8. C ONCLUSIONS
8.1. Conclusions en relació amb l’accessibilitat,
Florestal do Projeto Pé de Cerrado no Município de Ceres/GO
Jaqueline José Silva Oliveira coordenadora [email protected] Denes Ferraz [email protected]Rogério Barbosa dos Santos [email protected] Bioma Cerrado, Ceres/Goiás
A implantação de viveiros florestais deve obedecer a vários fatores, a começar pela escolha do local, o qual necessita levar em consideração o posicionamento em relação ao sol e, também, a disponibilidade hídrica que é fundamental para a produção de mudas, devido à grande demanda de água no período de germinação das sementes.
Viveiros são fundamentais para recomposições florísticas, constituindo uma das etapas mais importantes do processo de reflorestamento, pois, a qualidade das mudas interfere direta- mente no resultado de todas as operações seguintes (GALLOT, 1978).
Com o objetivo de garantir a qualidade das mudas produzidas e garantir a biodiversidade do cerrado. Assim, segundo ACCACIO (2003), deve-se reconhecer que, quando provocarem principalmente substituição e, ou, fragmentação de hábitats nativos, os maciços florestais estarão contribuindo para acelerar taxas de extinção de populações e, consequentemente, de espécies, dadas as perturbações criadas.
O viveiro, implantado pelo projeto Pé de Cerrado, conta com uma área de 888 m², coberta com sombrite, que retém cerca de 40% da luz solar, de modo a proporcionar um ambiente adequado ao desenvolvimento das plantas que são, em sua maio- ria, espécies secundárias.
III - Resultados
A produção de mudas no viveiro do projeto Pé de Cerrado iniciou no mês de dezembro de 2013, com produção de 42 mil mudas. Em função da grande demanda de sementes e do fato de neste mês a produção de sementes no cerrado ser bastante reduzida, não se pode produzir maior quantidade, sendo que foi necessário esperar até o Julho de 2014, mês este em que a dispersão de sementes é abundante.
A fim de se adiantar a produção, foi feito o preparo do substra- to e, consecutivamente, o preparo dos saquinhos, para que quan- do houvesse uma maior disponibilidade de sementes, a equipe re- sponsável, ficasse por conta de realizar apenas a semeadura, e, assim, foi feito. Nesse período, julho a novembro de 2014, foram produzidas cerca de 78 mil mudas de variadas espécies, dentre elas pode ser cita- da a Anadenanthera Colubrina (Angico) HymenaeaCourbaril (Jatoba da mata) Enterolobuim Contortisiliquum (Tamboril), entre outros.
Seguindo ainda a matriz lógica, a equipe do projeto Péde Cerrado efetuara, de dezembro 2014 a junho de 2015, a produção de cerca de 68 mil mudas.
A produção de mudas em viveiros florestais demanda bastante dedicação e conhecimento, pois, para se produzir mudas é necessário montar, por meio de levantamento in loco, o calendário fenológico lo- cal (época do ano em que cada uma das floresce, frutifica e dispersa sementes) de modo que não ocorra a perda de dispersão das sementes, ou da coleta após o tempo correto. O aumento de produtividade, na verdade, é uma interação de inúmeros aspectos ecológicos e técnicos, iniciando-se da próprio semente(CARNEIRO, 1995. p. 451).
Técnico do Viveiro Florestal do projeto, Denes Ferraz, na coleta de sementes nativas do cerrado.
As sementes de árvores do cerrado apresentam algumas peculiaridades, que variam desde sementes com grande longevidade como a de HymenaeaCour- baril, por exemplo, que pode ser armazenada durante anos e outras como a de Handroanthusserratifolius, que perde viabilidade em poucos dias.
Para garantir a rapidez na germinação, a equipe do projeto Pé de Cerrado procurou sempre utilizar méto- dos de superação de dormência adequados para cada espécie, pois, grande parte das sementes de nativas do Cerrado apresenta algum tipo de mecanismo de retar- do germinativo, seja ele de natureza física ou química, ou seja, apresentam algumas um espesso tegumento rico em celulose, que impermeabiliza a semente, ou substancias oleaginosas hidrofóbicas.
A utilização de métodos de quebra de dormência possibilitou à equipe do Projeto Pé de Cerrado rapidez na produção, pois, ao utilizar os mesmos, é possível diminuir, em até 10 vezes ou mais, o tempo de germinação das sementes de interesse, garantindo uma boa taxa de germinação e que as mudas estivessem aptas o mais rápido possível para o plantio no campo.
Aproximando ao fim dos dois anos, em que o projeto Pé de Cerrado deve ser executado, nota- se que todas as atividades propostas foram cumpridas com êxito, como a produção de mudas, por exemplo, que superou a meta proposta, preservando os recursos hídricos e a biodiversidade do Bioma Cerrado.
Referências
ACCACIO, G. M. et al. Ferramentas biológicas para avaliação e monitoramento de habitats naturais fragmentados. In: RAMBALDI, D. M.; OLIVEIRA, D. A. S. (Orgs.). Fragmentação de ecossistemas: causas, efeitos sobre a biodiversidade e recomendações de políticas públicas. Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 2003. p.367-390.
CARNEIRO, J. G. de A. Produção e controle de qualidade de mudas florestais. Curitiba: UFPR/FUPEF; Campos : UENF, 1995. 451 p.
GALLO, D, NAKNO, O, SILVEIRA NETO, S, CARVALHO, RPL; BATISTA, G.C, DE; BERTI FILHO, PARRA, J.R.P ZUCCHI, R.A. ALVES,SB.1978. Manual de Entomologia Agrícola. São Paulo, Ed. Agr. Ceres. 531p.
Técnico do viveiro, Rogério Barbosa, no Viveiro Florestal do Projeto.
Contexto
Um dos objetivos do Projeto Preserve e Sustente é praticar atividades de educação ambiental para crianças e adolescentes das escolas municipais e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos nos municípios de Barro Alto e Santa Rita do Novo Destino, através de atividades lúdicas, explorando os temas ambientais, sensibilizando a comunidade para que eles se sintam parte integrante da natureza e consequentemente se responsabilizem pelos seus atos, sejam eles negativos ou positivos.
As ações começaram no início de 2014 e estão previstas para encerrar em Junho de 2015. As atividades estão em anda- mento, sempre trabalhando de forma conjunta com a coordenadora pedagógica das escolas para que se possa somar com o que é contemplado na grade curricular de cada série, realizando atividades em contato com a natureza para que possam conhecer o bioma cerrado, pois para valorizar é necessário conhecer e reconhecer a sua importância.
Metodologia
Neste texto relata-se a experiência desenvolvida com os alunos da Escola Benedito Borges Vieira. A primeira etapa das atividades de educação ambiental é a reunião com a coordenadora pedagógica e professoras para juntos elegerem os temas a serem trabalhados, sempre levando em consideração a grade curricular de cada série.
Como exposto por Sato (2004), a educação ambiental é um processo de reconhecimento de valores e clarificação de conceitos, objetivando o desenvolvimento das habilidades e modificando as atitudes em relação ao meio, para atender e apreciar as inter-relações entre os seres humanos e seus meios biofísicos.
A educação ambiental está relacionada com a prática das tomadas de decisões e a ética que conduzem para a melhoria da qualidade de vida. Neste contexto procurou-se em cada visita na escola trabalhar duas turmas separadamente, a fim de reduzir em grupos menores, para que haja um maior aproveitamento. Os temas trabalhados são: Lixo, Coleta seletiva, 3 Rs da sustentabilidade, água, ciclo hidrológico, poluição e desmatamento.
A primeira atividade realizada foi uma gincana com a participação de todas as crianças da Escola Benedito Borges Vieira, com diversas atividades, porém a atividade que mais se destacou foi o quadrado da biodiversidade. As crianças, divididas em vários grupos e acompanhadas pelos professores, foram aos quadrados demarcados anteriormente. Eles anotaram tudo que existia dentro dos quadrados, espécies da flora, fauna, presença de lixo, o conforto deles no ambiente, entre outros. De volta à escola, houve a troca de ideia e percepção sobre o ambiente encontrado. O objetivo foi estimular a reflexão e o ques- tionamento sobre a biodiversidade existente entre os ambientes e como o homem interfere de forma negativa ou positiva nesses ambientes.
Para as crianças de 3º e 4º ano foi explorado o tema água e o ciclo hidrológico. Primeiramente foi passado um vídeo em forma de desenho que explica o caminho percorrido pela água. Após algumas explicações, as crianças construíram o ciclo hidrológico para que pudessem entender como é realizado o caminho da água, a responsabilidade que é necessário cada um ter para que a água se mantenha potável e como se pode atuar para que abasteça as nascentes.