2. Chapitre 2 : Amélioration du modèle du four Bridgman par la prise en compte de la transition
2.1. Description du problème sur un modèle 3D simple : la double-boite
implantado no primeiro semestre de 2009
Nome da Disciplina C.H Departamento
FCH 128 Cultura Brasileira 51 História
FCH 197 – História da África 68 História
Esses componentes curriculares aparecem no item 14 – Disciplinas existentes que passam a integrar o elenco de optativas, no entanto, elas não aparecem no currículo anterior que encontramos no mesmo documento.
Temos como Obrigatória a disciplina:
Nome da Disciplina C.H Departamento
FCH 187 História da Civilização Brasileira 68 História
Esse componente curricular traz a seguinte ementa “Transmite a compreensão dos elementos culturais, sociais, políticos e econômicos que participaram da formação da civilização brasileira”.
Desse modo, nossa proposta além de uma análise crítica do currículo no que diz respeito ao ensino de história e cultura africana e afro-brasileira, tendo o curso de pedagogia da FACED / UFBA, especialmente o componente curricular EDCB79 História e Cultura Africana e Afro-Brasileira como campo de pesquisa, intenta trazer perspectivas da filosofia africana contemporânea para contribuir com possibilidades outras, compreendendo a ancestralidade e o encantamento como inspirações formativas. Vejamos a seguinte narrativa de Henrique Cunha Jr. (200_):
Vem a personalidade do mestre precedendo tudo, nós o saudamos. Dono dos caminhos e dos descaminhos, ele apresenta de tudo, ensina quem quer atender,
compreender e aprender. Dizem, das muitas coisas que se diz, da personalidade do mestre, do jeito brincalhão de não brincar, apenas apresentar a representação para nela se pensar.
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80 Estavam ai dois sujeitos, dos lados opostos da rua, limpando a porta de seus estabelecimentos. Negociantes sérios, de respeitos na cidade e acima de tudo na comunidade, tinham nas suas palavras e nas certezas do pronunciavam o selo da honestidade. Eis que o mestre, com a sua personalidade, vai ao chapeleiro e encomenda estranho e complicado chapéu, composto de múltiplos cones de variados tamanhos. Tinha o chapéu duas cores distintas de cada lado. Eis que o mestre passa com seu chapéu e saúda os negociantes. - Bom dia senhores. Bom dia responde um e logo em seguida o outro. - Quem é, perguntam-se os negociantes? Não sabem. - Que chapéu azul estranho diz um. - Estranho sim, mas vermelho, afirma o outro. - Está enganado, era azul, eu vi. Não estavas prestando suficiente atenção na cor. - Como não, esta me tendo por tolo, ou distraído, saiba que... Esta feita a confusão, por quê? Por nada apenas por uma divergência de opinião, que se torna, pela seriedade e autoridade da fala ponto de hora74.
Essa história nos traz uma lição importante, a de que apenas aquele que desse a volta em torno do indivíduo dono do chapéu perceberia as duas faces do mesmo, ou seja, depende da sagacidade em observar, da esperteza de perceber que apenas um lado não diz sobre o todo. Essa é a lição de todas as histórias, como bem diz Chimamanda Adichie com o seu discurso “O perigo de uma única história75”, depende de que lado se olha, se vê e, principalmente, da importância que damos, ou não, a todos os fatos.
4.0 – O desenrolar da Lei 10.639 na voz da relatora Petronilha Silva
Em 2013 a Lei 10.639 completara uma década. Não fora um ano de comemorações, mas de muitas reflexões. Reflexões sobre as suas ações, sobre o seu significado, o impacto e até mesmo sobre o seu desconhecimento por meio de muitos professores e estudantes de pedagogia / letras, etc. Não somos um país democrático e para isso necessitamos criar meios para proporcionar uma educação que tenha como princípio maior a valorização e, consequentemente, o respeito pela nossa pluralidade cultural.
Falando sobre como a realidade a partir da Lei 10.636 pode ser mudada desde o sistema escolar, Petronilha Silva76 (2012) diz que:
A referida determinação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação visa, educar a todos os brasileiros e brasileiras para que conheçam,
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Essas são artimanhas de Exu. 75
Podemos ver o vídeo no seguinte endereço: http://www.youtube.com/watch?v=EC-bh1YARsc. Podemos ver sua transcrição no seguinte endereço: http://www.osurbanitas.org/osurbanitas9/Chimamanda_Adichie.pdf.
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Entrevista cedida a Daiane Sousa em 11 de Janeiro de 2012, para o portal da Fundação Cultural Palmares: http://www.palmares.gov.br/2012/01/a-lei-n%C2%B0-10-639-sob-a-visao-de-petronilha-beatriz-goncalves-e- silva/
81 respeitem e valorizem uma das raízes fundadoras de sua cultura e nacionalidade, a africana. O que precisa ser mudada não é a imagem dos negros, mas a imagem negativa que a sociedade criou e fomenta como se fosse própria deles. Uma imagem que muitos brasileiros, que pretendem manter privilégios e direitos para si próprios e seus grupos originários, cultivam, tentando fazer com que todos partilhem do ideal de fazer do Brasil uma nação monocultural, de raiz predominantemente europeia. Os sistemas de ensino e as escolas de diferentes níveis da educação – infantil ao superior – são espaços necessários e competentes para combater o racismo e discriminações, assegurando, conforme consta do Parecer CNE/CP3/2004, “o direito à igualdade de condições de vida e cidadania”, assim como garantindo “igual direito às histórias e culturas que compõem a nação brasileira, além do direito de acesso à diferentes fontes da cultura nacional a todos os brasileiros”.
Segue afirmando que tornar obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana tem o intuito de “reeducar as relações étnico-raciais a fim de que todos – descendentes de europeus, asiáticos, africanos e povos indígenas – valorizem a identidade, a cultura e a história dos negros que constituem o segmento mais desrespeitado da nossa sociedade”, posto que ao longo dos séculos o racismo criou e propagou diversas estratégias com o objetivo de “manter os negros brasileiros à margem dos direitos devidos a todos os cidadãos, sobretudo os negros que se reconhecem descendentes de africanos, que se negam deixar assimilar por ideias e conhecimentos depreciativos de tudo que vem da sabedoria construída a partir de suas raízes”. A Lei é resultado de muitos desses negros que seguem firme lutando para o reconhecimento de seus valores e para que aqueles que não se reconheçam como negros afrodescendentes reencontrem sua ancestralidade e encantam-se com a vida. Pois, não é possível criar mundos e modos saudáveis de viver quando vivemos a margem.
Nossa relatora segue afirmando que a simples implementação da Lei é insuficiente para desconstruir ações do tipo “a ideia distorcida de que os portugueses descobriram o Brasil repercute até hoje na mentalidade de muitos que pensam que o mundo, as pessoas, os costumes e as ideias passam a existir quando deles tomam conhecimento”, desse modo, faz-se necessário, como já fora apontado no texto, uma formação continuada, sobre isso Petronilha Silva diz que “é preciso que o MEC, outros ministérios e órgão federais, além certamente dos conselhos de educação e das secretarias de educação dos estados e municípios, permaneçam dando continuidade a implantação do referido plano, criando condições financeiras e técnicas para tanto”.
82 há importantes avanços, embora ainda haja muito a ser feito. Se de um lado se necessitam ainda de importantes recursos financeiros, técnicos e didáticos, de outro se tem de enfrentar diferentes facetas e manifestações do racismo, que continua sendo fomentado pelo mito de que vivemos numa democracia racial. (...) Há muito que ser feito, pois a implantação da referida lei exige intenso combate ao racismo que cotidianamente se manifesta nos diferentes âmbitos da sociedade. Exige também muito estudo e ampliação de muitas das experiências bem sucedidas de professores e estabelecimentos de ensino.
Ou seja, a Lei fora” promulgada, entretanto, não fora implementada, sabemos que a maioria dos espaços escolares, efetivamente não ela não é aplicada. Ou seja, fora promulgada, mas ela tem que funcionar e só funcionará com trabalho e vigilância constante. Além da potencialização e divulgação de trabalhos / pesquisas bem sucedidas, além de inovadoras e marcante na formação, não apenas dos negros, mas de todos, pois a educação para relações étnico-raciais está voltada para todos os indivíduos e não apenas para o combate ao racismo contra os negros. Visa, então, proporcionar o conhecimento do patrimônio cultural que tanto influenciou na construção histórica, social, cultural e tecnológico de nosso país, influências entranhadas em nossas identidades, em todos os campos que nos constitui.
Seguindo essa concepção de construção de um conhecimento que não exclui, ao contrário, agrega diferentes epistemologias oriundas da diversidade cultural em que o diálogo entre culturas se faz essencial para a construção da nossa identidade, da identidade nacional de um povo, vamos ao segundo capítulo dessa dissertação, onde apresento itinerâncias numa “experiência bem sucedida” de Eduardo Oliveira, com a implantação e desenvolvimento do componente curricular EDCB79 – História e Cultura Africana e Afro-Brasileira no currículo de Pedagogia / UFBA, lugar em que a preocupação fundamental é conhecer e re-conhecer os etnométodos de cada estudante, por meio da escuta sensível e assim possibilitar a construção de uma teia que se dá por meio de movimentos / momentos de trocas e aprendizagens que permitem a auto-formação.
O ferreiro forja a Palavra, o tecelão a tece, O sapateiro amacia-a curtindo-a. Hampâté Bâ
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Lapidar Minha procura toda trama lapidar o que o coração com toda inspiração achou de nomear gritando: alma Recriar cada momento belo já vivido e ir mais atravessar fronteiras do amanhecer e ao entardecer olhar com calma então Alma, vai além de tudo o que o nosso mundo ousa perceber casa cheia de coragem, vida tira a mancha que há no meu ser te quero ver te quero ser alma Viajar nessa procura toda de me lapidar neste momento agora de me recriar de me gratificar de busto, alma, eu sei casa aberta onde mora o mestre, o mago da luz onde se encontra o templo que inventa a cor Animará o amor Onde se esquece a paz Alma, vai além de tudo o que o nosso mundo ousa perceber casa cheia de coragem, vida todo o afeto que há no meu ser te quero ver, te quero ser alma
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84 CAPÍTULO II - A QUESTÃO É SABER QUEM SOMOS NÓS - Teia da História e Cultura Africana e Afro-brasileira em campo.
O QUE VI, VIVI E SENTI...