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4. C ADRE THEORIQUE

4.3. M ANAGEMENT

4.3.2. G ESTION DES RESSOURCES HUMAINES

Dentro dos diversos princípios utilizados para a classificação dos equipamentos urbanos, percebe-se o predomínio do caráter uso/funcional, como critérios determinantes das categorias classificatórias dos equipamentos. As características formais, estruturais, dimensionais ou simbólicas pouco ou nunca aparecem como princípio de classificação, exceção feita à proposta elaborada por Kohlsdorf que sugere o grupo das pequenas construções, para identificar uma categoria específica de equipamentos urbanos. Segundo kohlsdorf:

A classificação dos elementos complementares depende, em grande parte, da organização de cada situação particular, tendo-se ainda poucas condições de generalização. Pode-se caracterizá-los por intermédio dos instrumentos geométricos e leis de composição plástica já mencionados, além de referir-se à sua posição nos conjuntos (agrupados, nucleados, dispersos; elemento principal ou coadjuvante; etc.)30

Outra classificação emerge do trabalho desenvolvido por Serra,31 que também utiliza o principio classificatório de ordem uso/funcional, classificando-os do seguinte modo:

1. Elementos de urbanização e limitação: Pertencem a esta categoria: cercas, guarda-corpos, guias de orientação a pedestres, escadas e rampas, além de obstáculos para veículos.

2. Elementos de descanso: bancos, cadeiras e assentos em geral.

30 Kohlsdorf, Maria Elaine. Op. Cit. P.160

3. Elementos de iluminação: colunas, postes, luminárias (Serra distingue a sua função de destino: luminária de rua, luminária de passeio, etc.); sinalizadores, balizadores e projetores.

4. Elementos de jardinagem e água: jardineiras, vasos, delimitadores de canteiros, grades para árvores, bebedouros e fontes.

5. Elementos de comunicação: semáforos, colunas para fixação de cartaz, luminosos de calçada.

6. Elementos de serviço público: cabinas em geral (de informação, de telefone, para bilhetes, etc.) sanitários, quiosques, entrada de metrô, pontos de auto-serviço para estacionamento de veículos, caixas eletrônicos, abrigo para ônibus, estacionamento de bicicletas, torres de salva-vidas, cadeiras para salva-vidas, parques infantis.

7. Elementos comerciais: banca de revistas, banca para flores, barracas de serviço, trailer, quiosques, carrinhos de sorvete e afins, barraca de praia, e demais equipamentos utilizados para comercialização de produtos e serviços.

8. Elementos de limpeza: lixeiras e coletores seletivos de lixo.

Na classificação proposta por Serra, torna-se evidente a classificação por critérios relacionados aos usos e às funções dos equipamentos. É oportuno observar que se estes critérios servem para indicar a utilidade dos equipamentos no ambiente urbano, estes pouco auxiliam na compreensão formal dos equipamentos.

Na categoria de elementos comerciais, por exemplo, encontra-se toda uma variedade de equipamentos nas mais diversas configurações, ou seja, pode-se ter inúmeras formas para o atendimento de uma mesma função. O efeito causado ao meio ambiente urbano por uma banca de revista não deve ser comparado ao promovido por um carrinho de sorvete. Entretanto, neste tipo de classificação, eles

pertencem a um mesmo grupo: o de comercialização, embora apresentando características dimensionais e formais bastante diferentes.

Outra proposta para a classificação dos equipamentos urbanos é apresentada por Claudia Mourthé,32 elaborada no seguinte modo:

1. Elementos decorativos: esculturas e painéis em prédios;

2. Mobiliário de serviço: telefones públicos, caixas de correio, latas de lixo, abrigos de ônibus, cabines policiais, banheiros públicos, fradinhos, protetores de árvores;

3. Mobiliário de lazer: Bancos de praça, mesas de jogos, projetos para idosos, projetos para crianças, projetos para atletas e jovens;

4. Mobiliário de comercialização: bancas de jornal, quiosques, barracas de vendedor ambulante e de flores, cadeiras de engraxate, mesas para cafés e bares em áreas públicas;

5. Mobiliário de sinalização: placas de logradouros (ruas), placas informativas, placas de trânsito e sinalização semafórica;

6. Mobiliário de publicidade: outdoors e letreiros computadorizados.

Percebe-se novamente o forte caráter uso/funcional desta classificação, embora Mourthé faça uma observação quanto à questão da implantação destes equipamentos no ambiente urbano:

A análise formal desses objetos em particular torna-se pouco significante, comparada à configuração do meio ambiente onde eles se encontram. Um equipamento pode estar correto em vários aspectos, quando analisado isoladamente. Mas, quando

inserido no seu espaço urbano é de extrema importância que este seja analisado em relação ao contexto, nesta perspectiva verifica-se a integração do equipamento com o espaço urbano.33

A observação feita por Mourthé diz respeito ao arranjo físico dos diversos equipamentos urbanos no ambiente, e coincide com o foco deste trabalho, entretanto é necessário buscar uma categorização mais adequada à investigação formal, focando os critérios classificatórios para aspectos relacionados à forma. Uma outra proposta é apresentada por Kohlsdorf34 que em sua classificação considera os equipamentos urbanos como pertencentes a uma Categoria dos elementos complementares:

1. Elementos de informação apostos: referem-se tanto a elementos de sinalização (como placas de trânsito e nomenclatura de logradouros) quanto a elementos de propaganda.

2. Pequenas construções: bancas de revistas, abrigos de transporte coletivos, coretos, etc. Kohlsdorf observa que são edifícios que por suas pequenas dimensões e papel, não pertencem à categoria das edificações.

3. Mobiliário urbano: elementos com características de maior mobilidade e de menor escala; bancos de logradouros, lixeiras, caixas de correio, postes e luminárias, pequenos muros ou cercas, obstáculos de trânsito, hidrantes, fontes e monumentos de pequeno porte.

Observa-se que mesmo tendo um caráter uso/funcional, a categoria proposta por kohlsdorf passa a inserir alguns elementos de caráter dimensional como critérios classificatórios (ver Quadro 1).

33 Ibdem. P.22.

Serra Mourthé Kohlsdorf

Elementos urbanos Mobiliário urbano Elementos complementares Características funcionais do objeto no meio Características funcionais do objeto Características dimensionais e funcionais Elementos de urbanização e limitação; Elementos de descanso; Elementos de iluminação; Elementos de jardinagem e água; Elementos de serviço público; Elementos comerciais; Elementos de limpeza. Elementos decorativos; Mobiliário de serviço; Mobiliário de lazer; Mobiliário de comercialização; Mobiliário de sinalização; Mobiliário de publicidade. Elementos de informação apostos; Pequenas construções; Mobiliário urbano.

Quadro 1. Síntese das propostas de classificação dos equipamentos urbanos e seus respectivos autores .

Se as categorias sintetizadas no Quadro 1 servem para identificar a finalidade a que se destinam os equipamentos, por outro lado, pouco auxílio oferecem quando se deseja analisar a forma destes equipamentos, passando a exigir uma outra forma de classificação mais pertinente, que conduza de uma forma mais direta ao processo de análise.

Para efeito de análise visual dos equipamentos urbanos, este trabalho propõe uma outra maneira de classificação, uma proposta que contemple as características relacionadas aos aspectos formais dos equipamentos, em detrimento das características uso/funcional, que neste tipo de abordagem pouco auxiliam na compreensão das questões de ordem formal.

1.3. Proposta de classificação dos equipamentos urbanos para a