorado; 3 concluíram em 1997; 2 em 1998; 9 em 1999; 1 em 2000; 1 em 2003; e 1 em 2004.
Finalmente, entre o início da admissão de alunos em 1990 e a última conclusão em 2004, 0 Curso de Mestrado e Doutorado em Cirurgia manteve-se ativo durante quatorze (14) anos. Neste período graduou 17 Mestres, dentre os 32 alunos admitidos (53%); e 18 Doutores dentre os 28 admitidos (64%).
Eliane Elisa de Souza e Azevêdo
No percurso desta história consta que uma das exigências da CAPES era a instala ção de adequado laboratório de cirurgia experim ental, o qual teve projeto de im plantação previsto para o prédio da Faculdade de Medicina da Bahia no Terreiro de Jesus sem chegar, todavia, à execução. Percebe-se que sendo a pós-graduaçâo em Cirurgia uma área de atividades fundam entalmente técnica, as instalações da instituição que o abrigou deveriam ter um mínimo de adequação aos treinamentos específicos. As tradicionais carências do Hospital Universitário Prof. Edgard Santos estão sempre a exigir que sólidos projetos de pesquisas sejam implementados pelo corpo docente dos cursos de pós-graduação, quer em cirurgia ou clínica, a fim de que substancial aporte de recursos seja conseguido para as linhas de pesquisa do curso, suprindo, assim, as deficiências operacionais das instalações. Por outro lado, um percentual mínimo de docentes dedicados exclusivamente às atividades de pesquisa, em qualquer curso de pós-graduação, constitui pilar fundamental à adequação às exigências ao credenciamento da CAPES. Finalmente, espera-se que a presente experiência abra horizontes a uma nova tentativa de im plantação da pós-graduação em Cirurgia na FAMEB. Com esse propósito, a Direção da FAMEB vem, desde 2006, estim ulando os P rofe ssore s M á rio C a stro C a rre iro e Pedro Ham ilton Guim arães à criação do Curso de Mestrado em Cirurgia Experimental.
Curso de M estrado M aterno-Infantil
A forte liderança e a competência do Prof. Nelson C. de A ssis Barros conseguiram aglutinar recursos humanos nas áreas de Obstetrícia, Neonatologia e Pediatria e criar, no início dos anos noventa, o Curso de Mestrado Materno-Infantil.
Após o respectivo credenciamento pela Câmara de Pós-Graduação e Pesquisa da U F B A , o Curso de Mestrado Materno-Infantil iniciou suas atividades em 1991, tendo o próprio Prof. Nelson Barros na Coordenação. Mantendo-se na Coordenação até 1994, o Prof. Nelson Barros assegurou o deslanchar do curso, sendo sucedido pela Profa. Licia Moreira no período de 1994 a 1997 e posteriormente pela Profa. Olivia Costa nos anos 1997 a 2000.
Com demanda constante de alunos, e tendo levado vários deles à conclusão dos créditos e obtenção do título de Mestre, o Curso de Mestrado Materno-Infantil en controu seu grande desafio na obtenção de credenciamento pela CAPES. À época, presidia essa instituição o Prof. A b ílio Baeta Neves, fortem ente disposto à implementação da qualidade dos cursos de pós-graduação no país, e, conseqüente- mente, exigindo restrita observância de critérios para credenciamento. Não obstante os esforços da Coordenação do Curso o credenciamento pela CAPES não fora obtido. Após encerrar inscrições de novos alunos, o Curso de Mestrado Materno-Infantil foi desativado no ano 2000.
Diploma da graduação em Medicina da Ora. Rita Lobato Velho Lopes, Primeira mulher graduada na FAMEB e no Brasil
Foto de arquivo do Dr. Antonio Carlos Nogueira Britto
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Eliane Elisa de Souza e Azevêdo
Fachada do Pavilhão de aulas da FAMEB-UFBA Foto do arquivo do FAMEB
Alunos nas Memórias da Faculdade de Medicina da Bahia Início; 1808-1815 Reforma de 1815~ Da Reforma de 1815 ao Estatuto de 1854 Internato Século XX Láureas e Premiações
Atos heróicos de estudantes da Faculdade de Medicina da Bahia Guerra de Canudos
Incêndio em 1905 Epidemia de Cólera • Guerra do Paraguai Melhores condições de ensino Organização e publicações Iniciação Científica e PET Nos limites da pobreza
Estudantes da FAMEB em 2007 Promoções d a DAMED As Ligas