4. L A LEGISLACIÓ EN ACCESSIBILITAT A C ATALUNYA , LA CULTURA I ELS PLANS
4.2. El Codi d’Accessibilitat
Felipe Tenório Jalfim [email protected]
Isabella Cristina G. M. Dias [email protected] Mariana B. Nanes [email protected]
Wlisses Dantas dos Santos [email protected] Ricardo M. Blackburn [email protected] Luiz Monteiro Neto [email protected];
Fábio dos Santos Santiago [email protected]
Maria Rafaela de A. Pinheiro [email protected] Bioma Caatinga, Caraúbas, Rio Grande do Norte
seja, dava ênfase às bases ecológicas necessárias a uma produção sustentável no ambiente semiárido e a uma ed- ucação regionalizada (contextualizada). À frente do seu tempo, ele defendeu metodologias e conteúdos para as escolas primárias, secundárias e superiores baseadas nos termos que hoje norteiam a convivência com o Semiári- do, a exemplo da conservação dos solos e estocagem de alimentos e de forragem (DUQUE, 2004).
Com efeito, a estratégia pedagógica de educação am- biental adotada no Projeto proporciona a formação at- ravés do encontro da teoria com a prática no contexto da convivência com o Semiárido. Envolve conteúdos e dinâmicas/metodologias (Quadro1) que despertam nas crianças e adolescentes uma maior consciência sobre o ecossistema e agroecossistemas em que vivem e a noção do uso de práticas que promovem a conservação perma- nente do meio ambiente (figuras 1 e 2).
A partir dos pressupostos acima mencionados, o itin- erário metodológico se iniciou pela sensibilização dos gestores municipais e das escolas rurais para acolher o aporte da Educação Ambiental por parte do Projeto Bioágua Familiar. Com isso, criaram-se possibilidades de pontes com o planejamento das atividades curriculares através da vinculação com conteúdos específicos para a educação ambiental3 infantil e anos iniciais do ensino
fundamental I e II, por meio da integração com os proje- tos pedagógicos das escolas.
Para tanto, foram planejadas conjuntamente com as diretoras e professoras das 16 escolas participantes do Projeto a meta de 4 oficinas por escola. O eixo central das oficinas foi o consumo consciente, abordando-se os se- guintes temas: água; resíduo sólido; conservação do solo e importância da fauna e flora da caatinga, conforme de- talhamento apresentado no quadro a seguir:
3 Dialogando com a Lei nº 9.795/99 sobre Educação Ambiental, especialmente no seu Art. 2º que, entre outros, afirma a importância da educação ambiental de forma permanente articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal (BRASIL, 1999).
Figura 1: prática sobre queimadas e erosão do solo
Quadro 1: Síntese das oficinas de Educação Ambiental
Oficina Aprendizados desejados Dinâmicas/metodologias utilizadas
Água
- Compreensão sobre o ciclo da água e as implicações das perturbações nesse ciclo provocadas pelo homem;
- Sensibilização para os problemas ambientais relacionados à água e como enfrentá-los no nível local;
- Música Planeta Água (Guilherme Arantes) com slides que ilustram cada trecho da letra;
- Reflexão sobre mensagem do vídeo água, vida e alegria no semiárido4;
- Desenhos sobre os problemas com a água na comunidade e no município (figura 2);
- Apresentação e reflexão da música “Água de Chuva” (Roberto Malvezzi - Gogó)5;
- Perguntas-chave para despertar o interesse sobre os SBF implantados nas proximidades.
Resíduo sólido
- Sensibilização para os problemas ambientais causados pelo lixo na natureza, sobretudo no meio rural; - Ampliação do conhecimento prático e
despertar interesse sobre a reciclagem e destinação adequada do lixo;
- Gincana sobre Coleta Seletiva do Lixo;
- Reflexão sobre as possibilidades de redução, reciclagem e reutilização dos resíduos;
- Teatralização: redução do lixo (figura 3); - Visitas ao Bioágua Escola.
Conservação do solo
- Compreensão sobre as causas da degradação dos solos;
- Sensibilização para os problemas ambientais relacionados à falta de conservação do solo e despertar o interesse para ações de conservação;
- Prática de campo sobre conservação de solo (cobertura morta e efeitos da queimada e erosão);
- Apresentação e debate de parte de um vídeo do Programa Globo Rural sobre conservação do solo6.
Importância da fauna e flora da caatinga
- Compreensão das causas da degradação da fauna e flora da caatinga;
- Sensibilização para os problemas de degradação da fauna e flora da caatinga e motivação para realizar ações de recuperação e conservação;
- Desenho sobre bichos da caatinga;
- Apresentação e debate de PowerPoint sobre a fauna e flora da caatinga; - Brincadeira: formação da teia alimentar (figura 4);
- Apresentação e debate de vídeo (Programa Globo Repórter sobre a caatinga7).
III. Resultados
A ação de Educação Ambiental alcançou 50 professores/as, 46 gestores/as de educação municipal, 661 crianças e jovens e 23 lideranças comunitárias, ligadas a 16 escolas de sete municípios do Território do Apodi-RN.
A avaliação dos/as professores/as é que as oficinas sobre educação ambiental foram experiências muito ricas de aprendizado, sobretudo de troca de conhecimento com os/as técnicos/as do Projeto. Despertaram novos horizontes no campo pedagógico.
Ainda, perceberam que as crianças e jovens assimilaram de maneira tranquila os conteúdos que foram tratados. O aprendizado foi levado por elas para dentro das casas. O maior exemplo citado na avaliação dos/as professores/as foi a
6 Disponível em: http://globotv.globo.com/rede-globo/globo-rural/v/falta-de-conservacao-do-solo-causa-erosao-e-perda-de-lavouras-no- pr/3642071/
7 Disponível em: http://globotv.globo.com/rede-globo/globo-reporter/v/em-epoca-de-chuva-aves-aproveitam-fartura-da-caatinga-verde/1861126/ 4 Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ut4g2CWxSfo
questão do tratamento do lixo nas comunidades e assentamentos, que em muitos casos passou a ser um assunto na pau- ta das reuniões das associações. De concreto já há uma redução da entrada de plástico nas comunidades/assentamentos pelo uso correto das ecosacolas e mutirões para limpeza dos quintais e arredores das casas.
Os temas da água, conservação dos solos e importância da fauna e flora da caatinga também repercutiram nos/as aluno/as, que notadamente têm uma visão bem distinta de antes das oficinas, conforme foi avaliado pelos educadores/ as. E isso se deve em boa medida ao exemplo do SBF presente na vida de muitos alunos, que residem próximos a eles.
O SBF reúne num pequeno espaço do quintal todos os temas tratados nas oficinas, nestas sempre é enfatizado nas formações que o equilíbrio ambiental, a exemplo do controle natural de pragas e doenças, depende do manejo agro- ecológico da água, solo e cultivos do SBF e especialmente do nível de conservação da caatinga que se tem nos arredores da residência.
IV. Conclusão
O Projeto demonstrou que ações de conservação dos recursos naturais da caatinga e fortalecimento dos agroecoss- istemas familiares do Semiárido podem e devem andar juntas com uma estratégia de educação ambiental de crianças e jovens nas escolas rurais. Além dos benefícios imediatos para ambos os campos de desenvolvimento rural, esse tipo de atuação integrada, cada vez menos comum nos projetos e políticas para o Semiárido, garante a sustentabilidade dos projetos a longo prazo na perspectiva da convivência com o Semiárido.
V. Referência Bibliográfica
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. LEI nº 9.795 de 27 de abril de 1999. Política Nacional de Educação Ambiental - PNEA. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/ d4281.htm Acesso em: 26 de fevereiro 2015.
DUQUE, J. G. Solo e água no polígono das secas. 6ed. Fortaleza: Banco do Nordeste do Brasil, 2004. 334 p.
I. Introdução
O Projeto Bioágua Familiar objetiva consolidar um sistema de reuso da água cinza domiciliar (figura 1) - água residual do banho, da lavagem da roupa e louça e outros usos, menos a do vaso sanitário - como alternativa para a produção de ali- mentos e redução da contaminação ambiental nos quintais das famílias agricultoras do semiárido brasileiro. O Projeto está sendo implementado no Território do Sertão do Apodi-RN, local onde foi desenvolvido o Sistema Bioágua Familiar- SBF1.
Figura 1: Ilustração do Sistema Bioágua Familiar
O projeto prevê a formação de 1.000 agricultores/as (200 famílias) sobre implantação, manejo e manutenção do SBF, aliado à formação em educação ambiental de 120 alunos de escolas rurais ligadas às comunidades e assentamentos onde o Projeto atua, durante o período de agosto de 2014 a julho de 2015. Pretende ainda ampliar as informações sobre o funciona- mento desse sistema no que concerne à: produção e qualidade da água cinza, produção e qualidade de alimentos e qualidade do solo.
1 O SBF foi iniciado em 2009, a partir de trêsunidades na comunidade São Geraldo, Olho D´Água do Borges-RN, numa parceria entre as famílias, o Projeto Dom Helder Camara – SDT/MDA/FIDA/GEF, a UFERSA e a ATOS.