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Diagnostic de corrosion assisté par ordinateur des ouvrages métalliques

III.1. État de l’art

III.1.2. Corrosion localisée des structures métalliques enterrées

III.1.2.4. Corrosion microbienne

Assim como existem vários conceitos de conhecimento, observa-se que o mesmo acontece quanto à sua classificação. Santos e Varvakis (2010 c) apresentam os vários tipos de conhecimento, conforme pode ser observado no Quadro 2.

Quadro 2 - Tipos de conhecimento Tipo de

conhecimento

Definições

Tácito O conhecimento tem origem nas ações, experiências e no envolvimento do indivíduo em um contexto específico. Habilidades cognitivas (tácito cognitivo) Modelos mentais Habilidades motoras (técnico tácito)

Saber como aplicar a um domínio específico Explícito Conhecimento articulável e generalizável Individual Criado por um indivíduo e inerente a ele Social Criado por um grupo de indivíduos e

inerente às ações coletivas desse grupo.

Declarativo Know-what?

Procedural Know-how?

Causal Know-why?

Condicional Know-when?

Relacional Know-with?

Pragmático Conhecimento útil para uma organização Fonte: Adaptado de Santos e Varvakis (2010c, p. 18).

Esta pesquisa utiliza os conceitos de conhecimento tácito e explícito propostos por Takeuchi e Nonaka (2008), Kankanhalli et al. (2010) e Xu (2011), baseados na distinção estabelecida por Polanyi (1996) entre os dois tipos de conhecimento:

a) Conhecimento Explícito – caracterizado como formal, sistemático e facilmente transmitido aos indivíduos. Pode ser expresso em palavras, números ou sons; são compartilhados em forma de dados, fórmulas científicas, recursos audiovisuais, especificações de produtos ou manuais.

b) Conhecimento Tácito – a visão de conhecimento tácito foi descrita na literatura da Gestão do Conhecimento (NONAKA; TAKEUCHI, 1997, CARAYANNIS, 1998, HILDRETH et al., 1999, ALAVI; LEIDNER, 2002) como o conhecimento subjetivo, intuitivo e pessoal, difícil de ser formalizado, tornando a comunicação e o compartilhamento mais difícil. Está

profundamente enraizado nas ações e na experiência corporal do indivíduo, assim como nos ideais, nos valores ou nas emoções que ele incorpora.

Corroborando essa visão, Myers (1996), Vrines e Hendriks (1999), Zabot e Silva (2002), Kane, Argote e Levine (2005), Choo (2006), Santos e Varvakis (2010a), An et al. (2012) e Bedford (2012) declaram que o conhecimento tácito está ligado ao pessoal, é o conhecimento geral que reside na cabeça das pessoas, abrangendo fatores como crenças pessoais, perspectivas e valores incorporados na experiência individual.

O conhecimento tácito é o conhecimento procedural, pessoal, específico de um determinado contexto, difícil de ser formulado e comunicado; envolve modelos mentais que estabelecem e manipulam analogias; seus elementos técnicos podem ser exemplificados como o Know-how concreto, técnicas e habilidades que permitem ao indivíduo o “saber-fazer”, é dirigido à ação; é fortemente incorporado pela experiência de um indivíduo e não passa pela formalização com palavras; é o estágio da sublinguagem do reflexo, dos automatismos, do instinto (NOORDIN et al., 2013 ).

O conhecimento explícito é aquele que passa pela mediação da linguagem; permite a um indivíduo a aquisição do saber (entender e compreender) sobre determinados fatos e eventos, mas não lhe permite agir; pode ser declarativo ou narrativo, baseado no raciocínio humano; pode ser oral ou escrito; pode ser bastante contextualizado, ligado a uma situação profissional ou, ao contrário, muito genérico e fortemente validado (ZABOT; SILVA, 2002, SANTOS; VARVAKIS, 2010a, NOORDIN et al., 2013).

O aumento do uso prático do conhecimento explícito gerenciado significa paradoxalmente, que o conhecimento tácito tornou-se cada vez mais importante. Processos de mudança no ambiente foram acelerados pelo uso operacional do conhecimento que, por sua vez, deu origem ao aumento da demanda por experimentar o conhecimento tácito, em vista a elaboração dinâmica das capacidades de incorporar experiências de usuários e de novos conhecimentos em produtos ou serviços para atender os desafios do ambiente em rápida mutação (HUNG et al., 2010,CHU; TIAN, 2010 , RASMUSSEN; NIELSEN, 2011).

Santos e Varvakis (2010b) afirmam que existem duas formas para se adquirir conhecimento:

1) pela descoberta: são os conhecimentos adquiridos com as experiências pessoais, aquisições de conhecimento feitas quando o individuo realiza tarefas, soluciona problemas, produzindo

conhecimento procedural, experiências vivenciais que resultam no conhecimento do tipo “saber-fazer”.

2) pelo texto: diz respeito à aquisição de conhecimentos a partir de informações simbólicas vinculadas aos textos, produzindo principalmente conhecimentos declarativos, do tipo “explícito – saber”.

Como aquisição do conhecimento é um processo pessoal, o conhecimento está sujeito a interferências do ambiente, de crenças, de valores e de genética, que vão fazer com que o conhecimento ainda se apresente, conforme Lapolli et al. (2001), com características como: orientado para a ação; sustentado por regras; tácito e; em constante mutação.

O conhecimento pode ser convertido de tácito para explícito e de explícito para tácito pelo espiral do conhecimento que Takeuchi e Nonaka (2008), Guerra e Sanches (2012) definem como:

 a socialização – transmissão do conhecimento tácito de um indivíduo para outro, pela interação pessoal, isto é, pela transmissão do conhecimento através vivência do aprendiz com o mestre;

 a externalização – percebida como uma ação mais formal e consciente de transformação do conhecimento tácito para o explícito, no sentido de “normatizar” o conhecimento dentro de um padrão comum de modelo mental entre o emissor e o receptor. Uma vez externalizado (ou normalizado), o conhecimento pode ser objeto de uma distribuição em massa a partir de tecnologias de comunicação;

 a combinação – processo de disseminação e sistematização do conhecimento explícito, uma vez formalizado dentro de um determinado padrão comum de entendimento. O conhecimento explícito poderá ser combinado e comparado com outros conhecimentos explicitados e também ser disseminado em grande escala;

 a internalização – retorno do conhecimento explícito para o tácito, entendida como a apropriação do conhecimento explícito por um indivíduo e sua compreensão individual.

A espiral do conhecimento (Figura 2) dá-se como uma constante transformação do conhecimento tácito para o explícito e vice-versa, disseminando e enriquecendo o conhecimento: o tácito é compartilhado por socialização, de forma que possa ser sistematizado; por externalização, para

poder ser disseminado e aprimorado por combinação e, finalmente, reassimilado por internalização.

Figura 2- Conversão do conhecimento

Fonte: Nonaka e Takeuchi (1997)

A evolução do homem foi baseada na socialização de conhecimentos até o advento da escrita e, posteriormente, este foi externalizado nos livros, facilitando a internalização e a combinação dos saberes. O conhecimento sempre teve importância para a evolução das sociedades, porém, hoje, assume uma importância vital para indivíduos e empresas que vivenciam a revolução econômica emergente da era da informação (ZABOT; SILVA, 2002, LIU; MAKOTO, 2010, VOLBERDA et al., 2012). Para Stewart (2002, p. 5), “o conhecimento tornou-se um recurso econômico proeminente – mais importante que a matéria–prima, mais importante, muitas vezes, que o dinheiro”. Assim, a gestão do conhecimento é a ferramenta usada para gerir esse novo ativo.

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